Mensagens Religiosas

Por que te confundes e te agitas diante dos problemas da vida? Deixe que eu cuide de todas as tuas coisas e tudo será melhor. Quando você se entregar a mim, tudo se resolverá com tranquilidade segundo meus desígnios. Não te desespere, não me dirija uma oração agitada, como se quisesse exigir o cumprimento dos teus desejos. Feche os olhos da alma e diga-me com calma:
Jesus, eu confio em ti.
Evite preocupações, as angústias e os pensamentos sobre o que pode acontecer depois. Não bagunce os meus planos, querendo impor suas ideias. Deixa-me ser Deus e atuar com liberdade. Se abandone confiadamente em mim. Repouse em mim e deixe em minhas mãos o teu futuro. Diga-me frequentemente:
Jesus, eu confio em ti.
O que mais danos te causa são sua razões, suas próprias ideias e você querer resolver as coisas a tua maneira. Quando me disser "Jesus, eu confio em ti", não seja como o paciente que pede ao médico que o cure, porque lhe sugere o modo de fazer. Deixe se levar em meus braços divinos, não tenha medo, eu te amo. Se acreditar que as coisas pioram ou se complicam apesar de tua oração, siga confiando. Feche os olhos da alma e confia. Continue dizendo a toda hora:
Jesus, eu confio em ti.
Necessito das mãos livres para fazer a minha obra. Mesmo que a dor seja tão forte, a ponto de derramar lágrimas dos seus olhos. Estarei com você e com a sua família em todos os momentos. Diga:
Jesus, eu confio em ti.
Confia só em mim, abandona-se em mim, jogue todas as suas angústias e durma tranquilo. Diga-me sempre "Jesus, eu confio em ti" e verás acontecer grandes milagres. Eu te prometo por meu amor. Pois, sempre confiarei em você, meu filho...

Certa vez ouvi uma história contada por um velho amigo que gostava de fazer passeios de barco. Ele estava em um de seus passeios e ao caminhar pelo navio, viu um dos membros da tripulação escalando as cordas, indo até o "ninho do corvo". Quando estava na metade da escalada, o navio balançou, pendeu para um lado e ele foi jogado ao mar.
Quando bateu na água, começou a gritar por ajuda enquanto batia os braços descontroladamente, se esforçando para sobreviver. Meu amigo viu que um marinheiro observava o homem na água de forma calma e tranquila, sem esboçar nenhuma reação.
Após um curto tempo o homem na água se cansou e começou a afundar. Imediatamente o marinheiro que observava tranquilo saltou ao mar e salvou a vítima que se afogava.
Depois que ambos estavam em segurança à bordo, meu amigo foi até o marinheiro que fez o resgate e perguntou, – Porque você esperou tanto tempo para saltar na água e salvar este homem?
Com a mesma calma, o marinheiro respondeu, – Eu percebi que o homem lutava muito na água e era grande a possibilidade de ambos morrerem se eu saltasse rapidamente. Há muito tempo eu aprendi que é melhor deixá-lo lutar por algum tempo, e quando chegar ao fim de sua própria força, eu posso saltar na água e salvá-lo com segurança.
Você se sente como o homem que se afogava nesta história? Você caiu de seu lugar cheio de conforto e segurança, e você está lutando por sua sobrevivência? Você gritou pedindo à Deus para vir salvá-lo?
Jamais perca a fé! Deus só está lhe dando a oportunidade de salvar-se por si mesmo. Se suas forças chegarem ao fim, Deus saltará na água e salvá-lo-á!

Quando Ketu completou doze anos de idade, foi mandado para um mestre, com o qual estudou até completar vinte e quatro. Ao terminar seu aprendizado, voltou para casa cheio de orgulho.
Disse-lhe o pai:
- Como podemos conhecer aquilo que não vemos? Como podemos saber que Deus, o Todo Poderoso, está em toda parte?
O rapaz começou a recitar as escrituras sagradas, mas o pai o interrompeu:
- Isso é muito complicado; não existe uma maneira mais simples de aprendermos sobre a existência de Deus?
- Não que eu saiba, meu pai. Hoje em dia sou um homem culto, e preciso desta cultura para explicar os mistérios da sabedoria divina.
- Perdi meu tempo e meu dinheiro enviando meu filho ao mosteiro reclamou o pai.
E pegando Ketu pelas mãos, levou-o a cozinha. Ali, encheu uma bacia com água, e misturou um pouco de sal. Depois, saíram para passear na cidade.
Quando voltaram para casa, o pai pediu a Ketu:
- Traga o sal que coloquei na bacia.
Ketu procurou o sal, mas não o encontrou, pois já se havia dissolvido na água.
- Então não vê mais o sal? perguntou o pai.
- Não. O sal está invisível.
- Prova, então, um pouco da água da superfície da bacia. Como está ela?
- Salgada.
- Prova um pouco da água do meio: como está?
- Tão salgada como a da superfície.
- Agora prova a água do fundo da bacia, e me diz qual o seu gosto.
Ketu provou, e o gosto era o mesmo que experimentara antes.
- Você estudou muitos anos, e não consegue explicar com simplicidade como o Deus Invisível está em toda parte disse o pai.
Usando uma bacia de água, e chamando de sal a Deus, eu poderia fazer qualquer camponês entender isso. Por favor, meu filho, esqueça a sabedoria que nos afasta dos homens, e torne a procurar a Inspiração que nos aproxima.

Ao clarão do Natal, que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!... Alguém que te acende a estrela da generosidade nos olhos e te adoça o sentimento, qual se trouxesses uma harpa de ternura escondida no peito.

Sim, é Jesus, o amigo fiel, que volta.

Ainda que não quisesses, lembrar-lhe-ias hoje os dons inegáveis, ao recordares as canções maternas que te embalaram o berço, o carinho de teu pai, ao recolher-te nos braços enternecidos, a paciência dos mestres que te guiaram na escola e o amor puro de velhas afeições que te parecem distantes.

Contemplas a rua, onde luminárias e cânticos lhe reverenciam a glória: entretanto, vergas-te ao peso das lágrimas que te desafogam o coração... É que ele te fala no íntimo, rogando perdão para os que erram, socorro aos que sofrem, agasalho aos que tremem na vastidão da noite, consolação aos que gemem desanimados e luz para os que jazem nas trevas.

Não hesites! Ouve-lhe a petição e faze algo!... Sorri de novo para os que te ofenderam; Abençoá os que te feriram; divide o pão com os irmãos em necessidade; entrega um minuto de reconforto ao doente; oferece uma fatia de bolo aos que moram, sozinhos, sob ruínas e pontes abandonadas; estende um lençol macio aos que esperam a morte, sem aconchego do lar; cede pequenina parte de tua bolsa no auxílio às mães fatigadas, que se afligem ao pé dos filhinhos que enlouquece de fome, ou improvisa a felicidade de uma criança esquecida.

Não importa se diga que cultivas a bondade somente hoje quando o Natal te deslumbra!... Comecemos a viver com Jesus, ainda que seja por algumas horas, de quando em quando, e aprenderemos, pouco a pouco, a estar com ele, em todos os instantes, tanto quanto ele permanece conosco, tomando diariamente ao nosso convívio e sustentando-nos para sempre.

Francisco Cândido Xavier