Mensagens de Sabedoria

Dois rapazes moravam na mesma fazenda quando o pai morreu.

O que era solteiro ficou morando na casa em que o pai morreu.

O casado morava na casa ao lado.

Eles tinham uma plantação imensa de arroz e um celeiro em comum, e combinaram de trabalhar juntos e dividir tudo.

Colheram dezenas de sacos de arroz, metade para um e metade para o outro, e assim fizeram dois celeiros.

Fizeram uma boa colheita, estavam com os depósitos cheios.

No final da tarde, o irmão solteiro começou a pensar que aquela divisão não estava certa.

Pensava: *“Eu sou solteiro e meu irmão é casado, tem mulher e filhos. Ele precisa de mais arroz que eu, pois sou sozinho.”*

À noite, ele se levantou, foi ao celeiro dele, pegou um saco de arroz, escondido, e colocou no celeiro do irmão.

O irmão acordou na manhã seguinte e começou a pensar:

*“Essa divisão não está justa, pois sou casado, tenho minha mulher e meus filhos. E eles vão crescer e poderão me ajudar. Mas meu irmão, coitado, ele é sozinho. E se ele não casar, não vai ter ninguém por ele. O certo é ele ganhar uma parte a mais que eu.”*

Levantou, foi ao seu celeiro, pegou um saco de arroz e colocou no celeiro do irmão.

E assim foram vivendo: a cada colheita, um levava uma parte a mais para o outro.

Só não entendiam como é que sempre ficava a mesma quantidade para cada um.

Uma bela noite, o relógio biológico se confundiu.

Horário de verão e os dois se levantaram na mesma hora e se encontram no meio do caminho.

Um olhou para o outro. Colocaram o arroz no chão, se abraçaram, e choraram.

A partir daquele dia, fizeram um único celeiro.

É preciso partilhar os dons, é preciso dinamizar.

Para quem pensa só em si resta somente a estagnação.

É preciso frutificar os dons.

Peça ao Senhor a graça de fazer a experiência do amor infinito, que divide, que cura e transforma sua história.

*Dá-me, Senhor, a graça de aprender partilhar.* Amém!

O PACOTE DE BOLACHA

-Uma moça aguardava seu voo na sala de embarque de um grande aeroporto.
-Como deveria esperar algumas horas, resolveu comprar um livro para passar o tempo.
-Comprou também um pacote de bolachas e sentou-se numa poltrona na sala vip do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz.
-Enquanto ela lia seu livro, sentou-se ao seu lado um homem.
-Após algumas páginas, ela pegou a primeira bolacha do pacote.
-O homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada.
-A cada bolacha que ela pegava o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que nem conseguia reagir. Ela só respirava fundo e fazia cara feia.
-Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:
"O que será que esse abusado fará agora?"
-Então o homem dividiu a última bolacha ao meio deixando a outra metade para ela. Ah! Aquilo era demais!
-Ela estava explodindo de raiva!
-Seu voo é anunciado. Ela pega seu livro e suas coisas e se dirigiu ao embarque.
-Entra no avião e se acomoda na poltrona. Então, ela abre a bolsa para pegar uma bala.
-Para sua surpresa o pacote de bolachas estava lá, ainda intacto, fechadinho.
-Ela sentiu tanta vergonha! Só então percebeu que a errada era ela.
-Distraidamente, havia guardado seu pacote de bolachas dentro da bolsa e o homem havia dividido as bolachas dele sem sentir-se indignado, nervoso ou irritado. Infelizmente, já não havia mais tempo para se explicar ou pedir desculpas...

Cuidado, às vezes, nós é que estamos errados e precisamos ter a humildade de admitir. Não julgue as pessoas.
-Antes de concluir, observe.
-Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa.