Mensagens de Pai

Oi pai, lembra de mim? Eu sou a sua filha. É, a sua filha está aqui pai.
Ah pai, quanto tempo você ficou ausente, quantos dias eu passei longe de você. Você não me viu crescer, perdeu os meus melhores momentos, e nas horas que eu mais precisei você também não estava comigo.
Porque pai? Porque toda essa distância, você não gosta de mim?
Eu continuo sendo a 'sua garotinha', aquela mesma que amava você, eu ainda sou aquela que todas as noites pede pra Deus te abençoar, eu ainda sou aquela que, às vezes, chora de saudade e de raiva ao mesmo tempo.
Pai... Quantas vezes eu te protegi de todos, quantas vezes eu protegi tua imagem, protegi teu nome...
Quantas vezes eu fiquei esperando você ligar, quantas vezes eu fiquei lembrando de quando eu era criança e você me pegava no colo.
Ah pai, faz tanto tempo que nós não somos "pai e filha", na verdade nós nunca fomos isso. Eu não tenho culpa das coisas que aconteceram pai, não tenho culpa de nada, e eu não tenho que entender o porquê das suas atitudes, acima de tudo você é meu pai, e o que eu queria de você era amor.
Porque você acha que pode me comprar com presentes pai?
Eu não quero isso, eu queria você. Só isso. Só o teu amor de verdade, e a tua atenção.
Pai, não se preocupe, eu não tenho raiva de você, pelo contrário, eu te amo muito, e todos os dias eu me lembro de você, e fico pensando se você lembra de mim também.
Eu não merecia isso pai, não merecia ser largada dessa forma, eu sou sua filha... Pai, você foi embora da minha vida e nem se despediu de mim.
Quantas noites eu chorei por você pai.
Quando todo mundo te julgava eu te protegia, eu não escutava, porque mesmo com os seus erros você sempre foi o meu pai, e eu achava que um dia você pudesse voltar pra me pegar.
Mas até agora você não voltou pai.
Pai, eu estou com saudades, mas não do seu dinheiro e nem das suas coisas. Eu estou com saudade do tempo em que nós dois eramos uma família, eu tenho saudade dos tempos que tudo era normal.

Um filho se queixava a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ele. Ele já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansado de lutar e combater. Vivia com a impressão de que, quando um problema era resolvido, um outro surgia.
Um dia, o pai, um "chef", levou-o até a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo a água das panelas começou a ferver. Numa delas o pai colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
O filho deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Minutos depois, o pai apagou o fogo e retirou as cenouras, os ovos e o café, colocando-os em recipientes separados. Virando-se para o filho, perguntou:
– O que você está vendo?
– Cenouras, ovos e café – respondeu o filho.
O pai o trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ele obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Em seguida, o pai pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ele obedeceu e, depois de retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, o pai pediu que o filho tomasse um gole do café. Ele sorriu ao provar seu aroma delicioso e, enfim, perguntou humildemente ao pai:
– O que isto significa, pai?
O pai explicou-lhe que cada um dos ingredientes havia enfrentado a mesma adversidade: a água fervendo. Porém, cada um reagira de maneira diferente. Antes da fervura, a cenoura era rígida e inflexível, enquanto o conteúdo líquido dos ovos não se sustentava por si mesmo, sendo apenas protegido pela casca. No entanto, após serem submetidos à fervura da água, a cenoura tornara-se macia. Já o conteúdo dos ovos tornou-se firme e resistente por si só. O pó de café, contudo, era incomparável: ele havia transformado a água fervente em que fora colocado. Concluindo, o pai pergunta ao filho:
– Qual deles é você? Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou o pó de café?

Stephanie irradiava alegria ao rasgar o papel que embrulhava o seu presente de aniversário, dado por seus pais. – Obrigado! Ela disse abraçando a ambos. Há muito tempo eu queria uma bicicleta, mas eu não podia imaginar o que estava em caixa tão grande! Eu não sabia que bicicletas veem em caixas.
O pai sorriu. – Quando você compra uma bicicleta você tem que montar, disse, e vou fazer isto agora mesmo.
A mãe foi para a cozinha terminar o jantar e Stephanie e seu pai foram para a garagem trabalhar na bicicleta. – Aqui o manual de instruções, disse Stephanie, tentando ajudar.
O pai deu uma olhada de relance enquanto tirava as peças da bicicleta para fora da caixa. – Obrigado, querida, disse, mas acho que não vou perder tempo lendo tudo isto. Não deve ser difícil de montar.
E se manteve ocupado com a tarefa, organizando as peças da bicicleta.
Depois de um certo tempo, o pai sacudiu a cabeça. – Isto não parece certo, disse.
Neste momento a mãe chegou à porta. – O jantar está pronto, anunciou, olhando as peças espalhadas pelo chão, Como vão indo as coisas por aí?
O pai suspirou. – Não está nada bem, disse. Voltarei depois de jantar. Vamos comer.
Durante a refeição, o pai olhou para Stephanie e disse, – Acho que devia ter lido as instruções que você ofereceu. Acabei desperdiçando muito tempo tentando montar sua bicicleta sem usar as instruções do fabricante.
Ficou pensativo por alguns segundos e adicionou, – Me pergunto quanto tempo nós desperdiçamos porque vivemos o nosso dia a dia sem ler as instruções do nosso Fabricante. – Nosso fabricante? Perguntou Stephanie. O que quer dizer?
O pai sorriu. – Quero dizer Deus. Ele nos fez e em Seu manual de instruções – a Bíblia – nos dá os conselhos certos para a vida, para o dia a dia, o casamento, a educação das crianças, o uso do dinheiro, e todos os tipos de coisas.
Depois do jantar, Stephanie e seu pai voltaram ao projeto. Desta vez, o pai começou lendo as instruções.

Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do Coelho Pai.
Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai estava ouvindo.

- Adivinha quanto eu te amo? - disse ele.
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isso - disse o Coelhinho, esticando seus bracinhos o máximo que podia.

Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto !

Huuum, isso é um bocado, pensou o Coelhinho.

- Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelhinho.
- E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai.

Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter os braços compridos assim.

Então o Coelhinho teve uma boa ideia. Ele se virou de ponta cabeça, apoiando as patinhas na árvore.

- Eu te amo até as pontas dos dedos de meus pés!

- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés - disse o

Coelho Pai balançando o filho no ar.

- Eu te amo a altura de meu pulo! - riu o Coelhinho saltando, para lá e para cá.
- E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.

- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho.

Ele estava sonolento demais para continuar pensando.
Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite.

Nada podia ser maior do que o Céu.

- Eu te amo ATÉ A LUA! - disse ele, e fechou os olhos.
- Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo!
O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então se inclinou para lhe dar um beijo de Boa Noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...IDA E VOLTA !

Pai...
Hoje os cabelos brancos estão se aproximando de uma forma tão impetuosa que não pode ser detida, o tempo te ensinou as experiências mais belas, que me transmitiste ao passar dos anos.
A meu pai, que sempre esteve presente, ainda que eu nunca pudesse ver cada momento em que te aproximavas para cuidar de mim no berço de cristal e de sol, sempre senti tuas palavras no meu coração...
A meu pai, que com respeito me viu crescer e deixou que tome decisões importantes. Lembre-se meu pai que sempre te amarei... Às vezes o coração não sabe dizer, só sabe sentir...
Teu amor é tão grande, tão grande o amor por teus filhos, que hoje estás colhendo o amor que semeaste. Me impulsas a continuar adiante e a triunfar a me olhar no espelho e saber que tu me apoiarás...
Obrigado pai, te agradece meu infinito coração por cada amanhecer que deixaste compartilhar ao teu lado, por saber que estás aqui comigo em todo momento, porque sei que estarás aqui para sempre...
Sim, pai, os anos não passam em vão, pois eu guardo dentro do meu coração cada palavra de alento que me hás dado para viver, cada pequeno detalhe de amor que hás tido e cada instante de felicidade junto a ti...
Direi para todo mundo que meu pai é o melhor, porque na tua graça paterna resplandece o esmalte de um pai amoroso, paciente, silencioso, que sempre leva a bandeira de amor no seu coração...
Hoje os desvelos e as noites de ninar se foram, hoje só me olhas crescer e crescer, hoje te preocupas por mim mais que ontem, porque sei que desejas o melhor para mim...
Sabes, pai, sei que algum dia terás de partir, e que não estarás mais perto de mim, mas toda minha vida vou agradecer a Deus pelo pai maravilhoso que designou e deu para mim...

Lembro-me ainda, pai, daquelas manhãs em que sentia seu beijo sobre a minha testa, suas mãos alisando meus cabelos, ajeitando os cobertores e depois saindo do meu quarto nas pontas dos pés. Eu fingia que dormia pai.
Como era bom ouvir seus passos vindo para perto da minha cama... Sentir que seus olhos me fitavam com tanto amor (quase devoção). Docemente eu adormecia, sonhava com anjos vestidos de todas as cores e todos eles tinham os rostos iguais ao seu. Eu acordava, ainda sob a magia do seu toque, do seu carinho, da sua presença angelical e protetora.
Você sempre me pareceu o mais bonito de todos os homens, o mais inteligente, o mais sábio, o mais feliz só por me saber no mundo... Eu, sua semente germinada, seu fruto favorito, sua flor mais bem cuidada.
Lembro-me ainda, pai, das brincadeiras no quintal, dos safanões pelas minhas travessuras, do seu remorso depois.
Sabe pai?
Eu me aproveitava dos seus remorsos para pedir coisas que queria, só para sentir que, apesar das minhas traquinagens, você me amava acima de tudo e sempre me perdoava.
Até acabava achando graça... Não era assim, pai?
Em meio a essas lembranças, sinto vontade de partir com você para a "Terra do Nunca Crescer", onde as lágrimas são de manha, de mimo, de dengo... Que vontade, pai!
Hoje sou fruto maduro, uma planta crescida, uma flor toda aberta num jardim onde passa tanta gente, pai!
Olhando toda essa gente, imagino que todas (ou quase todas) sentem-se como eu.
Isso me consola e faz-me seguir adiante, faz-me ir ao encontro da felicidade, que você sempre me assegurou que existe.
Não estou infeliz, pai. Apenas sinto saudade... Sinto falta de você ao meu lado como antes.
Eis porque agora abro-lhe meu coração, minha alma e todo meu sentimento.
Nenhum outro homem marcará tanto a minha vida como você já marcou. Ninguém invadirá este lugar em mim onde para sempre você há de morar e onde sempre morou.
Pai abrace as minhas lembranças e todo o meu amor.

Ainda vivemos numa cultura onde a importância do pai na vida de um filho, seja qual for o gênero, é menosprezada e diminuída, como se fosse menos essencial ou de menor valia. Esquecemos que já passou o tempo em que a mulher era obrigada a cuidar da família e do lar e para o homem era atribuído o sustento da família e tudo associado ao que estaria fora de casa, participando muito pouco da vida social dos filhos e consequentemente de todos os parentes.

Apesar da mulher ser biologicamente responsável por prover o primeiro alimento do filho, isto não deveria excluir a presença do pai nos momentos decisivos do filho. As leis trabalhistas não ajudam também pelo fato da sociedade ainda não estar convencida que o pai realmente precisa interagir mais na educação dos filhos.

O próprio pai muitas vezes, se dispensa dessa prioridade, achando mesmo que a mãe tem um entendimento já inerente e seu envolvimento só atrapalhará o processo, acreditando que nem é tão importante assim. Embora a mãe esteja associada à questão biológica do processo o pai não deveria nunca se excluir, muito menos pensar que tem menos valor na vida do filho.

Os pais precisam perceber que a educação deve ser vista como um crescimento conjunto da mesma forma que a criança foi concebida. Os filhos têm que receber carinho e afeto dos dois lados e também construir sua personalidade através da percepção de vida tanto do pai quanto da mãe, e esse desenvolvimento não deve acontecer com apenas uma influência e um espectador. Salvo casos excepcionais, se o pai permanecer como uma pessoa dispensável na vida do filho, o tempo só irá fortalecer essa ideia e é muito difícil reverter tudo isso.

Na China havia um garoto pobre que desejava muito um cavalo. Um dia o dono de uma cavalaria, sabendo do seu desejo, deu a ele um potrinho.

Um vizinho, tomando conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto: - Seu filho é de sorte - Por que?, perguntou o pai. -Ora, disse ele, -seu filho queria um cavalo e ele ganha um potrinho. Não é sorte? - Pode ser sorte ou pode ser azar!, comentou o pai.

Um dia o cavalo foge. O vizinho, chegando ao pai do garoto falou: - Seu filho é de azar- Por que?, perguntou o pai. - Ora, disse ele,- seu filho queria um cavalo e ele ganha um potrinho. Agora o animal que tanto ele gostava fugiu. Não é azar? -Pode ser sorte ou pode ser azar!, comentou o pai.

O tempo passa e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem. O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. Observa o vizinho: - Seu filho é de sorte! Ganha um potrinho, cria, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens. -Pode ser sorte ou pode ser azar, respondeu novamente o pai.

Mais tarde, o rapaz estava treinado um dos cavalos, quando cai e quebra a perna. Vem o vizinho.- Seu filho é de azar! O cavalo foge, volta com uma manada selvagem, o garoto vai treinar um deles e quebra a perna.
- Pode ser sorte ou azar insiste o pai.

Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna quebrada. O vizinho. - Seu filho é de sorte...

Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece ser azar num momento, pode ser sorte no futuro.