Mensagens de Trabalho

Quando Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos houve um forte constrangimento das classes dominantes. Afinal, ele era filho de sapateiro e iria dirigir pessoas de famílias tradicionais.
Ao fazer o seu primeiro discurso no senado, um político muito arrogante aproximou-se e disse: "antes de o senhor começar, eu gostaria de lembrá-lo de que o senhor é filho de um sapateiro". E todos riram imediatamente. No fundo, todos queriam humilhá-lo, já que derrotá-lo não havia sido possível. Mas um homem como Lincoln é difícil de ser derrubado.
Ele, então, respondeu: "obrigado por lembrar-me do meu pai neste momento. Eu procurarei ser um presidente tão bom quanto o sapateiro que ele foi. Eu me lembro de que meu pai sempre fez os sapatos de sua família, se os seus sapatos apresentarem algum problema, você pode trazê-los e eu os consertarei. Desde cedo aprendi a consertar sapatos e agora que meu pai está morto posso cuidar dos seus. Aliás, se algum de vocês tiver um sapato feito pelo meu pai que esteja precisando de conserto pode trazer para mim. Mas de uma coisa estejam certos: eu não sou tão bom quanto ele", e seus olhos se encheram de lágrimas ao lembrar-se do pai.
Seja qual for a circunstância, o campeão sempre mantém o orgulho de si mesmo, de sua família e do seu trabalho.
Ele sabe que as árvores mais altas têm as raízes mais profundas, que as dificuldades moldam os campeões. Por isso, é grato não somente aos obstáculos, mas a todos os que pavimentaram o seu caminho...
Seja sempre você, aprenda com os outros tudo o que puder, mas nunca abandone a sua essência. É ela que vai criar a sua marca registrada.

Quando pequeno, papai lutava com alguma dificuldade para manter a família, pois éramos cinco filhos, todos pequenos.
Como estávamos sempre a desejar um carrinho, como os filhos dos vizinhos tinham, ele, economizando um pouco, comprou-nos um esclarecendo que pertenceria a todos.
Ficamos muito contentes mas, em breve, estávamos brigando, cada qual julgando ter primazia para usar o brinquedo.
Não podendo adquirir um carrinho para cada filho, certo dia, depois de uma das nossas muitas discussões, ele chamou-nos para conversar. – Vocês estão se desentendendo por causa do carrinho e isso não é bom. Mas há um meio de resolver o problema. Durante uma semana o carrinho vai pertencer apenas a um de vocês. Os demais se ocuparão dos trabalhos da casa, auxiliando sua mãe. Aquele que estiver com o carrinho poderá empregar o tempo do modo que quiser...
O plano não nos pareceu mau e, quando fizemos o sorteio para saber quem ficaria com o brinquedo em primeiro lugar, fui o contemplado. Fiquei muito satisfeito, mas nos dias que se seguiram percebi que brincar sem os companheiros era terrivelmente monótono. Trabalhando juntos, os meus irmãos pareciam mais contentes e felizes do que eu.
Confessei-lhes o que estava sentindo e decidimos conversar outra vez com papai. – E vocês, sentem-se satisfeitos trabalhando sem o Juca?
Meus irmãos responderam que não. Além do trabalho ter-se tornado mais árduo, eles sentiam falta da minha companhia.
– Então, disse meu pai depois de pensar um pouco, por que vocês não resolvem o caso da seguinte maneira: antes vocês realizam, juntos, as tarefas da casa. Com o tempo que restar, pois o trabalho ficará reduzido, poderão brincar à vontade com o carrinho. Que tal a ideia?
Achamos que a solução era ótima. Começamos a trabalhar juntos, auxiliando-nos uns aos outros e, depois de tudo terminado, corríamos para o carrinho, usando-o para brincadeiras em grupo. Acabaram-se as brigas e até hoje eu e meus irmãos mantemos vivo esse espírito de cooperação e camaradagem.

No meio do barulho e da agitação, caminhe tranquilo, pensando na paz que você pode encontrar no silêncio.
Procure viver em harmonia com as pessoas que estão ao seu redor, sem abrir mão de sua dignidade.
Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.
Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito.
Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo.
Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.
Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja: ele é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.
Seja prudente em tudo que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas.
Mas não fique cego para o bem que sempre existe.
Há muita gente lutando por nobres causas.
Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Sobretudo não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.
Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.
Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.
Ao lado de uma sadia disciplina, conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.
Você é filho do Universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui. E mesmo se você não puder perceber, a Terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der.
No meio de seus trabalhos e aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do ser, a harmonia e a paz.
Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.
Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade.

Uma categoria explorada, uma gente decisiva. Sua tarefa é dobrada, nem por isso se esquiva. Faz um trabalho fundamental, que não é reconhecido. Trabalha sem igual, faz seu viver ser querido.
Seus trabalhos são pesados, sérios e extenuantes. Aos familiares dedicados, são obrigações desgastantes. Voluntárias e conscienciosas, intensas na atenção. Todo instante habilidosas, no cumprimento da missão.
Em 27 de abril aniversaria, Santa Zita sua Padroeira. A exemplo de toda Maria, é uma Santa Guerreira. Consciente das desigualdades, Consciente do Social. Comprometida com Humanidade, com sonho e com ideal.
Tão antiga profissão, especialista na família tratar. Trabalha com o coração, se duplica pra ajudar. Faz papel de mãe e amiga, conselheira e guardiã. Inicia tantos jovens na lida, Professora e Cidadã.
Compreende a Sociedade, sabe que existe a exploração. Se posiciona com seriedade, não admite discriminação. Com a velhice é respeitosa, tem o amor filial. Com as crianças é carinhosa, possui o dom maternal.
De tudo é reconhecida, exigente em Justiça e Direito. Sua glória é merecida, atende no mais bem feito. Tem a visão do futuro, acompanha todo acontecer. Tem o pensamento maduro, luta, por amor ao viver.
Humilde e esforçada, todo tempo a se dar. Consciente e determinada, sempre pronta pra lutar. Trabalha no seu total, uma só em todos os lugares. Mulher muito especial, porque cuida de dois lares.
Plenamente companheira, tem consciência da História. Mãe, irmã, amiga e Guerreira, tão maravilhosa trajetória. Ela sabe que faz seu caminho, de razão tem o coração cheio. Por trabalhar com amor e carinho, tornou-se Rainha do Lar Alheio

– Ei, pai! Viu esses peixes? Os olhos de Adão brilhavam quanto levantou seu rosto para fora da água e ajustou sua máscara de mergulho.
– Vi! Respondeu seu pai. – Os pequenos azuis parecem-se com os que nós vimos naquela loja na cidade.
– E eu quase toquei num desses amarelos. Adão borbulhava em animação.
O pai olhou a posição do sol e disse, – Bem, já está ficando tarde. É melhor começarmos a nadar de volta à margem. Vamos?
– Mas já? Perguntou Adão. – Está bem... Vamos embora. Aposto que chego primeiro.
E começaram a nadar em direção a margem, mas era mais longe do que Adão tinha imaginado.
– Papai, nós podemos descansar um minuto? Ele pediu.
O pai parou de nadar e sacudiu a cabeça. – Se pararmos, a correnteza pode nos levar para mais longe da margem. Vem...
O pai esticou seu braço para Adão agarrar. – Agarre-se a mim e eu o puxarei.
Logo alcançaram a margem, seguros e cansados.
Quando chegaram em casa, Adão contou para sua mãe sobre a sua tarde.
– Foi bom papai estar lá e me puxar. Eu estava muito cansado!
A mãe sorriu, – Sabe, acho que o trabalho na caridade, vivendo uma vida realmente cristã, às vezes é parecida com a sua tarde de natação. De vez em quando a gente se sente cansado e desanimado para fazer certos trabalhos que você sabe que são certos, necessários e importantes. De onde você acha que receberemos estímulo e ajuda?
– De você e de papai, Adão respondeu prontamente.
O pai, sorrindo, disse, – Bem, lhe ajudaremos sempre que pudermos. Quando lutamos contra a correnteza de coisas difíceis em nossa vida, Deus usa as outras pessoas para nos ajudar. E é como se dissesse: 'Vem... Agarre-se a Mim e Eu o puxarei'.
A mãe concordou, – Hoje eu estava desanimada em arrecadar alimentos. Mas passou aquele senhor que você conhece, o 'catador de papel', e me desejou um bom dia e disse que estava contente. Foi a palavra de encorajamento que Deus sabia que eu precisava ouvir.