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Outras Mensagens

Agradeço os momentos senhor,
No meu caminho uma pegada havia,
Esses momentos o senhor me carregou,
Justamente onde a tristeza me continha.

Agradeço o meu corpo senhor,
Tão belo e perfeito,
Sempre reclamei por algo irrisório,
Sempre cismei com pequenos defeitos.

Agradeço meu Senhor,
Pelo dom de amparar,
Pelo dom de compreender,
Pelo dom de amar.

Agradeço senhor,
Por existir a amizade,
Tão culta e bela,
E aos amigos de verdade.

Obrigado senhor,
De todo perfeito tenho a agradecer,
Obrigado pelo mundo,
Obrigado por me deixar viver.

Desfez-se a sombra do mistério errante
E as vezes da Mansão Desconhecida,
Trazem Á morte estranha e indefinida
A mensagem da vida triunfante!

É a compassiva luz de Outro Levante
Revelando a beleza de Outra Vida,
Sol para Terra escura e irredimida,
Fé para a humanidade vacilante...

Há claridade sobre a noite imensa...
Cai a negra muralha da descrença
Aos lampejos celestes da verdade.

É a nova luz divina que se eleva
Nos turbilhões de lagrimas e treva
Trocando a senda para a Eternidade.

Chico Xavier

Existe uma história que conta que determinado homem, decidido a encontrar a felicidade, saiu mundo a fora, à procura deste estado íntimo do Espírito. Fechou sua casa e partiu com disposição de percorrer todos os caminhos, todas as nações, todos os povos, sem descansar, até encontrar o lugar de ser feliz.
Onde chegasse, reunia ele um pequeno grupo ao qual explicava os planos que tinha para ser feliz. Afirmava que seus seguidores seriam felizes na posse de regiões gigantescas, onde haveria montes de ouro...
Mas o povo lamentava e ninguém o seguia... No dia seguinte recomeçava a caminhada. Assim, foi percorrendo cidades e cidades, de país em país, anos a fio. Um dia percebeu que estava ficando velho, sem ter encontrado a Terra da Felicidade. Seus cabelos tingiam-se de branco, suas mãos enrijecidas, roupas esfarrapadas, calçados aos pedaços. Além disso, estava cansado de procurar a felicidade, tão inutilmente.
Então, parou frente a uma casa antiga, janelas de vidros já quebrados, o mato cobrindo o canteiro do jardim, poeira invadindo sala e quartos. Dentro, os pardais haviam construído seus ninhos. E, desde logo pensou que naquela casa desprezada e sem dono, ele edificaria a sua felicidade: arrumaria o telhado, colocaria novas janelas e vidros novos, cuidaria do jardim, pintaria as paredes, as portas... E cantaria a Canção da Felicidade. Tomou uma decisão: vou tratar de ser feliz aqui.
E o homem cansado de tantos caminhos foi andando até chegar ao portão do jardim. Atravessou-o. Empurrou a porta de entrada da casa e entrou. Mas, de repente, parou e ficou imóvel, qual estátua de pedra: aquela casa era a sua própria residência que ele abandonara, há tantos anos, à procura da felicidade.
Muitas vezes agimos como este homem – buscamos a felicidade no dinheiro, na competição, nas emoções fortes, na ociosidade, nas ilusões do mundo... E não a encontramos.
Então descobrimos que ela sempre esteve escondida no recesso de nosso ser, onde a encontraremos servindo, amparando, consolando, meditando e buscando nos autoconhecer.

Dentro de um antigo baú empoeirado se encontrava, entre algumas bugigangas, uma pequena moeda. Estava escurecida e desgastada pelo tempo e tudo indicava que havia sido muito manuseada. Contudo, nada era sabido sobre o seu valor e há muito já fora esquecida.
Um dia, porém, o baú foi aberto e, após ser vasculhado, ela foi encontrada. O homem que a descobriu levou-a primeiramente a um economista para que fosse examinada. Este, ao ver a moeda, negligenciou-a. Afirmou a sua antiguidade, mas desprezou o seu valor.
Não conformado com a avaliação feita, o dono da moeda se dirigiu a um conhecido especialista em raridades. Ao apresentá-la, pôde perceber de imediato, nas feições do homem, um certo ar de interesse e curiosidade.
Da moeda foi retirada toda a escória e o seu brilho ressurgiu. Após uma detida análise, o especialista voltou-se para ele e declarou ser ele possuidor de uma peça de imenso valor, uma rara moeda de ouro, na verdade, um exemplar único.
Em muitas ocasiões, as pessoas são negligenciadas e desprezadas pelo juízo dos outros. Ouvem palavras severas que as reduzem à insignificância. Porém, o grande problema em tudo isso é que baseiam as suas vidas nestas avaliações e vivem desconsiderando a sua real importância.
Para que se possa tomar consciência do próprio valor é preciso que o indivíduo recorra a um especialista em raridades.
Deus é este especialista em raridades. Ele pode retirar toda a escória, resgatar e declarar a real significância do ser humano. Ele faz ressurgir o brilho esquecido pelas estações do tempo que foram vividas no pecado.

Meu amor, você não sabe o quanto é difícil passar o Dia dos Namorados tão longe de você. Mesmo quando faz sol, esta distância absurda torna os dias sempre frios e nublados para mim. Às vezes não consigo dormir e quando finalmente adormeço, me vem o sonho, a delirante esperança de ver você surgir de repente no meu quarto, para me acordar com beijos.
É muito triste estar tão distante do calor dos seus braços e do conforto da sua voz, mas o que me consola é saber que este martírio não vai durar para sempre, pois assim que você cumprir com todas as suas obrigações, voltará para o meu lado e para o meu carinhoso abraço. Quando você voltar, teremos bastante tempo para fazer tudo o que gostamos de fazer quando estamos juntos.
Não vejo a hora de ver você novamente e de tocar a sua pele, de passar as mãos sobre o teu rosto e desenhar cada um dos seus traços com as pontas dos meus dedos. Tenho rezado bastante para o tempo passar depressa e abreviar a minha solidão. Saiba que eu te amo muito e que realmente é muito difícil ficar tanto tempo sem você.
Saudade imensa e um beijo maior ainda!