Se pudesse pedir algo aos anjos pediria para voltar ao tempo. Para poder percorrer campos, colher frutas, brincar entre todos... Amanhecer sorrindo, dormir exausto pelas travessuras, comer pipoca escondido, pastel de feira, paçoquinha. Pegar o animal abandonado na rua colocar no carrinho de feira e trazer para casa.
Queria poder voltar para falar mais uma vez ao meu pai e a minha mãe... Olha, amo vocês!
Queria voltar... Para poder pedir aos amiguinhos da infância, que continuassem a meu lado durante o caminhar da vida.
Neste tempo onde a pureza tocava-me sempre a alma...
Construir castelinhos (que imaginava não poderem ser destruídos).
Um tempo onde não me deparava com tanta violência, com tanta dor... Em que podia abrir a lancheira e dividir com o amiguinho que me pedia, receber dele o mesmo carinho.
Um tempo onde os que me cercavam não queriam saber se meus pais tinham posses, títulos ou posições...
Um tempo onde podia ser amigo da menina e do menino sem malícia nenhuma, apenas a troca de um grande carinho.
Ah, queria voltar ao tempo... Corrigir meus erros, procurar viver intensamente cada minuto de minha infância, perpetuar estes instantes mágicos.
Que a gente só depois de muito tempo... Vê com saudades... Ah se pudesse...
Esta é a época da renovação. Da paz e da harmonia junto da família e dos amigos. E é justamente a vocês que eu pretendo agradecer e desejar um Páscoa imensamente feliz! Vocês são tudo para mim; o cuidado, o respeito, a verdade.
Todos os dias aprendo a ser melhor, a ser mais capaz. E são vocês que me ensinam. Que o sacrifício de Jesus esteja presente nos nossos corações. Agradeço por tudo. Feliz Páscoa!
Para que o dia de hoje valha realmente a pena, você terá que se esforçar em sentir verdadeira alegria. Por isso, comece esta manhã com boa disposição, mostre seu melhor sorriso para todas as pessoas e pense nas coisas positivas que terá pela frente.
O tempo gasto na busca da felicidade nunca será um desperdício. Desejo um ótimo dia para você!
Mais tarde em tua vida, um dia, hás de tentar, revolver da memória este tempo de agora...
Mas o mundo é uma praia, onde as ondas do mar apagam quase sempre as lembranças de outrora.
Hás de em vão, ao teu Deus, esse dom suplicar sem conseguires nunca o que a tua alma implora.
E que a vida é uma fonte, a correr sem parar e a seguir, sem voltar, por este mundo afora...
Não se vive outra vez...
O que chamas presente!
Há de ser amanhã, um romance apagado que em vão procurarás reler inutilmente...
O tempo, tudo vence...
Tudo ele consome...
E se um dia talvez, lembrares, teu passado, não mais hás de sequer reconhecer meu NOME!
A viúva Dona Adélia Fora linda e muito rica, ajaezada de joias na fazenda de Benfica. Mas tudo via em mudanças, desde a morte do marido: Fazenda, granjas e terras, tudo ela havia perdido. Tinha dois filhos adultos, Liberato e Constantino. O primeiro – jogador. o segundo – libertino.
Gastavam dinheiro a rodos, sob avais e mais avais. Quando a viúva acordou, tinha assinado demais. Perdera fazenda e terras, as joias que possuía, todo o crédito bancário e a casa de moradia...
Os dois filhos lhe arranjaram duas estreitas salinhas onde moravam com ela um gato e duas galinhas. Comiam do que lhes dessem, por simpatia e bondade, as pessoas de visita, em nome da caridade.
Os filhos, porém, notaram que ela guardava, com gosto, um cofre, sob disfarce, num travesseiro bem posto. Certo dia, com malícia, perguntou-lhe o Liberato: -"Mãezinha, o que há no cofre, que recebe tanto trato?"
Ela apenas respondeu, mostrando certo cuidado: -"Neste cofre, tenho o resto do meu dinheiro guardado." Desde esse dia, a viúva teve os filhos ao redor. Ela, as galinhas e o gato comeram muito melhor.
Vários anos se passaram, com melhoria e regalo: os filhos olhando o cofre e ela, sempre a resguardá-lo. Em luminosa manhã, os moços, abrindo a porta, estremeceram de susto: Dona Adélia estava morta!
Guardaram o cofre, às pressas, trouxeram médico e gente... e, ao fim do dia, lhe deram funeral sóbrio e decente. Ambos, sozinhos, à noite, abriram o cofre, enfim... O cofre só tinha conchas e um bilhete escrito assim:
"Filhos do meu coração, meus filhos que tanto amei: Perdoem se nada tenho! Tudo o que eu tinha, eu lhes dei... Mas agora, se desejam ouro e mais ouro a rolar, aceitem o meu conselho: Cada um vá trabalhar!"