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Feliz como um passarinho, assoviando ou cantando uma canção? Irritado e com dores pelo corpo pela noite mal dormida? Dois momentos, duas situações que refletem 2 modos de vida diferente.
No primeiro caso, alguém com a certeza de que o dia será abençoado e maravilhoso, mesmo com os problemas que diariamente se apresentam.
O segundo, com a dúvida sobre a sua capacidade de resolver os problemas que estão se acumulando...
Troque a sua maneira de enxergar a vida, aquela mania de guardar rancor ou deixar para depois a resolução de um problema. Mergulhe de cabeça nas emoções, mostre para o mundo que você ama os seus, mas mostre principalmente para eles que esse amor existe.
Mostre-se confiante, mesmo que a confiança ainda venha lá atrás. Mostre-se forte, mesmo que no fundo o medo ainda exista. Mostre-se uma pessoa de fé e estenda a mão, mesmo que seu problema seja muito grande diante dos teus olhos, porque sempre haverá alguém com sofrimento ainda maior.
Mostre-se gentil para com todos, uma palavra é como chave que pode abrir ou fechar portas. Mostre-se livre das farsas, não queira ser o que você não é, seja verdadeiramente simples.
Mostre-se sem medo de amar, de começar de novo, de levantar depois da queda, mostre para a vida que você é insistentemente capaz de ser feliz.
Não desista de seus sonhos por culpa disso, daquilo ou de alguém, para ser feliz, o que conta realmente é a sua determinação, por isso, mostre-se como você é, uma pessoa maravilhosa, capaz de superar-se a cada dia.
Eu acredito em você.

A Realidade é a verdade mais presente e envolvente... feita da mais intolerável e sublime razão. Apresenta-se desnuda, visível, inflexível. Não usa ornamentos, nem disfarces e a todos coloca com os pés no chão...

Queria ser líquida,
para escorrer em cada pedacinho do teu corpo;
Queria ser mineral,
para me beberes com vontade;
Queria ser o mar,
para tuas mãos brincarem soltas,
onde nadarias incansavelmente,
e por fim darias o mergulho mais profundo,
onde o prazer não teria limites!
Depois deixarias teu corpo solto... boiando...
nesse mar aberto...
pronto para te receber novamente!

Em muitos dias de ócio lamentei o tempo perdido.
Mas ele não foi de todo perdido. O Senhor guardou em suas mãos cada
instante da minha vida.
Escondido no coração das coisas, ele estava alimentando as sementes
para que sejam rebentos os botões, para que sejam flores e amadurecendo
as flores para que sejam frutos.
Eu dormia cansado no meu leito, indolente, julgando que todo o
trabalho tivesse cessado, acordei de manhã e encontrei repleto de
milhares de flores o
meu jardim.

Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
...Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu...

...Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza...

...sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.

Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir mais uma vez, sentir apenas a falta de lamber suas coxas, a pele lisa, o joelho, a nuca, o umbigo, a virilha, as sujeiras. Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria.

Tati Bernardi