Um dia a lágrima disse ao sorriso: invejo-te porque vives sempre feliz. O sorriso respondeu: engana-te, pois muitas vezes sou apenas o disfarce da tua dor.
Independentemente de religião, ter fé é o simples ato de acreditar em algo, seja ele um sonho ou acreditar que pode ter vida um objeto inanimado. Para conseguir o que quer que seja é necessário que antes de tudo acredite pelo menos na possibilidade de que aconteça. Seja fácil ou difícil, não tem importância, a única diferença é a altura dos obstáculos para serem atravessados, que no fim das contas só vai depender mesmo da quantidade de força direcionada para lutar. Portanto, acredite, tenha fé, lute e assim não terá dúvidas que conseguirá aquilo que sempre quis.
Vivo de bem com a vida o suficiente para não me preocupar minimamente com as fofocas das pessoas invejas. Sei que elas agem dessa forma apenas por frustração e isso só me dá pena, na verdade.
Digam o que disserem e independentemente das críticas que fizerem eu continuarei sendo quem sou. Talvez isso custe muito a todos os falsos que tentam denegrir minha imagem, mas pode ser que ao olharem para mim aprendam alguma coisa do meu caráter.
Diante de tanta gente desesperada, alguns chorando, outros andando de um lado para o outro tentando encontrar alguém com vida ou um corpo entre tantos amontoados pelas ruas da cidade; Aqui e acolá gente esperando ouvir algum pedido de socorro vindo dos escombros causados pelo terremoto que acabou com os sonhos de uma população que hoje vive como verdadeiros trapos humanos sem lar, sem alimento, sem água e principalmente sem esperança.
Diante de tudo isso e aos olhares de pessoas completamente desorientadas, eis que surge do meio dos escombros, um soldado de boina azul trazendo e seus braços uma criança que, apesar de estar bastante machucada, ainda esboçava um leve sorriso.
Foi ai que alguém resolveu interrogá-lo:
- Como o senhor conseguiu resgatar essa criança sem ajuda de outra pessoa?
E o moço tentando se refazer do susto, respondeu:
-Eu ia passando por aqui quando notei que uma senhora vinha em minha direção querendo mostrar que logo a minha frente tinha alguém esperando por ajuda. Como demonstrava muita ansiedade, a mulher aproximou-se e pegando no meu braço, levou-me até o local. Ao ser tocado por ela, fiquei apreensivo ao perceber que sua mão estava completamente gelada. Deduzi que poderia ser devido ao seu atado emotivo. Lembrei ? me depois que durante o tempo em que ela esteve ao meu lado removendo escombros, não ouvi uma só palavra de seus lábios.
De repente o soldado fez uma breve pausa e como se quisesse que alguém confirmasse tudo o que ele estava falando, olhou para todos os lados e ao perceber que a mulher que lhe ajudará no resgate não estava mais ali, seu semblante se modificou por completo e meio atônito e sem encontrar uma explicação para o que estava ocorrendo o soldado de boina azul com a voz embargada explodiu:
- Gente! A mulher que me ajudou no regaste desta criança simplesmente era a mesma mulher a que protegia.
Ela morreu para salvar seu filho!
O soldado valente, abraçando fortemente a criança chorou de emoção.
A pérola é o resultado da entrada de uma substância estranha (por exemplo, um grão de areia) no interior da concha que contém a ostra. A parte interna da concha é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia nela penetra, as células do nácar entram em ação e recobrem o grão com várias camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola vai se formando no seu interior. Uma ostra que nunca foi ferida não produzirá pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.
Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas ideias e atitudes já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Então produza uma pérola! Cubra suas mágoas e as rejeições sofridas, com camadas e camadas de perdão e amor.
Infelizmente, são poucas as pessoas que aprendem a não cultivar ressentimentos, e por isso deixam as feridas abertas, alimentando-as com sentimentos inferiores, não permitindo que cicatrizem, e daí o haver tantas ostras vazias!
Não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam compreender, perdoar e transformar a dor em amor. Fabriquemos pérolas!