Solidão que me apavora, de onde vieste, porque logo em minha direção?
Por que não me larga, me deixa ao menos uma vez, sorrir verdadeiramente?
Você sempre tão fria, nem me dá bola, mesmo assim, nunca me deixa.
Não sei como você que nunca fala nada, não troca carinhos, não conforta ninguém, pode ter tantos companheiros.
Como é que você, que nunca se mostra, não me toca, nem mesmo responde o que te pergunto, me deixa assim, sem vontade para nada.
Ah, solidão, um dia quando fores embora, talvez eu não sinta mais vontade de existir, daí, irei a tua procura novamente.
Solidão, solidão...
Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.
Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consegue, sinta-se grato pelas mudanças que já realizou.
Aprende com o silêncio a ouvir os sons interiores da sua alma, a calar-se nas discussões e assim evitar tragédias e desafetos, aprende com o silêncio a respeitar a opinião dos outros, por mais contrária que seja da sua, aprende com o silêncio a aceitar alguns fatos que você provocou, a ser humilde deixando o orgulho gritar lá fora.
Aprende com o silêncio a reparar nas coisas mais simples, valorizar o que é belo, ouvir o que faz algum sentido, evitar reclamações vazias e sem sentido, aprende com o silêncio que a solidão não é o pior castigo, existem companhias bem piores...
Aprende com o silêncio que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo, que pode ser qualquer livro, desde que você o leia até o fim.
Aprende com o silêncio que tudo tem um ciclo, como as marés que insistem em ir e voltar, os pássaros que migram e voltam ao mesmo lugar, como a Terra que faz a volta completa sobre o seu próprio eixo, complete a sua tarefa.
Aprende com o silêncio a respeitar a sua vida, valorizar o seu dia, enxergar em você as qualidades que possui, equilibrar os defeitos que você tem e sabe que precisa corrigir e enxergar aqueles que você ainda não descobriu.
Aprende com o silêncio a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, na briga mais acalorada, na discussão entre familiares, aprende com o silêncio a respeitar o seu "eu", a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o Templo que é o seu corpo, e o santuário que é a sua vida.
Aprende hoje com o silêncio, que gritar não traz respeito, que ouvir ainda é melhor que muito falar, e em respeito a você, eu me calo, me silencio, para que você possa ouvir o seu interior que quer lhe falar, desejar-lhe um dia vitorioso e confirmar que você é especial.
As pessoas só costumam dar valor as coisas quando (quase) perdem. Às vezes, as coisas estão diante dos nossos olhos o tempo todo, nas nossas mãos. E só quando estão fora do nosso alcance é que percebemos o quanto são importantes para nós. E muitas vezes não tem mais volta. Isso gera muito sofrimento. Não seria mais fácil se abríssemos os olhos enquanto ainda é tempo? Será que é preciso realmente perder pra dar valor a alguma coisa ou alguém? Tem coisas que parecem pequenas, mas se olharmos de perto são muito maiores do que podemos perceber. Vemos as pessoas matando. O mundo sendo destruído. Onde está o amor pelo próximo? Onde está o amor próprio? Eu poderia escrever linhas e linhas descrevendo coisas que só damos valor quando perdemos, mas optei por não fazer. Você, que está lendo esse texto, sabe das coisas que não deu ou dá valor. E, se não sabe, esse é um bom momento pra refletir no assunto. Quem sabe assim sua vida não se torna um pouco melhor? Ou com menos arrependimentos... Temos que dar valor enquanto há tempo, antes que seja tarde demais. Então abra seus olhos e o coração, e permita-se redimir-se, se for necessário. Porque uma simples atitude sua pode mudar todo o curso de uma vida.
Nath Souza
Para cada problema existe sempre uma solução. Por vezes, ela está diante de nós mesmos e simplesmente não a conseguirmos enxergar. Em outros casos, nós batalhamos mas talvez ainda não tenha chegado o momento de vencermos.
Não desista, qualquer que seja sua circunstância. Não existe obstáculo que a persistência não consiga derrubar. Mostre a força que está guardada em seu coração e com o tempo tudo se tornará mais fácil.