Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... Do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai pra seu lado, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe nos e-mails trocados.
Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens... aí os dias vão passar, meses, anos, até este contato tornar-se cada vez mais raro.
Vamos nos perder no tempo.
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: "quem são essas pessoas?"
E responderemos: "foram meus amigos, e foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!"
Não é fácil deixar uma casa onde fomos bem tratados e muito felizes. E quando falo em casa, me refiro a todos vocês que sempre demonstraram ser uma verdadeira família.
Agradeço a paciência que tiveram comigo, as coisas importantes que me ensinaram e, acima de tudo, o companheirismo que nos manteve unidos em qualquer circunstância. Chegou o momento de partir, mas vou levar vocês no meu coração.
Quando você se aceita, você se liberta porque não precisa que ninguém aceite você. Se aceitar é se amar a si mesmo com suas qualidades e defeitos. É não precisar que ninguém digas o quão bela você é, o como você é inteligente e autêntica. Você deve ser a primeira pessoa a dizer isso. Acima de tudo, você deve ser a primeira pessoa a acreditar que é maravilhosa. Afinal, se você não acredita em você mesma, quem irá acreditar? Pense nisso! Não deixe que insegurança destrua a sua autoestima.
Não deixe que pessoas inseguras e invejosas coloquem você para baixo. Procure sempre estar cercado de pessoas que lhe fazem bem. Se afaste de pessoas negativas, cínicas e invejosas. E pare de uma vez por todas de se odiar por aquilo que você não é, se ame por tudo aquilo que você é. Seja gentil com você mesmo e se perdoe quando for necessário.
E se alguém não valorizou você o quanto merecia, se lembre que isso não diminui suas virtudes. Talvez essa pessoa não foi capaz de conviver com alguém tão especial e virtuoso. Talvez essa pessoa seja fraca. Mas você é forte, lembre-se! Todos os dias lute para manter aceso o seu amor próprio, um amor que deve ser eterno. Mesmo quando você estiver triste, desiludida e arrependida, o seu amor próprio deve falar mais alto! Se ame hoje, amanhã e sempre.
Eu tinha dez anos e quando se aproximava o Natal, eu queria um trem elétrico. Os tempos eram de recessão econômica mas, ainda assim, minha mãe e meu pai deram-me um maravilhoso trem elétrico.
Na manhã do Natal fiquei radiante observando meu trem. As horas seguintes dediquei exclusivamente para brincar, observando a locomotiva puxando os vagões para a frente e para trás.
Minha mãe disse que comprara um trenzinho para Mark, o filho da senhora Hansen, uma pobre viúva que morava na rua de baixo. Quando olhei seu trem, percebi que era muito mais simples que o meu mas que tinha um vagão tanque que admirei bastante. Implorei e minha mãe sucumbiu ao meu pedido e me deu o vagão tanque. Eu o coloquei em meu treme fiquei muito satisfeito com o resultado.
Mais tarde, minha mãe e eu fomos levar os vagões restantes e a locomotiva para o Mark Hansen. O menino era um ou dois anos mais velho do que eu. Ele jamais esperava tal presente. Ficou muito satisfeito e alegre. Com as mãos, ele movimentou a locomotiva, que não era elétrica nem tão cara como a minha, e era pura alegria com a locomotiva e os dois vagões.
Tive uma terrível sensação de culpa quando voltei pra casa. O vagão tanque já não me encantava mais. De repente, peguei o vagão tanque e mais dois vagões de meu trem, corri até a casa de Mark e anunciei orgulhoso
- Nós esquecemos de trazer três vagões que pertencem ao seu trem. Eu não sei quando uma outra atitude me fará sentir melhor do que essa experiência de um menino de dez anos de idade.
Tantas quantas se tem experienciado,
vivido,
nutrido.
Há para todos os gostos, pois,
"gostos e cores não se discutem"...
Dependendo das nuances,
do dia,
do lugar...
De repente, num relance,
pode-se apreciar o inusitado,
o fora de padrão,
o diferente da cultura,
o contrário.
Libertar os preconceitos,
aceitar novos conceitos,
acreditar no contraditório,
antagônico,
paradoxal,
anômalo,
acéfalo.
Vibrar com o inusitado,
sonhar com o remoto.