Mensagens de Dor

Mesmo aquelas pessoas que se consideram insignificantes e aquelas que estão pra baixo, deixam o rastro de suas energias e essa "energia", essa impressão é o que atrai as coisas boas ou ruins para a vida.
Então, você sofre uma decepção qualquer e começa a se sentir meio para baixo e sai na rua de cara "amarrada", de rosto carregado de "dor", exibindo para o mundo que você não esta bem e onde você passa vai deixando a marca, a energia de quem não esta bem e como somos verdadeiros ímãs você vai passando e levando tudo que é energia igual a sua ou pior. Você vira o "caminhão do lixo" e recolhe tudo o que não presta.
Talvez você não acredite nisso, mas se você já passou por um momento ruim na vida sabe que quanto mais a gente sofre e reclama, mais afunda na lama (ih! até rimou...rs...) Fala a verdade. se você esta triste, esta chorando pelos cantos e querendo que o mundo acabe em barranco para você morrer encostado, não parece que só chega notícia ruim?
Esse negócio de "carregador de energias negativas" é tão real que estamos cheios de ouvir essas frases: "Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece", e outras maravilhas que indicam que quando as coisas ruins começam vem uma atrás da outra.
O segredo está em perceber que a tristeza, a coisa ruim tá chegando e se livrar dela o mais rápido possível usando o seu lado racional, ou seja, usando o cérebro, tendo dó de você, amando-se, e já sabendo que se você não brecar essa dor, esse momento triste, você vai piorar, piorar e piorar ainda mais...
É como um ferimento que dói pra caramba, se você tratar com os remédios certos, o ferimento cicatriza e você esquece, se você ficar mostrando para todo mundo e não tratar, ele infecciona, você piora e ele te mata.
Não seja um "carregador de energias negativas", não leve as coisas ruins dos outros para a sua vida, pense positivo, seja positivo. Acredite que uma força maior esta ao seu lado e que você sempre terá duas opções no mínimo.
Não se feche no seu problema, divida-o, se precisar chame ajuda, mas não desista de lutar.

Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo como ele sempre fazia. Ele começou a conversar com o barbeiro e conversaram sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem e começaram a falar sobre Deus...

O barbeiro disse:
- "Eu não acredito que Deus exista como você diz".
- "Por que você diz isto?" - o cliente perguntou.
- Bem, é muito simples. Você só precisa sair na rua para ver que Deus não existe. Se Deus existisse, você acha que existiriam tantas pessoas doentes? Existiriam crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas".

O cliente pensou por um momento, mas ele não quis dar uma resposta para prevenir uma discussão. O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu.

Neste momento, ele viu um homem na rua com barba e cabelos longos. Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba e ele parecia sujo e arrepiado.

Então o cliente voltou para a barbearia e disse ao barbeiro:
- "Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem".
- "Como assim eles não existem?" - perguntou o barbeiro.
- "Eu estou aqui e eu sou um barbeiro".
- "Não!" - o cliente exclamou. Eles não existem, porque se eles existissem não existiriam pessoas com barba e cabelos longos como aquele homem que está andando ali na rua".

- "Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é uma opção delas".
- "Exatamente!" - afirmou o cliente.
- "É justamente isso, Deus existe, o que acontece é que as pessoas não o procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo".

É tão difícil compreender as emoções quando se rompe uma relação. Às vezes, temos certeza que tudo passou e de repente tudo volta. Como definir se o que sentimos é amor ou não é? Se é saudade ou solidão? Tristeza ou decepção? Posse ou desejo? Perda. Quando se perde um grande amor, muitas dúvidas emergem sob o fundo do sofrimento. Para alguns é um momento de intenso crescimento. Muito se pode aprender, uma aprendizagem que nos faz humildes diante da própria fragilidade.

Deparamo-nos com o que é a dor, a impotência diante dos sentimentos, a paciência necessária para esperar passar, pois a dor de amor não passa na velocidade da net, do gigas, dos chips, e o tempo que isso leva é indeterminado, é pessoal e singular.

Aceitar os altos e baixos, os enganos, os tropeços, as dúvidas, a falta de controle. Aceitar a não certeza, o não acesso ao que o outro sente e pensa, a incoerência do humano, a fraqueza, o medo, a culpa, o erro que não tem concerto, a marca da mentira e o que fazer com tudo isso?

O tempo não volta e as coisas não se apagam, por amor que tentamos, mas nada vai permanecer do jeito que está. A incerteza do futuro corrói, o medo do que virá, a ansiedade pelo novo e desconhecido, a prisão do passado, do familiar, que falta faz, será abstinência? Temos sim abstinência do outro a quem amamos e perdemos, somos forçados a esquecer quando ainda, ainda não estávamos preparados.

O choro que insiste em voltar, a vida que segue, e o tempo que insiste em passar, a confusão que não consegue chegar ao fim, tempos distintos, tempos diversos, tempo de cada um. Amor perdido, amor doído, amor esquecido, quando? Quando você está preparado para correr o risco de passar por tudo isso de novo e lembrar da abundância de felicidade num coração que ama, e é também amado...

Priscila Lima e Melissa Coutinho

Há realidades difíceis de suportar. Há situações tão dolorosas e tão irreais, embora cruelmente reais, que certas pessoas preferem negá-las, como se com isso pudessem apagar sua existência.
E para fugir desses punhais que rasgam a alma com tanta violência é que muitos preferem se refugiar num mundo invisível, sob uma redoma de proteção que as impedem de ver de perto e enfrentar o que tanto faz mal.
Essas pessoas, ao querer libertar-se de um peso, tornam-se escravas da própria dor. Sem justificativas, justificam-se na recusa da cura, que é o encarar a realidade e vê-la de maneira nova e diferente.
Essas pessoas, julgadas doentes, loucas e insanas são apenas uma pequena porcentagem de um mundo onde negar a realidade é a coisa mais banal que existe. Viver no mundo da mentira não é apenas ter um comportamento exclusivo dos que julgamos loucos.
Vive na mentira quem não aceita o fim de qualquer situação: amores que se desgastaram, filhos que cresceram, uma doença que chegou sem avisar, alguém que foi embora, escolhas que não aprovamos e todas essas pequeninas coisas do dia-a-dia que, pequenas, fazem parte da nossa vida.
Chorar e ficar calado num canto não muda nada do que vivemos, a não ser nos deixar à parte da vida que continua a correr do lado de fora. Fazer-se de cego e surdo não modifica a realidade do que não podemos controlar, nem o que os outros pensam e sentem. Poderemos evitar os espelhos por algum tempo, mas não os evitaremos a vida toda. Melhor que ignorar a realidade que nos machuca é pegar o que sobra dela e construir um novo mundo ou uma nova maneira de viver.
Se a chuva nos pega de surpresa, que então nos molhe completamente, que o sol nos seque, que o frio não nos impeça de sair de casa, que o calor não nos impeça de dormir, que a dor doa e parta e que a vida seja inteira, completa e real!