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Senhor!
Dura é a pedra, entretanto,
com a Tua sabedoria,
temo-la empregada em
obras de segurança.

Violento é o fogo, todavia,
sob a tua inspiração
foi ele posto em disciplina,
em auxílio da inteligência

Agressiva é a lâmina,
no entanto ao influxo
de Teu amparo vemo-la piedosa,
na caridade da cirurgia

Enfermiço é o pântano, contudo
sob tua benevolência
encontramo-lo convertido
em celeiro de flores

Eu trago comigo
a dureza da pedra
a violência do fogo
a agressividade da lâmina
e a enfermidade do charco
mas com a Tua benção de amor
posso desfrutar o privilégio de cooperar
na construção do Teu reino...
para isso Senhor, porém,
Senhor concede-me por acréscimo de misericórdia
a felicidade de trabalhar
e ensina-me a receber
o dom de servir.

Chico Xavier

Com o tempo, a gente se acostuma às ausências mais doídas. Com o tempo, a gente se acostuma com tudo nessa vida. Quem é importante, mesmo estando distante, continua sendo amado. O tempo tem esse poder de fazer parecer que aqueles que amamos ainda estão, como antes, ao nosso lado. Acaba o sofrimento, o coração se aquieta e a saudade só em alguns momentos nos atinge como uma flecha. Mas o tempo, também, pode ser ingrato e cruel, pode ir apagando da nossa mente os rostos que achar conveniente. Assim, se você ama alguém, realmente, mesmo estando distante, sempre se faça presente. Entenda que quando um rosto se apaga da nossa imaginação acaba se apagando também dentro do nosso coração.

Bom fim de semana para todos!

Talvez não me pertençam
Os finais de semana
Talvez eu não pertença
À semana
Ou muito menos
Aos finais
Talvez eu sequer
Pertença
Talvez sequer eu
Talvez sequer
Talvez eu
Talvez.

Paulette Virgínio

Na Índia, um carregador de água, sempre levava dois baldes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.

Um dos baldes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito. No fim da caminhada entre o poço e a casa do chefe, o balde rachado chegava pela metade, o outro sempre chegava cheio de água. Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um balde e meio de água na casa de seu chefe.

O balde perfeito orgulhoso de suas realizações. Porém, o balde rachado estava envergonhado de sua imperfeição, sentindo-se miserável por não ter capacidade de realizar apenas a metade do que havia sido designado a fazer.

Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, um dia, à beira do poço, o balde falou para o homem:

- Estou envergonhado, quero pedir-lhe desculpas.

- Por quê e de que você está envergonhado? Perguntou o homem.

- Nesses dois anos, eu fui capaz de entregar apenas metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado fez com que a água vazasse por todo o caminho até a casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o balde rachado.

O homem ficou triste pela situação do velho balde, e com compaixão falou:

- Quando retornarmos para a casa do meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho. De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho balde rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu ânimo. Mas ao fim da estrada, o balde ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.

Disse o homem ao balde: - Você notou que pelo caminho só havia flores no lado que você vai? Notou ainda que a cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava?

Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa do meu senhor. Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter essa beleza para dar graça à sua casa.

Hoje os sinos tocam
pois na cidade há uma morte.
Sua face é irreconhecível
seu olhar se perde na brisa da manhã.
Um surto ameaçador,
uma sensação horripilante de temor de solidão.
Letras benditas
e papéis esvoaçantes
neles contém a resposta para a pergunta:
Por que?
Palavras de conforto
Silêncio implorando um curto tempo.
Memória perdida.

- Meus pêsames senhorita.
Nunca pensei que alguém pudesse velar sua pobre alma assassinada na chacina do amor.

No rosto pálido, reflete a dor de uma grande perda.

Hoje não tocam apenas os sinos da cidade,
mas também, os sinos do céu anunciando que lá se vai mais uma pequena alma para o inferno

E este anuncia:
Seja bem vinda a sua nova casa.