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Um viajante caminhava pelas margens de um grande lago de águas cristalinas, imaginando uma forma de chegar até o outro lado, aonde era seu destino. Suspirou, profundamente, enquanto tentava fixar o olhar no horizonte. A voz de um homem de cabelos brancos quebrou o silêncio momentâneo, oferecendo-se para transportá-lo. Era um barqueiro.

O pequeno barco envelhecido, no qual a travessia seria realizada, era provido de dois remos de madeira de carvalho. O viajante olhou detidamente, percebeu haver letras em cada remo. Ao colocar os pés empoeirados dentro do barco, observou que eram mesmo duas palavras.

Num dos remos estava entalhada a palavra ACREDITAR e no outro, AGIR. Não contendo a curiosidade, perguntou ao barqueiro o motivo daqueles nomes nos remos.

O barqueiro pegou o remo, no qual estava escrito ACREDITAR, e remou com toda força. O barco começou a dar voltas, sem sair do lugar. Em seguida, pegou o remo em que estava escrito AGIR, e remou com todo vigor. Novamente, o barco girou em sentido oposto, sem ir adiante. Finalmente, o velho barqueiro, segurando os dois remos, movimentou-os ao mesmo tempo, e o barco, impulsionado por ambos os lados, navegou através das águas do lago, chegando calmamente à outra margem.

O barqueiro disse ao viajante:
- Este barco pode ser chamado de AUTOCONFIANÇA. E a margem é a META que desejamos atingir. Para que o barco da AUTOCONFIANÇA navegue seguro e alcance a META pretendida, é preciso que utilizemos os dois remos ao mesmo tempo, e com a mesma intensidade: ACREDITAR e AGIR.

Não basta apenas ACREDITAR, senão o barco ficará rodando em círculos, é preciso também AGIR para movimentá-lo na direção que nos levará a alcançar a nossa META. Impulsione os remos com força e com vontade, superando as ondas e os vendavais, e não se esqueça que, por vezes, será preciso até remar contra a maré.

Tem sido difícil mantermos a paz entre nós e eu sei que a culpa é minha. As nossas personalidades nem sempre são compatíveis e eu acabo falando sem pensar ou agindo injustamente com você.

Peço que me desculpe, querida sogra, e que perceba que quando isso acontece, não é da minha vontade. Eu quero ter uma boa comunicação com você e contribuir para uma relação cordial entre nós.

Sinto o coração palpitar de entusiasmo e alegria, mas o motivo não se resume ao dia que eu espero seja mágico, o dia do nosso casamento, mas sim pela vida que vamos começar juntos.

Ardentemente anseio pelo momento em que uniremos os nossos destinos para sempre, mas muito mais anseio por viver esse destino com você. Como namorados e como noivos fomos perfeitos, e eu sei que assim continuaremos a ser depois de casados. Eu te amo!

Parabéns meu marido, meu amor, pois hoje comemoramos vinte anos da nossa união, do nosso casamento. E obrigada por ter caminhado sempre do meu lado, por ter construído comigo este pequeno pedaço de paraíso que é a nossa vida em conjunto.

Eu recordo o dia do nosso casamento, tão presente na memória, tão distante no tempo, e de como meu rosto se aquecia na fantasia daquilo que entretanto vivi e vivo. Mas nunca cheguei nem perto de na imaginação recriar toda a felicidade que então vivi e vivo ao seu lado.

Eu amo muito você, hoje ainda mais que antes.
Parabéns! A você, a mim, a nós por esses vinte anos de amor, de companheirismo, de paixão, e todas as dificuldades ultrapassadas lado a lado, e que assim permaneçamos, por muitos mais anos.

Coragem, amiga! Você não está relevando sua verdadeira força! Eu sei que nem sempre é fácil levantar a cabeça e reagir aos desafios que a vida nos proporciona.

Mas você tem de sair dessa e ficar de bem com a vida rapidamente. E para isso eu estou aqui do seu lado, oferecendo meu ombro amigo para você limpar suas lágrimas de uma vez.

Sim, porque em breve quero ver seu sorriso novamente, quero me sentir contagiada pela sua risada e até dançar um samba para comemorar a vida e a alegria em grande estilo. Força, amiga!