Mensagens de Criança

Quando eu era criança não entendia muito bem a Páscoa. Só adorava procurar os ovinhos de chocolate que o coelhinho escondia.
Mas, o que tem a ver coelho com ovos, seus símbolos, com a ressurreição de Jesus ou a fuga dos hebreus do Egito comandada por Moisés?
Agora sei qual a relação de tudo isto. Os ovos são o símbolo do nascimento.
Ali dentro, uma vida por vir ao mundo. É o eterno milagre da vida que renasce todos os dias. O coelho é o animal que se reproduz com uma velocidade estonteante, é uma ode à família, uma declaração de amor que a natureza faz todos dias.
Renascer é nascer, somos nós mesmos que renascemos nos nossos filhos, é a vida que se pereniza na prole. A fuga dos hebreus é o fim da escravidão de uma povo. A escravidão equivale à morte, escravizar equivale a tirar a vontade e a alma de alguém, equivale a tirar sua vida.
Se libertar da escravidão é viver de novo, é renascer, é estar sempre começando tudo de novo. Por fim, Jesus é a ressurreição. Quer prova mais clara do que digo? Este eterno milagre que nos encanta é o milagre da vida que a Páscoa nos relembra.
A Páscoa é a ressurreição das nossas almas. Este é o dia de renascer, começar tudo de novo. De nos libertamos do mal que corrompeu nossas almas e nos recobrirmos com o véu da pureza da alma que tivemos um dia.
Abandonar tudo o que é velho e antigo e olhar pra frente com coragem. Nos dedicarmos à vida como quem sorve o sumo de um fruto saboroso. Hoje é dia de renascer.
Feliz Páscoa para todos.

Um dia parei, pensei um pouco e vi, senti que aquilo que eu era para os outros eles não eram para mim.
Não havia reciprocidade de sentimentos.
Então eu comecei a procurar; a buscar alguém que idealizei naquilo que me faltava.
Busquei alguém que não tivesse só Sensibilidade Corporal; que tivesse Sensibilidade Espiritual também, alguém que soubesse se fazer importante e com isso me fazer importante também, que sentisse falta de mim...
Alguém que tivesse capacidade de lembrar momentos passados, não com tristezas, mas com alegrias, como se aqueles momentos ainda fossem acontecer; alguém que se ajudasse e se deixasse ajudar, alguém que soubesse ler e entender os olhos dos outros, que amasse o sol tanto quanto a lua e as estrelas.
Busquei alguém, alguém que soubesse admirar uma flor, que soubesse traduzir a mensagem que os pingos da chuva nos trazem, alguém que soubesse sonhar que fosse criança pelo menos um pouquinho; alguém que brincasse; que não escondesse suas emoções ao ouvir uma música; alguém que tivesse defeitos e virtudes, eu não queria nenhum modelo de perfeição.
Busquei alguém que me aceitasse tal qual sou, que tivesse ideias e lutasse por elas; alguém que falasse de si e também me ouvisse; alguém que tivesse espírito jovem e que o mesmo fosse contagiante.
Que procurasse sentir os outros em toda a sua essência.
Eu busquei alguém que fosse gente.
Eu busquei alguém que fosse humano.
Sei, eu busquei alguém que eu admiro e tenho um profundo sentimento.
E hoje desejo tudo de bom e que realmente você seja muito feliz.

Frederico II., da Prússia, além de extraordinário estadista, conseguiu também ser muito amado pelo seu povo, em virtude da sua singular popularidade. Certo dia, trajando-se como qualquer cidadão comum, encaminhou-se para uma prisão militar a fim de visitar os encarcerados, e fez absoluta questão de falar com cada detento em particular e a cada um dirigiu a mesma pergunta, demonstrando também o mesmo interesse em ouvir:
– Qual é o motivo que o trouxe para cá e qual é a sua sentença? – indagava.
Escutou pacientemente a resposta de cada um e acabou desanimado com o que ouviu. Quase toda a população carcerária apresentou, de uma ou de outra forma, a sua inocência – vítima de falsos amigos, engano das testemunhas, erro judiciário e assim por diante. Terminado o período de visitas, enquanto se retirava, ele viu, debruçado na grade, um homem triste e visivelmente arrasado. Para ser justo, dirigiu-lhe também a mesma pergunta, que vinha fazendo a todos os demais, ao que o homem respondeu:
– Desde bem criança fui rebelde e indisciplinado. Com isso fiz sofrer demais os meus velhos pais. Tornei-me homem, porém, nunca enfrentei o trabalho dignamente. Assim, para sobreviver eu comecei a roubar e, então, de erro em erro não me permiti amadurecer nem raciocinar e me firmar em um caminho seguro. até que, preso por furto e vadiagem, vim parar na prisão.
Consciente dos seus erros premeditados e cultivados, aquele homem assumiu a sua culpa, concluindo a conversa com esta confissão:
– Minha vida está arruinada por minha própria culpa e agora eu sofro com justiça a punição dos erros cometidos. Olhe, moço, eu bem quisera ter a oportunidade de poder começar minha vida de novo, e então, tudo haveria de ser diferente, porque a começaria pela dignidade e pelo respeito próprio. Mas, nem sei se tenho o direito de sonhar com isso...
Naquela mesma hora, Frederico II. ordenou a sua libertação, dizendo: – Ainda poderemos esperar alguma mudança. Os outros têm que ficar! Procurar justificar as falhas inocentando-se de qualquer culpa foi o que Adão e Eva já fizeram, logo de início, lá no Éden.

Muitos passam os mês dezembro fazendo compras, embrulhando presentes, decorando árvores de Natal e preparando-se para as festas e feriados, mas não se preparam para um Natal transformador, nem estão livres para experimentar seu significado real em todas as áreas da vida.

Minha preocupação maior é que o Natal não faça diferença alguma em nossa vida, que voltemos à mesma antiga rotina, às mesmas pessoas que éramos antes de tudo haver começado.

É possível festejar a estação e perder o Natal!

Imagine uma época em que você abriu todos os presentes, menos os de determinada pessoa. Sinta a mágoa dessa rejeição. Olhe para a situação da perspectiva divina. O que você acha que Ele deseja lhe dar?

Imagine-o esperando que você desembrulhe o seu presente.

Lembro-me que quando eu era criança, minha ansiedade nos dias que antecediam o Natal ia aumentando com cada presente que eu via marcado com a etiqueta "não abra antes do Natal"!

Quando eu pensava que ninguém estava vendo eu me arrastava para debaixo da árvore, apertava chacoalhava os presentes, tentando adivinhar se o que estava envolto por aquele papel era o meu desejado presente.

Então, na véspera de Natal, eu ia para a cama e sonhava com o que certamente encontraria na manhã seguinte, ao abrir os presentes. O presente que desejo partilhar com você nestes dias que culminam com o Natal traz inscrita uma observação bem diferente. Nele está escrito o seu nome. E diz: "Abrir em preparação para o Natal e para ser desfrutado durante o ano todo!" O verdadeiro Natal acontece de coração para coração.

O presente do coração de Deus é o oferecimento de Cristo a você e a mim. A coisa mais trágica que poderia acontecer é passarmos a época do Natal sem jamais abrir, nem aceitar as dádivas de amor, alegria, esperança e paz que fluem do coração divino em direção ao nosso! Cristo traz tudo isso para nossa vida. Você já "abriu" o presente de Deus para você? Cristo é o motivo do seu Natal?

Pensamento para o dia:

Quero ter um Natal especial este ano. Quero que a alegria e a paz de Cristo me acompanhem em cada dia da minha vida daqui por diante.