Mensagens de Criança

Depende de nós
Quem já foi ou ainda é criança
Que a credita ou tem esperança
Quem faz tudo pra um mundo melhor

Depende de nós
Que o circo esteja armado
Que o palhaço esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente precise sonhar

Que os ventos cantem nos galhos
Que as folhas bebam o orvalho
Que o sol descortine mais as manhãs

Depende de nós
Se esse mundo ainda tem jeito
Apesar do que o homem tem feito
Se a vida sobreviverá

Feliz Dia Das Crianças!!

O mosquito pernilongo
trança as pernas, faz um M,
depois, treme, treme, treme,
faz um O bastante oblongo,
faz um S.

O mosquito sobe e desce.
Com artes que ninguém vê,
faz um Q,
faz um U, e faz um I.

Este mosquito
esquisito
cruza as patas, faz um T.
E aí,
se arredonda e faz outro O,
mais bonito.

Oh!
Já não é analfabeto,
esse inseto,
pois sabe escrever seu nome.

Mas depois vai procurar
alguém que possa picar,
pois escrever cansa,
não é, criança?

E ele está com muita fome.

A Lua Cheia
adora vestido
de bolinha
Diz que realça
as suas formas.

A Lua Crescente
fica indecisa
pra se vestir e
acaba sempre
pedindo emprestado
o blue jeans
do Dragão Ariosto

A Lua Minguante
acha as lojas do céu
muito caras e
confecciona suas
próprias roupas
na máquina
de costura da
Aranha Tatanha

A Lua Nova
adora os lenços
e os laços, mas
o que gosta mesmo
é de um abraço.

Achei um segredo
Descobri um medo.

Achei um pedaço
da saia da
Rainha Pinga Minga
Tem junto uma mandinga.
Cruz Credo! Não abri ainda!

Achei a calcinha da
Branca de Neve
Quem achar pode usar
Será que me serve?

Achei o penico do
Feiticeiro da Barba Pouca
O penico é de ouro
Deu no touro
Será penico
ou será tesouro?

Achei um brinco da Cinderela
Guardei tão bem guardado
num cofre inventado,
que nunca mais encontrei.
Será que eu sonhei?

A casa da Joaninha
fica bem vizinha à minha.
Vou lhe fazer uma visita
porque moramos bem pertinho.

Toc, toc, toc
(bato à porta
porque não tem campainha).
"—Aqui é sua vizinha,
Dona Baratinha,
vim fazer suas unhas!"
Ela responde enfadonha:
"— Pode entrar, estou no banho!
Falta secar minhas asinhas!
Espere só um minutinho."

"— Não tenha pressa - eu replico -
vou esperar na cozinha
que é meu local preferido."

E fiquei ali sozinha,
comendo um pedaço de sonho
e assistindo desenho.
Acabou me dando um
Soninho

Quem me compra um jardim
com flores?

borboletas de muitas
cores,

lavadeiras e pas-
sarinhos,

ovos verdes e azuis
nos ninhos?

Quem me compra este ca-
racol?

Quem me compra um raio
de sol?

Um lagarto entre o muro
e a hera,

uma estátua da Pri-
mavera?

Quem me compra este for-
migueiro?

E este sapo, que é jar-
dineiro?

E a cigarra e a sua
canção?

E o grilinho dentro
do chão?

Sobe a água,
em vapor tão leve,
que a gente não vê.
Reúne-se em gotinhas,
formando nuvens
que ornam o espaço.

Depois desce e cai,
como chuva ou neve,
e de novo sobe leve
ao alto, ao céu,
pelo mistério
desse vaivém.

Olhe o sapo:
pula aqui,
pula acolá.
Nos dois pés,
nas mãozinhas,
ou num pé só.

Coitadinho deste sapo
é tão feio de dar dó!
Salta longe,
pirueta,
dá um susto,
faz um nó.

Nesta lida,
engraçada,
o sapinho,
tão feinho,
conquistou-me
um sorrisinho...
amarelinho.

Mas, ó seu Sapo,
fique atento!
Se pular
perto da vovó,
tão medrosa,
coitadinha,
pode crer,
seu sapinho,
você vai virar pó.

Uma gota trapezista
faz piruetas na pia
salta da torneira
rodopia na louça
escorrega e cai no ralo
que era uma rede furada
desceu cano abaixo
a pobre coitada.

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

A TV está na sala
A outra está na cozinha
Mas a que tenho no quarto
Essa é minha, muito minha.
Também há uma TV
No quarto do meu irmão
Outra no da minha tia
E uma grande no salão.
Os meus pais compraram uma
Portátil e maneirinha
Que meteram na marquise
Mesmo ao lado da cozinha
No armário das toalhas
Bem em frente ao WC
E juntinho ao lavatório
Também está uma TV
Já estou farto de pedir
Tirem a TV daqui
Parece que está lá gente
Quando vou fazer chichi!

O Cometa não é estrela
Nem planeta,
O Cometa é viajante
Estelar,
Grande rei andarilho,
De bela coroa
E cauda a brilhar...

O dado no dedo,
o dedo no dado.

Conto os pontos:
um-dois-três-
quatro-cinco-seis.

As bolinhas
bem redondinhas
em cada lado.
Atiro um punhado
de cada vez.

O branco no preto,
o preto no branco
do quadradinho.

Não sei se de osso,
madeira ou marfim,
os dados deste saquinho
que mamãe comprou pra mim.

Na escola,
de manhã
quase cedinho,
pulo corda
e também amarelinha.
À tardinha,
já enfadada,
pulo o muro
do vizinho,
pra roubar
daquela árvore,
bons punhados
de frutinhas.
Quase à noitinha:
eu já cansada...
e minha mãe
quer conversar;
adivinha!?
Hora de pular
bem miudinho
e sem gaguejar,
explicar tudinho tudinho...
assim:
tin-tin
por
tin-tin.

Dia da criança é todo dia,
é toda lua,
é toda rua
para brincar.

Dia da criança
é todo sol,
é todo rio,
barquinho inventado
pra navegar.

Dia da criança
é toda pipa
rasgando o céu,
é tudo o que está
e não está
atrás do véu
e atrás da cortina,
andar feito bailarina
sobre os anéis de Saturno.

Dia da criança
é todo dia
até a gente ficar bem velhinho,
de bengala e neto no colo.

Dia da criança
é todo dia
e todo dia
é de poesia.

Roseana Murray

Queria eu, ter a pureza de uma criança. Sorrir ao ganhar um presente sem se importar com o valor que foi gasto. Pegar o cobertor pela manhã e ir assistir o desenho favorito. Ir para a escola pensando em brincar. Chorar já com saudade da mãe ao vê-la se retirando para ir trabalhar. Gritar pelo nome do pai ao ter um pesadelo. Não se preocupar com os problemas do mundo, e sim com o horário do lanchinho da tarde.

Queria eu, ter a inocência de uma criança. Achar que sofrimento não existe, e que a palavra dor é só mais uma entre muitas outras. Acreditar que bicho papão só faz medo em desenhos, e que se por acaso ele surgisse embaixo da cama, o cobertor favorito me protegeria. Queria eu, ser feliz como uma criança. Se satisfazer com o abraço da mãe e a atenção do pai. Saltar de alegria ao saber que iria no parquinho. Rir até a barriga doer com as cócegas que a avó faz. Se aconchegar no colo da mãe enquanto a mesma conta a historinha preferida.

Queria eu, voltar a ser criança.

Laureane Antunes

Feliz Dia das Crianças, querida irmã! Eu sei que você já não é propriamente uma criança, mas é minha irmã caçula.

Então eu não consigo distanciar esse dia com a menina que eu vi crescer, que eu brinquei, que eu ajudei a pegar no colo; a menina que eu vi a dar os primeiros passos! Feliz Dia das Crianças, porque você tem uma infantilidade genuína que contagia todo mundo. É bom demais ser sua irmã! Nunca mude. Beijo.