Como posso preencher o vazio de não telo mais, Tudo se perde em minha mente, Já não sei mais onde andam as lembranças... Tudo se gira e me confunde... Assim como um redemoinho... Ficar perto de você é muito dolorido... Minhas mãos te querem... Meu corpo te deseja... Meus olhos brilham quando o vê... Minha boca te chama... Mas vai em vão... Não adianta querer... Não adianta desejar... Não adianta brilhar... Não adianta te chamar... Se ao menos posso te ter. É difícil querer, E não poder ter o que se quer... É difícil gostar de alguém, que não te quer. A vida da voltas e voltas, Por isso não choro e não derramo lágrimas, Pois sei que um dia, Você pode voltar, E me querer, E me desejar, Teus olhos brilharem quando me veem. E você me chamar, Mas tome cuidado, Pois pode ser tarde de mais, Para te querer, Para te desejar, Para meus olhos brilharem. Para te chamar... Ou seja, simplesmente tarde de mais, Para te amar...
Madrinha, estou muito contente que o papai e a mamãe tenham escolhido você como minha dinda. Você estará ao meu lado no meu primeiro grande momento da minha vida, meu batizado, e Deus estará abençoando nossa ligação que será eterna.
Ainda sou muito pequeno, por isso pedi emprestadas estas palavras para mamãe e papai, mas o sentimento é meu. Sei que você será a melhor madrinha do mundo, e que sempre poderei contar com você. E eu tudo farei para ser o melhor afilhado. Gosto muito de você, querida madrinha!
Flores não nascem com espinhos Espinhos se desenvolvem
Se desenvolvem e são implantações, Implantações dolorosas! Se desenvolvem quando a flor descobre, Que habita um jardim de insensibilidade.
Espinhos machucam, dói! Mas se dói, se sente, Maldita sensibilidade induzida!
Jardineiros de mãos grossas as destroem Retiram-nas do jardim não para salvá-las, Deixam-as secar depois do encanto da amada. Secam, desnutridas de carinho.
Flores jovens e inocentes querem fugir, Saltam-se nas mãos dos jardineiros Pedem cuidado...
Mas sua pétalas são frágeis E mãos de jardineiros são grossas em demasia.
Pobres flores que se entregam sem reservas, E ainda têm de aceitar devolução
E quando devolvidas voltam secas, Chegam arrastadas e tentam alertar as flores-crianças Flores crianças, última esperança do jardim,
-Salvem-no! Solidárias flores que quase mortas ainda alertam, Solidárias flores que mesmo mortas ainda adubam.
Se eu tivesse um coração que não sofresse ante a desilusão... Um coração que fosse assim... Tão facilmente asserenado... Se conformasse em não ser amado e desistisse de buscar o amor...
Se eu tivesse um coração assim: Tão devoluto, de ilusão sentida, Imune à dor da solidão sofrida e ainda sorrisse até da própria dor...
Ah! se eu tivesse um coração assim... talvez passasse ilesa pela vida... Mas, se eu tivesse um coração assim tenho certeza que de tão desprovida e sem sentido... sem sentir a vida eu já teria chegado ao fim!
Ah! Quero meu próprio coração, assim: feito a vela tensa de uma embarcação estremecendo ao sabor do vento, tal qual oscila o meu coração quando invadido por tal sentimento e o espírito cheio de emoção faz do amor um barco a sotavento!
E, se o destino me reserva à frente o barlavento da desilusão Digo a mim mesma: -Vale mais a vida, quando se leva dentro alguma dor... Um coração eivado de ferida, à um coração vazio de amor!
Hoje despedimos da vida um grande homem, um exemplo de pai e avô. Até sempre, querido vovô! Sua memória viverá eternamente entre todos que o amam.
Nos que ficam você deixa profunda tristeza e uma saudade eterna, pois a todos marcou de forma especial e permanente.
Que Deus o receba na Sua infinita glória e lhe conceda paz eterna! A todos que sofrem pela sua partida, eu peço ao Senhor que nos dê um pouco de conforto, um pouco de consolo a todos estes corações despedaçados.