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Acho que sempre serei sozinha e vai ser sempre assim
eu e eu mesma.
As vezes como agora bate um vazio imenso que consegui ser incrivelmente maior que o universo
Nada nesse mundo esta em seu lugar muito menos eu mesma.
Meus pensamentos vão além do que penso, meu querer transborda querendo, meus sentimentos sentem, minhas lágrimas descem...
Preza a mim e condenada a viver a minha vida.
Viver sozinha, ama sozinha, sentir sozinha
eu e eu mesma!!

Eu gosto dos abraços, desses entrelaçados, daqueles que deixam o cheiro do outro na roupa. Abraços coloridos, abraços deferidos, abraços amorosos. Abraços, dois pares de braços enroscados, jogados além do querer ou dever. Assim simples ou complicado, com tesão e pegada, abraço que escorrega o braço, deixa a mão na cintura. Um daqueles que pede mais, que obriga a mais. Por isso abrace-me e o resto eu tomo partido.

Ser mulher é ter os sentidos à flor da pele. É fazer nascer a esperança em qualquer palavra, em cada gesto. Até nos mais difíceis. Ser mulher é ter do mundo a dádiva da vida. É encantar qualquer chão. É ser amor! É ser chama! É ser fogo!

Ser mulher é transpirar sentimento. É lágrima! E é gargalhada! É fazer dos dias mais tristes, os dias mais felizes. É rasgar o mundo sem pedir licença para a amargura. É cantar ao céu a verdade da terra. E é fazer a diferença sem que lhe faça diferença. É ser verdade! É ser encanto! Ser mulher é dançar na chuva – sem medo. Ser mulher é ser gigante! É fazer do mundo um local de cores novas e alegres. E é ser franqueza. É fazer História.

Ser mulher é fazer feliz. É gritar com a boca fechada, como quem ama sem vaidade. Ser mulher é carregar todas as dores do passado. Sem custo. É encontrar no orgulho a razão da harmonia. Ser mulher é vontade, é paz e é futuro. Ser mulher é ser maior.

Tenho conversado muito comigo ultimamente sobre as coisas que faço. Volta e meia preciso seriamente de uma conversa. Endireite a coluna, eu digo para mim mesma quando chego à beira da escada. Jogo os ombros para trás e começo a jornada. Só espero não cair.
Quando eu acordo e a dor está pior, eu falo: Lembre-se de que no mundo sempre existe uma dor maior. E essa aqui vai passar. É realmente um problema não ouvir o que estão falando. Eu me preocupo pensando se não respondi alguma bobagem.
Mas aí eu digo para mim mesma Que resposta boba não é nenhuma novidade. Quantas vezes, enquanto ainda escutava bem, eu não disse bobagem também? Sei que hoje preciso de óculos para leitura e por isso converso comigo: Agradeça por poder ler. Muitos não podem nem ver.
Eu me mando levantar e andar, embora preferisse apenas sentar e ler. Mas, se quero um corpo ágil, devo obedecer. Posso andar, ver e ouvir. Não tão bem, mas ainda consigo. Acho que me fazem bem as conversas que tenho comigo.

Somos iguais! Temos uma ligação para toda vida e possuímos a maior das bênção, a maior das dádivas: o amor. Não me interessa se temos o mesmo sangue ou não.

Você é minha mãe porque merece, porque se comportou, desde sempre, como minha mãe. Uma mãe verdadeira! Uma mãe para sempre. Meu sentimento por você, meu amor por você é ímpar e eterno! Adoro você, minha mãe!