Meu querido pai, tudo que sou hoje eu devo a você, não apenas porque foi você quem me deu a vida. Mas principalmente porque me ensinou como a viver e diariamente me inspira com seu exemplo de vida.
E sem dúvida que seu exemplo, suas palavras, seus ensinamentos foram os melhores que alguém pode receber. Por isso, meu pai, todos meus triunfos são seus também; tudo de bom que me acontece é responsabilidade e obra sua também.
Eu lhe agradeço, meu pai, por tudo que me ensinou, por tudo que fez por mim, por todo amor e carinho que sempre me dedicou. Você é o melhor pai do mundo e eu o amo, respeito e admiro muito!
Te encontrei no tempo errado... Te busquei o tempo todo.
Te descobri no tempo certo! Te quero no tempo... agora.
Te perco por entre o tempo.
Te necessito o tempo inteiro, Me desespero Porque o tempo foi, A gente se perdeu, Não se encontrou...
E o tempo, O maior culpado de tudo Nos tirou do caminho E nos fez caminhar Vidas distantes, Na contra mão da vida...
E o tempo? Continua. Alheio a tudo isso...
Eu te amo tanto, tanto, que às vezes tenho vontade de fazer com que o mundo inteiro fique sabendo disso. Tenho vontade de gritar, de dizer a todo o mundo que você é lindo, que você é maravilhoso, que você é muito especial e gostoso. Tenho vontade de ouvir, no último volume, as músicas que me fazem lembrar você, para que todos saibam do sentimento que habita o meu coração.
Se você me disser que isso é bobagem, que isso é desnecessário e que aquilo que realmente importa é a sua percepção deste amor, é o seu – e apenas seu – sentimento deste amor, talvez eu seja até capaz de me convencer e concordar, mas vai permanecer em mim esta vontade louca de espalhar aos quatro ventos a força deste meu grande amor.
De qualquer forma, hoje eu quero fazer algo bem diferente e calmo. Hoje apenas pretendo ouvir música bem baixinha, quero apenas ficar bem quietinha, esticadinha e relaxada no sofá. Não vou nem sentir saudades suas, pois quero você pertinho de mim, de mãos dadas comigo, esticadinho e relaxado ao meu lado.
Chegou o dia que irei me despedir, de uma pessoa tão especial quanto você. Eu não imaginava que eu iria ficar tão sentida como eu estou, mas eu quero que você saiba, que mesmo de longe, eu vou está sempre por perto.
Quero agradecer pelos carinhos, por toda compreensão, por toda ajuda que você me deu, pelos momentos que você me proporcionou e, principalmente, pela grande amizade.
Saiba que você tem que ser forte para superar várias coisas, nunca pense em desistir, pois por mais que as coisas se tornem difíceis por ai, eu sei o quanto você é inteligente e forte para passar por cima de todos os obstáculos.
Seja forte amiga, eu vou estar com você sempre.
Te amo muito e, obrigada por tudo!
Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.
Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.
Padre Fábio de Melo