Solto-me em brasas percorrendo seu corpo, sedenta de você, grito seu nome. Sinto no céu da minha boca, seu beijo iluminando minha noite, e estremeço nesse desejo enorme que toma meu corpo deixando-me louca.
Vibra meu corpo, somem meus sentidos, viro estrela em constelações inexistentes.
Nesse momento, faço-me sua, dou-lhe da vida que canta em mim em acordes de harmonia, o sol se faz presente e toca minha pele iluminando a noite escura.
Sou vida onde você é luz que toca meu corpo, ponto a ponto, fazendo-me feliz. Nesse momento, as areias do tempo seguro em minhas mãos, somos eu e você possuindo o universo inteiro e vejo-me sua, abrigo que sempre quis, amor sem limites que toca minha alma com tamanha paixão.
Entre os avanços e os recuos da vida, as curvas e os obstáculos, os caminhos em linha reta e as inesperadas mudanças de direção, é maravilhoso saber que existe tamanha constância e segurança na minha vida – você, querida mãe!
Você é a compaixão do meu sofrimento, o riso da minha alegria, o conforto da minha ansiedade e a sabedoria da minha inexperiência.
Eu te amo muito, minha querida mãe! Chamar você de mãe é um orgulho e um privilégio sem par. Você é uma mãe completa, que gerou e criou com amor, paciência, retidão e sabedoria.
Você é um exemplo de mãe, de mulher, de pessoa. Você é uma inspiração, não apenas para mim como para todos os que conhecem você, e homenagear você com total correção será sempre impossível, pois nada haverá nunca que eu possa fazer para lhe retribuir tudo o que você já fez por mim.
Não somos perfeitos. Não viemos de uma família perfeita.
Não temos um casamento perfeito nem vivemos numa sociedade perfeita.
Falhamos uns com os outros. Temos queixas uns dos outros.
As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas.
Por isso, o perdão é absolutamente necessário para termos saúde emocional.
O perdão é a terapia da alma, a faxina da mente, a assepsia do coração.
Perdoar é vital para termos uma vida feliz.
Sem perdão a fuligem da mágoa enferruja as emoções, calcifica a mente, e adoece a alma. Perdoar e viver ou não perdoar e morrer!
É normal sentir saudade agora, se te vi à noite e ainda nem é madrugada? É normal essa saudade danada que sinto, quando não te vejo pela manhã ou no fim do dia? É normal essa saudade que acaba com a minha alegria?
Ai, se eu pudesse eu te tinha aqui colada em mim toda hora, eu te trazia nos meus braços para onde quer que eu fosse. Mas como não posso, eu te trago comigo dentro do meu peito. Mas com você longe de mim, dentro do meu peito a saudade aperta.
Como dói estar longe de você, não vejo a hora de contigo poder amanhecer, ver nascer o dia, e ver o dia morrer. Quero ficar contigo até o fim da vida, até a gente envelhecer!
Eu te amo, minha linda!
Chega um momento em que a gente se dá conta de que, às vezes, para sermos verdadeiros com nós mesmos, precisamos ter o desprendimento para abençoar as tentativas sem êxito, agradecer pelo o que cada uma nos ensinou, e seguir.
De que, às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida.
A gente se dá conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração. De que o nosso coração é essencialmente puro.
Essencialmente, amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas.
De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus.
E, vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo.