Segundo Domingo de agosto
Comemora-se o Dia dos Pais
E os pais que vivem isolados
Em quartinhos de quintais
Os pais que vivem mudos
Porque os filhos sabem mais?
Asilos e casas de repouso
Vivem esses marginais
Marginalizados pelos filhos
Essas feras racionais
Deus sabe quanto lutaram
Para criar esses filhos
Hoje homens formados
Que jogam seus pais em asilos
Quantos hoje são mendigos
Mãos estendidas pedem auxílio
Se eles ficam em casa
São verdadeiros empecilhos
Enquanto os velhos mendigam
Os jovens vivem tranquilos
Os filhos ouvem música
Ou assistem televisão
E o velho pai onde está?
Sentado na cama no porão
Meu pai não gosta de nada
Vive bem com a solidão
Desci as escadas e fui ver
Vi o velho esfregando as mãos
Estava muito gelada
Com o frio da ingratidão
O absurdo dos absurdos
Eu quero contar pra vocês
Conheço um velho pai doente
Filhos casados tem três
Três casas para ficar
Cada casa fica um mês
Eu pergunto a mim mesmo
Que mal este velho fez?
Por que os filhos têm tudo
E os pais nunca tem vez?
Tudo o que bate volta
É um grande ditado
Se teu pai vive assim
Tenha muito cuidado
O tempo corre, a vida passa
E você já está escalado
A dormir no porão úmido
E teu filho no sobrado
Quem semeia semente ruim
Vai colher fruto estragado...
Uma nova igreja fora construída e as pessoas vinham de todas as partes para admirá-la. Passavam horas admirando a beleza da obra!
Lá em cima, no madeiramento do telhado, um pequeno prego à tudo assistia. E ouvia as pessoas elogiando todas as partes da encantadora estrutura – exceto o prego!
Sequer sabiam que estava lá, e ele ficou irritado e com ciúmes. - Se sou tão insignificante, ninguém sentirá minha falta!
Então o prego desistiu de sua vida, deixou de fazer pressão e foi deslizando até cair ao chão.
Naquela noite choveu e choveu muito. Logo, onde faltava um prego, o telhado começou a ceder, separando as telhas. A água escorreu pelas paredes e bonitos murais. O gesso começou a cair, o tapete estava manchado e a bíblia estava arruinada pela água.
Tudo isto porque um pequeno prego desistira de seu trabalho! E o prego? Ao segurar o madeiramento do telhado, era obscuro mas era útil. Agora, enterrado na lama, não só continuara obscuro, como também se tornara um completo inútil e acabou comido pela ferrugem!
Amiga querida,
Este é o seu primeiro Natal sem o seu papai Noel, sem o seu papai de todos os dias, sem o seu herói. Imagino a tristeza e a saudade que você irá sentir, afinal Natal é tempo de família. Mas saiba, minha amiga, que o seu pai estará sempre com você, estará sempre em sua família.
Não se renda a tristeza. Neste Natal, comemore a vida, alegre-se por estar viva e poder celebrar com honra a memória daqueles que você ama e que já não estão aqui. Nós todos sentimos muito pela sua perda, mas pense no Natal como tempo de renovação, de renascimento. Guarde o amor no seu peito, e deixe a dor sair.
Desejo que este primeiro Natal sem o seu pai, possa ser sereno, de paz e muita luz. Que o amor esteja sempre em seu coração.
Um grande beijo!
Na incerteza do amanhã aproveite o hoje para ser feliz.
VALEU A PENA? Um dia você vai ver que não VALEU A PENA tanta correria, para ganhar dinheiro e não usufruir. Vai ver que o tempo passou e o cansaço tomou conta do seu corpo. Vai ver que mesmo rodeado de muita gente, você se sente só.
Um dia você vai recolher-se no quarto e vai ter vontade de abraçar o travesseiro, porque não sobrou ninguém pra abraçar. Vai ver que foi entrando numa roda viva que você viu que não é mais dono do tempo que dizem que é seu e que não pode cedê-lo a qualquer um. Vai ver que o carro já está se tornando um problema, e não um conforto, o telefone é chato, a gravata incomoda...
É... por mais que tente se livrar de tudo, é um escravo invejado por muitos. Vai ver que não VALEU A PENA os anos sem férias, sem descanso. Vai ver que não tem mais ilusões, e a esperança anda com vontade de dormir.
Um dia você vai ver que passou pela vida sem viver. Frequentou o mundo sem saber porque... Rodou, rodou, rodou, e não saiu do lugar, pensou que foi, mas ficou. Teve tudo e não sentiu nada.
Um dia você verá que o tempo escoa tão rápido como a areia fina pelos seus dedos. Vai ver que resta parar e gritar de cima de um edifício: "CHEGA" !
Vai ver que é hora de sorrir, de amar, de ser da família, de misturar-se com as crianças e dar a mão ao próximo... e Viver!
Se a pessoa não passar pela mesma situação que você, ela nunca vai saber como você realmente se sente.
Ela nunca vai poder olhar pra você e dizer Nossa, como foi difícil, não é?.
Muitas pessoas acham isso ridículo, olham pra nós e pensam que nada passou pela nossa cabeça na hora, mas o que elas não sabem é que muitas vezes os culpados por isso, são elas.
Que sempre nos julgaram, que sempre faziam questão de nos sentirmos menores, e excluídos.
Pensam que entendem.
Só pensam.
Mas ninguém nunca vai saber o tamanho da dor que você sentiu, ninguém nunca vai imaginar o quão estranho e errado você se sentiu.
É muito fácil olhar pra pessoa e julgar, difícil é passar pela mesma coisa que ela, sofrer desse jeito, aguentar calada, e ainda por cima sorrir.