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O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo.

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Casar-se não tem nada a ver com uma celebração ou com uns papéis. Casar-se não é outra coisa que a entrega mútua de duas pessoas para sempre. Os papéis não são senão uma expressão externa dessa realidade interior que se consuma na intimidade da vontade e se exprime na intimidade do corpo.

Minhas reflexões sobre o período de 32 dias em que estive numa CTI e 15 dias em enfermaria de um hospital em estado de coma, e, segundo os médicos, por um milagre sobrevivi, pois estava já desenganado por eles, com a família só aguardando a notícia de meu falecimento.

Por que preferimos viver?
A morte (estado de coma) foi a minha melhor experiência em vida até hoje, da qual trago as melhores recordações e da morte me restou a saudade. Andava por lugares de grande claridade e de clima frio, mas agradável. Amigos e parentes vivos que iam me visitar e com os quais eu conversava, queriam que eu retornasse à vida, mas eu lhes dizia que não tinha vontade de voltar, preferia ficar. O que mais me perturbava no período de minha morte, me deixava tenso e agitado, eram as rezas, orações e pedidos que faziam para o meu retorno. A insistência pela volta não me fazia bem. Até que um dia prevaleceu a vontade dessas pessoas e da família, fui obrigado a voltar. E, a primeira pergunta que eu fiz ao abrir os olhos e ver que tinha alguém perto de mim, segurando na minha mão, foi: Porque não me deixaram lá?

Só quem passou pela experiência de ter morrido (em coma), é que pode afirmar qual das duas opções será a melhor, a vida ou a morte. Para mim será preferível a segunda opção, pois nunca me senti tão bem, em paz, na tranqüilidade de estar do lado de lá. Não posso definir em que lugar eu estava, pois céu ou inferno (mas dizem que o inferno é quente, e lá era frio) é para aqueles que crêem que eles existam, para mim era apenas um lugar do qual não gostaria de ter saído ou que fossem me buscar.

Só sei dizer que estou preparado para morrer novamente e esse dia será o de maior alegria para mim, embora vá representar tristeza para outros.

Meus pensamentos se infundem
Na tua loção sensual.
Então eu caminho adentro
Da solidão dessa estrada...
Meu peito rompe-se no topo
Desse gozo virginal,
E deságuo ao descobrir
Que minha saudade não é alada...

As asas se dissiparam
Na vastidão desse caminho.
Tentei fazer a alquimia perfeita
Para não te perder.
Mas aqui, nesse deserto,
Estou desnudo e sozinho,
Misturei notas, criei acordes,
E não encontrei você...

Como um perfumista,
Peguei a essência de diferentes rosas.
Mas a química perfeita da tua alma
Parecia não existir mais.
Em versos vãos, transformei lembranças
Em simples prosas...
A saudade do teu cheiro
Envenenou-me em nos umbrais!

Diante dessa estrada
Empoeirada de anêmica paixão,
Acho que a sombra da morte aparece
Em sorrateiros sinais.
E ao perigoso romper desse iludido,
E indelével coração,
Destilo-me junto ao chão
No aroma vermelho dessa lembrança fugaz...

Enquanto espero por você, esta distância me sufoca impiedosamente. Meu coração bate forte de saudade e a falta que você me faz, traz frio para minha vida.

Enquanto espero que você volte, mesmo sabendo que não vai demorar, eu percebo o quanto te amo. É por este beijo que tenho guardado. É por este abraço que preciso de te dar.