Tudo para mim é um duvidar
Com a normalidade sempre em cisão,
E o seu incessante perguntar
Cansa meu coração.
As coisas são e parecem e o nada sustém
O segredo da vida que contém.
A presença de tudo sempre perguntando
Coisas de angústia premente,
Em terrível hesitação experimentando
A minha mente.
É falsa a verdade? Qual o seu aparentar
Já que tudo são sonhos e tudo é sonhar?
Perante o mistério vacila a vontade
Em luta dividida dentro do pensar,
E a Razão cede, qual cobarde,
No encontrar
Mais do que as coisas em si revelam ser,
Mas que elas, por si só, não deixam ver.
Fernando Pessoa
Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire.
O que agradece que na terra haja música.
O que descobre com prazer uma etimologia.
Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez.
O ceramista que premedita uma cor e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que leem os tercetos finais de certo canto.
O que acarinha um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra haja Stevenson.
O que prefere que os outros tenham razão.
Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo.
A sobrecarregada enfermeira viu o jovem entrar no quarto e, inclinando-se, disse alto ao idoso paciente, – Seu filho está aqui.
Com grande esforço, ele abriu os olhos e, a seguir, fechou-os outra vez. O jovem apertou a envelhecida mão e sentou-se ao lado da cama. Por toda a noite, ficou sentado ali, segurando a mão e sussurrando palavras de conforto ao velho homem.
À luz da manhã, o paciente tinha morrido. Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto para desligar as máquinas e remover as agulhas. A enfermeira aproximou-se do jovem e começou a oferecer-lhe condolências, mas ele a interrompeu. - Quem era esse homem? Perguntou.
Assustada, a enfermeira respondeu, - Eu achei que era seu pai! - Não. Não era meu pai, – respondeu o jovem – Eu nunca o vi antes em minha vida. - Então, porque você não falou nada quando lhe anunciei para ele? - Eu percebi que ele precisava do filho e o filho não estava aqui. – O jovem explicou – E como ele estava por demais doente para reconhecer que eu não era seu filho, eu vi que ele precisava de mim.
Madre Teresa costumava nos lembrar que ninguém tem que morrer sozinho. Do mesmo modo, ninguém deve se afligir sozinho ou chorar sozinho. Ou rir sozinho ou celebrar sozinho.
Nós fomos feitos para viajar de mãos dadas através da jornada da vida. Há alguém pronto para segurar a sua mão hoje. E há alguém esperando que você segure a dele.
É amor o sentimento que me acompanha todo o dia! Desde o momento em que eu acordo até à ocasião em que me vou deitar, eu fico pensando em você e reparo na sorte que tenho por ser sua namorada.
Não imagino como seria se você não estivesse do meu lado e por isso, quero continuar assim, constantemente e para sempre!
Um bom dia para você, meu amor!
Você está sempre reclamando que não tem um vestido novo para ir à festa, que seu cabelo não está como você quer etc. etc.? Faça uma coisa: olhe ao seu redor, veja como as pessoas vivem, quais os problemas que elas têm, qual a luta diária que elas precisam empreender para poder sobreviver. Aí, tenho certeza de que você irá dar mais valor ao que tem. Não se esqueça, por maiores que sejam seus problemas, você com certeza está melhor do que muitas pessoas. Agradeça a Deus o que já conseguiu, e vá à luta para conseguir novas realizações. Mas sem deixar de olhar ao seu redor!