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As amarguras são um passado esquecido. Você lutou pelo recomeço, por novos sonhos e uma maior esperança. A felicidade agora sorri no seu horizonte e esta nova fase te trará vitórias maravilhosas. Que esta renovação seja um caminho eterno, onde possa aprender, amar e, acima de tudo, viver. E que eu possa estar sempre do seu lado e fazer parte dessa sua nova vida.

Não vou falar "adeus" para você. Não vou sequer mencionar mais uma vez que vou partir.
Vou só abraçar sua foto, aquela que levo comigo, todas as noites, todos as manhãs e sempre que olhar para ela. Para seu rosto estampado na fotografia.

Vou só pedir a Deus que faça o tempo correr.
Quero que você saiba que já sinto saudades suas.

Até breve!

Sair pra ver o mar,
ver a gaivota flutuar,
os namorados a se beijar,
ver a chuva escorrer,
sentir o sol esquentar,
ver a vida passar e
sofrer a morte a separar!

Quem ama, deve cuidar o suposto objeto desse amor, e trair fica exatamente no oposto dessa ideia. Um dos alicerces da nossa união, a promessa absoluta, era a lealdade. Você teve a coragem de a quebrar, você! O meu marido! Aquele que prometera me amar e ficar do meu lado para o bem e para o mal.

Você jogou no lixo imundo todo o nosso amor, toda a nossa história em conjunto. Você provou que não nutre por mim mais nenhum respeito ou amor. Para mim este é o final, um final sem volta, um final definitivo, pois quem não me ama, quem não me respeita não merece o meu tempo, não merece sequer um pedaço dos meus pensamentos. Na verdade, não merece nem a minha mágoa ou a minha raiva.

Este é um adeus, um adeus irrevogável, um adeus para sempre!

Era uma vez dois exploradores que encontraram uma clareira na selva. Nela cresciam muitas flores de beleza sem par. Um dos exploradores diz: – Há sem dúvida um jardineiro que mantém este jardim. O outro não concorda: – Não há nenhum jardineiro.
Assim sendo, eles montam suas tendas e se põem a vigiar. Nenhum jardineiro é visto em nenhum momento. Será que se trata de um jardineiro invisível?
Os dois exploradores fazem então uma cerca de arame farpado e a eletrificam, guardando-a com sabujos... Mas nenhum grito sugere nunca que algum intruso tenha tentado entrar no jardim. Apesar disso, o primeiro explorador ainda não se convenceu:
– Mas existe um jardineiro invisível, intangível, insensível às descargas elétricas, um jardineiro que não tem cheiro nem faz barulho, um jardineiro que vem secretamente cuidar do jardim. No final, o céptico se desanima:
– Mas o que resta da sua primeira afirmação? E em que precisamente isso que você chama de jardineiro invisível, intangível, eternamente inapreensível, difere de um jardineiro imaginário ou até de um jardineiro absolutamente inexistente?
O primeiro explorador vai então colher uma flor e, sem nada dizer, a oferece com um sorriso ao céptico, que não se afasta um minuto da cerca:
– Por que este gesto de afeição? pergunta surpreso.
– Para lhe perguntar se você consegue ver a velha amizade que nos une há tantos anos. E o outro responde:
– Lógico que não!
-O essencial é invisível aos olhos (como dizia o Pequeno Príncipe). Só conseguimos ver bem com o coração! Será que não é isso o que acontece com aquele que com tanto amor cuida deste jardim?