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Não tem mais dúvidas que esse amor em mim pra sempre vai ficar, que eu vou parar o mundo toda vez que eu te beijar, que vou calar a boca de quem não acreditar no meu amor.

Quando pequeno, papai lutava com alguma dificuldade para manter a família, pois éramos cinco filhos, todos pequenos.
Como estávamos sempre a desejar um carrinho, como os filhos dos vizinhos tinham, ele, economizando um pouco, comprou-nos um esclarecendo que pertenceria a todos.
Ficamos muito contentes mas, em breve, estávamos brigando, cada qual julgando ter primazia para usar o brinquedo.
Não podendo adquirir um carrinho para cada filho, certo dia, depois de uma das nossas muitas discussões, ele chamou-nos para conversar. – Vocês estão se desentendendo por causa do carrinho e isso não é bom. Mas há um meio de resolver o problema. Durante uma semana o carrinho vai pertencer apenas a um de vocês. Os demais se ocuparão dos trabalhos da casa, auxiliando sua mãe. Aquele que estiver com o carrinho poderá empregar o tempo do modo que quiser...
O plano não nos pareceu mau e, quando fizemos o sorteio para saber quem ficaria com o brinquedo em primeiro lugar, fui o contemplado. Fiquei muito satisfeito, mas nos dias que se seguiram percebi que brincar sem os companheiros era terrivelmente monótono. Trabalhando juntos, os meus irmãos pareciam mais contentes e felizes do que eu.
Confessei-lhes o que estava sentindo e decidimos conversar outra vez com papai. – E vocês, sentem-se satisfeitos trabalhando sem o Juca?
Meus irmãos responderam que não. Além do trabalho ter-se tornado mais árduo, eles sentiam falta da minha companhia.
– Então, disse meu pai depois de pensar um pouco, por que vocês não resolvem o caso da seguinte maneira: antes vocês realizam, juntos, as tarefas da casa. Com o tempo que restar, pois o trabalho ficará reduzido, poderão brincar à vontade com o carrinho. Que tal a ideia?
Achamos que a solução era ótima. Começamos a trabalhar juntos, auxiliando-nos uns aos outros e, depois de tudo terminado, corríamos para o carrinho, usando-o para brincadeiras em grupo. Acabaram-se as brigas e até hoje eu e meus irmãos mantemos vivo esse espírito de cooperação e camaradagem.

Diria repetidas vezes
Aquilo que sinto
Dentro do peito
Que pula até a garganta
Mas, esbarra na distância!
Que separa nossa amizade
De se tornar mais forte
No dia-a-dia de nossas vidas
No olho-no-olho
No real
Mas, não no imaginário
Dessa janelinha
Que se abriu
Obrigada!
Por sua amizade.

Quando levamos um tombo, quando não conseguimos o que queremos, quando estamos doentes, tudo isso dói, mais não existe dor maior do que a dor da perda, mais não é a perda de bens materiais, é a perda de um ser, quando uma pessoa perde a casa é ruim, porém ela ainda tem a vida para poder lutar e reconquistar uma casa mil vezes melhor do que a casa antiga; quando se perde dinheiro ainda assim se tem a vida para poder trabalhar e reconquistar o que se perdeu; quando se perde uma bola ainda assim pode-se comprar outra; mas e quando se perde a VIDA?
É ruim perder coisas que conquistamos com o nosso esforço, mas nada é comprável a dor que se sente quando se perde alguém, quando essa pessoa morre, somente o que resta é o vazio, a tristeza, não existem telefones para amenizar a saudade, que bom seria se existissem telefones no céu! mas não existem...
A vida é curta, o tempo mais ainda, as pessoas vivem se queixando de tudo, se queixam das roupas que tem, se queixam do dinheiro que ganham, enfim, ACORDEM se gastassem o tempo que passam reclamando da vida, fazendo algo de produtivo suas vidas seriam bem melhores, deixem a pessoa que amam com uma palavra de carinho, vocês não sabem se poderão fazê-lo mais tarde.
A morte pode tirar as pessoas do nosso lado, mais não podem tirá-las do nosso coração, por isso ele sangra cada vez que perdemos alguém que amamos, mais ele se restaura pois sabe que a partir dali ele será o único lugar em que encontraremos nossos entes queridos cada vez que sentirmos a sua falta...
Para ligar para o céu, o único telefone é o joelho, somos atendidos por aquele que nos dera a VIDA, mas muitos fecham o coração e não escutam quem está do outro lado da " linha".

Ter uma irmã é melhor do que ser uma princesinha só. Ter o rei e a rainha aos nossos pés em um castelo solitário pode fazer de nós uma princesa mimada, e nos fazer acreditar que temos uma coroa no lugar do umbigo.

Ter uma irmã é aprender a compartilhar atenção e amor, e é aprender a amar incondicionalmente, é aprender a ser generoso. Quem tem uma irmã sabe como a infância se torna mais feliz, e as histórias de criança são sempre mais divertidas de contar.

Ter uma irmã é ter uma amiga para a vida toda. As irmãs são as pessoas que melhor nos conhecem e que nos conhecem por inteiro, porque têm as mesmas raízes que nós. Podemos até brigar, nos desentendermos ao longo da vida, mas há sempre laços que nos unem e que nos farão caminhar juntas.