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Tudo está consumado e já vai passando...
é agora uma passagem branda,
pacífica e sem tumultos...
é uma travessia amena, serena e sem insultos,
para que nossas retinas registrem e guardem
apenas a doce lembrança de nossos iluminados
e risonhos vultos, na hora do nosso único
e supremo "culto"
... você nos meus braços - meu menino -
e eu nos teus braços - tua menina.

Ao longo dos meses fomos assolados
por tempestades revoltas, circunstâncias adversas...
fomos pegos de surpresa pelo vendaval
das nossas imperfeições e nosso amor,
qual pequena muda que lograra crescer
e ganhar altura, rendeu-se com espanto
à noite escura de nossas diferenças,
omissões, hostilidades confessas ou camufladas.

Eu sigo agora, carregando uma alma vazia.
Tu segues pleno de ti mesmo, alimentado
da adoração incomparável de poetisas solitárias,
teresas e marias tantas...
Eu sigo carregando um legado estranho,
que me chegou com todos os aparatos da tecnologia...
um cartão e um poema que eu não
inspirei e nem suscitei em ti...
um cartão de rara beleza, maquiado com destreza
por uma outra maria, onde se lê a apologia
do imenso amor que tão bem sabes cultivar... por ti !

O tempo passa? Não passa No abismo do coração. Lá dentro perdura a graça Do amor, florindo em canção O tempo nos aproxima Cada vez mais, nos reduz A um só verso e uma rima De mãos e olhos, na luz Não há tempo consumido Nem tempo a economizar. O tempo é todo vestido De amor e tempo de amar. O meu tempo, e o teu, amada, Transcendem qualquer medida. Além do amor não há nada, Amar é o sumo da vida. São mitos de calendário Tanto o ontem como o agora, E o teu aniversário É um nascer toda hora. E nosso amor, que brotou Do tempo, não tem idade, Pois só quem ama escutou O apelo da eternidade.

Sobe a água,
em vapor tão leve,
que a gente não vê.
Reúne-se em gotinhas,
formando nuvens
que ornam o espaço.

Depois desce e cai,
como chuva ou neve,
e de novo sobe leve
ao alto, ao céu,
pelo mistério
desse vaivém.

Todos temos medos em nossas vidas e em nossos comportamentos, o medo faz parte de nossa essência e em alguns casos fazem parte da personalidade das pessoas. E isso traz amarguras, privação de felicidade.
O medo de se relacionar com alguém transcende o medo comum, por que nos reprime de ser feliz, de ser amado e amar.
Para ser feliz em um relacionamento é preciso abrir as portas do coração para que todo sentimento bom seja sentido.
É preciso que as pessoas sintam mais o seu interior!

O passo a mais que, longe, muito longe, damos a cada caminhada é o que nos coloca mais próximos de tudo o que ainda podemos ser.
A tentativa além, um pouco mais além, de todas as que já fizemos é a que mais claramente revela do que somos capazes e até onde poderemos chegar.
Quantos de nós nos entregamos antes mesmo de tentar.
Pela simples dificuldade de perceber que é possível ultrapassar o limite do círculo que em torno de nós e ao longo da vida traçamos.
Quantas vezes estivemos na iminência de girar a maçaneta da porta que nos levaria da escuridão à claridade e não o fizemos, simplesmente por não aceitar o impulso livre, soberano e intuitivo que conduzia nossas mãos a girar.
Por não crer na liberdade, nos impulsos da alma e na própria intuição.
Quantas vezes hoje você ouviu seu coração?
Sem temer, sem limitar, sem pré-conceber, sem pré-julgar, sem se prender, deixando-se levar pelo prazer de descobrir, correr riscos e realizar.
Pobre de quem põe a nuvem do medo diante dos olhos. Que prefere fugir a se dar o direito de praticar o sonho.
Tem aquele que, sem saber que era impossível, foi lá e fez. Esta é sua vez. O verdadeiro poder é de quem ousa.
Ouse fazer!