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Nos seus olhos, minha filha, se esconde o segredo da minha felicidade, pois eles representam sua alma, sua essência de anjo. Desde há um ano que os contemplo e os vejo brilhar, fecharem, abrirem de novo, e sempre que eles se encontram com os meus, sinto que todo o universo se alinha em harmonia.

Desde há um ano, minha filha, vivo em constante contradição, pois quero que o tempo pare para poder aproveitar cada segundo do seu lado enquanto é bebê. Mas também tenho pressa para que cresça, para que que se torne em uma grande mulher.

Quero guardar cada risinho, choro, cheirinho; cada nova etapa, o primeiro dentinho, a primeira palavra, o primeiro passinho. Sou gananciosa e quero tudo bem guardado dentro da memória e do coração. Mas o que quero mesmo, é que você cresça forte e feliz, e abençoada por Deus!

A historia é muito antiga, mas não menos curiosa.
Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:
1) Pegam uma cumbuca de boca estreita. 2) Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore frequentada por macacos, afastam-se e esperam. 3) Após isso um macaco curioso desce. 4) Enfia a mão. Apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.
Surge um dilema: se largar a banana sua mão sai e ele pode ir embora livremente. caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranquilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento.
Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
Fácil demais...
O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão... Parece ser uma insanidade largá-la. Essa história é engraçada, porque muitas vezes, fazemos exatamente como os macacos.
Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou alguém que não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro? Os casais com relacionamentos completamente deteriorados, que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana –. que apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto a panela.

Você ainda não sabe quem sou, e eu não posso lhe dizer. Por enquanto é segredo, mas dos bons, e assim como tudo que é importante e de valor demora tempo para acontecer, a minha revelação também demorará.

Mas garanto que vai valer a pena, e junto com a revelação vem um presente que você vai adorar. Por agora posso apenas dizer que sou seu amigo secreto, e que estou adorando esta brincadeira!

Era uma vez um lindo cavalo, puro sangue, que vivia a encantar os moradores de uma região.
Era doce e selvagem ao mesmo tempo. Um dia, galopando por uma fazenda, caiu num buraco profundo.
Os moradores da fazenda correram para socorrê-lo. Fizeram várias tentativas, todas inúteis. O buraco era estreito e não tinha jeito de tirar o cavalo dali. Depois de algum tempo, vendo que não conseguiam resultado acharam que o certo seria sacrificá-lo.
Ninguém teria coragem de dar um tiro nele. Então acharam que o melhor era aproveitar que ele já estava no buraco, e ir jogando terra até enterrá-lo vivo. Então, com uma pá, começaram a jogar terra no buraco. A terra ia caindo sobre o dorso do cavalo. Ele se sacudia fazendo com que a terra caísse entre as suas patas. Logo ele se ajeitava, pisando na terra nova, formando um novo piso. E assim foi. A medida que jogavam terra no
buraco o cavalo, aos poucos, ia subindo. E para surpresa geral, o puro sangue, há pouco condenado à morte, foi saindo do buraco, livrando-se da morte. Isso faz pensar: quantas vezes estamos perdidos dentro de buracos que podem ser financeiros, sentimentais, ou de saúde e não vemos saída. Nem mesmo os que nos cercam veem saídas.
A terra que salvou o cavalo, vinda do céu, representa a mão de Deus, sempre pronto a nos ajudar. É preciso acreditar!

Pense em alguém que seja poderoso... Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio.
Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas. Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis.
Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie.Vá em frente. Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) ideia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques.
Não é verdade! Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim não pareça.
Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar:
ME ARREPENDO DE COISAS QUE DISSE, MAS JAMAIS DO MEU SILÊNCIO".
Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos.
Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas.