Minha madrasta, pessoa maravilhosa que eu tanto admiro, hoje eu quero lhe dedicar uma homenagem neste dia que também é seu por direito. Feliz dia das Mães!
Aproveitando a data, eu quero também, e mais uma vez, pedir desculpas pelo meu comportamento inicial. Hoje me envergonho e me arrependo pela infantil e injustificada revolta, e por todos os transtornos que nos primeiros tempos lhe causei.
Releve, por favor, pois foram provocados por pura birra infantil. Mas assim que fui conhecendo você ficou claro que você não era merecedora de um comportamento tão rude.
Com sua ternura e paciência maternais você conquistou totalmente meu coração, e hoje eu a vejo como um colo de carinho e amor; como uma mãe! Minha madrasta amada, minha segunda mãe, eu amo muito você e sei que aconteça o que acontecer, ficará na minha vida, e eu na sua, para sempre!
Aos sete anos de idade, eu desejava muito estudar violino e mamãe, com algum sacrifício, comprou o instrumento e contratou um professor para mim.
Após algumas semanas, vi que não conseguia executar nenhuma melodia e que tinha de fazer exercícios por horas intermináveis.
Então eu disse a minha mãe que havia desistido e ia abandonar o estudo.
Morávamos um pouco distante da cidade e foi enquanto caminhávamos – ela fora me buscar ao término de uma das aulas – que eu lhe expliquei o motivo do meu desânimo.
Por acaso passávamos pela casa de uma pessoa amiga que possuía um formoso pomar. – Veja, disse minha mãe, que frutas maravilhosas!
O espetáculo incendiou a minha imaginação infantil. Havia maçãs, peras, laranjas. Os galhos pendiam de tão carregados.
– Você gostaria de experimentar uma? Mamãe me perguntou.
– Oh! Gostaria sim. Aquela laranja grande e amarela como gema de ovo.
– Pois então pegue-a.
– Mas eu não posso, por causa da cerca. Além do mais, será que a dona do pomar vai permitir? – É mesmo. Você tem razão. Falaremos com ela.
Minha mãe chamou-a e ela consentiu, dizendo: – O portão do pomar fica ali adiante. É só vocês darem a volta.
Mamãe agradeceu e nós subimos até o pequeno portão, que ela abriu. Corri, colhi a laranja e voltei alegremente, com ela na mão. Então mamãe me disse:
– Está vendo? Para saborearmos os frutos apetecidos é necessário gastar algum tempo e caminhar, dar algumas voltas. Aquilo que realmente desejamos quase nunca está ao alcance de nossas mãos. Você vai ver que será assim durante toda a sua vida...
Imediatamente veio-me à cabeça a história do violino.
Voltei às aulas e aos exercícios, até que fui capaz de executar as minhas melodias prediletas.
E, ao longo de toda minha vida, guardei a lição de minha mãe quanto à necessidade de se empregar o tempo e dar as voltas precisas para alcançar os objetivos.
Buda reuniu seus discípulos, e mostrou uma flor de lótus - símbolo da pureza, porque cresce imaculada em águas pantanosas.
- Quero que me digam algo sobre isto que tenho nas mãos - disse Buda.
O primeiro fez um verdadeiro tratado sobre a importância das flores.
O segundo compôs uma linda poesia sobre suas pétalas.
O terceiro inventou uma parábola usando a flor como exemplo.
Chegou a vez de Mahakashyao. Este aproximou-se de Buda, cheirou a flor, e acariciou seu rosto com uma das pétalas.
- É uma flor de lótus - disse Mahakashyao. Simples e bela.
- Você foi o único que viu o que eu tinha nas mãos - disse Buda.
Sou muito feliz por ter-te por perto... Quando estás distante, o mundo torna-se escuro e cruel...
Quanta luz te rodeia! Quanta luz em volta de ti e dessa tua figura linda, capaz de alegrar qualquer ambiente, de irradiar cor e felicidade por onde passas!
Tenho sorte por estares sempre comigo, tenho sorte em ter-te como lanterna dos meus pensamentos e ações, tenho sorte em amar alguém tão forte e pura, que me indica sempre o melhor caminho a tomar.
Tu guardas o brilho das manhãs, mas também tens a capacidade de reservar os melhores segredos da noite, das noites claras de lua cheia.
Sem ti eu viveria nas trevas. Contigo sinto-me próximo do céu. afinal, às vezes chego a pensar que estou nas asas de um anjo.
A amizade dá mais alegria à vida, pois um sorriso é mais intenso quando é compartilhado com amigos.