Mãe não é um título, é uma dádiva. Não importa se é de sangue ou se é de sentimento. Mãe é sempre uma bênção! E você é a razão de eu existir no mundo com um sorriso de orelha a orelha. Adoro você, mamãe!
Sinto que nada está completo se você não está por perto. Sinto que todos os elogios jamais serão suficientes para reconhecer tudo que você é e tudo que faz. Eu simplesmente te amo, mamãe!
Tudo para mim é um duvidar
Com a normalidade sempre em cisão,
E o seu incessante perguntar
Cansa meu coração.
As coisas são e parecem e o nada sustém
O segredo da vida que contém.
A presença de tudo sempre perguntando
Coisas de angústia premente,
Em terrível hesitação experimentando
A minha mente.
É falsa a verdade? Qual o seu aparentar
Já que tudo são sonhos e tudo é sonhar?
Perante o mistério vacila a vontade
Em luta dividida dentro do pensar,
E a Razão cede, qual cobarde,
No encontrar
Mais do que as coisas em si revelam ser,
Mas que elas, por si só, não deixam ver.
Fernando Pessoa
Uma hora tu vai sentir minha falta, vai sentir o meu perfume do nada, vai ficar com saudade do jeito que eu te amava, e vai ser tarde.
Não adianta chorar! De nada vale você ficar se lamentando, irmã. As histórias de amor são mesmo assim. Tem vezes que terminam sem lógica, outras vezes até se compreende as razões, mas fica sempre uma mágoa, uma tristeza.
O que você está sentindo é uma tremenda decepção amorosa e nada mais. Por favor, não desespere! Você é muito mais que isso. Dê mais uma chance para felicidade. Volte a sorrir; volte a amar sem medo de perder! Beijo.
Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.
Clarice Lispector