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Meus Deus, meu bom Deus, me sinto neste momento uma das pessoas mais felizes do mundo. Tive a minha graça concedida e Te sou grata por teres me confiado esta missão. Senhor, sabes que sou uma pessoa crente, e que estou sempre tentando seguir o caminho da luz e da retidão, mas és Tu que tens a minha vida em Tuas mãos.

Meu Deus, eu Te agradeço com todo meu coração que tenhas escutado as minhas preces, e sentido aquilo que tenho em meu coração. Eu sei que nem sempre alcançamos aquilo que desejamos, e apesar da frustração, eu sei agradecer a Deus. Pois sei que se não tive um desejo concebido, é porque o Senhor tem outros planos para mim, e só me cabe resignar-me diante da sua sabedoria e agradecer.

Mas desta vez, meu Deus, eu lutei, trabalhei duro, e pela Tua plena vontade tive a minha graça atendida e por isso Te sou eternamente grata. Obrigada, Senhor!

Amores vão e vem, O vento carrega sentimentos E traz grandes surpresas. Amores vão e vem, Sem que precise de nossas forças. Amores voam no infinito, Se perdem no horizonte Desaparecem em sonhos. Amores vão e vem, Essa é a certeza De que uma tempestade de solidão Se acalma, E a alegria renasça Nos mais frágeis corações. Amores vão e vem, Por mais que lute contra Levam lembranças Deixam marcas. Amores... Grandes amores... Sentimentos que vão e vem, E nesse balanço O coração aprende a lidar com o amor E a aceitar que Amores vão e vem...

Vamos juntos, porque eu cansei de ir sozinha. Vamos além, porque eu cansei de ir até onde o braço alcança e os olhos enxergam. Vamos indo, sem ter para onde ir, porque os destinos marcados sempre me decepcionaram. Mas vamos juntos, sim, juntos, essa é a parte que importa. Vamos com você reclamando da minha mania de ler todas as placas e eu dramatizando o seu jeito disperso. Vamos com a bagagem de mão, porque o peso nas costas dessa vida sua, minha e nossa, cansou demais. Pensar também cansa, por isso vamos somente com o coração, esqueça a cabeça por aí, até em mim, se quiser. Vamos juntos simplesmente porque eu cansei da solidão, e é fria a noite mesmo que os termômetros me desmintam. É fria a cama e é quente a saudade. É fria minha espera e é quente o meu amor. É frio o caminho solitário. Vamos juntos, eu quero ver o gelo derreter.

Me parece que podemos, com maior razão, distinguir o amor em função da estima que temos pelo que amamos, em comparação com nós mesmos. Porque quando estimamos o objecto do nosso amor menos que a nós mesmos, temos por ele apenas uma simples afeição; quando o estimamos tanto quanto a nós mesmos, a isso se chama amizade; e quando o estimamos mais, a paixão que temos pode ser denominada como devoção. Assim, podemos ter afeição por uma flor, por um pássaro, por um cavalo; porém, a menos que o nosso espírito seja muito desajustado, apenas por seres humanos podemos ter amizade. E de tal maneira eles são objeto dessa paixão que não há homem tão imperfeito que não possamos ter por ele uma amizade muito perfeita, quando pensamos que somos amados por ele e quando temos a alma verdadeiramente nobre e generosa.

Quanto à devoção, o seu principal objeto é sem dúvida a soberana divindade, da qual não poderíamos deixar de ser devotos quando a conhecemos como se deve conhecer. Mas também podemos ter devoção pelo nosso príncipe, pelo nosso país, pela nossa cidade, e mesmo por um homem particular quando o estimamos muito mais que a nós mesmos. Ora, a diferença que há entre esses três tipos de amor se manifesta principalmente pelos seus efeitos; pois, como em todos nos consideramos juntos e unidos à coisa amada, estamos sempre dispostos a abandonar a menor parte do todo que compomos com ela, para conservar a outra.
Isto nos leva, na simples afeição, a sempre nos preferirmos ao que amamos; e, na devoção, ao contrário, a preferirmos a coisa amada e não a nós mesmos, de tal forma que não hesitamos em morrer para a conservar. Frequentemente se viram exemplos disso, nos que se expuseram à morte certa para defender o seu príncipe ou a sua cidade, e mesmo às vezes pessoas particulares às quais se tinham devotado por inteiro.

René Descartes

Um pequeno menino reclamou que os sapatos novos estavam machucando os seus pés.
Sua tia, olhando para baixo, lhe disse:
– Não é de admirar que esteja doendo. Eles estão trocados! Você colocou o sapato direito no pé esquerdo e o sapato esquerdo no pé direito.
Ela o ajudou a colocar os sapatos corretamente e, a partir daquele momento, o menino passou a brincar alegremente como os demais.
Às vezes nossas vidas parecem amargas e secas. Nós culpamos a todos que nos cercam por nossas angústias. Mas, devemos parar um pouco e olhar para nossos pés. Se estivéssemos calçando os sapatos corretamente, estaríamos andando tranquilos e cheios de gozo e felicidade.
Quantos problemas poderíamos evitar se os nossos sapatos não estivessem trocados! Quantas dores deixaríamos de sentir se os nossos sapatos não estivessem trocados! Quanta alegria já estaríamos gozando se os nossos sapatos não estivessem trocados!
Os sapatos trocados nos levam para direções erradas, retiram a nossa paz e não permitem que desfrutemos os verdadeiros prazeres da vida.
Se não forem usados corretamente, corremos o risco de passar os dias com mau-humor, de não perceber o brilho do sol e a beleza da criação de Deus.
Não haverá alegria no coração se insistirmos em andar com os sapatos calçados incorretamente.
Se seus sapatos estão trocados, não adianta murmurar e culpar os outros. O que você precisa é acertá-los. Tome a decisão certa, não dê mais nem um passo sem ajustá-los.
Deixe Jesus entrar em seu coração e nunca mais seus sapatos serão trocados. Seus pés não vão mais doer e todo o seu caminho será pleno de gozo e felicidade.