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Você promete? Promete que quando meu mundo estiver caindo, quando nada mais fizer sentido, quando tudo der errado, você vai estar comigo? Promete que vai me abraçar quando eu chorar, que vai segurar minhas mãos e dizer "tudo vai ficar bem"? Porque quando meu mundo desabar, acredite, meu maior motivo para continuar é você! Eu amo você demais e nada e nem ninguém vai mudar isso. Pode contar comigo sempre para o que der e vier, porque amizade igual à nossa nunca existirá!

Suponha o seguinte: você tem um problema na vista e decide ir ao oculista para resolvê-lo. Depois de ouvir rapidamente o seu problema, o médico tira os óculos que ele usa e os entrega a você dizendo: – Use estes óculos. Tenho eles há 10 anos e me ajudaram muito. tenho outro par em casa, por isso pode ficar com estes.
Você experimenta, mas os óculos só pioram seu problema. Você reclama que está horrível, que não consegue ver nada, e o médico responde: – Mas o que há de errado? Para mim estão ótimos. Tente de novo.
Você tenta outra vez, continua vendo tudo embaçado, reclama com o oculista que conclui: – Sabe qual é o seu problema? Pensar positivamente!
Ao que você responde: – Está bem. Positivamente, não enxergo nada!
E o médico retruca: – Você é ingrato! Depois de tudo que fiz por você...
Aí eu pergunto: diante de uma situação dessas, quais são as chances de voltar no mesmo oculista?... Nenhuma, imagino. afinal não dá pra ter confiança em alguém que receita sem um diagnóstico.
Mas, em termos de comunicação, quantas vezes diagnosticamos antes de prescrever? Quantas vezes agimos exatamente igual ao oculista do exemplo?
Todos nós temos uma tendência forte de atropelar os sentimentos das pessoas, de correr para resolver as coisas através de conselhos. Mas, com frequência deixamos de reservar algum tempo para o diagnóstico, para tentar compreender verdadeira e profundamente o problema, antes de mais nada. Ou seja, na tentativa de ajudar, oferecemos a primeira solução que nos vem à cabeça, sem nos importarmos se ela cabe ou não naquele problema.
Se eu fosse resumir em uma frase o princípio isolado mais importante que aprendi no campo das relações interpessoais, diria o seguinte: procure primeiro compreender, depois ser compreendido.

Ele tem medo que ela encontre alguém melhor, e torce para o vento soprar a favor deles. Ela torce e põe esperança no destino para que ambos fiquem juntos. Nenhum fala. Nenhum faz nada. Permanecem calados. Nada acontece. Apenas sobra o travesseiro à noite como consolo para um amor silencioso.

Diz o ditado que um casal feliz é aquele feito de dois bons perdoadores. A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos; mas sim o quanto nesses anos vocês foram bons um para o outro.

Se as palavras às vezes são difíceis de interpretar, imagine o silêncio? Dizem que quem cala consente, e eu acreditei. Mas agora sei que o silêncio pode nos enganar.

É preciso entender que cada pessoa tem uma maneira de se expressar, e o silêncio é uma delas. Dizer nada, muitas vezes é dizer tudo. Mas é preciso querer e saber entender.

Eu, com a minha angústia e ansiedade, não quis e não consegui te entender. Interpretei tudo mal, e não me dei conta de que você também sofria, de que você também estava mal com toda a situação. Mas você sofria calada, sofria em silêncio, até mesmo para não causar mais discussões desnecessárias ou para não me magoar com palavras rudes.

Eu te peço desculpas por ter sido injusto com você. Por ter dito coisas sobre o seu silêncio que só te fizeram emudecer ainda mais. Agora eu entendo que eu errei, eu não soube te entender. Peço as mais sinceras desculpas e espero em breve ter a oportunidade de esclarecer tudo pessoalmente se você quiser conversar, ou ao menos quiser me ouvir. Dessa vez, saberei respeitar o seu silêncio.