Que maravilha poder te mandar esta mensagem, e lhe desejar dias de luz, dias de bençãos. Que ótimo, poder estar este ano, gloriando o seu natal, com votos de felicidade, amor e paz. Que lindo, poder abençoar sua vida, sua memória.
Te desejo, com todos os votos de amizade, um Gracioso Natal, e Esplendido Ano Novo de Amor.
Você já ouviu alguém dizer "Estou tão estressado. Este trabalho tem me deixado muito cansado, exausto, estressado"? Quantas vezes ouvimos estas falas? Penso que o trabalho enobrece o homem realmente, porém pode levá-lo à exaustão, insatisfação, frustração se não souber se envolver saudavelmente.
Para estes sintomas damos o nome de Síndrome de Burnout, este termo tem origem na língua inglesa, nas palavras burn e out. A união dos termos é melhor traduzida como "ser consumido pelo fogo", enfim se caracteriza por uma tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes, ou simplesmente, "saco cheio".
Os principais sintomas que posso citar são: sensação de esgotamento físico e emocional, negativismo em relação ao trabalho e a vida, isolamento, mudanças de humor bruscas, baixa tolerância à frustração, dificuldades de concentração, atitude cínica, irritabilidade, impotência, ansiedade, depressão, lapsos de memória, pessimismo. Além de absenteísmo, baixo rendimento, sudorese, cansaço, enxaqueca, comportamento paranoide e agressivo, palpitação, pressão alta, insônia, distúrbios gastrointestinais e cardiovasculares.
Você se identifica com alguns desses sintomas? Então está na hora de procurar um médico; somente ele pode diagnosticá-lo levando em conta a história do paciente, seu envolvimento pessoal e realização pessoal no trabalho. Podendo tratá-lo com psicofármacos e psicoterapia.
Deve-se tomar muito cuidado, pois muitos profissionais costumam confundir a Síndrome de Burnout com Depressão devido à similaridade dos sintomas.
É recomendado a prática de exercícios físicos regularmente, técnicas de relaxamento e novos hábitos na vida cotidiana, desta forma, terá uma vida saudável novamente e poderá viver nobremente.
Milena Pimentel Fernandes
Uma mulher caminha nua pelo quarto
é lenta como a luz daquela estrela
é tão secreta uma mulher que ao vê-la
nua no quarto pouco se sabe dela
a cor da pele, dos pelos, o cabelo
o modo de pisar, algumas marcas
a curva arredondada de suas ancas
a parte onde a carne é mais branca
uma mulher é feita de mistérios
tudo se esconde: os sonhos, as axilas,
a vagina
ela envelhece e esconde uma menina
que permanece onde ela está agora
o homem que descobre uma mulher
será sempre o primeiro a ver a aurora.
Era uma vez um velho muito velho, quase cego e surdo, com os joelhos tremendo. Quando se sentava à mesa
para comer, mal conseguia segurar a colher. Derramava sopa na toalha e, quando, afinal, acertava a boca,
deixava sempre cair um bocado pelos cantos.
O filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo. Finalmente, acabaram fazendo o velho
se sentar num canto atrás do fogão. Levavam comida para ele numa tigela de barro e - o que era pior - nem lhe
davam bastante.
O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de lágrimas.
Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela se quebrou. A mulher ralhou com
ele, que não disse nada, só suspirou.
Depois ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era aí que ele tinha que comer.
Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era um menino de oito anos, estava
brincando com uns pedaços de pau.
- O que é que você está fazendo? - perguntou o pai.
O menino respondeu:
- Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer.
O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro. Depois disso, trouxeram o
avô de volta para a mesa. Desde então passaram a comer todos juntos e, mesmo quando o velho derramava
alguma coisa, ninguém dizia nada.
Andar na direção do outro é também fazer uma viagem. Mas não leve muita coisa.
Não tenha medo das ausências que sentirá.
Ao adentrar o território alheio, quem sabe assim os seus olhos se abram para enxergar de um jeito novo o território que é seu.
Não leve os seus pesos. Eles não lhe permitirão encontrar o outro.
Viaje leve, leve, bem leve. Mas se leve.