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Existe um homem que se esmera no cumprimento do dever para dar bom exemplo. Que fica humilde, quando poderia se exaltar.
Que, com o coração dilacerado, se embrutece para se impor como juiz inflexível. Que, na ausência, usam-no como temor para evitar uma ação menos correta.
Que, quase sempre, é chamado de desatualizado. Que, apenas fisicamente, passa o dia distante, na labuta, por um futuro melhor.
Que, ao fim da jornada, avidamente, regressa ao lar para levar muito carinho e, às vezes, pouco receber. Que está sempre pronto para ofertar uma palavra orientadora ou relatar uma atitude benfazeja que possa ser imitada.
Que, muitas vezes, passa noites mal dormidas a decifrar os segredos da vida, para transmitir ensinamentos sem as naturais vicissitudes. Que, quando extenuado, ainda consegue energias para distribuir confiança.
Que é tão humano e sensível, por isso, normalmente, sente a ausência do afeto que lhe é dado raramente e de forma pouco comunicativa. Que vibra, se emociona e se orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama.
Este homem, geralmente, se agiganta e passa a ser valor inexorável quando deixa de existir para sempre.
Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que é meu melhor amigo: É VOCÊ MEU PAI!

Era um renomado mestre; um desses mestres que correm atrás da fama e gostam de acumular mais e mais discípulos. Em uma grande planície, reuniu centenas de discípulos e seguidores. Levantou-se, impostou a voz e disse:
- Meus amados, escutai a voz de quem sabe.
Fez-se um grande silêncio. Poder-se-ia escutar o voo rápido de um mosquito.
- Nunca deveis relacionar-vos com a mulher de outro; nunca.
Jamais deveis beber álcool e tão pouco comer carne.
Um dos assistentes atreveu-se a perguntar:
- Outro dia, não eras tu que estavas abraçado com a esposa de Jai?
- Sim, era eu -respondeu o mestre.
Então, outro ouvinte perguntou:
- Não vi a ti outro dia ao anoitecer bebendo na taberna?
- Esse era eu -respondeu o mestre.
Um terceiro homem interrogou ao mestre:
- Não eras tu que outro dia comias carne no mercado?
- Efetivamente -afirmou o mestre.
Nesse momento todos os assistentes sentiram-se indignados e
começaram a protestar.
- Então, porque pedes a nós, que façamos o que tu não fazes?
E o falso mestre respondeu:
- Porque eu ensino, mas não pratico.

O GRANDE MESTRE disse: Se não encontras um verdadeiro mestre para seguir, converte a ti mesmo em mestre.
Em última instância, tu és teu discípulo e teu mestre.

A falta de amor-próprio é muito prejudicial para quem sofre dela. Pois a incapacidade em se amar a si próprio rapidamente se pode transformar em inveja, ou então levar a pessoa a se tornar em uma vítima.

Aprenda a valorizar a pessoa que você é, pois só assim não permitirá que outros se aproveitem de você ou que outras pessoas lhe despertem maus sentimentos.
Goste da pessoa que você é, e do que não gostar, lute por mudar, por se aperfeiçoar.

Você deve ser a pessoa mais importante da sua vida, seu primeiro e maior amor, pois só assim poderá também apreciar devidamente seus semelhantes. Você é especial e tem muito valor, mas se não reconhecer isso para você mesmo, ninguém fará. Valorize-se e não permita que ninguém rebaixe você, jamais!

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minha alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus? morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já que não levo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!

E cada governo faz as leis para seu próprio proveito: a democracia, leis democráticas; a tirania, leis tirânicas, e as outras a mesma coisa; estabelecidas estas leis, declaram justo, para os governados, o seu próprio interesse, e castigam quem o transgride como violador da lei, culpando-o de injustiça. Aqui tens, homem excelente, o que afirmo: em todas as cidades o justo é a mesma coisa, isto é, o que é vantajoso para o governo constituído; ora, este é o mais forte, de onde se segue, para um homem de bom raciocínio, que em todos os lugares o justo é a mesma coisa: o interesse do mais forte.

- Platão