Afloram-se os sentimentos, quando algo permanece guardado dentro do peito. Há casos em que esses sentimentos não devem ser despertados e, se despertados, todo o cuidado teremos que ter ao expressá-los, de forma que não modifique o modo com que a outro pessoa nos vê. É melhor termos grandes amigos por perto do que um grande amor distante, como disse nossa amiga Dora para mim.
Sei que de todos os relacionamentos que tive, o que me deixou marcas profundas, lembranças que nunca se apagarão, foi o nosso, como acredito que muitas lembranças ainda permanecem dentro de você. Mas o importante neste momento de nosso reencontro, é que eu tenha o cuidado de não lhe ferir, lhe causar qualquer transtorno, tendo-a como amiga para sempre, talvez até como minha confidente, mas sem deixar que a emoção transforme isso tudo em sofrimento para nós dois.
Prometo me preparar psicologicamente para encontrar-me com você como amigo e, quando estiver pronto para isso eu possa lhe dizer. Isso vai acontecer no decorrer do tempo, de forma natural, na continuidade de nossos contatos por telefone, e-mail ou torpedos, como vem sendo, eles com certeza, irão fazer com que essa emotividade que hoje sinto chegue ao ponto ideal.
Você voltou, sim, para ser não somente uma amiga, mas uma super amizade com a qual poderemos tanto eu e você, contarmos, nos nossos bons e maus momentos e em tudo que precisarmos.
Dessa forma é que eu quero ter você comigo e desejo que seja o mesmo para você. Vou me preparar para revê-la, prometo! Obrigado por me despertar desse sonho, digamos que, quase impossível, pois nada é impossível neste mundo.
Beijos!
Um coração assim dura o tempo que você deseje que ele dure, e ele lastimará o tempo que você permitir.
Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permita que ele chore para sempre.
Permita-se rir e conhecer outros corações.
Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar a própria vida.
A dor de um coração partido é inevitável, mas o sofrimento é opcional.
E lembre-se: é melhor ver alguém que você ama feliz com outra pessoa, do que vê-la infeliz ao seu lado.
Hoje senti uma imensa vontade de lhe ouvir e lhe sentir,
sei que está muito longe do meu corpo e do meu olhar,
mas espero que nunca se esqueça que você será sempre como
uma flor num campo se pertencer a mim certamente
irá murchar e perder o teu encanto.
Obrigado por existir e me oferecer mesmo de longe teu eterno...
AMOR E ENCANTO!
Mãe, quem é você?
Se estou feliz,
quantas vezes te esqueço;
se estou triste,
quantas vezes te procuro.
Mãe, quem é você,
que eu critico,
de quem eu exijo coisas tão pequenas
para satisfazer a minha comodidade,
mas a quem peço a maior ajuda
nos instantes mais difíceis?
Mãe, quem é você,
para quem eu tantas vezes
esqueço o meu carinho,
e de quem exijo tanta atenção?
Mãe, quem é você, com que discuto
e para quem peço conselhos?
Mãe, quem é você,
para quem reclamo sempre,
e para quem guardo
o abraço maior e a maior ternura.
Mãe, eu sei,
Você só é... AMOR.
Elas se amontoaram diante da porta – duas crianças abandonadas em sujos casacos.
- Tem algum papel velho, senhora?
Eu estava ocupada. Eu quis dizer não – até que eu olhei para seus pés. Pequenas e gastas sandálias, ensopadas com a chuva. - Entrem e eu farei uma xícara de chocolate quente para vocês.
Não houve nenhuma conversa. Elas deixaram as marcas das sandálias encharcadas sobre a soleira e todo o chão da sala.
Eu as levei até a cozinha e lhes servi chocolate quente e torrada com geleia tentando fortalecê-las contra o frio do lado de fora.
O silêncio na cozinha me atravessava. A menina segurava a xícara vazia em suas mãos. O menino perguntou, - Senhora... Você é rica? - Se eu sou rica? Com certeza, não!
Eu olhei para minha surrada toalha sobre a mesa. A menina colocou sua xícara de volta ao pires – cuidadosamente. - Sua xícara combina com seu pires. Ela disse com uma voz velha, com uma fome que não era do estômago.
Então as crianças partiram, levando seus pacotes de papéis velhos contra o vento. Elas não disseram obrigado. Não precisavam. Elas tinham feito mais que isto.
Eu fritei minhas batatas e terminei o molho de carne. Batatas e molho de carne... Um teto sobre nossas cabeças... Meu marido com um bom e estável emprego. Estas coisas combinavam, também.
Coloquei as cadeiras no lugar, apaguei o fogo e arrumei a sala. As impressões barrentas de pequenas sandálias ainda estavam pelo chão. Eu as deixei lá.
Eu quero que as marcas estejam lá para o caso de eu me esquecer novamente do quanto sou rica.