Existe um homem que se esmera no cumprimento do dever para dar bom exemplo. Que fica humilde, quando poderia se exaltar.
Que, com o coração dilacerado, se embrutece para se impor como juiz inflexível. Que, na ausência, usam-no como temor para evitar uma ação menos correta.
Que, quase sempre, é chamado de desatualizado. Que, apenas fisicamente, passa o dia distante, na labuta, por um futuro melhor.
Que, ao fim da jornada, avidamente, regressa ao lar para levar muito carinho e, às vezes, pouco receber. Que está sempre pronto para ofertar uma palavra orientadora ou relatar uma atitude benfazeja que possa ser imitada.
Que, muitas vezes, passa noites mal dormidas a decifrar os segredos da vida, para transmitir ensinamentos sem as naturais vicissitudes. Que, quando extenuado, ainda consegue energias para distribuir confiança.
Que é tão humano e sensível, por isso, normalmente, sente a ausência do afeto que lhe é dado raramente e de forma pouco comunicativa. Que vibra, se emociona e se orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama.
Este homem, geralmente, se agiganta e passa a ser valor inexorável quando deixa de existir para sempre.
Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade àquele que é meu melhor amigo: É VOCÊ MEU PAI!
O que um dia não deu certo pode funcionar amanhã! Foi sempre esse meu pensamento, sabe? Desde a hora que terminamos nossa relação eu senti que um dia voltaria a estar nos seus braços, sentir seu toque, saborear seu beijo.
E acho que esse é o momento certo para darmos uma chance definitiva para nossa história! Eu sei o quanto amo você; só preciso de uma oportunidade para provar o que falo. Aceita namorar comigo?
Não me venha falar de razão,
Não me cobre lógica
Não me peça coerência, Eu sou pura emoção,
Tenho razões e motivações próprias, Me movimento por paixão, Essa é minha religião e minha ciência.
Não meça meus sentimentos,
Nem tente compará-los a nada,
Deles sei eu, Eu e meus fantasmas,
Eu e meus medos, Eu e minha alma.
Sua incerteza me fere, Mas não me mata.
Suas dúvidas me açoitam, Mas não deixam cicatrizes.
Não me fale de nuvens, Eu sou Sol e Lua,
Não conte as poças, Eu sou mar,
Profundo, intenso, passional.
Não exija prazos e datas, Eu sou eternidade e atemporal.
Não imponha condições, Eu sou absolutamente incondicional.
Não espere explicações, Não as tenho, apenas aconteço,
Sem hora, local ou ordem.
Vivo em cada molécula, Sou um todo a às vezes sou nada, Você não me vê, Mas me sente, Eu estou tanto na sua solidão, Quanto no seu sorriso.
Vive-se por mim e Morre-se por mim,
Sobrevive-se sem mim, Eu sou começo e fim,
E todo o meio.
Sou seu objetivo, Sua razão que a razão
Ignora e desconhece. Tenho milhões de definições,
Todas certas, Todas imperfeitas, Todas lógicas apenas,
Em motivações pessoais, Todas corretas, Todas erradas,
Sou tudo, Sem mim, tudo é nada.
Sou amanhecer, Sou Fênix.Renasço das cinzas,
Sei quando tenho que morrer, Sei que sempre irei renascer, Mudo protagonista, Nunca a história,
Mudo de cenário, Mas não de roteiro.
Sou música, Ecoo, reverbero, sacudo.
Sou fogo, Queimo, destruo, incinero.
Sou vento, Arrasto, balanço, carrego.
Sou água, Afogo, inundo, invado.
Sou tempo, Sem medidas, sem marcações.
Sou clima, Proporcional a minha fase.
Sou furacão, destruo, devasto, arraso.
Mas sou tijolo, Construo, recomeço...
Sou cada estação, No seu apogeu e glória.
No seu problema e sua solução.
Sou seu veneno e seu antídoto
Sou sua memória e seu esquecimento.
Há longo, longo tempo, compareceram no Tribunal Divino dois homens recém-chegados da Terra. Um trazia o sinal da muleta em que se apoiara. Outro mostrava a marca da coroa que lhe havia adornado a cabeça.
Fariam prova de humildade para voltarem ao mundo ou seguirem além... Postos, um a um, na balança. O primeiro acusou enorme peso. Era ainda presa fácil de lutas inferiores, parecendo balão cativo.
O seguinte, no entanto, revelava grande leveza. Poderia viajar em demanda dos cimos. Inconformado, contudo, disse o primeiro: – Onde a justiça divina? Fui mendigo paupérrimo, enquanto ele...
E indicando o outro: – Enquanto ele era rei... Passei fome, ao passo que muita vez o vi no banquete lauto. Esmolava na rua, avistando-o na carruagem. Conheci a nudez, reparando-o sob o manto dourado, quando seguia em triunfo. Vivi entre os últimos, ao passo que ele sempre aparecia como o primeiro entre os primeiros.
O outro baixou a cabeça, humilhado, em silêncio.
Mas o amigo sereno, que representava o Senhor, falou persuasivo: – Viste-o na mesa farta, mas não lhe percebeste os sacrifícios ao comer por obrigação. Notaste-o de carro. entretanto, não lhe observaste o coração agoniado de dor, ante os problemas dos súditos a que devia assistência. Fitaste-o sob dourado manto, nos dias de júbilo popular. todavia, não lhe contemplaste as chagas de sofrimento moral, diante das questões insolúveis.
Conheceste-o entre os maiorais da Terra. entretanto, não sabes quantos punhais de hipocrisia e de ingratidão trazia cravados no peito, embora fosse obrigado a sorrir. Na situação de mendigo, não fostes lançado a semelhantes problemas da tentação. Diante do companheiro triste, o ex-monarca recebeu passaporte para a ascensão sublime.
Sozinho e em lágrimas, perguntou, então, o ex-mendigo: – E agora?
O ministro angélico abraço-o, sensibilizado, e informou: – Agora. Renascerás na Terra e serás também rei.
Meu amor, hoje nosso aniversário de casamento é representado pelo papel, e muitos dirão que a escolha do papel se deve à sua fragilidade, pois um ano de casamento é pouco.
Mas eu digo que é o papel que melhor representa nosso primeiro ano de casados pela sua flexibilidade e pela possibilidade de nele podermos escrever nossa história do jeito que nós queremos.
Parabéns pelas bodas de papel, amor! E obrigada por um ano tão maravilhoso e feliz. Você é o melhor marido do mundo, e também o melhor amigo, o melhor companheiro, o melhor homem! Sinto grande orgulho de ser sua esposa, e poder compartilhar toda minha vida com você.
Parabéns a nós! Eu te amo!