Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, enfim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete. Duvide do controle que a miséria, ansiedade, egoísmo, intolerância e irritabilidade exercem sobre você.
Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.
Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.
Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios.
Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil. Os sonhos regam a existência com sentido.
Augusto Cury
Lá está ele, olhar triste a contemplar o céu Erguido está o instrumento de tortura Olhos suplicantes numa triste amargura A neblina da tarde torna-se um espesso véu
Algozes zombam do homem na cruz E ele ao Pai clama o sincero perdão Numa súplica ardente a olhar a luz No auge do sofrimento Ele é só coração
Pai, meu Pai, perdoa-lhes, eles não sabem Eles não sabem meu Pai o que fazem, perdão E dos céus ele espera uma mensagem O Homem na cruz é só amor, é só emoção
Profundas feridas na pele, respiração arfante Grossas gotas de sangue caem, será que em vão? Espinhos perfuram sua pele, a dor é excruciante E Ele ao Pai implora que os perdoe de coração
Posto Ele foi ao meio de ladrões, de meliantes O Filho do criador, que ao mundo trouxe só amor Que aos enfermos curou é Ele o Mestre, o viajante O homem na cruz que ali está dilacerado em dor
A mãe chora pelo divino filho que tanto amou Ao apóstolo amado Ele entrega sua mãe querida No extremo da dor a gratidão ao ventre que o gerou E lágrimas jorram dos olhos, agora a despedida
As trevas à noite invadem e trovões anunciam o fim Ele se vai por amor, o céu Ele olha e contempla a luz Nas mãos do Pai, o espírito entrega, morreu por ti e por mim Erguido no alto a olhar por nós sempre estará o Homem na cruz
Não é o tempo que determina a grandeza de um sentimento, e apesar do nosso namoro estar no início, a verdade é que o que sinto parece vir de outras vidas.
E nem sei bem como descrever tudo que sinto. Sou feliz, sorrio sem razão, vejo o mundo e o futuro com alegria e ilusão. Talvez apenas uma palavra chegue para expressar tantas sensações. É amor o que sinto por você, sim, mas um amor grande demais que às vezes parece que não cabe em meu peito!
Às vezes sentimos que estamos perdidos, que perdemos nosso rumo ou que tudo à nossa volta está errado. E se essa sensação persiste é porque você está precisando de uma mudança. Pois de nada vale continuar insistindo em um caminho que parece não levar a lado nenhum. De nada vale ficar parado assistindo ao passar do tempo e não correr atrás do que faz você feliz.
Às vezes é preciso mudar e não deve ter medo disso. Pois viver é mudar, e se é pela sua felicidade mude as vezes que forem necessárias.
Nos meus cadernos de escola Na minha mesa e nas árvores Na areia e na neve Escrevo teu nome
Em cada página lida Em cada página em branco Pedra, sangue, papel ou cinza Escrevo teu nome
Nas imagens douradas Nas armaduras dos guerreiros Na coroa dos reis Escrevo teu nome
Na floresta e no deserto Nos ninhos e nas festas Nas lembranças da minha infância Escrevo teu nome
Nas maravilhas das noites No pão branco da alvorada Nas estações enlaçadas Escrevo teu nome
Nos meus retalhos de azul No charco que é sol mofado No lago que é lua viva Escrevo teu nome
Nos campos e no horizonte Nas asas dos passarinhos No moinho das sombras Escrevo teu nome
Em cada sopro de aurora Na água do mar em cada navio Na montanha desvairada Escrevo teu nome
Na espuma das nuvens No suor das tempestades Na chuva espessa e enfadonha Escrevo teu nome
Nas formas resplandecentes No carrilhão das cores Na simples verdade concreta Escrevo teu nome
Nos atalhos revelados Nos caminhos desdobrados Nas praças transbordantes Escrevo teu nome
Em cada luz que se acende Em cada luz que se apaga Nas minha coisas reunidas Escrevo teu nome
No pomo partido ao meio De meu espelho e meu quarto No meu leito concha vazia Escrevo teu nome
No meu cão faminto e meigo Nas suas orelhas atentas Na sua pata canhestra Escrevo teu nome
Na soleira da minha porta Nas coisas da minha casa Nas ondas do fogo sagrado Escrevo teu nome
Em toda carne possuída Na fronte de meus amigos Em cada mão estendida Escrevo teu nome
Na vidraça das surpresas Nos lábios esperançosos Muito acima do silêncio Escrevo teu nome
Nos meus refúgios destruídos Nos meus faróis destroçados Nas paredes do meu tédio Escrevo teu nome
Na ausência sem mais desejos Na solidão toda nua Em cada degrau da morte Escrevo teu nome
Na saúde que voltou No perigo que passou Na esperança sem saudade Escrevo teu nome
E ao poder de uma palavra Reconheço a minha vida Nasci para te conhecer E para te amar Liberdade