Vocês são o melhor do mundo! Filhos assim, quem tem, tem tudo. Dou graças todo dia porque a vida me ofereceu as melhores pessoas do mundo para educar, para transmitir meus ensinamentos, para dar beijo de boa noite.
Agora que vocês são adultos, vivo na nostalgia de momentos inesquecíveis. Na verdade, estamos juntos toda hora e isso me faz feliz. A vida é minha grande amiga, porque nunca estou sozinha, porque tenho vocês junto a mim.
Costuma dizer-se que é aos que mais amamos que mais depressa ferimos, pois estão mais próximos de nós e temos mais à vontade com eles. Claro que isso não é desculpa para nada, e muito menos para a nossa briga, e para as coisas que lhe disse naquele momento, minha mãe.
Hoje a recordação dessas palavras ditas sem pensar, no ato da fúria irrefletida, me envergonham por demais. Me desculpe, minha mãe! Por favor, perceba meu sincero arrependimento e aceite meu perdão.
Você é e sempre foi a melhor mãe do mundo, a mais paciente, carinhosa, presente, protetora, e é a última pessoa a merecer que a maltratem seja de que jeito for. Mas todos erramos, e eu prometo que jamais repetirei uma atitude tão estúpida!
Aceite minhas desculpas, mamãe querida, e permita que seu coração grande e generoso me perdoe e continue me amando sem condição. Eu amo muito você, minha mãe!
Inspirado na obra de Schopenhauer (1788-1860)
A fábula se passa na Era Glacial, em um tempo remoto, quando diversas espécies animais foram extintas. Uma manada de porcos-espinhos, sentindo-se prestes a congelar, decide se unir para sobreviver.
Aquecendo-se uns aos outros e trocando energia, os porcos-espinhos ficavam cada vez mais fortes, mas a proximidade excessiva acabava expondo-os às feridas dos espinhos, e assim eles se machucavam e se magoavam. Juntos, estavam quentinhos, porém sangrando:
"Aqueles que mais amavam,
Aqueles que mais sofriam".
Não suportando os ferimentos, eles se afastaram. Cada um em seu canto, acabaram por morrer. Os sobreviventes voltaram e tiveram que aprender a respeitar os limites:
"Mantinham pouca distância,
Apenas suficiente,
Somente para tornar
O próprio corpo mais quente".
Assim venceram o inverno, aprendendo que estar juntos é fundamental, mas também que a individualidade deve ser preservada.
É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!
Para sermos uma equipe, "precisamos descobrir a alegria de conviver"
(Carlos Drummond de Andrade)
Coloridas ilustrações conduzem a história, ambientando o drama dos porcos-espinhos em cenários que remetem a jogos e brincadeiras diversos: pipa, dados, bola, quebra-cabeças, cartas, dominó, amarelinha, xadrez, roda. Afinal, a vida é também um jogo, e para saber jogar é preciso aprender as lições da convivência e dos limites.
Bom dia meu amor!
Como foi a sua noite? Como foram os seus sonhos?
Você já faz parte de mim e da minha vida e por isso eu me preocupo com o seu bem estar.
Eu quero desejar-te um dia cheio de fortes emoções, que esse coração esteja repleto de bons sentimentos e boas práticas.
Que esse dia seja tão belo como você, radiante como seus olhos, gostoso como seus lábios e alegre como você, estou ansioso para estar contigo, em teus braços, recebendo o seu carinho e doando um pouco de amor para você.
Estou torcendo para que o seu dia seja o mais agradável possível, pois assim, logo, logo, chegará a hora de estarmos juntos novamente.
As transformações fazem parte da nossa vida
desde início primário do que se chama de vida.
Crescemos, aprendemos a andar, a falar,
a nos relacionar, e mesmo assim,
as mudanças por muitas vezes
ainda são tidas como novidades,
como algo inesperado.
Lidamos com mudanças desde que somos gente
mas quando precisamos mudar de casa,
ou de emprego,
tudo aquilo que vivemos parece que foi esquecido,
ou como se nunca tivesse acontecido.
É preciso nos agarrar a todos esses pequenos acontecimentos,
àqueles momentos quase que corriqueiros,
que passam pelos nosso olhos como se não fossem vistos.
Pois são por conta daqueles quase que esquecidos,
que tomamos um susto com algo que por inúmeras vezes
passou pela nossa vida quase que desapercebido.