Envelhecer bem é um grande desafio,
Estejam certos disso.
Envelhecer com descontração,
Com muita ação,
Eis a questão...
A ação mantém a saúde
Da mente que não é ausente,
Ausente de empreender,
Constante treinamento,
Que faz da dualidade corpo-coração,
Um campo de emoção!
Emoção que conserva o brilho do olhar,
Olhar da alma...
Mostrando a luz de cada ruga,
Luz nascida nos momentos vividos,
Que sulcaram a face,
Como o vento sulca a rocha...
Assume-se o decrepitar do corpo,
Alimentado pela emancipação da alma,
Vencer assim é um desafio.
Enquanto o jovem faz vibrar
O esplendor de seu florescer,
O velho deve fazer vibrar,
O esplendor de seu envelhecer...
Alimentando-se na harmonia,
Que se entrega à melodia,
Promovendo o bailado,
Em que se dinamiza a vida,
Tornando tudo intenso aos olhos,
Ao coração...
Isso é o que torna o velho alado!
Alado sim...
Na terra distribui carinho,
De encantador jeitinho,
Sorrindo das decepções,
Vendo-as como canções passadas.
Volta-se para o horizonte,
Que lhe abre novas perspectivas,
Não vistas pela criança, pelo jovem,
Mas vistas e sentidas,
Por aquele que exulta em glórias!
O envelhecer,
Oferta a beleza de um corpo decadente,
E a sublimação de uma alma ascendente.
Quem envelhece seguindo
As necessidades do eu sou,
Jamais terá vontade de dizer eu fui...
Ou eu serei...
Diz apenas
Eu sou...
Sou com você, sou com o Universo.
Não foi por acaso que você se tornou tão especial para mim. Cada momento que vivo ao seu lado parece um sonho maravilhoso tornado realidade. É incrível como uma simples pessoa tem a capacidade de tocar profundamente meu coração.
Não sei se é do seu jeito meigo de olhar ou do seu sorriso contagiante, mas faz-me bem estar perto de você. Que nossa cumplicidade nunca termine e nossos caminhos permaneçam juntos para sempre!
Um asno, de passo tardo, mal podendo suportar o pesadíssimo fardo que tinha de carregar, pediu ao Cavalo:
- Amigo, podes dividir comigo a carga que mal suporto?
Se assim continuar, muito em breve estarei morto.
O Cavalo respondeu:
- Com isso pouco me importo.
Sem demora, o Asno morreu.
Então o dono dos dois transferiu para o Cavalo todos os sacos de arroz.
E foi assim que um esperto acabou bancando o otário e pagou um alto preço porque não foi solidário com o amigo asno.
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Era meu amigo, leal companheiro e confidente Com quem eu conversava de forma transparente Sem reservas e tão cheia de confiança...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Você que me fez de novo ser criança Levando-me de volta à longínqua infância Suscitando o extravasar do meu "porão"...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Que soube sondar como ninguém meu coração Que ocupou espaços vazios e me fez plena Que me refletiu e fez a vida valer a pena...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Que era todo o meu entusiasmo e inspiração Que fez nascer rascunhos em verso e prosa Que soube despertar a mulher amorosa...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Que sempre, sempre se importou comigo Que nunca me negou o ombro amigo Na hora dos meus impasses, dúvidas, aflição...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? A quem, do Sousa, eu enviava um hino E na troca, da Amália, eu recebia um fado Em doces permutas, tão do nosso agrado...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? De cuja amizade eu tanto me orgulhava Pelo seu modo de ser que eu tanto adorava E como joia rara, no peito eu te guardava...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Que silenciou de repente qual se tivesse morrido Ou será que fui eu que morri (em ti) sem ter percebido Procurando-te em vão, entre lágrimas e gemidos...
Mas, homem, noto agora que já estou meio morta Apesar do derradeiro rascunho, você já não me importa Porque na verdade, você nunca existiu Foi tudo engodo, miragem, alucinação Porque amigos verdadeiros não nos deixam na mão E mesmo que tenham que ir embora Pelos ditames do destino e pelo apelo da hora, Avisam-nos da partida, deixando uma doce saudação...
Eu amo segunda-feira! Eu gosto de segunda-feira! Dizem que uma mentira repetida várias vezes torna-se verdade. Estou testando!