Meu amor, quero que você saiba que não há nada mais importante no mundo que esta união que juntos temos construído todos os dias. É maravilhosa a sorte que tenho por poder contar com sua presença na minha vida.
O seu olhar consegue contar lindas histórias de embalar e seu sorriso tem a capacidade de dar mais felicidade ao meu coração. Você é linda, a princesa do meu coração e eu quero que fique ao meu lado para sempre.
No ano de 1476, dois homens conversam no interior de uma igreja medieval. Param por alguns minutos diante de um quadro que mostra dois anjos, de mãos dadas, descendo em direção a uma cidade. Estamos vivendo o terror da peste bubônica comenta um deles. Pessoas estão morrendo, não quero ver imagens de anjos.
-Esta pintura é sobre a Peste diz o outro.
É uma representação da Lenda Áurea. O anjo vestido de vermelho é Lúcifer, o Maligno. Repara como ele tem, preso ao cinto, um pequeno saco: ali dentro está a epidemia que tem devastado nossas vidas e as vidas de nossas famílias.
O homem olha a pintura com cuidado. Realmente, Lúcifer carrega uma pequena sacola. entretanto, o anjo que o conduz tem uma aparência serena, pacífica, iluminada.
-Se Lúcifer traz a Peste, quem é este outro que o leva pela mão?
-Este é o anjo do Senhor, o mensageiro do Bem. Sem sua permissão, o Mal jamais poderia se manifestar.
-O que está fazendo, então?
-Mostrando o local onde os homens devem ser purificados por uma tragédia.
Não existe dor que se iguale, injustiça que de igual forma nos transtorne, como quando um pai e uma mãe perdem seu filho. Os meus mais sentidos pêsames pela perda do seu filho pequeno!
É impotência o que nos domina, frustração por não podermos fazer ou dizer mais, não podermos ajudar ou consolar mais, pois nem tampouco sou capaz imaginar o sofrimento que agora estão vivendo.
Sobe a água,
em vapor tão leve,
que a gente não vê.
Reúne-se em gotinhas,
formando nuvens
que ornam o espaço.
Depois desce e cai,
como chuva ou neve,
e de novo sobe leve
ao alto, ao céu,
pelo mistério
desse vaivém.
Nas águas paradas não se movem os barcos, não há viagem, não há renovação. Parar, desistir é como se entregar à morte. Agitem-se as águas, despertem-se os corações, as mentes, acordem para o Senhor ou o tempo de vigília se acabará e nele deixaremos escapar a oportunidade de encontrar a Glória de Deus.
Como em cada aurora se encontra a esperança de um novo dia, assim no avivar de uma igreja se encontram a libertação e a salvação de todas as almas que esta congrega. Exaltemos para isso nossas vozes em oração, para com elas despertarmos nossa igreja da dormência em que deixamos ela cair, e no seu acordar retomarmos o verdadeiro e único caminho que nos levará ao Senhor.