O vazio tem interrompido minhas noites em claro. Noites em que fico pensando em você. Esta será uma delas, tenho certeza. As saudades tem conseguido fazer crescer o amor que já sentia por você. Não vejo a hora de preencher seu local aqui em casa, na mesa, na cama, em todo o lado. Volte rápido, meu bem. E fique sabendo que não há marido melhor no mundo. Boa noite!
A morte é o destino de todos nós. Ninguém lhe pode escapar, e na hora do adeus final todos somos iguais. Ela causa profunda dor, desespero, lágrimas e eternas saudades.
A morte provoca perdas irreparáveis e despedaça corações, mas ela há algo que ela não pode, e é apagar das nossas mentes e corações a lembrança e o amor daqueles que ela nos rouba.
Assim, quem realmente é amado jamais morre, jamais desaparece completamente. Sua memória prevalece na nossa saudade e pode atravessar gerações mesmo depois de ter falecido.
Essa é a melhor homenagem que podemos dar a quem vemos partir antes de nós. Lembrar sempre com carinho. Contar suas histórias. Recordar as datas importantes.
Dói muito ficar sem aqueles que amamos, mas o sofrimento é menor se pensarmos que é um adeus temporário, que apenas partiram primeiro, e se mantivermos sua memória viva.
Algumas pessoas entram tarde nas nossas vidas, mas ainda chegam a tempo de trazer algo de positivo e muito especial. Essa é uma realidade que sempre estará na minha mente quando pensar em você, querido sogro. A sua vida chegou ao fim, mas o mesmo não acontece com as recordações que deixou.
Nunca esquecerei a maneira generosa com a qual me recebeu na família e todas as coisas importantes que me ensinou entretanto. É triste perceber a falta que vai fazer entre nós. Descanse em paz!
Uma sorveteria famosa sempre lotada nos dias de calor. Sorvete delicioso. Sabores variados. Clientela bem atendida. Homens, mulheres, crianças, todos fazem fila e aguardam pacientemente a sua vez. Tudo por um sorvete gostoso. Refrescante.
A menina sozinha, com o dinheiro na mão, também entrou na fila. Esperou, sem reclamar, mesmo quando uns garotos passaram à sua frente, sem cerimônia e sem polidez.
Quando chegou ao caixa, antes que pudesse falar qualquer coisa, o funcionário lhe ordenou que saísse e lesse o cartaz na porta. Ela baixou a cabeça, engoliu em seco e saiu. E leu o cartaz, bem grande, na porta de entrada: proibido entrar descalço!
Olhou para os seus pés descalços e sentiu as lágrimas chegarem aos olhos. O gosto do sorvete não comprado se diluindo na boca.
Ia se retirando, cabisbaixa, quando uma mão forte a tocou no ombro. Era um homem alto, grande. Para a menininha, ele parecia um gigante. Foi com ela até o meio-fio, sentou-se e tirou os seus sapatos número 44 e os colocou em frente a ela. Depois, a suspendeu e enfiou os pés dela nos seus sapatos. – Eu fico aqui, esperando. – disse ele. – Vá buscar o seu sorvete! Não tenho pressa.
Ela foi deslizando os pés, arrastando os sapatos, até o caixa. Comprou sua ficha e saiu, vitoriosa, com seu sorvete na mão.
Quando foi devolver os sapatos para aquele homem, de pés grandes, barriga grande, ela se deu conta de que se ele tinha pés enormes, muito maior ainda era o seu coração.
Amar ao próximo é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer. É ter olhos de ver a necessidade embutida nos olhos tristes. É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.
Amar ao próximo é simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.
Hoje é um dia tão especial para nós! É uma mega celebração e tenho certeza que você ainda nem sabe ao que me estou a referir. Fazemos cinquenta anos de casamento! São nossas bodas de ouro, meu marido!
É que você sempre esqueceu das datas marcantes de nossa história, apesar de estar presente em todas as páginas do livro da nossa vida. Obrigado por ter sido um marido maravilhoso! Sou uma mulher bem feliz e realizada por ter acordado tantas manhãs junto de você! Parabéns!