Enquanto você parte, entre noites, estrada fora, eu fico imaginando sua hora de voltar. São tantas ruas que entretanto vai cruzando e eu vivo questionando porque nenhuma te traz a mim.
Meu peito arde de paixão, muita saudade e eu sinto a casa fria, está esperando por você. Vem percorrer nosso mundo e não adie mais seu regresso. O amor que nos uniu também tem caminhos por descobrir.
Errado está quem não sabe aprender com os erros da vida. Ora, quem é que nunca tropeçou? Quem nunca se enganou? Quem nunca escolheu o caminho errado? Só não erra quem não tenta! Da vida, já temos o não. Se nunca tentarmos fazer nada, estaremos sempre nos contentando com os nãos que a vida nos dá, e nunca saberemos se podemos ter um sim.
Mas é verdade que muitas vezes, mesmo tentando, e tentando muito, e de maneiras diferentes, continuamos a receber nãos... Você está certo em tentar, mas há uma hora em que é preciso desistir. E desistir não é fracassar, e nem é errado. Muitas vezes é preciso mais coragem e força para desistir do que para seguir adiante.
Tenha humildade e se reconcilie com as suas fraquezas e com seus passos em falso. Seja compreensivo com você mesmo, não se cobre tanto. Todos nós cometemos erros, a grande diferença é que algumas pessoas têm a capacidade de aprender com os próprios erros, enquanto outras não. Preferem arranjar culpados para os seus fracassos e infelicidade.
Essas pessoas são aquelas que passam a vida fazendo a mesmo coisa do mesmo jeito e esperando resultados diferentes, mas que sempre vão fracassar, porque não têm a coragem de admitir que fizeram escolhas erradas. Admita os seus erros, aprenda com eles, e transforme-os em degraus para acertar e alcançar os seus objetivos.
Como julgar o coração?
Como um simples músculo que controla a circulação ou um órgão que controla a emoção?
Como uma simples peça do quebra cabeça do amor ou um alvo fácil do punhal do amor?
Forte como cordas de violão ou incapaz de aguentar um arranhão?
Como uma fonte de ternura ou uma impenetrável armadura?
Como possuidor da avareza ou um templo da mais caridosa beleza?
Como um radar da paixão ou apenas mera compulsão?
Como um ditador de regras ou como uma venda que cega?
Como um bibelô ou um tesouro tentador?
E aqui retorno a questão;
quem será o cidadão;
que vai julgar com distinção;
Os fundamentos do coração?
Feliz é aquele que saboreia quando come, enxerga quando olha, dorme quando deita, compreende quando reflete, aceita-se e aceita a vida como ela é.
Há quem diga que felicidade depende, antes de tudo, de bastar-se a si próprio. de não depender de ajuda, de opinião e, sobretudo, de não se deixar influenciar por ninguém.
Será mesmo? Você pode imaginar uma pessoa assim?
Lao Tzé dizia: "Grande amor, grande sofrimento. pequeno amor, pequeno sofrimento. não amor, não sofrimento".
Pode imaginar você um homem sem paixão, sem desejos? A felicidade, entendida assim, não seria apenas um engôdo, algo contra a natureza humana?
Evidentemente! Sem amor, sem paixão, que sentido teria a existência?
A felicidade é proporcional ao risco que se corre. Quem se protege contra o sofrimento, protege-se contra a felicidade.
Quem se torna invulnerável, torna sem sentido a existência.
O homem feliz aceita ser vulnerável. O homem feliz aceita depender dos outros, mesmo pondo em risco sua própria felicidade.
É a condição do amor e de todas as relações humanas, sem o que a vida não teria sentido.
Casar-se não tem nada a ver com uma celebração ou com uns papéis. Casar-se não é outra coisa que a entrega mútua de duas pessoas para sempre. Os papéis não são senão uma expressão externa dessa realidade interior que se consuma na intimidade da vontade e se exprime na intimidade do corpo.