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A vida é cheia de intervalos.
Alguns intervalos são enormes, e quando se trata de amor e mesmo assim estes intervalos não são suficientes para apagar um sentimento, é porque encontrastes o amor verdadeiro.
Estes intervalos servem de reflexão e aprendizado para que não caiamos em mesmos erros.
Somente um amor de verdade é capaz de superar os intervalos da vida.

- Querido, onde está aquele livro: "Como viver 100 anos?"
– Joguei fora!
– Jogou fora?! Porque?
– É que a sua mãe vem nos visitar amanhã e eu não quero que ela leia essas coisas!

Esteja certo de que a felicidade de sua vida não pode vir de fora. Você só poderá encontrar a felicidade quando souber fazê-la nascer de dentro de seu coração, quando aprender a ajudar a todos indistintamente, com suas ações, suas palavras e seus sentimentos.

Mesmo que te surjam contratempos, afirma hoje, com convicção:
Este dia é bom. Nele vejo condições de bem pensar e agir. Cada hora, cada minuto é abençoado e precioso. Deus, que me vê e protege, dá-me este dia para que eu progrida e seja feliz. Assim, farei das dificuldades um caminho para o meu equilíbrio, do nervosismo um meio de obter a calma e das desavenças uma força para a paz. Estou pronto para amar, descobrindo soluções e conviver com pessoas difíceis.
Dize isso para ti, pois, se dependes dos dias e das suas ocorrências, mais eles dependem de ti e são como sejas ou faças.
O dia é tua fisionomia.
O dia é bom para quem é bom para si mesmo.

No tempo do Buda vivia uma velha mendiga chamada Confiando na Alegria. Ela observava os reis, príncipes e o povo em geral fazendo oferendas ao Buda e a seus discípulos, e não havia nada que quisesse mais do que poder fazer o mesmo. Saiu então pedindo esmolas, mas, no fim do dia não havia conseguido mais do que uma moedinha. Levou a moedinha ao mercado para tentar trocá-la por algum óleo, mas o vendedor lhe disse que aquilo não dava para comprar nada. Mas quando o vendedor soube que ela queria fazer uma oferenda ao Buda, cheio de pena, deu-lhe o óleo. A mendiga foi para o mosteiro e acendeu a lâmpada. Colocou-a diante do Buda e fez o seguinte pedido:
"Nada tenho a oferecer senão esta pequena lâmpada. Mas, com esta oferenda, possa eu no futuro ser abençoada com a Lâmpada da Sabedoria. Possa eu libertar todos os seres das suas trevas, purificar todos os seus obscurecimentos e levá-los à Iluminação".
Durante a noite, o óleo de todas as lâmpadas havia acabado, mas a lâmpada da mendiga ainda queimava na alvorada, quando um discípulo chegou para recolher as lâmpadas. Ao ver aquela única lâmpada ainda brilhando, cheia de óleo e com pavio novo, pensou: "Não há razão para que essa lâmpada continue ainda queimando durante o dia" e tentou apagar a chama com os dedos, mas foi inútil. Tentou abafá-la com suas vestes, mas ela ainda ardia. O Buda, que o observava há algum tempo, disse: — Maudgalyayana: você quer apagar essa lâmpada? Não vai conseguir. Não conseguiria nem movê-la daí, que dirá apagá-la. Se jogasse nela toda a água dos oceanos, ainda assim não adiantaria. A água de todos os rios e lagos do mundo não poderia extinguir esta chama.
- Por que não? - Perguntou o discípulo de Buda.
- Porque ela foi oferecida com devoção e com pureza de coração e de mente. Essa motivação produziu um enorme benefício.
Quando o Buda terminou de falar, a mendiga se aproximou e ele profetizou que no futuro ela se tornaria um Perfeito Buda e seria conhecida como Luz da Lâmpada.