Não sei bem onde quero chegar, talvez apenas dizer que ter amigos é...
Fazer alguma coisa que em momentos de angústia ou tristeza pudesse ter em mãos, algo que inundasse a sua alma e o seu coração de paz e tranquilidade;
Dizer palavras, formular frases bonitas, ou redigir um texto cheio de emoção;
Não seriam necessários para expressar tanto carinho que tenho por você;
Em todos os momentos de nossas vidas, estão sendo colocados as prova e também os nossos sentimentos;
Se forem verdadeiros, resistiram;
Mas se forem frágeis, pereceram e, se perderam no meio do caminho; maravilhoso, mas ser amigo é melhor ainda.
É como ter a certeza que como o sol, mesmo se escondendo nas nuvens existe e é real;
Meu amigo de hoje e sempre!
De repente, deu vontade de um abraço Uma vontade de entrelaço, de proximidade de amizade, sei lá! Aproxime-se mais e tente sentir do que um abraço é capaz. Quando bem apertado, ele ampara tristezas, sustenta lágrimas, combate incertezas, põe a nostalgia de lado.
É até capaz de amenizar o medo. Se for cheio de ternura, ele guarda segredos, e jura cumplicidade. Um abraço amigo de verdade, divide alegrias e se apraz em comemorações.
Abraços são pequenas orações de fé, de força e energia. Olhe para o lado: há sempre alguém que quer ser abraçado e não tem coragem de dizer. Enlace-o.
O pior que pode acontecer é ganhar de volta um sorriso de carinho, ou, quem sabe, uma palavra sincera. Você vai descobrir que ninguém está sozinho e que a vida pode ser um eterno céu de Primavera.
Pois então: – Dá logo esse abraço!
Se você por algum motivo não tiver quem abraçar nesse momento Sinta-se abraçado(a) por esse seu amigo Em troca, quero o seu sorriso!
Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que pensa que tenho sentimento, memória, ideias? Muito bem, eu me calo. Você me vê entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Você entende que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento. Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias. Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objetivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição.
Voltaire
Eu olho para o céu, E vejo nuvens brancas como espumas.
Eu sinto o vento, O sol forte me aquece.
Eu olho para um azul sem fim, então eu lhe procuro...
Mas estou sozinho, Grito ao vento, ao sol, ao céu Quero você!
O universo se transforma E eu sinto a chuva fina tocar meu rosto, Sinto como chorasse, Um sol forte com chuva fina Me fazendo chorar.
O vento quer me derrubar, Mas você me disse que o vento Era um bom sinal.
Então venha para perto de mim, O céu é grande demais para uma só pessoa.
Divida comigo este universo, Sinto que podemos voar juntos.
Mas você não me responde, Tem medo da tempestade.
Então mais uma vez, Eu olho para o céu E choro sozinho, Com as gotas de uma chuva fina, Namorando um sol forte.
Há longo, longo tempo, compareceram no Tribunal Divino dois homens recém-chegados da Terra. Um trazia o sinal da muleta em que se apoiara. Outro mostrava a marca da coroa que lhe havia adornado a cabeça.
Fariam prova de humildade para voltarem ao mundo ou seguirem além... Postos, um a um, na balança. O primeiro acusou enorme peso. Era ainda presa fácil de lutas inferiores, parecendo balão cativo.
O seguinte, no entanto, revelava grande leveza. Poderia viajar em demanda dos cimos. Inconformado, contudo, disse o primeiro: – Onde a justiça divina? Fui mendigo paupérrimo, enquanto ele...
E indicando o outro: – Enquanto ele era rei... Passei fome, ao passo que muita vez o vi no banquete lauto. Esmolava na rua, avistando-o na carruagem. Conheci a nudez, reparando-o sob o manto dourado, quando seguia em triunfo. Vivi entre os últimos, ao passo que ele sempre aparecia como o primeiro entre os primeiros.
O outro baixou a cabeça, humilhado, em silêncio.
Mas o amigo sereno, que representava o Senhor, falou persuasivo: – Viste-o na mesa farta, mas não lhe percebeste os sacrifícios ao comer por obrigação. Notaste-o de carro. entretanto, não lhe observaste o coração agoniado de dor, ante os problemas dos súditos a que devia assistência. Fitaste-o sob dourado manto, nos dias de júbilo popular. todavia, não lhe contemplaste as chagas de sofrimento moral, diante das questões insolúveis.
Conheceste-o entre os maiorais da Terra. entretanto, não sabes quantos punhais de hipocrisia e de ingratidão trazia cravados no peito, embora fosse obrigado a sorrir. Na situação de mendigo, não fostes lançado a semelhantes problemas da tentação. Diante do companheiro triste, o ex-monarca recebeu passaporte para a ascensão sublime.
Sozinho e em lágrimas, perguntou, então, o ex-mendigo: – E agora?
O ministro angélico abraço-o, sensibilizado, e informou: – Agora. Renascerás na Terra e serás também rei.