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Quem nunca sentiu uma alegria à toa, daquelas que vem sem hora marcada, sem plano, sem festa? Alegria boa é assim: ela vem meio que rasgando a boca, deixando um sorriso de não sei o que na cara da gente... Se alegria tivesse nome, seria surpresa. Se fosse uma casa, seria imensa. Se fosse um doce, que doce seria a tal da alegria? Doce gelado, confeitado, colorido... E se fosse uma música? Seria de flauta? De viola? Acho que de tudo... Alegria tem som de orquestra. Alegria à toa tem cor quente. Cor de sol que se põe bem tarde. Alegria que se preza, tem cheiro de chuva, de infância... E é claro que se alegria fosse gente, seria uma criança... E se fosse bicho, aposto que seria um beija-flor... Se eu pudesse vestir a tal da alegria, ela seria um vestido de linho, branco, bordado no peito, bem soltinho. Se fosse um caminho, seria de terra, no meio do nada, sem cerca e sem construção... Alegria deve ser isso... Qualquer coisa bonita, que nos tira do tédio. Essa coisa gostosa, misteriosa, bem vinda, que em dois segundos deixa tudo em paz. Alegria de verdade é aquela que vive aqui dentro... Que adormece, às vezes, mas que nunca deve morrer antes da gente.

Cada pessoa tem uma missão especial aqui nesta Terra, não podemos saber qual é a nossa, apenas as fazemos, mas eu sinto que me enviaram aqui com uma missão mais de que especial: te fazer feliz...
Ter você me faz sentir que tenho em minhas mãos o mais valioso tesouro do mundo, você é a única pessoa que me trás sorriso nos lábios quando a tristeza estampa minha face...
Quero que me cubra ainda mais de felicidades e encha ainda mais meu peito deste belo amor que já se tornou tudo pra mim e se fez necessário para que eu possa viver...
Mais de que um amor, hoje eu tenho um anjo ao meu lado, não encontro palavras para dizer-te o quanto te amo, porém nem as mais belas palavras poderiam expressar a beleza do meu imenso amor...
Ele, o amor e as suas ironias, veja só, me enviaram para que eu te fizesse feliz, mas com as suas gotas de amor, você conseguiu encher em meu peito um oceano de felicidade... Mais de que tudo e acima do tempo e das estações, com toda a minha força, eu amo você...

O filho conta calmamente para a mãe:
- Mãe, hoje veio um ladrão aqui na nossa casa.
A mãe desesperada pergunta:
- Meu Deus! E o que ele levou?
O filho responde:
- Nada. Ele só veio pedir seu voto.

Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar,
não fique triste.
Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo,
e no entanto, a maioria da plateia ainda dorme...

A uma mulher foi concedida a permissão de ver tanto o céu quanto o inferno, ainda em vida. Ela escolheu começar a visita pelo Inferno. Para sua grande surpresa, descobriu que o inferno era uma imensa reunião de pessoas em um banquete que se perdia de vista.

Ela viu mesas e mais mesas abarrotadas com as mais finas iguarias, com as pessoas sentadas em volta delas.

Contudo, as vozes das pessoas eram uma cacofonia de lamentações e queixumes angustiados. Ela tentou descobrir o sentido do que acontecia e chegou à seguinte conclusão: aquilo era o inferno porque a provisão infindável de iguarias acaba por tornar-se entediante, e todas as pessoas que lá estão passam pelo sofrimento de uma aula sem fim sobre a futilidade dos desejos materiais.

Mas, à medida que se acostumava com o alarido e com o quadro diante de seus olhos, ela percebeu que sua conclusão estava errada. Ela percebeu que os talheres e demais utensílios de mesa eram tão compridos que, tentassem as pessoas o quanto pudessem, não eram capazes de trazer comida até a boca. E se tentassem pegar o alimento com as mãos, estes sumiam por entre seus dedos... Ela então compreendeu porque aquilo era o inferno: toda a abundância não trazia nenhum bem para as pessoas.

Com um misto de tristeza e esperança ela então se dirigiu para o céu: certamente lá as coisas seriam diferentes!... Mais uma vez, para sua surpresa, ela se deparou com a mesma cena; fileiras de mesas repletas com deliciosas culinárias e os mesmos talheres compridos. Mas ela notou duas coisas: ninguém tentava pegar a comida com as mãos, e não havia gemidos nem lamúrias. Ao contrário, todos riam e se regozijavam, divertindo-se a valer. Ali, elas davam de comer umas às outras, revelando a importância do amor ao próximo e do trabalho em equipe.

Rabino Haim