Só por hoje, já que é o dia da minha vida, eu vou me importar menos com o que falam, e fazer mais o que me importa. Vou deixar de lado a amargura e sorrir.
Vou sorrir pelas coisas mais simples, até das piadas infames daquele amigo tonto.
Vou deixar a tristeza trancada no armário da rodoviária, vou jogar fora a chave e sair para uma viagem, que pode ser aqui.
O meu paraíso é aqui mesmo, não preciso me esconder numa casinha branca distante, nem fugir para o mato ou lugar remoto, a minha paz está onde eu estou, é dentro de mim que ela habita.
Por isso resolvi deixar a paz invadir a minha vida e ninguém vai roubar isso de mim.
Podem me tirar a roupa, roubarem meu carro, levarem a casa, a cama e a o armário, o amor da minha vida pode resolver partir, mas o bem mais precioso ninguém vai levar.
A paz que eu conquisto agora, é a certeza de que posso e vou ser feliz, e isso, ninguém vai roubar de mim.
Sonhei, lutei por uma vida perdida, mas a dureza da vida deixou-me a alma desfeita, tentei aceitar a dor e o sofrimento, mas a angustia sufocava as lagrimas dos meus lamentos pouco a pouco fui lutando pelo amor, fui esquecendo e a magia de sonhar, viver e lutar, sufocar um grito a própria vida e caminhar sem sentido numa rua sem saída ao olhar em meu redor sinto- me, só e perdida procuro dar paz, amor a minha.
Certos amigos são indispensáveis, simples como aquela estradinha de terra no interior, onde do alto da colina podemos avistá-la inteirinha, sabemos onde podemos ir e onde podemos chegar, são transparentes e confiáveis.
Outros, acabaram de chegar, como estradas que só conhecemos pelo Guia, e vamos nos aventurando sem saber muito bem seus limites, é um caminho desconhecido, mas que sempre vale a pena trilhar.
Tem amigos que lembram aquelas estradas vicinais, que pouco usamos, pouco vemos, mas sabemos que quando precisarmos, ela estará lá, poderemos passar e cortar caminho, mesmo distante, estão sempre em nossa memória.
Por certo, também existem amigos que infelizmente, lembram aquelas estradas maravilhosas, com pistas largas e asfalto sempre novo, mas que enganam o motorista, pois são cheias de curvas perigosas, e quando você menos espera... É traído pela confiança excessiva.
E existem amigos que são como aquelas estradas que desapareceram, não existem mais, mas que sempre ligam a nossa emoção até a saudade, saudade de uma paisagem, um pedaço daquela estrada, que deixou marcas profundas em nosso coração. Foram, mas ficaram impregnados em nossa alma.
E na viagem da vida, que pode ser longa ou curta, amigos são mais do que estradas, são placas que indicam a direção, e naqueles momentos em que mais precisamos, por vezes são o nosso próprio chão. Amizade é amor, é respeito, é parceria.
Minha mãe querida, como eu gostaria que estivesse aqui comigo, neste momento e em todos os outros também. Eu amo muito você, mamãe, e sinto muito a sua falta!
Todos os dias meu maior desejo é poder encurtar a distância que nos separa. Pois todos os dias sinto saudade e necessidade do seu olhar, do seu colo, das suas palavras de infinito conforto. Todos os dias sinto a falta de ver você, de a consultar, de em apenas minutos sentir o consolo do seu carinho.
Você é meu orgulho, minha maior inspiração e ter você tão longe fisicamente é uma tortura insuportável. Mas é assim a vida, e é ela que devemos viver o melhor que podemos. Mas fica a saudade, e o desejo de ter você perto de mim, talvez não agora, mas um dia, mais tarde, e depois para sempre.
Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do
egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas.
Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixarem se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranquila a consciência. À amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande
e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor.
Allan kardec