O PACOTE DE BOLACHA
-Uma moça aguardava seu voo na sala de embarque de um grande aeroporto.
-Como deveria esperar algumas horas, resolveu comprar um livro para passar o tempo.
-Comprou também um pacote de bolachas e sentou-se numa poltrona na sala vip do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz.
-Enquanto ela lia seu livro, sentou-se ao seu lado um homem.
-Após algumas páginas, ela pegou a primeira bolacha do pacote.
-O homem também pegou uma. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada.
-A cada bolacha que ela pegava o homem também pegava uma. Aquilo a deixava tão indignada que nem conseguia reagir. Ela só respirava fundo e fazia cara feia.
-Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:
"O que será que esse abusado fará agora?"
-Então o homem dividiu a última bolacha ao meio deixando a outra metade para ela. Ah! Aquilo era demais!
-Ela estava explodindo de raiva!
-Seu voo é anunciado. Ela pega seu livro e suas coisas e se dirigiu ao embarque.
-Entra no avião e se acomoda na poltrona. Então, ela abre a bolsa para pegar uma bala.
-Para sua surpresa o pacote de bolachas estava lá, ainda intacto, fechadinho.
-Ela sentiu tanta vergonha! Só então percebeu que a errada era ela.
-Distraidamente, havia guardado seu pacote de bolachas dentro da bolsa e o homem havia dividido as bolachas dele sem sentir-se indignado, nervoso ou irritado. Infelizmente, já não havia mais tempo para se explicar ou pedir desculpas...
Cuidado, às vezes, nós é que estamos errados e precisamos ter a humildade de admitir. Não julgue as pessoas.
-Antes de concluir, observe.
-Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa.
Não me venha com meias palavras, com distorções, com desculpas por educação. Não tenho mais idade para isso, não tenho tempo para encenações. Se você acha que isso vai lhe fazer sentir melhor, leve as suas palavras com você e siga em paz, mas não quero voltar a lhe ver.
Desculpas sinceras me interessam, e só! Não quero frases ditas por dizer, não quero gestos superficiais. Só aceito sentimentos genuínos, palavras espontâneas, gestos naturais. Vá com a sua falsidade para bem longe de mim. Pior do que me magoar, é achar que vai em enganar com um sorriso simpático e um pedido de desculpas da boca para fora. Você pode precisar disso, mas eu não preciso. E se você acha que não errou, siga em paz com a sua razão.
O que seria de mim sem você do meu lado? Nem quero pensar, minha querida esposa, pois é com você na minha vida que eu me sinto verdadeiramente realizado e feliz.
Eu te amo hoje e para sempre. Você tem sido uma companheira maravilhosa que preenche os meus dias com muito carinho. Estamos juntos, meu amor, como prometemos há tempos atrás. Estamos juntos e nada nos vai separar!
Então eu pensei em você. E quis me teletransportar pra perto. Pra fazer a cena que eu decorei: eu abraçada em você, passando a mão no seu rosto, te dando o meu sorriso-coração-tá-pulando e te beijando o nariz. Nariz? É, nariz. Beijo meigo. Aqueles de quem ama mesmo e quer cuidar e dar beijo carinhoso. E eu imaginei o seu sorriso bonito como retribuição, aquele seu olhar apertado e sincero e um te amo saindo por entre seus lábios. Foi a glória. Minha mão pela sua boca e um te amo também saindo pela minha boca. Beijo na boca. Glória de novo.
O amor deve falar uma linguagem que eu não entendo. As pessoas falam em felicidade e exibem os seus sorrisos de cumplicidade. Os livros guardam histórias de paixões que mudaram a vida dos seus intervenientes. Mas a mim, o amor apenas trouxe tristeza e decepção.
Eu não acredito mais que a minha hora acabará por chegar e o meu coração fechou as portas a sentimentos românticos. Talvez o tempo prove que estou errada, mas por agora prefiro a paz da minha solidão.