O importante é ser você mesmo. Não importa quem seja, apenas seja. Seja verdade, seja aquilo que transborda de sua alma, olhos e coração. Seja o mesmo de sempre, porém nunca igual. É preciso melhorar, de pouco em pouco, a carcaça.
Seja como a lua: a mesma todas as noites, porém em constante mudança de fases. Intercalando brilhos intensos e amenos. A única e maravilhosa lua que nunca muda, apesar das transformações. Sempre o inalterável âmago. Sempre satélite. Sempre luz a iluminar as noites. Nunca invejando o sol ou as estrelas. Jamais mudando aquilo que compõe sua atmosfera. Em hipótese alguma tentando ser planeta. Seja nova, seja crescente, seja cheia ou minguante.
Aprimore seus estados, modifique o visual, observe e melhore seus atos. Mas nunca deixe de ser o que é. Seja estrela, lua ou simples poeira cósmica, o fundamental é ser essência.
Quando o silêncio da noite
Aos poucos vai sendo tomado
Pelos acordes de uma música suave
Romântica, envolvente... eu
Imaginariamente seguro em
Suas mãos e sinto o pulsar
Acelerado de seu coração...
Aos poucos tomando um ritmo ameno
Fazendo com que o meu também se acalme... e eu
Entro em sintonia contigo,
Apesar da distância e... então...
Nossas asas se tocam levemente... e
Juntos alçamos voo... indo até o infinito
Chegando aos pés de Deus para então...
Agradecer a bondade infinita de nos permitir...
Momentos sublimes de harmonia e paz...
Flutuando na imensidão dos céus...
Momentos esses... apenas imaginários... Mas...
Se o imaginamos juntos... então não é imaginação...
É realidade !
Quando eu estiver irritado, eu vou tentar ser orquídea. Quando eu tiver problemas com a família, eu vou tentar ser rosa. Se no meu trabalho houver discórdia, eu quero aprender a ser jasmim. Se alguém me magoar e meu melindre quiser aflorar, eu vou brotar girassol. Quando uma pessoa me trair, é por não conhecer Papai do Céu, eu deixarei meu coração ser bouganville.
Quando eu não tiver prudência, e a doença aproveitar o meu descuido, que eu deixe surgir a flor de maracujá. Se o vício me persegue e eu não consigo enxergar meu erro, que eu me transforme em lírios e azáleas. Se eu sei que as coisas da terra são instrumentos de aprendizagem e nada me pertence, se tudo é passageiro por aqui, que eu acorde mais rápido e seja orquídea, rosa, onze horas, violetas...
Afinal o Pai que nos criou, deixou a gente escolher ser flores ou ser espinho.
Era uma vez um velho muito velho, quase cego e surdo, com os joelhos tremendo. Quando se sentava à mesa
para comer, mal conseguia segurar a colher. Derramava sopa na toalha e, quando, afinal, acertava a boca,
deixava sempre cair um bocado pelos cantos.
O filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo. Finalmente, acabaram fazendo o velho
se sentar num canto atrás do fogão. Levavam comida para ele numa tigela de barro e - o que era pior - nem lhe
davam bastante.
O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de lágrimas.
Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela se quebrou. A mulher ralhou com
ele, que não disse nada, só suspirou.
Depois ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era aí que ele tinha que comer.
Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era um menino de oito anos, estava
brincando com uns pedaços de pau.
- O que é que você está fazendo? - perguntou o pai.
O menino respondeu:
- Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer.
O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro. Depois disso, trouxeram o
avô de volta para a mesa. Desde então passaram a comer todos juntos e, mesmo quando o velho derramava
alguma coisa, ninguém dizia nada.
Você tem medo de quê?
De dizer não para aquela pessoa querida mesmo sabendo que o sim significa problemas no futuro?
Você tem medo de quê?
De admitir que se enganou com uma pessoa, que errou na dose do sentimentalismo e fechou os olhos para a realidade que todos viam?
Aceitar que o fim de um relacionamento já chegou há muito tempo e você, só você insiste em manter as aparências?
Você tem medo de quê?
De alar para a família e os verdadeiros amigos o quanto os ama e, por isso, fica calado imaginando que todo mundo sabe disso?
De perder o emprego medíocre e, por isso, se submete a tirania de um local que você não se sente bem?
Você tem medo de quê?
De aceitar que seu atual estado é reflexo apenas dos seus atos, das suas atitudes, algumas vezes impensadas e feitas de pura ansiedade...
Você tem medo de quê?
De sair da capa de vítima e encarar de frente seus sonhos, suas necessidades e descobrir que pode realizá-los?
De questionar velhos conceitos e mudar tudo para viver melhor?
Você tem medo de quê?
De aceitar que Deus existe e que nos pede ação sempre, trabalho sempre, boa vontade sempre, perdão sempre, amor sempre.
Não tenha medo de ser feliz, arrisque-se, aventure-se.
Caiu? Levante-se.
Errou? Comece de novo.
Perdoe sempre.
Esqueça o que passou, construa o hoje, viva o hoje.
Ame-se sempre!