Por vezes gostamos tanto de alguém, vamos viver com esse alguém e aos poucos nos acostumamos a receber e nos esquecemos de retribuir, por acomodação, por esquecimento.
Foi assim com nós dois, minha adorada esposa. Eu reconheço que com o tempo me esqueci de ser o marido que você merece, e que em vez disso passei a lhe dar trabalho desnecessário.
Eu reconheço e de todo o coração peço perdão! Eu amo, admiro e respeito você, e acima de tudo prometo que daqui por diante me esforçarei para não lhe dar tanto trabalho, e retribuir tudo o que você faz, significa e dá para mim.
Eu te amo, hoje e para sempre! Você é meu mundo, meu chão, meu céu, e sem você tudo ruiria! Perdoe meu desleixe, meu amor, e eu prometo que todos os dias da nossa vida serei o melhor dos maridos para a melhor das esposas.
Era uma vez quatro velas estavam queimando calmamente...
O ambiente estava tão silencioso que se podia ouvir o diálogo que travavam...
- Eu sou a paz!
Apesar da minha luz as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar.
E diminuindo, devagarinho, apagou-se totalmente. A segunda disse:
- Eu sou a fé!... Infelizmente sou muito tênue.
As pessoas não querem saber de Deus.
Não faz sentido continuar queimando.
Ao terminar de falar bateu um leve vento e a apagou.
Baixinho e triste a terceira vela se manifestou:
- Eu sou o amor!... Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles à sua volta. E, num piscar de olhos, apagou !!!
De repente... Entrou uma criança e viu as três velas apagadas.
- O que é isto? Vocês deviam queimar até o fim.
Dizendo isso começou a chorar.
Então a quarta vela disse:
- Não tenhas medo criança. Enquanto eu ainda queimar podemos acender as outras velas... Eu sou a esperança!
A criança com os olhos brilhantes pegou a vela que restava e acendeu as demais.
Que a vela da esperança jamais se apague dentro de você.
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos a dizer a alguém o que sentimos, demoramos a perdoar um amigo, demoramos a tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação... Atalho.
Para que um casamento tenha sucesso é preciso empenho e compromisso diário de ambos, mas ninguém melhor que vocês sabe disso, pois não é todo casamento que chega a comemorar os vinte e cinco anos de aniversário. Parabéns pelas bodas de prata!
Vocês são uma inspiração, um exemplo de como investir no amor vale muito a pena. Desejo que sua união atravesse outros vinte e cinco anos com a mesma felicidade, força e dedicação, e depois ainda mais! Muitas felicidades e um feliz aniversário de casamento!
15 de janeiro ? Descansei a semana toda. Meu dono me leu regularmente nas primeiras noites no início deste ano, mas penso que se esqueceu de mim agora.
2 de fevereiro ? Faxina na casa. Tiraram o pó de cima de mim, como de outros objetos, e me colocaram no lugar de costume.
8 de fevereiro ? Meu dono usou-me por uns momentos depois do jantar. Estava procurando alguns textos. Fui à igreja hoje!
2 de abril ? Eu estive bem ocupada hoje. Meu dono tinha de dirigir uma reunião de oração e me consultou buscando algumas passagens. Teve bastante dificuldade de encontrar uma, apesar de ela estar no mesmo lugar.
l de maio ? Gastei toda a tarde no colo da vovó. Ela está aqui de visita. Deixou cair algumas gotas de lágrima sobre Colossenses 2.5-7.
6 de maio ? Outra vez no colo da vovó esta tarde. Ela gastou a maior parte do tempo meditando em 1 Coríntios 13 e nos últimos versos do capítulo 15.
7, 8 e 9 de maio ? No colo da vovó todas as tardes. Que lugar confortável! As vezes ela fala comigo e de outras me lê.
10 de maio ? A vovó viajou para sua casa hoje. Ela me beijou e me disse "adeus"! Estou outra vez no meu lugar de costume.
10 de julho ? Fui colocada numa mala entre roupas e outros objetos. Penso que vamos passar alguns dias fora.
10 de julho ? Ainda na mala, apesar de quase todas as outras coisas terem sido colocadas noutro lugar no quarto.
15 de julho ? Em casa outra vez e no meu lugar costumeiro. Fiz uma longa viagem. Nem sei por que me levaram consigo... Não saí da mala...
1 de agosto ? Que calor! Duas revistas, uma novela e um chapéu, tudo em cima de mim. Oh. Se eles pelo menos tirassem estas coisas de sobre mim!
10 de setembro ? Limpeza. Tiraram o pó e fui colocada no meu lugar para um longo descanso...
Será este o diário da sua Bíblia?
Dt 11.18: "Ponde, pois, estas Minhas palavras no vosso coração e na vossa alma".
Dt. 32.47: "Porque esta palavra não é para vós outros coisa vã, antes é a vossa vida".