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Nossas mãos não se podem largar agora. Sei que brigamos e por vezes é difícil suportar meus defeitos, mas o nosso amor tem sido o melhor sentimento que já conheci. Acredite que todos os dias luto por ser uma pessoa diferente.

Não diga que vai embora, pois pensar que amanhã você pode não estar ao meu lado, faz meu coração tremer de receio. O meu amor por você não tem limites e eu preciso que agora, mais que nunca, confie que tudo entre nós vai ficar bem.

No nosso caminhar o tempo e trajetar a vida, encontramos pessoas que passam, outras que vão e outras que ficam. Muitas na mesma direção, mas poucas no mesmo sentido. Algumas até tentam o lado a lado, mas por falta de obstinação e na ânsia de antecipar o futuro ficam a degustar o instantâneo enquanto roem a vida. Nesse processo de escalar o tempo e ?alcançar? o que a vida tem a oferecer, os cruzamentos prescritos nos jogam no peito pessoas que por vezes nos arrastam pelos encantos que parecem ter. e alheios à dor que podemos sentir, esses prescritos mostram que o calendário da convivência faz cair o véu e revelar o que por trás dele parecia puro e perfeito. e depois de dissolver o fascínio e desnudar o belo, faz este mostrar seu avesso e expor o que nos tira o sorriso. e ainda, como castigo, nos força crescer e, com o coração ferido, entender que, se as expressões dos nossos sentimentos não conseguiram fiar o vínculo naquele que de nós se desgarrou é porque a vida nos destina, ainda, a outro caminhar...

Não importa quantas vezes eu tente negar, diminuir, ou fingir que não amo mais você.
Não acredite em mim meu amor, eu minto.
Na verdade eu não queria ser assim, tão dependente de você, não queria passar essa insegurança, não queria mostrar tanta fraqueza longe de ti.
É como se algo me fosse arrancado, é como se alguém tentasse me enforcar a cada dois segundos.
Eu já cheguei a pensar várias e várias vezes sobre nós, já pensei que seria melhor cada um seguir o seu caminho, mas cada vez que eu penso nessas coisas me dói.
É uma dor incontrolável, passa um filme na minha cabeça de tudo que nós já vivemos.
Eu lembro das gargalhadas, dos carinhos, dos beijos, de todos aqueles momentos inacreditavelmente perfeitos.
Ah meu amor, eu amo tanto você.
Me desculpa por todas as vezes que eu tento forjar os fatos, me desculpa pelo meu orgulho, pelo meu medo absurdo de te perder que muitas vezes só me afasta de ti.
Me desculpa, me desculpa, me desculpa.
Eu não consigo me ver sem você, não consigo me imaginar com outro alguém.
Não consigo nem pensar em você como amigo.
Você é como se fosse o meu abrigo, onde eu sei que eu posso ser eu mesma, sem inibições, sem atuações, você me ama do jeito que eu sou, e boa parte dos meus defeitos você até acha engraçado.
Quem mais poderia ser tão bom quanto você?
Eu não quero arriscar.
É só você que existe pra mim, é só por você que meu coração bate mais forte, que minha respiração fica inconstante, que as minhas pernas tremem, é só você que causa tudo isso em mim, mesmo depois de tanto tempo.
Eu quero ficar contigo para sempre.
Mesmo que o sempre, um dia acabe.
Vai ser perfeito, infinito, e mágico enquanto durar.
Ah, e mais uma coisa: Eu prometo que vou parar de tentar explicar o que sinto por você em meras palavras, elas realmente não são mais suficientes.
Eu amo você.

Como posso dizer que te amo, se não sei o que é o amor. Como posso sentir sua falta, se você não sai do meu pensamento. Como posso sentir a dor de perder-te, se você é meu e de mais ninguém. Como posso ser perfeita, se você gosta de mim assim, como sou. Como posso odiar-te, se você me ensinou a gostar de ti. Como posso ser infeliz, se tenho a felicidade ao meu lado. Como posso querer outra pessoa, se quero você e mais ninguém.

Quando dois seres de aparência estranha apareceram na porta da sala, Tony, de três anos de idade, rapidamente pulou de onde sentava-se no chão e correu para a cadeira de sua mãe. Um dos recém-chegados, rindo, disse, – Vem cá Tony e fala o que você pensa de nós. Disse uma voz familiar. – Você não gostou da nossa cara?
Tony deu uma espiada sem sair do lugar. Ele certamente não gostou do jeito como aquelas pessoas pareciam! Vestiam roupas engraçadas e tinham máscaras nos rostos. Um parecia um velho vagabundo engraçado com bigode grosso, óculos escuros e grandes... O outro usava um vestido longo e muitas "joias" coloridas e brilhantes. Tinha cabelo loiro longo e usava uma coroa de papel.
A mãe riu. – Vocês dois fizeram um bom trabalho ao arranjar estas roupas para a festa à fantasia. Ela disse. – Tirem suas máscaras para que Tony veja quem são vocês.
As máscaras, óculos e bigodes foram retirados e Tony viu o próprio irmão Zachary e... Aquilo era sua irmã Megan? Correu para ela e arrancou a peruca loira. – Me conhece agora, não é? Ela perguntou.
Logo Tony também tentava usar as máscaras e a peruca e ria de si mesmo em frente ao espelho. – Festas à fantasia são divertidas! Mal posso esperar até sábado! Declarou Megan. – Eu não vou contar nada pra ninguém porque quem conseguir enganar a todos o tempo todo receberá um prêmio.
O pai das crianças sorriu. – Fico contente que vocês se divirtam com isto. Ele disse, – Mas não usem suas máscaras no dia-a-dia, tá bom? – Quem faria isso? Perguntou Zachary.
– Bem, de certa maneira, muitas pessoas fazem. Seu pai respondeu. – Esses trajes e máscaras me lembram que algumas pessoas continuamente tentam parecer-se com algo que não são. Vão à igreja e dão dinheiro para caridade e fazem muitas outras "boas ações". Querem que as outras pessoas pensem que são Cristãos mas, na verdade, nunca confiaram em Jesus. É como se usassem uma "máscara". Por baixo das máscaras eles têm corações duros.