Vez ou outra nos deparamos com alguma situação indesejada com alguma pessoa querida, algum comentário que não foi bem colocado ou quando aquelas verdades que não queremos encarar são finalmente ditas.
O ressentimento aparece, a mágoa se instala e se não resolvermos a situação rapidamente, a tristeza entra na sua vida e se acomoda por muito tempo. Ás vezes tudo isso acontece pelo simples fato de não nos colocarmos no lugar daquele que foi responsável pela mágoa, não percebemos que aquilo que foi dito pode ter sido mal interpretado ou até aconteceu sem nenhuma intenção ou maldade.
Alimentar a mágoa dentro de você com especulações sobre o que o outro está sentindo, além de não resolver nada, só irá acrescentar mais móvitos para continuar triste e ressentido. Se a pessoa que o magoou era benquista, se pergunte se vale a pena pensar tudo o que lhe passa a cabeça sobre ela, sem ter a certeza dos sentimentos envolvidos no tal acontecimento.
Quase tudo nesta vida se resolve com uma boa conversa, e pensando bem, o pior que pode acontecer é você estar mesmo certo. Se a intenção foi mesmo magoar ou se o sentimento envolvido não era positivo, pelo menos fica tudo esclarecido e cada um pode seguir em frente. Mas se perceber que tudo não passou de um infeliz mal entendido, imagine quantos momentos de felicidades com o seu amigo nesse meio tempo foi perdido.
Querido avô, sempre que recordo outros tempos você está muito presente nessas lindas memórias, e as saudades que eu sinto de você aumentam com violência.
Sua maneira de ser, seu jeito de sorrir e com o olhar expressar infinito amor. Seus conselhos e sua sabedoria. Seu exemplo extraordinário de vida.
Tudo em você é de louvar, e estar tão longe de tão maravilhosa pessoa chega a ser doloroso. Amo muito você, meu querido avô, e sinto muitas saudades suas!
Morte, porquê não vem e leva-me contigo,
libertando minha alma de tão cruel sofrimento?
A vida me deu o exílio, e eu a minha vida dei todo o meu amor,
queria eu não ser mais eu, queria ser alguém,
alguém que fosse feliz, que desse valor as coisas,
alguém em que eu mesmo pudesse acreditar.
Não tenho mais forças para continuar, não tenho mais esperanças,
e nem mais vontade de ser alguém, não tenho nem coragem de ir embora...
Porque? Porque? Porque?
Não sei porque ainda estou vivo, não sei porque choro,
não sei porque escrevo esta carta,
tudo o que sei é que nada mais sei.
Um dia você vai procurar no infinito e verás apenas uma estrela dizendo que fui embora.
Pedirás a ela que lhe mostre o caminho, mas será inútil, pois apagarei minhas pegadas com a minha dor, mas não quero esquecê-lo para que eu lembre que esse amor terá que morrer no passado.
Um dia a saudade ferirá seu peito, não que ainda tenha sido importante para você, mas porque fui inútil na sua vida.
E quando precisar de alguém nos momentos decisivos de sua vida, encontrarás apenas o vazio. Certamente lembrarás de mim, e seus olhos impressivos chorarás lágrimas de sangue.
Um dia buscará minha poesia no pôr-do-sol e no despertar da lua, mas encontrarás apenas o silêncio e perguntarás: onde estás?
E respostas não terás, porque até mesmo a natureza se negará a dizer.
Um dia quando os seus sonhos forem derrubados pela incompreensão, sentirás no peito a flecha do arrependimento por não ter amado quem muito te amou.
A verdade é que um dia sentirás minha falta, mas será inútil chorar, pois suas lágrimas não me trará de volta, porém, farei delas um rio e navegarei para longe do porto onde estiveres.
Deixarei apenas a saudade para que ela te acompanhe onde andares. E ela lhe mostrará o quanto minha presença lhe faz falta.
Andar com fé é saber que cada dia é um recomeço. É saber que temos asas invisíveis e fazer pedido para as estrelas, voltando os olhos para o céu.
Andar com fé é olhar sem termos as portas desconhecidas com a mão estendida para dar e receber.
Andar com fé é usar a força e a coragem que habitam dentro de nós, quando tudo parece acabado.
Tudo, menos o amor, pois este sempre viverá.