Nenhuma mensagem foi encontrada :(

Outras Mensagens

Estimado chefe, hoje quero lhe dedicar estas palavras de agradecimento, pois sinto que devo muito a você e nem sempre consigo expressar isso com justiça.

Você me deu uma oportunidade quando eu mais precisei, acreditou em mim e nas minhas capacidades, e por tudo isso lhe agradeço. Mas agradeço também por tudo que me ensinou, pela paciência que demonstrou no início e por nunca ter desistido de mim. Você é o melhor chefe do mundo, e para sempre terá minha gratidão!

Conheci um explorador do monte Kanchenjunga quando, juntos, dávamos uma entrevista para um programa da TV francesa. Ele comentou depois: Eu subi uma das montanhas mais altas da minha terra, e pude ver o mundo que a cercava.
Enquanto eu estive ali, eu enxerguei mais do que consigo dizer, e compreendi mais do que sou capaz de exprimir.
Se, entretanto, eu tivesse que definir melhor o que foram aqueles momentos no Kanchenjunga, eu diria: visto lá do alto, todas as coisas. rios, arvores, neve, erva. pareciam uma coisa só, e meu coração se encheu de alegria, porque eu era parte de tudo aquilo.
Quando entendi isso, mesmo sozinho no alto de uma montanha, entendi que estava junto de todas as coisas desta Terra.

Uma senhora entrou na loja disposta a pagar qualquer preço por um sapato novo, bonito e confortável. Experimentou um, calçou outro, e nada. Quando calçava bem, não era bonito. Se era bonito, não era confortável. Mesmo os modelos mais caros não agradavam, sempre faltava alguma coisa. Após experimentar uma enorme pilha, finalmente encontrou aquele que procurava. Macio, confortável e de modelo muito bonito.
– Achei! Quanto custa? – perguntou.
– Nada madame, esse já está pago – respondeu o vendedor – esse a senhora estava calçando quando entrou na loja. É o seu!
Estava tão novinho, macio e confortável que não parecia ser seu velho sapato. Sem saber o que dizer, constrangida, despediu-se do vendedor.
Quantas vezes, nos dispomos a pagar qualquer preço por um amigo alegre e jovial, que saiba cantar e tocar, e que esteja sempre disposto a nos acompanhar no clube, nas festas, enfim, o amigo de todos os momentos. Nessa ansiosa procura experimentamos pilhas de desilusões e não percebemos que bem pertinho de nós está alguém que já se amoldou tanto ao nosso modo de viver que parece nem existir.
Ouve, aceita, caminha conosco. Protege os nossos passos e o tratamos com descaso, como aquele calçado que usamos todos os dias e não cuidamos sequer de sua aparência. Nada de graxa protetora, nem ao menos um paninho úmido. No entanto, na hora da desgraça, na angústia e na doença, ele não desaparece e ressurge como um anjo salvador, brotando de baixo daquela enorme pilha de falsos amigos.
A teoria diz que os melhores calçados são aqueles de maior custo, mas a prática mostra que os melhores amigos são aqueles que recebemos gratuitamente. A verdadeira amizade, mesmo após muitos anos de uso, parece sempre nova. Alguns pequenos arranhões são facilmente reparados com uma escova de brilho. Algumas escovadinhas e reaparece o brilho do respeito e da compreensão. Reaparece o brilho do perdão.

Vários grupos dedicados a obras assistenciais espíritas reuniram-se aparentemente por acaso, numa madrugada de sábado, na varanda do Grupo Espírita da Prece. Um desses grupos estava trabalhando, no momento, para erguer uma creche naquela cidade. Na ocasião, comentavam-se as lutas para se conseguirem, por doações, os recursos necessários à obra.

Atento à conversa daquela turma de trabalhadores cristãos, o Chico afável declarou:

- Nós não podemos esquecer da importância dos amigos. Devemos estar com eles de braços unidos!... Sem amigos, não conseguiríamos realizar os objetivos elevados que nossa doutrina propõe!

O Chico deixou sua atitude séria e, com alegria, falou:

- Mas há um porém: só se conseguem as coisas, apanhando. E muito! Mas que importa isso?!...

E, bem-humorado, continuou:

- É assim: o primeiro que encontramos nos dá um beliscão. O segundo nos cutuca e o terceiro nos dá um tapa. Mas vem o quarto e nos ajuda! Vocês viram!... É preciso apanhar três vezes para sermos ajudado numa. Que importa tomarmos um ou dois tapas na cara? Só pode acontecer ficarmos com a cara inchada... Mas, se, depois, ele nos levantar uma parede, estará tudo bem!

E o Chico, sorrindo, encerrou a lição:

- A vida é igual uma escadaria e só subimos com muita pancadaria!...

Como uma sentença, todos vivemos nossas vidas na sombra do inevitável e terrível desfecho que é a morte. Uma certeza que mesmo assim, sempre nos consegue pegar de surpresa quando nos atinge através dos que mais amamos.

Foi assim que me senti quando você se foi, minha querida mãe. Quando abro os olhos a cada nova manhã, ainda penso estar vivendo um pesadelo, pois ainda passou pouco tempo e custa a acreditar que tudo isto é real.

Desde então minha alma vive em um luto carregado, em uma melancolia incurável, em uma saudade insustentável. Talvez a sabedoria popular prove ter razão e o tempo tudo melhore, talvez. Mas por enquanto saber que está para sempre longe, para sempre inalcançável, é a mais insuportável das ideias.

Minha querida mãe, não importa onde esteja agora, não importa quanto tempo tenho de esperar para a poder reencontrar além da vida. Esta saudade vai ser eterna, pois para sempre eu vou amar você!