Observe a natureza. Veja quanta beleza. Escute o cantar dos passarinhos. Toda tarde eles voltam pros seus ninhos. Olhe as coisas que estão a seu redor. São boas? Você se sente melhor? A vida nos diz, a cada dia, o quanto ela é bela. Acorde, abra a janela! O horizonte lhe espera. Então corra sem demora. Deixa seu coração falar. A alma quer desabafar. Não sinta medo, diga que ama. Porque senão, a lágrima derrama.
Sofro por um perdão,
Um perdão que parece impossível,
Será?
Será que você é capaz de me perdoar?
Será que atingi mesmo foi o seu coração?
Ou aquele, aquele, seu ego masculino?
Só você pode devolver a minha vida,
Devolver a minha felicidade,
Será que você pode mesmo?
Me dar uma última, que seja última chance?
Tente.
Por favor, faça isso.
E devolva a minha vida e ao meu coração tudo o que perdi.
Hoje organizei meus sonhos em sequência e prioridades
descartei amores duvidosos, amores feitos de promessas
camuflados sob o manto do amanhã que nunca acontece
por medo, covardia, comodismo, insegurança ou... Sei lá.
Não quero mais enigmas que devoram minhas expectativas
nem a face enrugada da tristeza refletida no meu espelho.
Quero recriar a canção da minha vida em notas de alegria
e resgatar o projeto original da menina que era feliz e sabia.
Hoje eu disse adeus às promessas construídas em séries
e abandonei as utopias feitas em cerâmica que trincaram.
Não mais emprestarei minha alma a moldes disformes
nem usarei as lágrimas para umedecer o barro sem arte.
Não quero o martírio de um paraíso do outro lado do muro
nem o mapa para que eu siga pistas de potencial vitória
quero a felicidade beijando minha boca com sofreguidão
e o amor presente fazendo bagunça no meu coração.
Quando menino eu vivia brigando com Beto, meu melhor amigo Beto. Um dia, quando corri para casa e procurei mamãe para queixar-me. Ela me ouviu e disse o seguinte:
- Vai buscar a sua balança e os blocos.
- Mas, o que tem isso a ver com o Beto?
- Você verá, Vamos fazer uma brincadeira. Primeiro vamos colocar neste prato da balança um bloco para representar cada defeito do Beto. Conte-me quais são.
- Fui relacionando-os e certo número de blocos foi empilhado daquele lado.
- Você não tem nada mais a dizer? Eu não tinha e ela propôs: Então você vai, agora, enumerar as qualidades dele. Cada uma delas será um bloco no outro prato da balança. Ele não deixa você andar em sua bicicleta? Não reparte o seu doce com você? Ela foi colocando os blocos do outro lado. De repente eu percebi que a balança balançava. Mas vieram outros e outros blocos em favor do Beto.
Dei uma risada e mamãe observou:
Você gosta do Beto e ficou alegre por verificar que as suas boas qualidades ultrapassam os seus defeitos. Isso sempre acontece, conforme você mesmo vai verificar ao longo de sua vida.
E de fato. Através dos anos aquele pequeno incidente de pesagem tem exercido importante influência sobre meus julgamentos. Antes de criticar uma pessoa, lembro-me daquela balança e comparo seus pontos bons com os maus.
E, felizmente, quase sempre há uma vantagem compensadora, o que fortalece em muito a minha confiança nas pessoas.
Quantas vezes não choramos diante da partida da pessoa que amamos.
Na verdade, o ato de partir não quer dizer adeus. Pode ser apenas um até logo. Partir pode ser aventura, felicidade, ilusão. Quem parte normalmente fica triste, pois está indo ao encontro do desconhecido.
Faça da partida da pessoa amada um momento leve, uma tristeza doce, um momento a ser relembrado com carinho. Não pense nunca na partida como um adeus!