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Você já ouviu alguém dizer "Estou tão estressado. Este trabalho tem me deixado muito cansado, exausto, estressado"? Quantas vezes ouvimos estas falas? Penso que o trabalho enobrece o homem realmente, porém pode levá-lo à exaustão, insatisfação, frustração se não souber se envolver saudavelmente.

Para estes sintomas damos o nome de Síndrome de Burnout, este termo tem origem na língua inglesa, nas palavras burn e out. A união dos termos é melhor traduzida como "ser consumido pelo fogo", enfim se caracteriza por uma tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes, ou simplesmente, "saco cheio".

Os principais sintomas que posso citar são: sensação de esgotamento físico e emocional, negativismo em relação ao trabalho e a vida, isolamento, mudanças de humor bruscas, baixa tolerância à frustração, dificuldades de concentração, atitude cínica, irritabilidade, impotência, ansiedade, depressão, lapsos de memória, pessimismo. Além de absenteísmo, baixo rendimento, sudorese, cansaço, enxaqueca, comportamento paranoide e agressivo, palpitação, pressão alta, insônia, distúrbios gastrointestinais e cardiovasculares.

Você se identifica com alguns desses sintomas? Então está na hora de procurar um médico; somente ele pode diagnosticá-lo levando em conta a história do paciente, seu envolvimento pessoal e realização pessoal no trabalho. Podendo tratá-lo com psicofármacos e psicoterapia.

Deve-se tomar muito cuidado, pois muitos profissionais costumam confundir a Síndrome de Burnout com Depressão devido à similaridade dos sintomas.

É recomendado a prática de exercícios físicos regularmente, técnicas de relaxamento e novos hábitos na vida cotidiana, desta forma, terá uma vida saudável novamente e poderá viver nobremente.

Milena Pimentel Fernandes

Eu preciso de você, perto ou longe, sendo meu ou não. Preciso do seu cheiro impregnado na minha roupa e do seu sorriso que foi gravado em minha memória. Preciso da sua voz sussurrando em meu ouvido e do seu olhar que me constrange. Eu preciso de você, não importa como.

Simplesmente não digo nada pelo simples fato de você não se importar nem um pouco com o que eu sinto. Você ama outra pessoa, vou te poupar do meu drama, pare de perguntar o que houve comigo, porque eu sei, você não deseja saber.

Cinco anos depois do nosso dia mágico eu sinto felicidade, gratidão e ansiedade. Felicidade porque ao seu lado sou muito feliz, todos os dias, a todo instante. Gratidão por tudo que você fez e faz, por simplesmente existir e me amar do jeito que ama. E ansiedade por tudo que ainda queremos viver e construir e porque não vejo a hora do amanhã chegar.

Quero uma vida inteira ao seu lado, que nossas peles fiquem enrugadas juntas, que nossos cabelos fiquem brancos e à nossa volta nossos netos gritem de alegria. Amo muito você! Feliz aniversário de casamento!

Carta enviada de uma mãe para uma outra mãe em SP, após noticiário na TV:
De mãe para mãe...
"Hoje vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência. Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação, contam com o apoio de comissões, pastorais, órgãos e entidades de defesa de direitos humanos.
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual. Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma videolocadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver se abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranquila, viu? Que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem."
Direitos humanos são para humanos direitos!