Meu amor, hoje completamos mais um ano de vida juntos, compartilhada e regada por muito amor. Feliz aniversário de namoro!
Desde que você faz parte da minha vida tudo ficou mais belo e simples, e todo o meu mundo tem você como epicentro. Sou feliz se você for feliz, e da sua tristeza eu faço também minha.
Amo você, amo a vida com você e amo o nosso passado, o nosso presente e tenho certeza que vou amar nosso futuro!
Os tempos mudaram e as mulheres conquistaram mais espaço no mundo. Mas isso não significa que ser mulher se tornou mais fácil. Muitas vezes, ter mais opções ou acumular papéis torna a vida mais complicada. A mulher de 30 anos de hoje, a famosa balzaquiana, é muito diferente da mulher de 30 anos de algumas décadas atrás.
Apesar de muitas mulheres ainda projetarem sua felicidade no casamento e construção de uma família, esses planos ficaram para mais tarde. As mulheres descobriram que podem aproveitar a vida sozinhas ou muito bem acompanhadas, antes de subirem ao altar.
Fazer uma faculdade, começar uma carreira, fazer uma viagem ao exterior com as amigas, comprar o primeiro carro, fazer uma pós-graduação, financiar um imóvel, se apaixonar pelo homem errado, morrer de amores e continuar viva... Tudo isso são conquistas femininas!
Nos dias de hoje, tudo isso pode parecer bobagem, mas para as nossas avós e mães balzaquianas, isso era transgressor. Mas foi graças às gerações passadas que conquistamos o direito de ir e vir, de sermos livres para errar, errar até um dia acertar. E viva as conquistas femininas!
Se você é infeliz no amor, preste atenção no que está fazendo em sua vida. Identifique os papéis que tem assumido e reconheça que você não é nada daquilo. Descobrir como você é, do que gosta é a chave para obter felicidade.
Conhecer-se é fundamental. Saiba avaliar o que lhe dá prazer. Respeite seus sentimentos. Não tenha medo de ser o que é.
Se fizer isso, sentirá um calor agradável no peito, uma alegria gostosa, que tornará sua vida mais bonita e colocará mais sedução em seu sorriso.
Essa beleza da alma que se reflete nos sentimentos verdadeiros atrai, conquista, seduz. É o carisma. E se você jogar fora seu "sonho de amor", deixar acontecer naturalmente, gostar das pessoas como elas são, descobrirá de quanta beleza, dignidade, dedicação e amor elas são capazes. É só tentar.
Zíbia Gasparetto
Não importa o objetivo que você queira alcançar, você não conseguirá chegar a ele em linha reta. O telefone tocará, pessoas entrarão em sua sala, seu filho pegará catapora, o tempo ruim causará atrasos, seu computador travará ou alguma novidade chamará a sua atenção.
Com frequência você terá de sair de seu trajeto. Não se desespere. Acontece com todo mundo, todos os dias. A chave do sucesso é retomar rapidamente seu percurso. Quanto mais rápida sua recuperação, mais progressos você fará.
Aceite o fato de que você será regularmente tirado do seu caminho. Aceite isso e não desperdice energia reclamando ou sentindo pena de si mesmo. Isso só aumenta o problema.
Em vez disso, siga em frente, supere a distração e concentre-se no seu objetivo original. É quase impossível evitar distrações, mas você pode evitar que elas durem demais.
Supere as distrações assim que puder, esqueça-as e retome seu curso.
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor pensar que a última vez que se encontraram se curtiram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
Rubem Braga - trecho do livro "A Traição das Elegantes"