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Um pescador dirigia-se para seu barco, após uma noite mal dormida, os peixes estavam cada vez mais escassos e ele temia logo não ter como sustentar a numerosa família.
Ia assim matutando entre um passo e outro, até parar admirado: em seu barco dormia a sono solto uma criança. Como fora parar aí ele não sabia, pensou em sacudi-la mas sua mão ficou solta no ar, as palavras lhe faltaram diante daquele semblante do qual se desprendia tanta inocência.
Sentou-se ao lado do barco enquanto mergulhava em suas próprias lembranças: um dia também fora criança, alegre, sonhadora apesar de todas as adversidades da vida, seus risos infantis, as molecagens com os colegas, ainda ecoavam em sua memória.
Bons tempos aqueles, mas a criança crescera e os sorrisos murcharam, os dias alegres se esconderam, não tinha mais tempo nem alegria nem mesmo para partilhar com os filhos. A molecada fora chegando um após outro, o pão ficando cada vez mais difícil, tentara ensinar-lhes o ofício mas, esquecera da alegria do coração. Hoje se dava conta do quanto perdera.
Neste momento o barco sacolejou, a criança saltou assustada, já ia escapar quando ele a deteve, o menino desculpou-se por ocupar o barco sem permissão, ele apenas sorriu meio sem jeito e foi soltando as palavras há muito atadas no coração:
– Hoje garoto me lembrei do que é ser criança, do que é ter a alegria solta no fundo do coração, hoje reaprendi a ser pai e vou levando comigo esta lição, vou partilhar com meus filhos além do pão de cada dia, o pão que alimenta a alma, o pão da palavra amiga, consoladora, pão que sai fresquinho do fundo do coração, pois, um pai que não sabe amar seus filhos de verdade pode dar-lhes tudo, mas este tudo de nada vale porque junto não está o coração.
A criança olhou-o sem nada entender, depois foi se afastando de mansinho deixando o pescador rodeado pelos filhos, que o cercavam de todos os lados numa festa só...

Eu quero PAZ!


Quero meu neto brincando na praça.
Quero sorrir para a moça que passa.
Quero sentar ao lado sem cuidado
da mulher...
do menino...
do desempregado...
sem medo do revólver guardado.
Quero...

sair na tarde fria
caminhar na noite vazia
olhar o mundo com alegria
sem temor...
sem agonia...
sem vigília...
Quero...
a criança dormindo
seu caminho seguindo
o velho se despedindo
partindo... velhinho!
O homem ganhando na vida a corrida.
E a gente morrendo de morte morrida.
QUERO...
um Brasil com vergonha na cara
de gente que AMA!
de gente que VIVE!
de gente que FAZ!
BASTA!

Ana Merij

Eu mesma não consigo perceber-me. Racionalmente, não há nada que justifique esta minha impertinência em amar-te... No entanto, continuo a amar-te com todas as minhas forças!
Sei que não és o mais belo e nem o mais gentil dos homens, mas sei que há algo de inexplicável a acontecer entre nós, há alguma coisa que a razão não compreende, e é certamente este sentimento misterioso o que nos une, o que me faz insistir neste amor... É este sentimento que me traz a profunda esperança de que, um dia, ainda me vais fazer extremamente feliz!
Sabe, eu dedico-me a ti com devoção, e pressinto que o teu coração distraído também me reserva uma boa parcela de sincero carinho...
No fundo da minha alma eu confio em ti e no teu amor. Gostaria, apenas, que ele se manifestasse mais vezes, que ele fosse mais alegre, mais efusivo e mais constante!

Por mais que a sua despedida seja por uma boa causa,
eu fico muito triste, pois você era o meu braço esquerdo.
Obrigada por me ensinar cada vez mais, obrigada pelos conselhos,
obrigada pelos carinhos, obrigada pelas surpresas.

Que nesse seu novo emprego, você possa desfrutar o máximo. Que Deus
te abençoe na entrada e na saída. E que seus novos amigos de trabalho
sejam maravilhosos quanto você.

Vou sentir saudades de você amiga, e não vai ser pouca não!
Te amo demais.

Cada dia é uma nova oportunidade para celebrarmos e usufruirmos de tudo o que a vida nos dá.