Era uma vez um velho muito velho, quase cego e surdo, com os joelhos tremendo. Quando se sentava à mesa
para comer, mal conseguia segurar a colher. Derramava sopa na toalha e, quando, afinal, acertava a boca,
deixava sempre cair um bocado pelos cantos.
O filho e a nora dele achavam que era uma porcaria e ficavam com nojo. Finalmente, acabaram fazendo o velho
se sentar num canto atrás do fogão. Levavam comida para ele numa tigela de barro e - o que era pior - nem lhe
davam bastante.
O velho olhava para a mesa com os olhos compridos, muitas vezes cheios de lágrimas.
Um dia, suas mãos tremeram tanto que ele deixou a tigela cair no chão e ela se quebrou. A mulher ralhou com
ele, que não disse nada, só suspirou.
Depois ela comprou uma gamela de madeira bem baratinha e era aí que ele tinha que comer.
Um dia, quando estavam todos sentados na cozinha, o neto do velho, que era um menino de oito anos, estava
brincando com uns pedaços de pau.
- O que é que você está fazendo? - perguntou o pai.
O menino respondeu:
- Estou fazendo um cocho, para papai e mamãe poderem comer quando eu crescer.
O marido e a mulher se olharam durante algum tempo e caíram no choro. Depois disso, trouxeram o
avô de volta para a mesa. Desde então passaram a comer todos juntos e, mesmo quando o velho derramava
alguma coisa, ninguém dizia nada.
É difícil suportar a dor da despedida, principalmente quando a partida é para nunca mais voltar.
Eu amo você hoje com a mesma intensidade do primeiro dia, e por isso mesmo dói tanto sentir que você anda tão ausente. E, às vezes, tê-lo tão distante chega a ser pior que não ter.
Eu me lembro com perfeição de como tudo era diferente. De como você fazia questão de estar sempre presente. De como você cuidava e se importava comigo.
Seus beijos eram ardentes, seus abraços apertados, sua atenção constante. E eu sinto falta desse homem com quem casei. Sinto falta do marido que me amava, que me presenteava com seu tempo, com sua dedicação sem que eu tivesse que pedir.
Continuo amando você, mesmo ausente, mas preciso que invista em mim, em nós. Eu preciso que você volte a ser quem foi, quem entretanto se esqueceu de ser: o homem que eu tanto amo, o homem com quem casei!
Não quero alguém que morra de amor por mim.
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto gostem de mim.
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível.
E que esse momento será inesquecível.
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém.
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho.
Olhe o dia amanhecendo e você vai sentir que, em quase tudo, há anjos tecendo o alvorecer.
Uns são raios de sol que vêm descendo, para iluminar o que de bom a gente sonha fazer.
Outros são canções suaves que quando em silêncio, a gente ouve em toda fonte que jorra, em cada onda que bate, em cada sopro de vento, em cada silvo selvagem, em cada bicho que corre, em cada flor ao nascer.
Eles são fontes de energia e proteção, presentes em seus planos, desejos, vontades, em tudo o que o amanhecer inspira.
Só que é preciso fechar os olhos para ver, e ouvir o coração dizendo que a gente é como gota de água, nesse mar imenso do universo, com o poder infinito de transformar o que é invisível em cores do arco-íris.
Acredite.
Cada manhã dá luz a um novo dia, mas é você quem faz nascer a alegria.