Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Eu estava sozinha o silêncio me fazia companhia, como a lua, as estrelas... A noite estava fria e triste, sentia em meu peito a dor da solidão e da saudade, era como espinhos de rosa a me machucar. Então começou a chover, as gotas da chuva misturaram-se às minhas lágrimas e o vento soprava em minha face a brisa do mar. Um raio desceu fulminante sobre a terra quebrando o silêncio e rompendo a escuridão, era como se a própria noite chorasse a sua ausência. Pude sentir por instantes o calor do seu corpo à me envolver em um último abraço, cheio de ternura e carinho, era o adeus... Adeus meu amado, enquanto as estrelas enfeitarem a noite e as rosas exilarem seu perfume eu me lembrarei do nosso amor!
Um menininho brincava no tanque de areia da praça naquela manhã de sábado. Tinha com ele sua caixa de carrinhos e caminhões, seu balde plástico e uma pá vermelha brilhante. No processo de criar estradas e túneis na areia macia, ele descobriu uma pedra grande no meio do tanque de areia.
O mocinho cavou ao redor da pedra, conseguindo desalojar a sujeira. Com muito esforço, usando as mãos, os pés e em todas as posições possíveis, ele conseguiu empurrar a pedra através do tanque de areia. Era um menino muito pequeno e a pedra, para ele, era enorme. Quando o menino alcançou a borda do tanque de areia, ele descobriu que mais difícil ainda ia ser passar a pedra sobre a pequena parede.
Determinado, o menininho empurrou, empurrou e empurrou, mas a cada vez que ele achava ter feito algum progresso, a pedra virava e rolava de volta para o tanque. O menininho grunhiu, lutou, empurrou, mas sua única recompensa era ter a pedra rolando de volta, esmagando seus dedinhos rechonchudos. Finalmente rompeu em lágrimas de frustração.
Durante todo o tempo, seu pai o observava de sua janela, aguardando o desenvolvimento de todo o drama. No momento em que as lágrimas caíram, uma sombra grande caiu sobre o menino. Era seu pai. Suavemente mas com firmeza, ele disse, – Filho, por quê você não usou toda a força que você tinha disponível?
Derrotado, o menino respondeu, – Mas eu usei, pai! Usei toda a força que eu tinha! – Não, meu filho, corrigiu o pai bondosamente. – Você não usou toda a força que você tinha. Você não me pediu ajuda.
E o pai do menino se abaixou, pegou a pedra e a retirou do tanque de areia.
Soa familiar? Todos temos pedras a mover, e precisamos ir diretamente ao nosso Pai para conseguir que o trabalho seja feito!
O tempo vai passando e se a gente deixar o cansaço tomar conta, a vida vai perdendo a graça. As dificuldades vêm e aos poucos a gente vai esquecendo de se emocionar. Incrível, mas a emoção vai ficando pra trás. Não vemos mais graça em nada e as coisas mais simples vão perdendo o significado.
Quando isso acontece, acho que tem uma saída. E a saída pra voltar a se emocionar é tomar como exemplo a criatura mais simples do mundo, a criança.
Imagine-se como uma criança fazendo a primeira viagem.
Uma criança quando viaja, vai na janela se emocionando com cada curva, com cada montanha, com as árvores da estrada, com os animaizinhos que pastam na beira da pista, encontrando nas nuvens formatos que só elas veem.
Uma criança quando viaja, dorme de repente, acorda chorando, logo para porque ali na estrada viu um coisa incrível ! O sol! Nossa, o sol, que nós vemos sempre e não nos emocionamos.
Há momentos da viagem em que chove e a criança fica feliz, porque essa chuva que faz o vidro embaçar virou uma lousa e ali se faz desenhos.
Nossa, uma criança se emociona e se surpreende com cada coisa... E por que a gente quando já adulto não se emociona também ? Porque já perdeu a graça, e quando perde a graça as coisas deixam de acontecer.
Então volte a se emocionar, porque se não há emoção não existe acontecimento, não existe resposta. A emoção te movimenta e leva você muito mais além...
Faça essa viajem ao seu interior e vá se emocionando com cada novidade... Volte a ser o que você sempre foi... Uma criança feliz...
Para você que convive comigo todos os dias quero lhe fazer uma poesia.
Agradecer por sua amizade que só me traz felicidade.
Que o Natal seja mais um marco de todos os dias que vivemos com solidariedade que eu arco tudo que já tivemos.
É mais um Natal que festejamos.
É mais um ano que chega ao final.
É mais um desejo que celebramos.
Afinal dividimos mais um Natal.
Que seja de paz e alegria.
Que seja repleto de harmonia.
Que venha o ano abençoado.
Que seja um ano iluminado.
Feliz Natal!