Não me recordo o nome do seu proprietário, e nem sei se ainda existe. Mas perto da ilha da Conceição, e Cabo Frio, existe uma estranha construção chamada Casa da Flor.
Quem primeiro me levou lá foi o músico Roberto Menescal. Trata-se de uma casa e um jardim construído com cacos de ladrilhos e vidros coloridos centenas, milhares de pedaços de louça.
Cinquenta anos atrás sonhei com um anjo, que me pediu que fizesse uma casa com cacos – disse o dono, um humilde lavrador local. Resolvi seguir o que o anjo dizia, e nunca mais parei.
Fiquei muito impressionado com o que vi, e resolvi levar alguns amigos para visitar o lugar. Entre eles, estava um espanhol, que vive em Barcelona.
-Muito curioso disse o espanhol. O maior arquiteto catalão, Anton Gaudí tem um trabalho exatamente igual a este. A única diferença entre Gaudí e o lavrador é que as casas e jardins do primeiro são reconhecidas pelo mundo inteiro como uma das mais importantes revoluções da arquitetura.
-Bem, nem sempre o Brasil dá o valor merecido aos seus... O espanhol me interrompeu:-E sabe o que mais? Diz a lenda que Gaudí iniciou este tipo de construção porque um anjo o mandou fazer isso. Você sabe qual a razão que fez este lavrador construir este lugar?
-A mesma razão. Talvez o mesmo anjo respondi. Mas desta vez falando com alguém cujos conterrâneos eram capazes de respeitar o resultado do seu trabalho.
Superar os momentos difíceis é sabedoria... Viver os momentos felizes é uma arte.
Que a felicidade a dois continue sendo o objetivo principal de suas vidas.
Que a caminhada seja longa e repleta de amor e compreensão.
Votos de felicidades!
Não preciso dizer o que quero
Sei o que você quer
Temos o mesmo desejo... a mesma tara
O tesão toma conta do nosso corpo
Quero sexo... só sexo, sem compromisso
Quero você na minha cama... nua
Quero sentir seu calor
Desejo o seu corpo como nunca
Suas curvas, seu beijo, seu gosto
Vamos delirar... delirar de prazer
Vamos gozar... como nunca gozamos
Quero te ver gozar, te ouvir gemer
Quero sexo sem compromisso com você!
Basta uma brisa da praia
Pra gente ficar com vontade de amar
Um vento ousado na saia
Revela o desejo guardado no olhar
Basta uma noite de lua
Pra gente ficar na maré da paixão
E quando a pele está nua
A gente descobre que a vida é um tesão
Tá na cara que a gente se ama
Tá na cara que a gente se adora
Tá na cara
Pra gente é desejo, é paixão, é loucura
É mais, é tara
Tá na cara que a gente se quer
Tá na cara que a gente se gosta
Tá na cara que essa loucura
Não passa, não pára jamais, não sara.
Conheço pessoas que afirmam que para ser feliz é preciso amar. Amar a família, os amigos, a terra, as árvores e até as alfaces. Sem esquecer, é claro, de um amor desses de tirar o fôlego e bater mais forte o coração.
Porém, já ouvi vários relatos de quem já amou muito, já teve seu coração saindo pela boca e mergulhou em abismo de paixões, de onde sempre demorava para emergir. Por isso mudaram o discurso e dizem que ser feliz é amar a si mesmo e proteger-se. Eles defendem que o melhor romance é aquele com data para terminar.
Num pensamento rápido, é interessante essa corrente. Todo mundo que tem medo de se envolver demais com alguém, poderia se atirar em paixões programadas para terminar antes que ultrapasse seu limite e comece a amar. Haveria apenas paixão entre os namorados, casais e amantes. Seriam todos ficantes, na verdade. A volta da poligamia. A extinção da traição. Mas fazendo uma reflexão maior, não sou adepto de paixão efêmera, que não possibilite o amor.
Talvez não seja tão pós-moderno ou nem moderno para entender esses amigos que pensam assim. Tampouco confiaria plenamente em alguém que não se entrega os próprios sentimentos e propusesse datar a minha paixão.
Elder Nunes Corrêa Junior