Porque amar é deixar ir na espera de que volte. Porque amar, acima de tudo, é querer a volta mesmo que, muitas vezes, voltar seja algo fora de cogitação. Porque por mais bonita que seja uma flor, arrancá-la é decretar sua morte sem que ela possa exercer seu direito básico de vida: a beleza. Então, se você ama, deixe ir. Amar não é possessão. Amar é apreciação.
Compreender os propósitos de Deus muitas vezes pode ser uma tarefa bem difícil, principalmente quando a tristeza bate na nossa porta porque acabamos de perder um ente querido. Lágrimas passam pelos nossos olhos constantemente e o vazio da saudade aumenta o sofrimento severamente.
Hoje a saudade nos faz mais uma visita, mas não vem acompanhada da tristeza como protagonista. Com corações mais confortados, dedicaremos este dia para relembrar os bons momentos que foram compartilhados e como a presença de uma pessoa tão querida foi capaz de transformar tantas vidas abençoadas.
Que a dor da nossa perda possa ser diminuída um pouquinho a cada dia e que daqui para frente esta ausência seja capaz de fortalecer ainda mais os laços da nossa família. O vazio que ficou jamais será preenchido, mas com a paz de Deus em nosso corações será bem menos difícil. O céu comemora hoje mais um ano da vida eterna de uma pessoa muito querida, que para sempre estará na nossa memória e influenciará eternamente a nossa história.
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Eu amo você, cara!
Quem eu sou? Não descreveria em mil páginas e nem em uma folha. Sou uma pessoa que um dia já amei e fui amada, já amei e não me amaram, não amei mas fui amada... Já fiz loucuras e me arrependi. Vivi momento feliz e alguns tristes, já desperdicei oportunidades de viver um grande amor. Conheci grandes amigos e péssimos colegas, já falei sem pensar e machuquei algumas pessoas, já me apaixonei apenas por um olhar, já ganhei grandes presentes de bons amigos e ganhei também inimizades por palavras mal ditas e historias não esclarecidas. Já menti por menti, já menti para proteger alguém. Escutei coisas que não devia e me magoaram por brincadeiras mal feitas. Sofri por uma pessoa que não me amou. Amizades que achei que fossem verdadeiras mas eram falsas... Resumo-me em poucas linhas pois se for falar de toda minha vida poderia escrever um livro...
Me definir é muito difícil. Às vezes pareço comum, às vezes singular. Sou bem assim: metamorfose ambulante. Adolescente em crise. Crises. De tudo o que você imaginar. O que mais valorizo no mundo? Amigos. O melhor sentimento? Felicidade. O melhor verbo? Amar. Conheço uma parte de uma frase, não sei o autor, mas ela define bem quem sou: viver é tentar ser feliz. É o que faço: vivo. E sim, me considero uma pessoa feliz, apesar de tudo. Depois de uma queda? Levanto e sigo em frente. Já desisti de contar os mil e um foras que dou. Vivo em busca de muitas coisas, mas já possuo a principal delas: a alegria. Uma companhia? Livros. Algo que te alegra? De novo os preciosíssimos amigos.
Bom, termino as ridicularidades desta minha descrição breguíssima com uma pergunta minha, e uma resposta fantástica, que se encaixa perfeitamente no meu caso.
Quem sou eu?
"Eu sou uma pergunta"
Clarice Lispector