Eu sou o vento
Aquele que vem sem ser chamado
E canta nas janelas quebradas
Dos sanatórios
Nunca estou próximo
Nem distante
Seco as roupas nos varais
Desfaço as nuvens
Arranco as velas dos barcos
Brinco com aviões de papel
Levanto as pipas coloridas
E as saias das mocinhas
Lunáticas mãos
Faca na manteiga
Acredite em qualquer coisa
Espere por ninguém
Eu sou o vento
Com pouco não me contento
Venho e vou
Sem rota ou destino
Tantas viagens
tantos telhados
Tantas histórias
tantos moinhos
Tantas ondas
tantos cataventos
Tantas cartas
tantos caminhos
Faço dançar o abraço das flores
E o beijo das fadas
Rasgo cicatrizes nas serras
Deixo sorrisos nos campos
Carrego segredos
Sopro bandeiras desfiadas
Derrubo as árvores
Descolo cartazes
Eu sou o vento
Aquele que nem bem chega
E já parte de repente
Feito um suspiro
Carlos Assis
Ainda hoje, olho pra você e vejo nos seus olhinhos a mesma alegria e esperteza que via quando você era criança.
É fascinante ver como o tempo passa rápido e principalmente ver como ele se torna indefeso diante de uma personalidade forte e carinhosa.
Estou certa que nem o tempo e nem as dificuldades serão fortes o bastante para modificar o seu jeitinho doce, e talvez por isto você continuará sendo sempre a minha garotinha.
Estar ao seu lado nesse dia e poder compartilhar desta alegria é saber que independente de qualquer coisa, continuaremos sempre ligadas pelos laços do amor e da família.
Gostaria de desejar mil coisas e dar meus conselhos e minhas dicas de mãe. Mas hoje quero apenas desejar que você tenha tudo que deseja e o seu aniversário seja inesquecível.
Você é a grande responsável por todos os momentos bons que vivemos em família.
Te amo, feliz aniversário!
Não posso suportar a dor
Não posso mais ficar sem você
Não posso mais o desejo esconder
Pois o amor aconteceu
Meus pensamentos são teus
Minha boca procura a tua
Meu sangue ferve
Meu corpo te pede
O mar reflete o teu olhar
Minha cabeça fica tonta
Arrepios me invadem
Fico louca de desejo
Quero teus beijos
Necessito tua presença
Preciso dos carinhos teus
Te preciso, pois você é meu.
Eu poderia aproveitar estas últimas palavras para recordar tudo o que aprendi aqui profissionalmente que me será útil futuramente. Mas, nesta experiência, o que eu levo de mais positivo são as lembranças do companheirismo e a amizade de todos vocês. Vou embora, por agora, mas levo comigo um grande sentimento de gratidão. Colegas como vocês serão sempre difíceis de encontrar. Muitas felicidades para todos!
- Por que você perde seu bom humor, fazendo essa confusão toda com seu cabelo? - perguntou meu pai, quando me encontrou chorando de raiva porque eu era muito menina, e não tinha a habilidade necessária para fazer o penteado em moda nos meus tempos de colégio.
- É a moda! - lamentei-me. - Só o meu nunca fica como os outros!
Olhando-me gravemente, meu pai ordenou: - Divida seu cabelo no meio, penteie-o para trás, e amarre-o como uma fita. Agora, use-o assim durante uma semana, e se metade das meninas de sua classe não copiarem você, eu lhe darei dez dólares.
Pensei comigo que ele era incrivelmente ingênuo. Dez dólares, porém eram uma fortuna a que não podia resistir, e o fiz.
Tivesse eu chegado à aula vestida com a camisola de dormir, minha agonia não teria sido maior. Mas quando a semana acabou, quase todas as meninas de minha classe estavam usando o cabelo separado simplesmente pelo meio, atado atrás com uma fita.
Meu pai disse, então: - Não seja vulgar! O mundo já tem bastante mediocridade. Nunca tenha medo de uma ideia própria, e, se ela for certa, siga para adiante com ela, sem se importar com o que faça todos os demais!
E, embora ele tivesse ganho a aposta, deu-me uma nota de dez dólares.