Beijo divino! e anseio, delirante,
Queima-me o sangue, enche-me o pensamento,
Não consigo descrever o sabor de seus beijos
invadindo minha boca e me dominando com o prazer mais suave e gostoso...
No mais puro êxtase, me encontro parado, perdido na sua boca
Quero te arrancar suspiros, te levar ao delírio,
Só para sentir com você o prazer.
Que tenho ao seus lábios explorar
Vamos ser loucos, vamos beijar sem parar e em qualquer lugar...
Deixando o instinto nos guiar, sem limites, sem regras e sem juízo!
Quero teus olhos a cobiçar-me,
Tuas mãos a tocar meu corpo ardendo de desejo
Você me excita e eu gosto, gosto muito... e enlouqueço com seus beijos
Sinto o poder de sedução que vem de teus lábios
entreabertos, provocadores...
Que me desnorteiam em teus braços...
Com seu beijo, tempo para...
E neste intervalo de tempo, só sinto a louca vontade
de mais um beijo!
Muitas vezes se ouve dizer que as mulheres falam demais. Mas não tem problema, porque o ouvido (seletivo) masculino escuta somente o que eu interessa. Preste atenção.
Quando a mulher diz: - Esse lugar está um bagunça, amor! Você e eu precisamos limpar isto. Suas coisas estão jogadas no chão e você vai ficar sem roupas pra usar se não lavá-las agora mesmo.
O que o homem escuta: Blah, blah, blah blah, Amor, blah, blah, blah, blah, você e eu, Blah, blah, blah, blah, no chão, blah blah, blah, blah, sem roupas, blah, blah, blah, blah, agora mesmo.
Percebe a diferença?
São muitas as pessoas que tentam explicar o que é o amor, mas poucas as que o conseguem demonstrar diariamente nas suas vidas. Vocês são o contrário, queridos tios, e a prova disso é que hoje celebram cinquenta anos de uma linda união.
É uma grande conquista para qualquer casal conseguir manter um relacionamento durante todo esse tempo. Parabéns pela união que vocês sempre demonstraram e que ela possa continuar por toda a eternidade!
Que sentimento – esse, que vocês sentem, meus filhos! Me sinto imensamente desiludida por ver meus filhos disputando tudo, se confrontando sem razão. Parecem rivais, não irmãos!
Estou cansada de tanta inveja. Que coisa feia, meus filhos! É que vocês sempre foram educados com amor, carinho e bons princípios – ideais de como tratar o próximo.
Na verdade, tenho esperança que essas brigas não passem de uma fase profundamente infantil, mesquinha! É que os dois são minha vida e deposito toda minha confiança em vocês, meus amores!
Quando o nosso filho Julinho tinha seis anos, estávamos atravessando um período de má situação financeira e só podíamos comprar o indispensável para viver. Alguns dias antes do Natal, dissemos a ele que não poderíamos comprar presentes nas lojas, para nenhum de nós.
Mas com imaginação e amor poderíamos brincar de presentear uns aos outros.
Assim, nós combinamos que cada um desenharia o presente que gostaríamos de dar aos outros da família. A ideia agradou e a partir desse dia começamos a trabalhar em segredo com muita alegria e sorrisos misteriosos.
Um carro verde para o papai. Uma pulseira e uns brincos para mim. Para o Julinho os presentes eram aqueles que recortávamos de algumas revistas. Os melhores presentes para ele foram um tenda de brincar de índio e uma piscina de plástico, desenhadas pelo papai.
O presente melhor do papai para mim foi a nossa casa dos sonhos, pintada à aquarela, branca, com janelas verdes e touceiras de flores no jardim. E o papai recebeu um punhado de versos meus, inspirados nas coisas tristes e acontecimentos alegres das nossas vidas.
Naturalmente não esperávamos nenhum "melhor presente" do Julinho. Mas, com gritinhos de alegria, ele entregou um desenho grande, feito por ele, com lápis de cor, dentro da mais pura "técnica surrealista". Era sem dúvida um grupo de três pessoas rindo: um homem, uma mulher e um menininho. Tinham seus braços entrelaçados uns nos outros de tal forma que pareciam uma só pessoa. Embaixo do desenho, ele escreveu apenas uma palavra: "Nós".
Foi, sem dúvida, um Natal de Amor.