Eu ouvi dizer que você está estabilizado
Que você encontrou uma garota e está casado agora
Eu ouvi dizer que os seus sonhos se realizaram
Acho que ela lhe deu coisas que eu não dei
Velho amigo, por que você está tão tímido?
Não é do seu feitio se refrear ou se esconder da luz
Eu odeio aparecer do nada sem ser convidada
Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar
Eu tinha esperança de que você veria meu rosto
E que você se lembraria
De que pra mim não acabou
Deixe para lá, eu vou achar alguém como você
Não desejo nada além do melhor para vocês também
Não se esqueça de mim, eu imploro
Vou lembrar de você dizer:
"Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere"
Às vezes o amor dura, mas, às vezes, fere, é
Você saberia como o tempo voa
Ontem foi o momento de nossas vidas
Nós nascemos e fomos criados numa neblina de verão
Unidos pela surpresa dos nossos dias de glória
Eu odeio aparecer do nada sem ser convidada
Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar
Eu esperava que você veria meu rosto
E que você se lembraria
De que pra mim não acabou
Nada se compara, nenhuma preocupação ou cuidado
Arrependimentos e erros, são feitos de memórias
Quem poderia ter adivinhado o gosto amargo
Que isso teria
Lá vem o gatinho
andando engraçado
com o rabo pra cima
bem esticado
Mamãe grita zangada
tira esse gato!
ele vai te arranhar
se ficar ao teu lado!
saio correndo
com o gatinho em minhas mãos
pobre gatinho mamãe...
eu digo baixinho
... ele já arranhou meu coração!
Se alguém te fala na rua, deitando lamentação, não passes despercebido, escute, que é nosso irmão...
Ouviste o parente em casa, gritando em voz de trovão, não te aborreças com isso, tolera, que é nosso irmão...
Transformou-se o companheiro... Agora, rixa, brigão. Não te afastes, nem censures, suporta, que é nosso irmão...
O amigo a quem mais estimas ofendeu-te sem razão... Não te dês ao derrotismo, Perdoa, que é nosso irmão...
Tiveste do adversário pedradas de ingratidão... Calando, segue servindo, desculpa, que é nosso irmão...
A quem te peça um favor, embora dizendo "não", sem grito ou aspereza, atende, que é nosso irmão...
Diante de todo aquele que sofre na provação, o Cristo pede em silêncio:
– AMPARA, QUE É NOSSO IRMÃO.
O meu coração sente dor...
Eu tanto pedi que ele fosse forte, que ele fosse um guerreiro.
Pedi que ele nunca perdesse uma luta para não me fazer sofrer.
Mas ele não conseguiu, ele foi fraco, mas eu vou tentar perdoá-lo.
Eu vou tentar explicá-lo que nem sempre é possível.
Nem sempre é possível prever as armas do adversário.
Nem sempre é possível prever os golpes que serão desferidos.
Vou dizer-lhe que tenha calma, que essa dor vai passar.
Ele há de entender que tudo isso lhe servirá como experiência.
Ele há de entender que tem coisas na vida que precisam acontecer.
Tem coisas na vida, que mesmo causando tristezas, precisam ser vividas. Ele há de entender, eu tenho certeza.
Ele há de entender que apesar de tudo, apesar de estar fragilizado. Está diante de algo que nunca pensou em viver.
Ele no fundo está diante de algo que não imaginava acontecer.
Ele foi um pouco ingênuo, mas eu hei de perdoá-lo.
Mas hoje eu acordei surpreso, porque o meu coração queria me dizer algo.
Ele me disse que está mais forte muito forte, mas muito arrependido.
Perguntei-lhe o porquê de tanto arrependimento, e ele me respondeu:
Estou muito arrependido porque lutei contra um sentimento.
Um sentimento que eu próprio, por merecimento devo conduzir comigo.
Desculpe-me por fazê-lo sofrer, disse ele.
Desculpe-me por não escutá-lo.
Somente hoje eu pude descobrir que lutei em vão, contra o que você mais queria viver.
Eu agora vou ajudá-lo.
Ajudá-lo muito, a viver esse VERDADEIRO AMOR.
Esta foi à forma que encontrei de te dizer: Vamos aproveitar o que nos for permitido.
Na Grécia antiga, Sócrates era um mestre reconhecido por sua sabedoria. Certo dia, o grande filósofo se encontrou com um conhecido que lhe disse:
- Sócrates, sabe o que acabo de ouvir sobre um de seus alunos?
- Um momento, respondeu Sócrates. Antes de me dizer, gostaria que você passasse por um pequeno teste.
Chama-se – "Teste dos 3 filtros".
– Três filtros?
- Sim, continuou Sócrates. Antes de me contar o que quer que seja sobre meu aluno, é bom pensar um pouco e filtrar o que vais me dizer.
O primeiro filtro é o da Verdade. Estás completamente seguro de que o que me vai dizer é verdade?
- Bem... Acabo de saber... - Então, sem saber se é verdade, ainda assim quer me contar?
Vamos ao segundo filtro, que é o da Bondade. Quer me contar algo de bom sobre meu aluno?
- Não, pelo contrário.
- Então, interrompeu Sócrates, queres me contar algo de ruim sobre ele, que não sabes se é verdade!
Ora veja! Ainda podes passar no teste, pois ainda resta o terceiro filtro, que é o da Utilidade.
O que queres me contar vai ser útil para mim?
- Acho que não muito.
- Portanto, concluiu Sócrates, se o que você quer me contar pode não ser verdade, não ser bom e pode não ser útil, então para que contar?
Este episódio demonstra porque era tão estimado.