Tudo o que vemos ao nosso redor não surgiu por acaso. Antes de cada invenção alguém teve o otimismo necessário para acreditar que era possível dar um passo em frente e criar algo novo. Esse alguém também era um ser humano como nós e ele conseguiu ficar gravado na história.
Se outros foram capazes, quem pode dizer que nós não seremos também? O mundo sempre precisará de mudanças e nós só precisamos de esforço e dedicação. Melhor é o pequeno contributo de um homem com esperança, do que a preguiça de alguém inteligente!
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola.
Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio.
Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível? Que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente?
Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência?
O ódio é também uma maneira de se estar com alguém.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam.
Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma.
A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua... Não estamos nem aí.
A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta.
Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Quando Cátia chegou em casa depois da escola, ela deu um beijo em sua mãe, agarrou um biscoito e foi para o piano. A mãe sorriu quando Cátia começou a tocar sua música favorita. Cátia adorava música e tocar piano.
Quando Cátia parou de tocar, ela foi até a cozinha. – A Lúcia convidou algumas de nós para jogar vídeo game hoje à noite. – ela disse – Eu posso ir?
– Acho que sim. – sua mãe concordou – A propósito, a Sra. Parker ligou hoje. Ela disse que gostaria que você tocasse na festa da escola de música, na semana que vem. Eu disse que lhe perguntaria, mas que eu estava certa de que você aceitaria.
– Ah, mãe! – Cátia exclamou com desânimo – Não quero fazer isto! Hoje à noite eu ligo e falo com ela.
Ela fechou a cara e saiu da cozinha antes que sua mãe pudesse protestar. A mãe suspirou. Apesar da habilidade e do amor de Cátia pela música, ela rejeitava qualquer proposta de tocar em público. – Tocarei quando eu for mais velha. Era o que sempre dizia.
Quando Cátia voltou da casa da Lúcia naquela noite, ela parecia triste. – Você não se divertiu? Sua mãe perguntou.
– Oh, sim. – Cátia murmurou – Mas sabe o que é? Nós estávamos no quarto da Lúcia e em cima da estante eu vi o colar eu dei para ela no seu aniversário. Ainda está na caixa! Quando eu dei a ela, ela disse que era bonito e que tinha gostado. Se ela realmente gostou, por que ela não usa? Eu gastei dois meses de mesada para pagar o colar que agora só fica guardado!
– Eu sinto muito. – a mãe respondeu simpaticamente – Talvez ela use mais tarde.
E, depois de uma ligeira pausa, adicionou, – Cátia, você não estará tratando o presente que Deus lhe deu da mesma forma que a Lúcia está tratando o seu?
– Como assim? Cátia perguntou.
– Deus lhe deu o presente da música, inclusive a habilidade de tocar piano. Você gosta de tocar em casa, mas como a Lúcia, você parece pouco disposta a "tirar seu presente da estante" e usar em qualquer outro lugar.
Cátia ficou calada e pensativa por algum tempo. Finalmente admitiu, – Acho que você está certa. Eu direi à Sra. Parker que aceito o convite.
Amar você é bom demais.
Sei que vivo porque não te esqueço e o carinho que me dás eu mereço! Mereço porque sempre foste para mim o eterno, o primeiro, o maior, o sem fim...
No coração guardo das canções a mais bonita, não pela harmonia ou a beleza da escrita, mas porque, de todas, foi a mais ouvida, a mais desfrutada, a mais sentida.
Sempre deste e hoje me dás tanta ternura, me dás a paz, a alegria, me dás a candura e me fizeste a mais feliz das mulheres.
Por isso terás de mim tudo que quiseres. A beleza do eterno, do sempre, do tudo, tão difícil de entender pelo resto do mundo, é tão simples para nós que nos queremos tanto e conservamos dos primeiros beijos o encanto.
Pensar só em ti é para mim prazeroso! Sentir teus braços em abraços é gostoso! Falar contigo, recordar, viver tudo novamente, saboreando o amor que nunca foi ausente, oferecendo-te, de mim, o que há de mais sagrado: o meu coração todo inteiro, de amor embriagado!
Você ainda nem partiu e meu coração já sente sua falta! É inacreditável como a amizade é algo que não conhece fronteiras quando o assunto é sentimento, é calor, é afeto.
Desejo que você tenha uma boa viagem e que o tempo passe bem rápido para encontrar seu abraço novamente. Não quero ouvir dizer que você vai embora, que vai partir. Tudo isso soa muito pesado. Prefiro apenas um até breve!