Há muitas pessoas que necessitam de vários motivos para permanecerem vivos. Para esses não há o instinto, somente o motivo. São aqueles que acordam já com diversas atividades programadas em mente, e se por um acaso algo não sair como o planejado, pode deixá-lo totalmente perdido.
Um café da manhã balanceado para continuar com o peso adequado, ter determinada profissão para manter certa posição social, ou ainda continuar casado pelos simples fato de ser mais fácil.
O que pode ter sido referido como motivação, neste caso não passa de estagnação. Quando fazer algo de uma forma diferente passa a ser tão distante que nem é mais lembrado, talvez toda essa falta de vontade deve ser repensada.
Obviamente é necessário um mínimo de planejamento, mas tornar tudo isso como uma prisão, sem a opção da liberdade dos pensamentos, pode ser transformado lá na frente em arrependimento. Todos os motivos que movimentam nossa vida devem ser sempre alterados à medida que são alcançados, mas se no meio do caminho percebeu que algum já não é mais válido, tenha a certeza que mais vale dispensá-lo.
Quando soube da sua doença meu coração ficou apertadinho, minha querida amiga. Mas depois lembrei a mulher incrível que você é, uma guerreira que nunca desiste de uma luta, e meu coração voltou ao normal.
Eu sei que você é muito forte, e que sairá vitoriosa dessa situação, mas ainda assim todos os dias vou rezar por você, todos os dias vou estar aí do seu lado, lutando com você ou apenas segurando sua mão.
Adoro você, minha querida, e sei que em breve estaremos brindando à sua saúde, mas até lá seu bem-estar é minha prioridade!
Você se foi! E agora tudo o que resta
São as coisas sem valor.
Todos os motivos foram poucos
Para manter você.
Qualquer barreira que eu colocasse
Seria fraca para deter você.
Juro, eu tentei! Mas descobri que meus
Braços eram curtos para abraçar você,
Minhas mãos frouxas para segurar.
Queria que soubesse que me alimento
Das nossas lembranças. E que cada
Lágrima que cai dos meus olhos
Leva consigo a última
Das minhas esperanças.
Olho à minha volta e parece que tudo
Aqui morreu!
Sem você o ouro virou pó.
Sem você a luz do sol desapareceu.
Desde a sua partida
Toda a alegria virou dor.
Posso garantir, só seu corpo consegue
Me aquecer.
Como eu posso lhe provar que
Só ao seu lado consigo viver?!
Peço-lhe uma última coisa... volte!
Faço de tudo para você voltar.
E se você ainda duvida
Vou lhe fazer acreditar.
Por você eu furtaria o canto dos pássaros,
Derreteria toda a neve do mundo.
E se você ainda acha pouco, por fim,
Eu faria até o planeta parar de girar.
Não me deixe continuar a viver assim.
Pois de todas as coisas que existem,
Eu quero simplesmente
Ter você de volta para mim!
A tirania do egoísmo é o principal desafio que temos para construir uma civilização à altura da real humanidade que representamos.
Nesse sentido, o assunto consiste em encontrar o lugar certo para o egoísmo, pois há uma utilidade para esse no esquema universal, assim como também há o problema decorrente do seu abuso.
Somos entidades cósmicas criativas, emanamos faíscas de Vida e as projetamos consciente e inconscientemente na realidade para moldá-la ao nosso bel prazer.
Esta é a utilidade do egoísmo. A inutilidade do egoísmo consiste em nos apegarmos tanto a esse processo e o identificarmos como próprio que perdemos de vista o vínculo com o Universo.
Afinal, a Vida não começa nem termina com nossas presenças, ressuscita, se preserva e autodestrói através de todos e de cada um.
Arauto do Futuro
Pressentindo que seu país em breve iria mergulhar numa guerra civil, o rei chamou um dos seus melhores videntes, e perguntou-lhe quanto tempo ainda lhe restava viver.
- Meu adorado mestre, o senhor viverá o bastante para ver todos os seus filhos mortos.
Num acesso de fúria, o rei mandou imediatamente enforcar aquele que proferira palavras tão aterradoras. Então, a guerra civil era realmente uma ameaça! Desesperado, chamou um segundo vidente.
- Quanto tempo viverei? Perguntou, procurando saber se ainda seria capaz de controlar uma situação potencialmente explosiva.
- Senhor, Deus lhe concedeu uma vida tão longa, que ultrapassará a geração dos seus filhos, e chegará a geração dos seus netos.
Agradecido, o sultão mandou recompensá-lo com ouro e prata. Ao sair do palácio, um conselheiro comentou com o vidente:
- Você disse a mesma coisa que o adivinho anterior. Entretanto, o primeiro foi executado, e você recebeu recompensas. Por quê?
- Porque o segredo não está no que você diz, mas na maneira como diz.
Sempre que precisar disparar a flecha da verdade, não esqueça de antes molhar sua ponta num vaso de mel.