Eu não acho as palavras. Eu sinto muito, mais do que consigo expressar. E isso se torna um veneno em certos momentos. Palavras ficam presas na garganta, matando por sufoco, e é triste morrer do seu próprio veneno.
E em meio ao desespero da ausência de palavras saírem da minha boca eu entro em pranto, eu choro, eu grito, eu fico sem saber o que fazer, mas me sinto melhor depois disso, embora não passe completamente.
Eu busco, busco uma forma de esvaziar emoções, situações, sentimentos, entre outros, mas elas (as palavras) continuam a fugir de mim. Talvez eu não tenha sido feito para explicar nada mesmo, apenas para sentir.
E sem perceber acabei falando o que anda me incomodando: eu não acho as palavras, ou talvez eu já as tivesse e sem perceber usei nos momentos errados, com as pessoas erradas.
Eu sinto muito!
Acredite nas Estórias
Quem se mantém longe da colmeia, com medo do ferrão das abelhas... não poderá desfrutar da doçura de seu mel.
Quem não coloca as mãos no roseiral, temendo ser ferido pelos espinhos... não poderá agradar alguém presenteando uma bela rosa.
Quem senta na grama, acovardado ante o desafio da montanha... não conhecerá a plenitude que se goza no cume.
Quem não acende o fogo, temendo queimar-se com as chamas... sentirá frio e não poderá usufruir dos benefícios da luz.
E quem não é capaz de dar e se doar... jamais gozará a felicidade de amar e ser amado.
Porque tudo que vale a pena... exige sacrifícios!
Disse um poeta que a palavra amor é uma palavra vazia, à espera de ser preenchida por alguém. É verdade que a palavra amor só faz sentido em nossa vida quando alguém desperta em nós o sentimento. Mas o amor é um sentimento raro, com uma conjugação complexa.
Como todo verbo, o amor tem os seus tempos... passado, presente e futuro, e todas as suas condicionais. O amor é também composto, intransitivo e, às vezes, intransigente. O amor é uma palavra simples, mas com significados e sentidos muito complicados. É uma palavra curta, mas onde cabe muita coisa.
O amor é como o tempo, todos nós sabemos o que é, mas se nos pedirem para explicar não conseguimos.
Quando Cátia chegou em casa depois da escola, ela deu um beijo em sua mãe, agarrou um biscoito e foi para o piano. A mãe sorriu quando Cátia começou a tocar sua música favorita. Cátia adorava música e tocar piano.
Quando Cátia parou de tocar, ela foi até a cozinha. – A Lúcia convidou algumas de nós para jogar vídeo game hoje à noite. – ela disse – Eu posso ir?
– Acho que sim. – sua mãe concordou – A propósito, a Sra. Parker ligou hoje. Ela disse que gostaria que você tocasse na festa da escola de música, na semana que vem. Eu disse que lhe perguntaria, mas que eu estava certa de que você aceitaria.
– Ah, mãe! – Cátia exclamou com desânimo – Não quero fazer isto! Hoje à noite eu ligo e falo com ela.
Ela fechou a cara e saiu da cozinha antes que sua mãe pudesse protestar. A mãe suspirou. Apesar da habilidade e do amor de Cátia pela música, ela rejeitava qualquer proposta de tocar em público. – Tocarei quando eu for mais velha. Era o que sempre dizia.
Quando Cátia voltou da casa da Lúcia naquela noite, ela parecia triste. – Você não se divertiu? Sua mãe perguntou.
– Oh, sim. – Cátia murmurou – Mas sabe o que é? Nós estávamos no quarto da Lúcia e em cima da estante eu vi o colar eu dei para ela no seu aniversário. Ainda está na caixa! Quando eu dei a ela, ela disse que era bonito e que tinha gostado. Se ela realmente gostou, por que ela não usa? Eu gastei dois meses de mesada para pagar o colar que agora só fica guardado!
– Eu sinto muito. – a mãe respondeu simpaticamente – Talvez ela use mais tarde.
E, depois de uma ligeira pausa, adicionou, – Cátia, você não estará tratando o presente que Deus lhe deu da mesma forma que a Lúcia está tratando o seu?
– Como assim? Cátia perguntou.
– Deus lhe deu o presente da música, inclusive a habilidade de tocar piano. Você gosta de tocar em casa, mas como a Lúcia, você parece pouco disposta a "tirar seu presente da estante" e usar em qualquer outro lugar.
Cátia ficou calada e pensativa por algum tempo. Finalmente admitiu, – Acho que você está certa. Eu direi à Sra. Parker que aceito o convite.
Você faz parte da minha vida desde sempre, e melhor irmã eu não poderia desejar. O sangue que nos corre nas veias não é igual, mas nem por isso o amor que nos une é menos forte.
Às vezes até esqueço que é minha irmã adotiva, pois pouco importa como, o que realmente importa é que tenho você como irmã, como amiga, como companheira de vida!
Tive muita sorte em ter ganhado você como irmã, e tenho muito a agradecer por tudo e pela pessoa maravilhosa que você é. Eu te amo, muito!