Estamos celebrando uma data marcante para nosso casamento. São nossas bodas de prata; são vinte e cinco anos, meu bem! Nem sempre foram momentos fáceis, alegres.
Tivemos instantes de tristeza e luta, mas nunca perdemos o amor e o respeito um pelo outro. Obrigada! Sim, obrigada, porque você vai sempre merecer minha gratidão.
Se você não existisse na minha vida, pode ter certeza que ela seria uma história com muitas páginas em branco e outras negras, escuras. Amo você por tudo, por nada! Simplesmente amo você; amo o homem da minha vida! Feliz Bodas de Prata, meu amor!
É normal esse efeito que só você consegue causar em mim? É normal essa abstinência quando você está longe? É totalmente normal eu sentir seu cheiro, sem que você esteja ao menos por perto? É normal sentir saudades 5 minutos depois que nos despedimos ou pensar em você desde a hora que acordo até a que vou me deitar? É normal, ou estou ficando louca? E tem essa vontade de te abraçar e nunca mais soltar. De te beijar, beijar muito. Tenho essa vontade de dizer o tempo todo o quanto te amo e preciso de você. É normal essa vontade? É normal eu sorrir só de ver seu sorriso? É normal, ou estou ficando louca? Louca de amor.
Um anjo apareceu em minha vida veio sem avisar queria em mim terra fértil para o amor semear.
Tão atordoado com a vida sem tempo até de sorrir não dei ouvidos ao anjo meu caminho continuei a seguir.
Mas caí no vazio sem carinho, sem amigos sem luz, sem calor como viverei sem amor?
Voltei onde o anjo estava e pedi que tornasse fértil o meu coração Sem amor tudo faltaria com amor, adeus solidão.
Não tem mais dúvidas que esse amor em mim pra sempre vai ficar, que eu vou parar o mundo toda vez que eu te beijar, que vou calar a boca de quem não acreditar no meu amor.
Um ancião entoava de alegria, a margem do caminho, e cantava um hino de louvor a vida.
Um passante pessimista, magoado com tanto júbilo, indagou-lhe agressivo:
– Por que tal felicidade? Será porque a morte já te espreita?
– Não é por isso, mas por outros três motivos, respondeu o idoso. Primeiro, porque num universo onde a vida entoa, só o homem pensa e eu sou um homem. Segundo, porque a dúvida que a tantos atormenta, não encontra agasalho em mim: sou um homem de fé. E, por fim, porque todos sabemos que o corpo é de breve duração e eu sou um homem que tem vivido muito. A morte, que a todos espreita em todas as idades, ainda não se recordou de mim. Quando, porém, chegar, será muito bem recebida. Tenho ou não tenho razão para ser feliz?