Termina o dia e a ti entrego meu cansaço. Obrigado por tudo e... perdão. Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos. Obrigado pela alegria que vi no rosto das crianças.
Obrigado pelo exemplo que recebi daquele meu irmão. Obrigado também pelas coisas que me fizeram sofrer...
Obrigado porque naquele momento de desânimo lembrei que tu és meu Pai. Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida, pelo meu desejo de superação...
Obrigado, Pai, porque me deste uma Mãe! Perdão, também, Senhor! Perdão por meu rosto carrancudo. Perdão porque não me lembrei que não sou filho único, mas irmão de muitos
Perdão, Pai, pela falta de colaboração e serviço e porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto. Perdão por ter guardado para mim tua mensagem de amor. Perdão por não ter sabido hoje entregar-me e dizer: "sim", como Maria.
Perdão por aqueles que deviam pedir-te perdão e não se decidem. Perdoa-me, Pai, e abençoa os meus propósitos para o dia de amanhã. Que ao despertar, me invada novo entusiasmo. Que o dia de amanhã seja um ininterrupto "sim" vivido conscientemente.
Boa noite Pai. Até amanhã.
Parabéns! Mais um ano juntos, meu amor! Estou imensamente feliz por ter você do meu lado, por contar com seu apoio permanente. Casar foi a mais linda das decisões da minha vida!
Aceitamos o amor que nos une perante o olhar atento do Senhor! Prometo amar e cuidar da sua felicidade, cumprir com todas as juras que fizemos e construir uma família de verdade. Amo você, meu bem!
Beijar...
Esse verbo que tantas e tantas bocas expressam, sentem...
Que nos faz delirar!
Delírios esses, que estremece nossa anatomia, pensamentos, suspiros...
Suspiros esses, que nos desliga do mundo real, fazendo-nos flutuar, levando-nos aos céus da felicidade!
Beijar...
Verbo magnífico, que renova cada célula de nossa anatomia, fazendo-nos renascer.
Beijar...
Verbo que expressa desejos contidos de dois seres em busca do prazer.
Prazer esse, que ao toque de duas bocas, tornam-se único na busca do tão desejado Céus.
Fazendo o plural em um magnífico singular, desejo único, completo!
Beijar...
Verbo que nos leva ao ÊXTASE!
Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada – apenas me ferem muito esses teus silêncios.
Juan ia sempre aos serviços dominicais de sua congregação. Mas começou a achar que o pastor dizia sempre as mesmas coisas, e parou de frequentar a igreja.
Dois meses depois, em uma fria noite de inverno, o pastor foi visitá-lo.
Deve ter vindo para tentar convencer-me a voltar pensou Juan consigo mesmo. Imaginou que não podia dizer a verdadeira razão: os sermões repetitivos. Precisava encontrar uma desculpa, e enquanto pensava, colocou duas cadeiras diante da lareira, e começou a falar sobre o tempo.
O pastor não disse nada. Juan, depois de tentar inutilmente puxar conversa por algum tempo, também calou-se. Os dois ficaram em silêncio, contemplando o fogo por quase meia-hora.
Foi então que o pastor levantou-se, e com a ajuda de um galho que ainda não tinha queimado, afastou uma brasa, colocando-a longe do fogo.
A brasa, como não tinha suficiente calor para continuar queimando, começou a apagar. Juan, mais que depressa, atirou-a de volta ao centro da lareira.
- Boa noite disse o pastor, levantando-se para sair.
- Boa noite e muito obrigado respondeu Juan. A brasa longe do fogo, por mais brilhante que seja, terminará extinguindo rapidamente.
O homem longe dos seus semelhantes, por mais inteligente que seja, não conseguirá conservar seu calor e sua chama. Voltarei à igreja no próximo domingo.