Somos poucos... temos nossas dúvidas, necessidades e receios, como todas as demais pessoas, todavia somos uma parcela que não se deixa enganar facilmente por políticos inescrupulosos; por uma Justiça capenga, morosa e ineficiente; por gananciosos mercadores da fé; por infames mercenários que deambulam pelos meios de comunicação. Embora sejamos poucos, não podemos nos deixar abater e nem jamais silenciarmos diante da podridão que assola toda Humanidade.
Hoje é dia de alegria e festa, pois o meu herói, o meu querido e amado pai completa mais um ano de vida. Feliz aniversário!
Espero que este dia traga muitas coisas boas e que seja tal como você deseja. E assim espero que sejam todos os outros dias da sua vida. Você merece ser sempre muito feliz, meu pai, pois é o melhor homem que algum dia conheci e foi e é o melhor pai que alguém pode sonhar ter.
Amo muito você, papai, e apenas desejo felicidade e que esta data se repita muitos e muitos anos. Parabéns!
Não, Marquito não sentia inveja dos meninos que tinham violões de verdade porque ele vivia sonhando que tinha um também. Ele fazia vibrar suas cordas invisíveis, com o rosto iluminado e os olhinhos brilhando de emoção. Havia quem achasse que Marquito era meio lelé-da-cuca.
Claro, era gente que não tinha imaginação suficiente para saber que "aquele" violão só podia ser visto (e ouvido) por outros sonhadores, como Marquito. Essas pessoas ignoravam também que ele não se conformava com a realidade que havia, vivendo a sonhar com a realidade que devia haver. Tendo seu violão imaginário como bandeira, Marquito via um mundo novo.
Um mundo em que as coisas são das pessoas que as entendem. E não só das pessoas que podem comprá-las. Ah, quanta gente tem um violão na sala de visitas servindo de enfeite, sem tocá-lo nunca! E lá ia Marquito dedilhando seu violão de sonho, tirando as músicas lindas que seu coração compunha. Depois, limpava-o cuidadosamente com uma flanela bem macia feita de nuvens. Ele o guardava com carinho numa capa cor de céu todo estrelado. Daí, ele pegava seu violão mais que exclusivo e o escondia debaixo da escada secreta que usava para subir ao seu paraíso particular.
As pessoas que não entendiam Marquito, tadinha delas, até pensavam em levá-lo a um psicólogo para saber se ele tinha alguma coisa. Como resposta, ouviam: "Não, ele não tem uma coisa, mas sonha com ela, e assim, faz de conta que a tem". Um dia, os que só sonhavam quando dormiam resolveram dar um violão de verdade para o menino que sonhava acordado. Ao recebê-lo, Marquito abraçou-se ao violão, comovido, e disse: "Obrigado. Agora tenho dois".
Ela era jovem, era inteligente, elegante e de uma simpatia discreta que cativava a todos, ainda que não de imediato. Foram poucos os anos em que tive o prazer de conviver com ela, e me arrependo de não me ter esforçado para estar mais tempo ao seu lado.
Em pouco tempo ela demonstrou ter qualidade de uma grande amiga. Fiel, dedicada e atenciosa, sempre disposta a ouvir e a conversar. Foram tantos cafés e conversas, às vezes mais ou menos descontraídas, porque tínhamos tantas preocupações. Tínhamos as preocupações que só os jovens se podem dar o luxo de ter...
Fazíamos planos para o futuro e trabalhávamos pensando em realizar nossos objetivos. Hoje penso que gastamos tanto tempo com coisas sem importância. Quem me dera ter sorrido mais ao lado dela, ter tido mais momentos de festa e alegria.
Eram tantos os sonhos, e pareciam tão próximos. Agora o que nos resta é a memória do seu rosto suavemente alegre, com um sorriso desenhado, e o brilho nos olhos de quem sabia o que queria.
Nós, amigos, o que podemos fazer é, em sua honra e memória, viver. Sermos felizes e vivermos a vida em sua homenagem, em homenagem àqueles que já não estão entre nós. É respeitar o nosso tempo de vida, dando o melhor que temos, como fez a nossa amiga. Que ela brilhe no céu junto às estrelas, onde estava destinado a ser o seu lugar na terra.
Você é um anjo. Você me cuida, me protege, me faz sorrir, me faz bem, me faz te querer cada vez mais e, principalmente, me faz te amar cada vez mais com uma facilidade imensa.