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Quem foi que definiu as medidas da beleza? Quem foi que disse que existe um padrão de beleza? E de onde tiraram que a beleza só se vê com os olhos?

Já dizia o poetinha, "as feias que me desculpem, mas beleza é fundamental!". Mas homem sensível que era, tenho certeza que não se referia a nenhum modelo de beleza em especial, mas sim à beleza que vem de dentro, ao charme e brilho natural que toda pessoa autêntica possui.

Quando uma pessoa é bonita por dentro, tem autoconfiança, espontaneidade e autoestima, a beleza brota de dentro para fora, brilha nos olhos e faz os olhos de quem a vê brilharem também!

Ora, beleza pode ter medidas rígidas, peso e altura, nas passarelas da moda. Mas na passarela da vida, a beleza real não segue a moda, segue o coração. A beleza é para quem tem olhos para ver.

Feias são as pessoas que acreditam em um mundo plástico de belezas padronizadas com medidas irreais. Feias são também as pessoas que não conseguem ver a beleza além da pele, da roupa, do corte de cabelo... Essas pessoas sim, são feias por dentro e tornam-se feias por fora.

Dois corações se quebram, se partem, ao perceberem que juntos não mais se satisfazem. Um nota que o outro não está dando carinho como antes. O outro nota que o jeito do olhar está diferente. Os dois se calam. Longo silêncio.

Tudo continua como se nada estivesse acontecendo. Mas os corações sabem que as coisas não estão normais. Os dias passam, as noites em claro demoram a passar, os pensamentos fervem, as lágrimas caem do olhar; e nada se resolve. Como contar?

Um coração não bate com a mesma intensidade de antes... O outro também não. Tudo é muito confuso. O beijo se torna vazio, o abraço frio, o olhar seco. E o silêncio atrapalha, e a verdade e o medo incomodam. A dor. A tristeza. Como contar?

Esse momento chegará, sim, e será duro como um momento no inferno. E as lembranças não se apagarão. Nunca! Dois corações que durante tanto tempo juntos encontraram dias de intensa felicidade, agora, separados, encontrarão dias de intensa agonia. Estar sozinho nunca é bom, e a solidão dói.

Hoje, nesta noite tão escura, um dos corações (o meu) toma coragem para dizer. Mas não liga. Prefere apagar a luz, dorme, sonha. E acorda, no meio da madrugada, com a lua vagando pelo céu. Chora, chora muito esse pobre coração. Vê que esse sentimento não tem fim. É apenas uma crise, um momento, uma fase. E passa.

E é exatamente nessa mesma noite que o outro coração (o dele), também chora muito. E também descobre que o sentimento é eterno. E amanhã, esses dois corações voltarão aos velhos tempos, e terão momentos de intensa felicidade. Porque se amam!

O corpo, envoltório da alma, que aí faz sua morada, é uma coisa finita; porém, a alma que o habita é invisível, imponderável e eterna.
O destino da alma depois da morte constitui o mistério dos renascimentos. Assim como as profundezas do céu se abrem aos raios dos astros, assim também os recônditos da vida se esclarecem à luz desta verdade.
Quando o corpo entra em dissolução, se a pureza é que o domina, a alma voa para as regiões desses seres puros que têm o conhecimento do Altíssimo. Mas, se é dominado pela paixão, a alma vem de novo habitar entre aqueles que estão presos às coisas da Terra. Assim, a alma, obscurecida pela matéria e pela ignorância, é novamente atraída para o corpo de seres irracionais.
Todo renascimento, feliz ou desgraçado, é consequência das obras praticadas nas vidas anteriores.
Há, porém, um mistério maior ainda. Para atingir a perfeição, cumpre conquistar a ciência da Unidade, que está acima de todos os conhecimentos; é preciso elevar-se ao Ser divino, que está acima da alma e da inteligência. Esse Ser divino está também em cada um de nós:
Trazes em ti próprio um amigo sublime que não conheces, pois Deus reside no interior de todo homem, porém poucos sabem achá-lo. Aquele que faz o sacrifício de seus desejos e de suas obras ao Ser de que procedem os princípios de todas as coisas, obtém por tal sacrifício a perfeição, porque, quem acha em si mesmo sua felicidade, sua alegria, e também sua luz, é um com Deus. Ora, fica sabendo, a alma que encontrou Deus está livre do renascimento e da morte, da velhice e da dor, e bebe a água da imortalidade.

Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma; cuidado com o que anda desabafando; conte até três (tá certo, se precisar, conte mais); antes só do que muito acompanhado; esperar não significa inércia, muito menos desinteresse; renunciar não quer dizer que não goste; abrir mão não quer dizer que não queira. O tempo ensina, mas não cura!

Durante longos e longos anos de minha vida caminhei, perseverante, através de tortuosas vias, tentando atingir o topo de uma montanha. Meu olhar estava sempre voltado para o alto. Fechava os olhos e minha visão espiritual sempre refletia aquele objetivo.
Muitas vezes os pés sangravam, os obstáculos eram tantos e tão dolorosos que meu olhar se voltava para baixo, sentindo-me invadido pelo desânimo e depressão.
Os olhos custavam a secar diante de tantas dificuldades, mas, apesar das lágrimas e do abatimento momentâneo, o olhar sempre retomava o alto, voltado à esperança e à fé no Pai.
Lá sempre foi meu objetivo. Era para lá que eu me dirigia. Era como se eu tivesse sido criado para aquilo. andar, andar, subir aquela montanha com o topo todo enevado.
Um dia lá cheguei. Meus cabelos e barbas estavam tão encanecidos tal o topo da montanha. Meus olhos brilhavam de alegria. Enfim havia conseguido meu intento.
Que bom, meu Deus, vitória, vitória, me sentia o maior vitorioso do mundo... Olhei ao redor... Olhei novamente... Meu Deus! Não havia ninguém, ninguém com quem comemorar. Ninguém.
Durante todo meu caminho, naquela senda dolorosa, mas perseverante, eu havia me perdido em meu ideal, havia me segregado.
Havia esquecido de mim mesmo e esquecido de todos. Não façam como eu, unam-se sempre como fazem todas as semanas para trabalharem juntos e atingirem juntos o ideal. Ninguém consegue nada sozinho. Ninguém sabe mais que ninguém. A união faz a força.
Que Deus nos ilumine!