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De todo o tipo de amor, o de mãe para seus filhos é, sem sobre de dúvida, o mais forte. O arrebatador. Esse sentimento é o que eu tenho por vocês, meus filhos, meus amores.

Fiquem sabendo – e sei passo a vida dizendo isso – que dava minha vida por vocês. Faria tudo, aliás, eu sei que faço tudo pela bem-estar de vocês. Essa é minha missão aqui. E é isso que me deixa em paz.

Sempre pedi a Deus que me desse filhos perfeitos. Nunca de forma estética, sabem? Mas por dentro. De coração. E Deus me ouviu. Vocês meus queridos, são, para mim, o rosto da graça que é a vida! O que mais posso pedir? Se pedir algo mais a Deus, estarei sendo ingrata! Ele já me dá tanto.

Sempre que me encontrarem alegre, feliz, por favor, se lembrem que a razão de toda minha sorte e alegria é a vossa existência. O resto são apenas pormenores!

Façam sempre o que sempre fizeram até hoje.
Amo vocês por serem como são.
Vossa casa é em meu coração.

Certa ocasião em alto mar, no meio da tripulação de um navio existia um marujo que pelo fato de ser crente, novo convertido, era motivo de insultos e zombarias por parte dos seus colegas.
Num belo dia, o capitão do navio, reunindo os marinheiros no convés, pegou uma luneta e, de um lado para outro, começou a olhar no horizonte. Olhava, olhava até que os marinheiros, curiosos, quiseram saber do que se tratava. Aí o capitão, tirando os olhos da luneta, dirigiu-se ao marujo crente e lhe disse:
– Olhei por todos os lados. Olhei e cansei de olhar, mas não consegui ver a Deus.
Então o marujo, levantando-se, tomou a Bíblia, e abrindo-a no livro de Mateus, capítulo 5, versículo 8, leu esta joia rara do amado Mestre:
"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus".
Jamais aquele capitão poderia ver a Deus. Os males do seu pecado o deixaram em trevas, a ponto de não poder enxergar a Deus e adorá-lo em espírito e em verdade.
Tais pecados não só impedem que Deus nos ouça as orações e estenda-nos as mãos para nos abençoar, como também impedem nossa própria visão das coisas espirituais.
Não é de admirar que exista muita gente que, apalpando espiritualmente, vive totalmente cega.

Milagre é quando tudo conspira contra, mas Deus vem de mansinho e com um sopro leve muda o rumo dos ventos.
Milagre é quando o incerto nos abraça depois de nos atingir cruelmente com sua fúria.
É quando respirar vira quase um suspiro de alívio e a vida devolve o sorriso como forma de retribuição por todo sofrimento.

Em tempos atrás viviam duas crianças, um menino e uma menina, que tinham entre quatro e cinco anos de idade. O menino chamava-se Amor e a Menina Loucura.
O Amor sempre foi uma criança calma, doce e compreensiva. Já Loucura era muito emotiva, passional e impulsiva, enfim, do tipo que jamais levava desaforo para casa. Entretanto com todas as diferenças as crianças cresciam juntas, inseparáveis. brincando, brigando... Mas houve um dia em que o Amor não estava muito bem, e acabou cedendo às provocações de Loucura, com a qual teve uma discussão muito feia.
Ela não deixava nada barato, estava furiosa como nunca com o Amor, começou a agredi-lo, mas não só verbalmente como de costume. A menina estava tão descontrolada que agrediu o garoto fisicamente e, antes que pudesse perceber, arrancou os olhos do Amor.
O Amor sem saber o que fazer, chorando foi contar à sua mãe, a deusa Afrodite, o que havia ocorrido. Inconsolada, Afrodite implorou à Zeus que ajudasse seu filho e que castigasse, Loucura. Zeus, por sua vez, ordenou que chamassem a garota para uma séria conversa.
Ao ser interrogada a menina respondeu como se estivesse com a razão que o Amor havia lhe aborrecido e que foi merecido tudo o que aconteceu. Embora soubesse que não fora justa com seu amigo, a menina que nunca soube se desculpar concluiu dizendo que a culpa havia sido do Amor e que não estava nem um pouco arrependida.
Zeus, perplexo com a aparente frieza daquela criança disse que nada poderia fazer para devolver a visão do Amor, mas, ordenou que Loucura estaria condenada a guiá-lo por toda a eternidade estando sempre junto ao Amor em cada passo que este desse. E até hoje eles caminham juntos, onde quer que o Amor esteja com ele estará Loucura, quase que fundidos numa só essência. Tão unidos que por vezes não se consegue definir onde termina o Amor e onde começa a Loucura.
E também por isso que usa-se dizer que o Amor é cego. mas isso não é verdade, pois o Amor tem os olhos da Loucura.

Sei que tenho andado muito ausente nos últimos tempos. Sei também que isso está errado, porque nem eu nem você merecemos minha ausência. Na verdade, mãe, eu preciso que você me desculpe. Preciso que você perdoe esse meu afastamento sem razão. Acontece que minha vida tem andado numa confusão e tem sido bem difícil conciliar todos meus afazeres.

Isso não é desculpa. Nada é motivo para eu ter andado tão desaparecido. Aconteceu porque aconteceu! Me desculpe, minha mãe! De hoje em diante eu quero voltar a estar presente em sua vida e em nossa união tão especial. Vou arranjar forma de dividir melhor meu tempo, de organizar minha vida de modo a cumprir todos os meus desejos, e pode ter certeza que passar mais tempo junto com você é uma das minhas maiores vontades.

Quero ter seu abraço de volta, preciso ouvir suas palavras de conforto! Necessito muito de ler em seus olhos toda a sabedoria de uma mãe. Anseio mais tempo junto de você para compartilhar tudo e ainda mais alguma coisa! Gosto muito de você. Beijo com saudades.