Não é fácil encontrar alguma vantagem quando perdemos algo, mas como tudo nesta vida tem um lado positivo, o melhor a fazer com certeza é focar exatamente nisto. Após o período de admissão e aceitação, é necessário colocar a tristeza de lado e começar a pensar nas melhores formas para viver o futuro.
Qualquer que seja a perda, sempre nos restará um espaço valioso para ser preenchido, mas nunca com a intenção de substituição, pois nem o pior dos sofrimentos devem ser totalmente descartados, mas sim tidos como bons aprendizados.
Quando o espaço vazio causado pela perda é detectado, cabe a você escolher o tipo de sentimento que irá ocupá-lo. Com uma perda sempre ganhamos mais um oportunidade de conhecer algo novo da nossa imensidade, novas sensações e comportamentos, que são pouco utilizados.
Temos que treinar o nosso coração para lidar da melhor forma possível com as adversidades da vida, para que nos momentos mais difíceis não seja tão duro encontrar uma boa saída.
Meu amigo, está chegando a hora em que a tristeza aproveita para entrar e todos nós vamos ter que ir embora para vida lá fora continuar.
Tem sempre aquele que toma mais uma no bar, tem sempre um outro que vai direitinho para o lar. Mas tem também uma sala que está vazia, sem luz, sem amor, sombria, prontinha para o show voltar.
E em novo dia a gente ver novamente a sala se encher de gente para a gente comemorar.
Sempre estamos à procura de justificativas para tudo que acontece na nossa vida. Nos esbarramos constantemente por muitos porquês, mas o problema é que as respostas para alguns deles são muito difíceis de obter.
É por isso que algumas pessoas têm a necessidade de acreditar que existe uma força maior, uma energia que pode influenciar a nossa vida, mesmo que a atuação desta força não seja muito bem compreendida.
Independentemente de religião, ou do nome que se dá a esta força maior, sentir a presença dela pode ser algo confuso para uns, mas indispensável e maravilhoso para outros. Quer chame Deus, Oxalá ou Guaraci, imaginar que não somos o centro do mundo pode nos trazer muitos benefícios, mas como tudo nesta vida, esta certeza também deve estar sempre em equilíbrio.
Talvez não devêssemos justificar tudo como um ato divino, nem também excluir totalmente a possibilidade de que esta força realmente existe. Na verdade mesmo, a nossa crença deve ser tida como algo privativo, mas livre de ser discutível, ninguém precisa ser dono da verdade absoluta, apenas ser feliz com aquilo que acredita.
Uma senhora entrou na loja disposta a pagar qualquer preço por um sapato novo, bonito e confortável. Experimentou um, calçou outro, e nada. Quando calçava bem, não era bonito. Se era bonito, não era confortável. Mesmo os modelos mais caros não agradavam, sempre faltava alguma coisa. Após experimentar uma enorme pilha, finalmente encontrou aquele que procurava. Macio, confortável e de modelo muito bonito.
– Achei! Quanto custa? – perguntou.
– Nada madame, esse já está pago – respondeu o vendedor – esse a senhora estava calçando quando entrou na loja. É o seu!
Estava tão novinho, macio e confortável que não parecia ser seu velho sapato. Sem saber o que dizer, constrangida, despediu-se do vendedor.
Quantas vezes, nos dispomos a pagar qualquer preço por um amigo alegre e jovial, que saiba cantar e tocar, e que esteja sempre disposto a nos acompanhar no clube, nas festas, enfim, o amigo de todos os momentos. Nessa ansiosa procura experimentamos pilhas de desilusões e não percebemos que bem pertinho de nós está alguém que já se amoldou tanto ao nosso modo de viver que parece nem existir.
Ouve, aceita, caminha conosco. Protege os nossos passos e o tratamos com descaso, como aquele calçado que usamos todos os dias e não cuidamos sequer de sua aparência. Nada de graxa protetora, nem ao menos um paninho úmido. No entanto, na hora da desgraça, na angústia e na doença, ele não desaparece e ressurge como um anjo salvador, brotando de baixo daquela enorme pilha de falsos amigos.
A teoria diz que os melhores calçados são aqueles de maior custo, mas a prática mostra que os melhores amigos são aqueles que recebemos gratuitamente. A verdadeira amizade, mesmo após muitos anos de uso, parece sempre nova. Alguns pequenos arranhões são facilmente reparados com uma escova de brilho. Algumas escovadinhas e reaparece o brilho do respeito e da compreensão. Reaparece o brilho do perdão.
Passamos quase a vida toda à procura da felicidade, desejando às pessoas queridas, sempre esperando ela chegar como se fosse algo inalcançável. Mas será que é mesmo tão difícil assim ser feliz ou somos tão exigentes ao ponto de não enxergarmos a presença da felicidade?
Às vezes o problema está na definição do que pra gente é felicidade, como nem sempre o que nos leva a ser feliz é definido fica muito mais difícil obter algo que não é conhecido. O primeiro passo para encontrar a felicidade é se perguntar o que te faz feliz, sabendo isso já está a meio caminho de conquista-la.
Desta forma você irá perceber que nas pequenas coisas pode também ser encontrada a felicidade. Não necessariamente está no carro importado, ou naquele emprego tão desejado, muitas vezes pode estar em um simples abraço bem apertado.