Neste momento,
penso em você e então
quisera me transformar em vento.
E se assim fosse,
chegaria agora como brisa fresca
e tocaria leve sua janela.
E se você me escuta e
me permite entrar,
em você vou me enroscar
quase sem o tocar.
Vou roçar nos seus cabelos,
soprar mansinho no ouvido,
beijar sua boca macia,
o embalar no meu carinho
Mas eu não sou vento...
Agora sou só pensamento e
estou pensando em você.
E se abrir sua janela,
eu estou chegando aí,
agora...
neste momento,
em pensamento...
no vento.
Roberto Shinyashiki
PAI!
Hoje, lembrei dos momentos juntos, dos momentos ausentes...
Das conversas ao vento...
Sinto tua falta...
Da tua voz...
Do teu sorriso franco...
Da tua mão segurando a minha...
Onde estas pai?
Em que estrela ou dimensão te encontras...
Quero revê-lo, toca-lo...
Repousar em teu colo...
Voltar a dizer baixinho só para o senhor...
TE AMO MEU PAI...
Ainda iremos lembrar do aniversário uma da outra. Vamos recordar o primeiro menino que a outra beijou... Vamos lembrar do primeiro amor e o que mais fez a outra sofrer.
Vamos lembrar também dos castigos compartilhados, das broncas que as duas levaram juntas e dos medos que passamos.
Não iremos esquecer dos porres que tomamos (e que ainda estão por vir) e nem das atrapalhadas que no outro dia, nos fez dar risadas por horas. Iremos recordar das festas, dos outros amigos e do tempo da escola.
Lembraremos de quando uma chorou no ombro da outra desconsolada, onde as duas terminaram chorando por algo que nem era tão difícil de ser enfrentado.
Iremos ver as fotos de antes, da felicidade estampada em nossos rostos e vamos sentir a saudade apertar no peito e se tornar pior ao sabermos que tudo aquilo não irá voltar mais.
Daqui 50... 60... 70... 80... 100 anos... Nem que não estejamos juntas, nunca iremos esquecer uma da outra!
Talvez nós ainda não saibamos, mas eu vou amar você. Talvez eu não perceba, mas eu vou adorar a sua companhia. Talvez você não tenha sentido, mas eu vou gostar de sentir você. Talvez eu nunca fale, talvez eu fale, ou então, talvez eu ache que é só amizade. Mas, entre as indas e vindas, saiba que talvez eu seja tua.
Lembra de quando a gente ficava falando de nosso casamento atingir a meta da boda das flores? Hoje é o dia! Parabéns, meu bem! Quatro anos de matrimônio. Mais de mil dias de felicidade.
Todo casamento passa por tempestades mais ou menos tumultuosas, e passa por dias de sol mais ou menos brilhantes. Todos os momentos de vida de nossa relação tem sido imensamente verdadeiros. Isso para mim é o fundamental, porque em qualquer união, a honestidade, a par com o respeito, são absolutamente imprescindíveis.
E a gente tem isso. Nosso casamento tem isso – franqueza.
Mal posso esperar pelas bodas de madeira. São já para o próximo ano.
Cada ano é uma conquista. Nunca pela dificuldade, sempre pelo amor.
Na verdade, nosso casamento é mais do que amor. É já resultado do amor! O que está sendo feito pela gente tem um valor inestimável. Criar uma família – como a gente tem feito, é uma tarefa ao nível dos amantes mais francos. É uma ambição sem limites.
O que a gente construiu nestes quatro anos é sinal de força. É sinal de união.
Vamos festejar.