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Que uma borboleta
Sorrateira entrava
Em meu quarto e
Ligeiramente voava
P'ra dentro de mim

De repente
Surgiu do Nada
Um campo vazio e quente
Que não tinha fim

A borboleta surgiu parada
Mesmo fronte a mim
E linda flutuava
Com asas de cetim

Subitamente
Quis capturá-la
Tê-la sempre
Perto de mim

Num impulso
Pensei que a apanhava
Mas que estranho
Como me enganava
Que ela fugia de mim

De repente
O campo transformou-se
Em Nada
Um Nada que não tinha fim
E dei por mim assustada
No meio do escuro
E do Nada em
Que muito queda e parada
Procurava por mim

Foi quando vi
Que ao fundo flutuava
A borboleta sublime que esperava
E para lá corri

Surpresa inesperada
Que enquanto corria
Do infinito Nada
Surgia
A cada passo que dava
Cor e música e som
O próprio solo que pisava
Flores e campos
Um mundo infindo enfim

E a borboleta bela continuava
Levemente voava
Para o infinito sem fim
E eu corria e não cansava
E o mundo Surgia de mim!

A criação do ser humano é uma das coisas mais inteligentes, mas em meio a tantas maravilhas que Deus o criou, podemos analisar que o "homem" tem suas falhas, as quais nos deixe fracos, tristes, incompreensíveis.
Deus observou que as nossas fraquezas haveria necessidade de algo especial, ou melhor, alguém especial, mas quem?
Foi aí que surgiu seu Filho Jesus Cristo e disse: - Eu posso, envia-me e darei ao homem uma nova vida, um rumo diferente em meio a tantas diversidades.
E assim Deus por meio de Jesus nos deu a garantia de nos tornamos seres amáveis, inteligentes, livres e capazes de ter um encontro com o nosso criador, Deus um dia. Por isso existe uma grande sabedoria e essa sabedoria vem do dono dela - Deus!

A alegria de trabalhar, servir, ser útil.
Isto também se chama Esperança.
Deus dá a cada um de nós o tanto de esperança, necessária para enfrentarmos as situações da vida.
A esperança se fortalece ainda mais, se bem compreendida a Lei do Amor, mas pode adormecer, por falta de regar, como se fosse uma planta.
É o que nutre nossos corações e nossas mentes, para passarmos pela vida, com muita suavidade, com mais conquistas, vivendo o momento a cada tempo.
Faz de cada um, um ser diferente do outro, porém com os mesmos anseios.
Os que se afinam, e observam, percebem nos seus semelhantes, esperanças redobradas para superar os obstáculos.
Esperança é alegria.

Passo os dias olhando para um jardim que não é meu. Olho para a grama, sempre verde, mesmo quando as folhas vermelhas do outono começam a cair. Não importa as cores do jardim, a grama está verde. Na primavera, as flores enchem os olhos de quem passa de alegria, no verão a luz do sol deixa tudo mais claro e resplandecente e, mesmo no inverno, os dias gris não tomam conta de grama. Sempre que me sinto triste, vou até a janela e olho para aquele jardim. Indago-me se naquela casa não há tristeza. Será que não há um único dia em que não se esqueçam de regar a grama?

No jardim que não é meu, e onde a grama é sempre verde, há muitas borboletas. Elas estão sempre por lá. São de todas as cores, e às vezes fundem as suas asas com pétalas azuis das flores. Naquele jardim há também frutos, muitos frutos, verdes e maduros. Às vezes irrito-me porque alguns frutos caem das árvores, apodrecem e nunca são recolhidos. Mas depois, lembro-me dos pássaros bicando-os e vejo as cascas dos frutos desaparecem no solo.

Aquele jardim, tão vivo, não é meu. Naquele jardim há cor, há vida, há idas e vindas. E a grama é sempre verde. O meu jardim é um pequeno e inabitado jardim de inverno. Mas não cultivando a grama verde, nem as flores, nem as borboletas, à distância, assumo ser belo o canto dos pássaros.

Saudade, quanta saudade daquele tempo de outrora onde o amor era tão grande que do peito, rolava pra fora...
Amor de pai, de mãe, de irmãos, de amigos... Meu Deus, como era bom ter isso comigo!
Correr pelos campos, subir em árvores, pega-pega, pular corda, fazer bolinha de sabão... Brinquedos, quase não tinha não... Mas tinha meus gatinhos, cachorro, macaco, passarinho... Lembrar disso agora e voltar a tê-los comigo...
Se pudesse voltar ao tempo queria tudo igual, ser uma criança humilde, mas ter tudo novamente, pai, mãe, irmão, amigos... E meus bichinhos queridos.
Essa saudade da minha infância vou trazer sempre comigo.