Quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessita de comida... Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água...
Quando tiver frio, dai-me alguém que necessite de calor... Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo...
Quando minha cruz parecer pesada, dai-me compartilhar a cruz do outro... Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado...
Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos... Quando sofrer humilhação dai-me ocasião para elogiar alguém...
Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo... Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha...
Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender... Quando pensar muito em mim, voltai minha atenção para outra pessoa...
Tornai-me digno, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje...
Posso ter um mundo de indecisões, mas de uma coisa tenho certeza: nossa amizade é uma bênção!
Na vida existem dois caminhos, o da individualidade e o da coletividade. O primeiro caminho é uma estrada sem saída e repleta de solidão e insucesso. Mas o trilho da coletividade, da cumplicidade, da sociedade entre pessoas tem sempre consequências ricas de aprendizagem.
É por isso que o trabalho em equipe acaba sempre por dignificar cada pessoa e o grupo. Trabalhar em equipe é o primeiro passo para alcançar sonhos e ideais de todo o gênero – até os impossíveis!
Não importa o tamanho da montanha, o comprimento do mar, a largura da margem de um rio; nada importa, nada interessa se todos estivermos com o pensamento na mesma direção!
Boa noite, Pai.
Termina o dia e a Ti entrego o meu cansaço.
Obrigado por tudo e perdão.
Obrigado pela esperança que hoje animou meus passos.
Pela alegria que vi no rosto das crianças.
Obrigado pelo exemplo que recebi dos outros.
Obrigado também pelo que me fez sofrer...
Obrigado, porque naquele momento de desânimo
Me lembrei de que Tu és meu Pai.
Obrigado pela luz, pela noite, pela brisa, pela comida,
Pelo meu desejo de superação.
Obrigado Pai, porque me deste uma mãe
Compreensiva e carinhosa.
Perdão também, Senhor...
Perdão por meu rosto carrancudo.
Perdão porque me esqueci de que não sou filho único,
Mas irmãos de muitos.
Perdão Pai, pela falta de colaboração,
Pela ausência de espírito de servir.
Perdão porque não evitei aquela lágrima, aquele desgosto.
Perdão por ter aprisionado em mim a Tua mensagem de Amor.
Perdão porque não estive disposto a dizer "sim", como Maria.
Perdão por aqueles que deveriam pedir-Te perdão
E não se decidem a fazê-lo.
Perdoa-me Pai, e abençoa meus propósitos para o dia de amanhã.
Que ao despertar, me domine um novo entusiasmo.
Que o dia de amanhã seja um contínuo "sim", numa vida consciente.
Boa noite Pai, até amanhã.
A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas. Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado. Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida, que seja parte de si mesmo, mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio.
Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser, sem os inconvenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem connosco.
E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma. Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol. E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem. Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.
E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços, quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, a partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma. E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho. E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.
Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante. Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível. E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.