A amizade é como um navio no horizonte.
Nós o vemos, cortando contra o céu, e em seguida ele avança, desaparece de vista, mas isto não significa que não continuará.
Essa amizade é linear.
Ela se move em todas as direções, nos ensinando sobre nós mesmos e sobre cada um de nós.
É por isso que no transcurso de fortes amizades, estaremos presentes um para o outro, mesmo que, nem sempre, estejamos visíveis.
Não pretendo o mundo nem alcançar sonhos gigantes; seu amor eterno é tudo que desejo. Te amo, meu bem!
Uma hora tu vai sentir minha falta, vai sentir o meu perfume do nada, vai ficar com saudade do jeito que eu te amava, e vai ser tarde.
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Era meu amigo, leal companheiro e confidente Com quem eu conversava de forma transparente Sem reservas e tão cheia de confiança...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Você que me fez de novo ser criança Levando-me de volta à longínqua infância Suscitando o extravasar do meu "porão"...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Que soube sondar como ninguém meu coração Que ocupou espaços vazios e me fez plena Que me refletiu e fez a vida valer a pena...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Que era todo o meu entusiasmo e inspiração Que fez nascer rascunhos em verso e prosa Que soube despertar a mulher amorosa...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Que sempre, sempre se importou comigo Que nunca me negou o ombro amigo Na hora dos meus impasses, dúvidas, aflição...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? A quem, do Sousa, eu enviava um hino E na troca, da Amália, eu recebia um fado Em doces permutas, tão do nosso agrado...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? De cuja amizade eu tanto me orgulhava Pelo seu modo de ser que eu tanto adorava E como joia rara, no peito eu te guardava...
Cadê você, homem, o que foi feito de ti? Que silenciou de repente qual se tivesse morrido Ou será que fui eu que morri (em ti) sem ter percebido Procurando-te em vão, entre lágrimas e gemidos...
Mas, homem, noto agora que já estou meio morta Apesar do derradeiro rascunho, você já não me importa Porque na verdade, você nunca existiu Foi tudo engodo, miragem, alucinação Porque amigos verdadeiros não nos deixam na mão E mesmo que tenham que ir embora Pelos ditames do destino e pelo apelo da hora, Avisam-nos da partida, deixando uma doce saudação...
Eu me apaixonaria quantas vezes fosse necessário. Por você vale a pena fazer aquelas loucuras de amor que a gente ouve por aí.