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Um homem sempre resmungava e reclamava da comida que sua esposa estava colocando à mesa.
Servida a refeição, ele orava em agradecimento.
Um dia, depois de sua rotineira reclamação combinada com a oração, sua pequena filha perguntou, - Papai, Deus nos ouve quando oramos?
- Que pergunta! É claro! Ele respondeu.
- Deus nos ouve toda vez que oramos.
- E ouve tudo o que nós dizemos o resto do tempo?
- Sim, cada palavra. Ele respondeu, animado já que tinha inspirado sua filha a ser curiosa sobre questões espirituais.
Ela pensou por uns instantes e, inocentemente, interroga, - Então, em qual Deus acredita?
E você, tem resmungado muito?

Você é o marido número um! O melhor que existe no mundo. Tenho certeza que qualquer mulher desejaria ser casada com alguém tão especial como você. Sinto que devo tudo, porque alcancei meus sonhos junto de você e com sua ajuda, com seu apoio incondicional.

Sinto que sou amada; sei que sou respeitada! Isso não tem preço. É algo único, é algo maravilhoso. É a minha vida! Obrigada por me fazer feliz, meu amor!

Minha amiga Mildred fazia progresso, recuperando-se lentamente de um derrame cerebral. Ela ainda lutava para sentar-se direito e para falar.
A cada vez em que eu a visitei no asilo, as linhas de frustração em seu rosto estavam um pouco mais profundas. A frase que ela mais pronunciava era, - Por que?
E nada que eu dissesse trazia-lhe conforto. Lutei também. Em minhas orações eu pedi, - Senhor, como posso ajudar?
Certa noite me despedi de Mildred e fui jantar com minha mãe. Fui ao banheiro lavar as mãos e notei algo peculiar: uma longa faixa de papel higiênico cobria boa parte da bacia da pia.
- Mãe, o que este papel está fazendo aqui? Perguntei.
- Havia uma aranha na pia. Ela deslizava toda vez que tentava sair e eu quis ajudá-la, então eu fiz uma escada.
Minha mãe respondeu.
- Acho que funcionou. Ela não está mais aqui. Respondi.
Retirei a "escada", pensando em minha amiga Mildred. Ela estava presa também, e eu já tinha trabalhado muito tentando levanta-la. Talvez o que ela precisasse fosse mais como o que minha mãe tinha oferecido à aranha.
Em minha visita seguinte, Mildred outra vez perguntou, - Por que?
Eu não tentei achar uma razão. Eu peguei em sua mão e, no silêncio, eu vi como a amizade pode ser uma escada. Palavras ou explicações deixaram de ser necessárias, apenas a simples confiança da amizade e minha amiga Mildred percebeu que não encararia sua luta sozinha.

Estou apaixonada:
Por aquilo que és...
Por aquilo que queres ser...
Porque é alegria...
Porque és forte...
Porque um dia me mostrastes pelo teu sorriso,
pelo teu cheiro, que me persegue o dia inteiro...
Porque quando chegas tudo começa...
Porque quando vais, nada mais me interessa...

Te Amo!

Querida mãe, você se foi, para sempre e para longe de mim... Em cada lembrança, física ou não, da mulher incrível, da mãe maravilhosa que você foi, pesa uma saudade impossível de suportar.

Você partiu, minha querida mãe, mas para sempre viverá no coração deste seu filho que tanto a amou e ama. E eu prometo que até ao final dos meus dias eu vou lembrar quem você foi e nunca deixarei de a honrar e homenagear!