Para que a língua não profere palavras tão ferinas,
E atinja, sobretudo, a quem não se deseja.
É suficientemente necessário que se analise
Profundamente o sentimento antes de falar.
Para que não haja comparação,
Na sua maneira de falar com a sua maneira de ser ou agir.
Um homem perde seu machado. Ele desconfia do filho do vizinho e começa a observá-lo. Seu andar era o de um ladrão de machado; seu modo de falar correspondia perfeitamente ao de um ladrão de machado. Todos os seus movimentos e todo o seu ser exprimiam claramente o ladrão de machado.
Ora, ocorre que o homem que havia perdido o machado, ao cavar por acaso a terra no vale, topou com esse instrumento de trabalho.
No dia seguinte, ele observa novamente o filho do vizinho. Todos os seus movimentos e todo o seu ser deixaram de ser os de um ladrão de machado...
Não sou nenhum anjo, sou filho da vida.
Deus me enviou à terra com uma missão.
Só ele pode me deter, os homens nunca poderão.
E quando eu morrer todos vão chorar, todos vão sofrer.
Mas um louco fazendeiro me transformará em um lindo pé de maconha.
Passará por mim me comprará, me fumará.
E verá que mesmo depois que morrer, continuo fazendo a sua cabeça.
Bob Marley
Quanto mais tento esquecer, mais percebo que preciso de você, do seu olhar, do seu sentir, do seu agir, do seu sorriso.
Quanto mais engano meu coração de que é só uma simples paixão, mais ele deseja você, pois é você quem ele ama, quem ele quer, quem ele deseja, para sempre!
Quanto mais tento convencê-lo de que é somente um adeus, mais ele sente a certeza do que o nunca mais apareceu...
Perdoe-me a falta de romantismo
Mas, preciso dizer, minha preferência recai sobre amores reais.
Nada fantasiado me atrai.
Não preciso de lençóis de seda, cavalos brancos ou anéis de prata.
Embora ache belos muitos tipos de aliança
A única coisa que elas me lembram é que não preciso delas.
Perdoe-me a falta de jeito
(E que esta não se confunda com falta de amor)
Mas não sou dada a declarações fervorosas.
Demonstro afeto no cotidiano, nos pequenos gestos,
no estender a mão quando tu precisares.
Sou útil, mas nem sempre meiga. Assim me expresso.
Perdoe-me também a ausência de choramingos.
Se me fizeres chorar
Entenderei que é hora de nos afastarmos.
Não quero ninguém ao meu lado por insistência.
Amor de verdade, pra mim, é antes de tudo digno.
Perdoe, ainda, minha necessidade de ficar só.
Ela nasceu comigo, antes de tu existires como tal em minha vida,
e em nada ameaça o que sinto por ti.
É apenas eu sendo quem sou.
E mesmo na minha solidão, tu estás lá, sublime.
Não preciso de companhia urgente:
te recebo em minha vida porque gosto de ti. Simples assim.
E, por último, mas não menos importante
Perdoe-me por não te idealizar.
Apesar de meu silêncio, vejo teus defeitos com lupa, em detalhes,
e escolho ficar contigo pelo que és, não pelo que eu gostaria que tu fosses.
Não importa o que eu gostaria ou não:
embora eu não despreze os sonhos, o que sinto ecoa na realidade.
É dela que eu vivo.
Juliana Davi