Árvore: - Preciso que me ouças com paciência! Não nos analise como os outros nos fazem. Querem nos sentir apenas como objetos de consumo imediato. Permita-nos o tempo para amar! Dá-nos o tempo da oferenda!
Humano: - Entendo o que queres me dizer; não somente te criei, te vi crescer, como sempre te quis muito! Mesmo que não saibas, estive do teu lado quando sofrias agressões em teu tronco, para mais cedo produzires. Vi tuas lágrimas correndo; elas secaram, sei, mas ainda estás marcada, e sofro vendo os teus estigmas.
Árvore: - Sabemos! Nem todos são insensíveis. A dor física foi superável à dor do meu Ser naquela hora. As feridas cicatrizam, os tecidos se recompõem, as células se renovam, mas a dor do Ser, perdura. Todavia, compreendemos.
Humano: - Compreendem? Como compreendes?
Árvore: - Os Homens têm a pressa da colheita. Perderam muito do sentimento da doação, e a paciência na espera. Querem muito cobrar, na volta do pouco que dão, e podem um dia, pouco receber! Nós nos suprimos apenas com o que a Natureza pode nos oferecer, e doamos tudo que recebemos, no tempo certo. Os Homens, perderam o sentido do Existir; "Existem só para viver, para colher", por isso nos agridem, pelo muito desejarem se abastecer.
Nossos ciclos são simples e perfeitos. Somente o receber, o doar e novamente nos nutrir. A Vida quer com todos se harmonizar, mas os Homens estão apenas vivendo, esquecendo de Existir. A Natureza pode um dia, deles também esquecer, deixando de os prover.
Ele estava passando suas compras pelo caixa do supermercado. A caixa de leite era pesada, então ele perguntou: – É necessário que eu retire a caixa de leite do carrinho? – Não, não é necessário, eu sei o código!
Então, ele terminou de colocar suas compras no caixa e passou o carrinho. Pagou, e se dirigiu ao carro. Colocou suas compras no porta malas, e como de hábito, pegou o ticket do caixa e conferiu para ver se estava tudo certo. Mas qual não foi a sua surpresa ao constatar que a caixa de leite não havia sido registrada. A moça se esqueceu. Ele olhou para sua esposa e comentou: – A moça do caixa esqueceu de registrar o leite...
– Poxa, que bom! Vamos embora antes que ela perceba...
– Mas... Isso não está certo! Provavelmente ela terá que pagar de seu bolso!
– Mas como vão saber que a caixa de leite passou justamente por aquela caixa!?
– Verdade, realmente não terão como saber... Mas... Ainda assim, isso não está correto!
– Ahhh, vamos embora!
Ele, sem dizer mais uma palavra, abriu a porta do carro e voltou ao caixa... A moça já estava atendendo outra pessoa, então ele disse: – Moça, com licença... A senhora se esqueceu de passar a caixa de leite!
Ela o olhou como se estivesse olhando para um extraterrestre... Pegou o ticket e conferiu... – É, realmente me esqueci... Um minuto, por favor...
Terminou de passar as compras da pessoa que estava atendendo e depois olhou e disse: – São R$ 15,20! – Aqui está!
Pagou, e se dirigiu ao carro...
A caixa o acompanhou com os olhos até entrar em seu carro, que estava estacionado logo á frente. Sua esposa também o olhou como se ele fosse um extraterrestre... Mas ele, sem dizer uma palavra, ligou seu carro e partiu... Com R$ 15,20 a menos na carteira, mas com sua consciência tranquila, e com sensação de dever cumprido...
Naquela noite, ele encostou sua cabeça no travesseiro, e pôde dormir...
Todo mundo utiliza a palavra "amigo" de uma forma que não é verdadeira. Sei isso porque tenho o melhor amigo que existe – você! Sinto que nunca agradeci o suficiente por todas as coisas importantes que você me fez, que você me deu. Por tudo que representa para mim!
Agradeço agora, e agradeço por tudo isso e ainda mais! Amizade como a nossa é edição limitada. E você sabe!
A imensidão do mar, muito tem a nos ensinar. Ora, a vida não é mais do que navegar! Muitas vezes ficamos à deriva, sem saber que direção seguir e deixando o vento nos levar. Outras vezes, lutamos contra as ondas mesmo correndo o risco de o barco afundar.
Nos momentos em que o mar está mais calmo, tranquilo, silencioso, e quase estático como uma imagem, é quando melhor podemos contemplar o fundo do mar, ver as pedras, os peixes e as algas a moverem-se com clareza e nitidez.
Quando há muita turbulência em nossa vida, é como se estivéssemos passando por um maremoto. Um velho marujo pode até tirar de letra os perigos da tempestade e a agitação do mar. Mas um jovem marinheiro pode simplesmente se assustar, e ficar perdido sem nem mesmo saber se orientar.
As decisões tomadas em alto mar, em meio a tempestades e redemoinhos, nem sempre são as melhores, muitas vezes são apenas as possíveis. E se for preciso vidas sacrificar em nome da maioria da tripulação, assim será. Por isso, quando precisar tomar decisões importantes em sua vida, navegue por águas calmas, onde possa ver o que há de mais profundo com clareza e tranquilidade.
Um louco tinha acabado de ter alta do hospício. Caminhava calmamente pela rua, quando resolveu parar. Olhando para a janela do alto de um prédio, lembrou-se da sua tentativa de suicídio e pensou alto:
- Socorro.
A moça que passava com uma criança, ao ouvir o pedido de socorro, parou para olhar na mesma direção e ao ver uma criança perto da janela, abraçando mais apertado a sua criança, apoiou o louco e gritou: - Socorro!
Alguns rapazes se aproximavam despreocupados e começaram a olhar também. Não sabiam se o problema era com o rapaz do primeiro andar ou com a moça do segundo. Mas, agitados e solícitos, apoiando o louco e a mulher com a criança, gritaram mais alto ainda: - Socorro!
Dez minutos depois, tinha se instalado uma grande plateia. Esperavam o velhinho do sétimo andar se jogar pela janela.
Alguém mais prático resolveu chamar os bombeiros, que logo chegaram para recolher o corpo de uma pobre mulher assassinada e acabaram provocando a descida de todos os moradores do prédio, apavorados com o incêndio que tinha começado no penúltimo andar, e que, desesperados, gritavam:
- SOCORRO!
Afinal, quem era mesmo o louco da história?