A gravidez é mágica por não ser (nunca deveria ser) apenas um desejo consumista ou de preenchimento de um papel social. A mulher, quando escolhe ser mãe ela compromete-se com a vida, e passa a encará-la com mais respeito e responsabilidade - e muito mais felicidade! Escolher ter um filho é escolher abrir mão de sua individualidade para duplicar-se, é iluminar-se no corpo e na alma, é fragilizar-se para tornar-se a mais forte das criaturas.
A natureza é muito sábia, lhe dá 9 meses para reorganizar a sua vida para a chegada do seu maior patrimônio. Não deixe esse tempo passar batido. Ao final destes 9 ciclos completos da lua sua vida será completamente outra, como você já deve saber. Seu corpo, sua casa, sua rotina, sua alimentação, tudo estará diferente, e tudo será cuidadosamente preparado para a chegada desta nova vida! Mas e a alma? Permita que a gravidez te ensine, fortaleça tua fé, afrouxe seu coração e aperte os laços com as pessoas amadas.
Escolha as pessoas com quem você quer partilhar esta experiência. Escolha a dedo aquelas pessoas para quem a sua gravidez é especial de verdade. Para o resto do mundo, distribua o seu sorriso e desfrute as regalias de ser um ser iluminado! Mas cuidado: não se deixe invadir, deixe que apaguem seu brilho com "verdades absolutas" ou conversas de comadre, filtre apenas aquilo que lhe for bom, daquelas pessoas que lhe querem bem.
Ângela Rios
É tão fácil perder de vista o que é importante!
Dance Lento... Alguma vez você já observou crianças num carrossel? Ou ouviu a chuva batendo no chão? Alguma vez já seguiu o voo errático de uma borboleta?... Ou fixou o olhar no sol no crepúsculo?
É melhor você diminuir o passo. Não dance tão depressa... O tempo é curto, a música vai acabar... Você corre através de cada dia voando? Quando você pergunta Como vai? Você escuta a resposta?
Quando o dia finda, você deita na cama, com os próximos afazeres rolando por sua cabeça?
É melhor você diminuir o passo. Não dance tão depressa... O tempo é curto, a música vai acabar... Você disse alguma vez a uma criança: Vamos deixar para fazer isto amanhã? E na sua pressa, não viu a tristeza dela?
Perdeu contato, deixou uma boa amizade morrer porque você nunca tinha tempo para ligar e dizer Oi? É melhor você diminuir o passo. Não dance tão depressa... O tempo é curto, a música vai acabar... Quando você corre tão depressa para chegar a algum lugar, você perde metade da satisfação de chegar lá.
Quando você se preocupa e se apressa em seu dia todo, é como se fosse um presente que não foi aberto... Um presente jogado fora! A vida não é uma corrida... Leve-a mais devagar... Ouça a música... Antes que a canção ACABE!
É lindo o modo como você me cuida, como você segura a minha mão pelo caminho e quando tropeço, você é a primeira pessoa que me ajuda voltar a caminhar normalmente.
A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração, sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam, calar-me para ouvir, aprender com meus erros, afinal, eu posso ser sempre melhor!
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar, a abrir minhas janelas para o amor.
E não temer o futuro, A lutar contra as injustiças.
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade.
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar.
Estela acordou-se ainda cedo,
pulou da cama sem medo
do frio que fazia lá fora.
Os pés miúdos, descalços,
folgados dos velhos sapatos,
correram o quintal sem demora.
Estela na horta adentrou,
abriu depressa o portão,
que rangeu sem má intenção.
O portão deu-lhe bom dia,
porém sua sintonia
denotou preocupação.
Estela olhou as verduras
com muito amor e doçura,
afagando-as com as mãos.
Julgou que a alface tão crespa,
mais ficara arrepiada,
temendo o voo das vespas.
Acenou para os legumes,
que, revelando ciúme,
cobravam sua atenção.
Preocupou-se com o tomate,
julgando que a face corada,
queimara-se na madrugada.
Achegou-se à berinjela,
que, roxa, pareceu a ela
ter a cor da aflição!
Jurou que um certo duende
houvesse pintado listrinhas
no corpo da abobrinha.
Isso assim era demais!
Voltou pra casa, correndo,
nem sequer olhou pra trás.
Na sala entrou, sem demora,
pedindo à mãe, nessa hora,
de presente uma porta.
E durante a madrugada,
pelos amigos da horta,
trocou o portão pela porta.