Gosto de você. Mesmo nos momentos em que sou exigente e que fico descontente sem ter razão, mas é que este coração age de maneira engraçada.
Umas vezes se alegrando por tudo, outras vezes se entristecendo por nada, mas é assim que sei te amar.
Em cada momento te querendo. Sendo feliz. Às vezes sofrendo neste insensato amor que me leva às alturas.
No paraíso, às vezes, penso estar. Mas este amor também tem o triste poder de por quase nada. No mesmo instante em que estou feliz, me fazer sofrer.
Mas é com este amor que te amo. Um amor que se alegra com pequenas coisas. E faz de coisas ainda menores um fim de mundo. É este o amor que te dedico, um amor que me faz feliz. A pessoa mais feliz na face da terra.
Um companheiro amargurado por desgostos do cotidiano, certa feita, através de emissora interiorana, ouviu a voz empolgante de um professor de otimismo que lhe cativou a atenção e a simpatia.
De três em três dias, ia-lo postado junto ao receptor, a fim de registrar os concertos do orientador distante.
Tão admirado se viu com as respostas com que o prestimoso amigo reconfortava e instruía aos ouvintes, que lhe dirigiu a primeira carta, solicitando-lhe auxílio para sanar as inquietações de que reconhecia ser objeto.
Entusiasmado com os apontamentos que obtinha pelo sem fio, confiou-se à copiosa correspondência, rogando-lhe as opiniões que chegavam sempre sinceras e sensatas.
Aquele homem, cujas palavras de paz e compreensão se espalhavam pelo rádio, devia conhecer as mais intrigadas questões humanas.
Para quaisquer indagações, expedia a resposta exata e tanto adentrou na faixa dos pensamentos novos que lhe eram endereçados que o amigo, dantes fatigado e pessimista, observou-se curado da angústia crônica que o possuía.
Renovado e feliz, deliberou exteriorizar a gratidão que lhe vibrava nos recessos do ser, procurando abraçar o benfeitor pessoalmente.
Combinaram dia e hora para o encontro e o beneficiado despendeu oito horas, em automóvel, varando estradas difíceis, de modo a reverenciar o professor que lhe reabilitara as forças para a vida.
Só então, depois de atingir a cidade para a qual se dirigia, entre consternação e jubilo, conseguiu avistá-lo, verificando, por fim, que o distinto radialista, que lhe devolvera a alegria de viver e trabalhar, era paralítico e cego.
Senhor!
Dura é a pedra, entretanto,
com a Tua sabedoria,
temo-la empregada em
obras de segurança.
Violento é o fogo, todavia,
sob a tua inspiração
foi ele posto em disciplina,
em auxílio da inteligência
Agressiva é a lâmina,
no entanto ao influxo
de Teu amparo vemo-la piedosa,
na caridade da cirurgia
Enfermiço é o pântano, contudo
sob tua benevolência
encontramo-lo convertido
em celeiro de flores
Eu trago comigo
a dureza da pedra
a violência do fogo
a agressividade da lâmina
e a enfermidade do charco
mas com a Tua benção de amor
posso desfrutar o privilégio de cooperar
na construção do Teu reino...
para isso Senhor, porém,
Senhor concede-me por acréscimo de misericórdia
a felicidade de trabalhar
e ensina-me a receber
o dom de servir.
Chico Xavier
Sonhadora, inconstante, emotiva, sensível, intuitiva e teimosamente realista.
Tenho uma doce calma que convive com a minha eterna raiva.
Sou completamente lúcida com os meus momentos de loucura.
Sou totalmente decidida, mas em alguns momentos eu não tenho certeza disso.
Tenho uma incrível inteligência que ultrapassa todas as minhas dificuldades.
Tenho uma excelente memória que só lembra o que é conveniente lembrar.
Gosto do azedo, mas não resisto ao adocicado.
Sofro intensamente, mas supero muito rápido.
Amo e odeio. Choro no mesmo momento que acho graça.
Gosto de ficar sozinha sem ser anti-social.
Sou uma pessoa que pensa por si, mas que considera a opinião alheia em algumas situações. Sou seletiva e simpática.
Sou música e ouvinte.
Sou leitora e escritora.
Sou uma antítese.
Sou um verbo Tenho várias hipérboles.
Adoro uma ironia.
Sou um substantivo com vários adjetivos. Não sou um idioma. Eu sou humana e mulher.
Logo quando percebi
Que tinha perdido você para sempre,
Pensei que tudo que estava sentindo
Seria amenizado com o tempo e
Logo logo me acostumaria
Com a solidão do nosso afastamento.
Por que me amou mais do que devia?
Por que me permitiu viver os melhores anos da minha vida?
Me habituei à felicidade e aos seus sorrisos,
Encontrei até um sentido onde em mim
Nunca tinha me trazido euforia.
Tentei de todas as formas adiar o inevitável,
E acabei forçando uma relação que já havia acabado.
Sei que não existem culpados,
Mas a minha dor está instalada de tal forma
Que já chegou muito próximo do insuportável.
Sei que ficarmos juntos novamente
Não seria a decisão mais perfeita.
Mas de uma coisa tenho plena certeza,
Que a dor de não ter você deixa a minha alma
Completamente insatisfeita.