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Buscar metas finitas limita as perspectivas para um futuro maior do que nossos pé caminharam, buscar a infinidade do conhecimento é mais que desvendar o mistério que há dentro de nós, é buscar a capacidade de descobrir as nossas incapacidades que se limitam sem fim, e descobrir que somos constituídos de controvérsias e falhas, descobrir que a moralidade pode ser construídas com palavras e ainda mais Atos, que não é a busca incessante pela vitória que faz um vitorioso pelo contrário, faz um escravo, mais sim a busca apaixonada pelo desejo maior que o torna vencedor naquilo que faz, então busque o conhecimento, faça o conhecimento e seja o conhecimento, até o dia saberás que jamais saberá o todo.

Chuva fria... Que cai sem culpa. Minutos que passam... Sem deixar marcas. Gotas que molham a terra. Gotas que são a incerteza de um belo dia. Cada gota dessa fria chuva... Poderia ser minutos ao teu lado... Minutos abençoados pelo amor. Essa chuva não tem culpa... Mas desfaz um sorriso... Por saber que quando a noite chegar... Não poderei ver as estrelas... E nem dormir com a janela aberta... Pois gotas cairiam sobre a minha cama. Os minutos voam... E só deixam uma gota de esperança... De que essa chuva vai passar... Chuva que está presente desde o amanhecer... E só morrerá com o anoitecer. Chuva que expulsa as estrelas do céu. Chuva que nos faz adormecer... E a esquecer desse... Dia de chuva.

A geografia da cidade é plana – traçada a direito pelos roteiros que percorremos. Todos os rostos me sobressaltam com a tua imagem. Penso sempre que podes aparecer, de súbito, na dobra de uma rua, no trajeto para o trabalho, numa divisão da casa.
É uma espécie de ansiedade abafada, constante, que corresponde a um ponto exato do corpo – fica ali, entre o coração e o estômago a meio caminho de nada e entre tudo o que é vital. Dizem que o amor sem sofrimento não é amor. Talvez não seja só masoquismo. Talvez esta agonia toda amadureça algo dentro do peito: valoriza-se o momento porque se passou pela ausência. amacia-se a voz porque se conhece o desespero. aumenta-se a doçura porque se passou pela dor!
Foi assim que aprendemos a conhecer o fundo do coração – entre a presença e a ausência, entre a luz e as trevas, entre o amor a dor. Foi assim que resistimos a tudo e a todos mas principalmente a nós – a esta vontade de destruir a dor a qualquer preço.
Acabamos sempre rendidos por um amor maior que de tão amargo se fez doce e de tão fundo se fez permanente.
E de tão longe que estás não te digo que tenho saudades tuas.
Este disparate de ter saudades faz com que os grandes acontecimentos desapareçam, lembramo-nos dos outros acontecimentos, ínfimos, isolados, na amálgama dos dia, aquelas coisas que de tão integradas na pele são incapazes de provocar, por si, só uma alteração no rumo de uma manhã. De repente recordo-me do teu cabelo molhado nesse hábito que tens de odiares guarda-chuvas.
Afinal és todas as pequeninas coisas do quotidiano, as coisas simples – é delas que tenho saudades: tomar café contigo, rir, dizer palavras inócuas como bom dia, seres a última e a primeira imagem que vejo ao adormecer e ao acordar e então pergunto-te: não será isto maior que dizer que tenho saudades tuas?

O Chão é a cama para o amor urgente,
O amor não espera ir para a cama.
Sobre o tapete no duro piso,
a gente compõe de corpo a corpo a última trama.
E para repousar do amor, vamos para a cama!

Todo sentimento precisa de um passado pra existir, a amizade não.
Ela cria como por encanto um passado que nos cerca, ela nos dá a consciência de havermos vivido anos a fios com alguém que a pouco era quase um estranho, ela supre a falta de lembrança como uma espécie de mágica!