A tirania do egoísmo é o principal desafio que temos para construir uma civilização à altura da real humanidade que representamos.
Nesse sentido, o assunto consiste em encontrar o lugar certo para o egoísmo, pois há uma utilidade para esse no esquema universal, assim como também há o problema decorrente do seu abuso.
Somos entidades cósmicas criativas, emanamos faíscas de Vida e as projetamos consciente e inconscientemente na realidade para moldá-la ao nosso bel prazer.
Esta é a utilidade do egoísmo. A inutilidade do egoísmo consiste em nos apegarmos tanto a esse processo e o identificarmos como próprio que perdemos de vista o vínculo com o Universo.
Afinal, a Vida não começa nem termina com nossas presenças, ressuscita, se preserva e autodestrói através de todos e de cada um.
Arauto do Futuro
Clara Barton, que fundou a Cruz Vermelha americana quando tinha 51 anos, era considerada "tímida como um rato, mas brava como um leão". Comprometida com sua missão, continuou a exercê-la mesmo na velhice. Não deixou que a idade a atrapalhasse.
Ela ia aonde quer que houvesse alguém precisando de conforto, em áreas de guerra, locais onde havia enchentes, terremotos ou febre amarela. Aos 77 anos, estava nos campos de batalha de Cuba, na guerra hispano-americana. Clara continuou seu trabalho até morrer, aos 91 anos.
Um dia, já bem velhinha, alguém a lembrou de uma ofensa que lhe fora dirigida, anos antes. Mas ela agiu como se jamais tivesse ouvido falar daquilo.
- Não se recorda? – a amiga perguntou.
- Não – Clara respondeu. – Lembro-me nitidamente de ter esquecido isso.
Um famoso tenista, depois de ter vencido um importante torneio, dirigiu-se ao estacionamento para pegar seu carro.
Neste momento, uma mulher aproximou-se. Depois de cumprimentá-lo pela vitória, contou que seu filho estava à beira da morte, e que não tinha dinheiro para pagar o hospital.
O tenista deu-lhe, imediatamente, parte do dinheiro do prêmio que havia ganhado naquela tarde.
Uma semana depois, num almoço, comentou o episódio com alguns amigos. Um deles perguntou:
- A mulher que lhe falou era loura, com uma pequena cicatriz embaixo do olho esquerdo?
O tenista concordou. E o amigo lhe disse:
- Você foi trapaceado, esta mulher é uma vigarista e vive contando a mesma história a todos os tenistas estrangeiros que aparecem por aqui!
Surpreendido ele perguntou:
-Então não existe nenhuma criança pronta para morte?
-Não.
Respirando tranquilamente o tenista comentou:
-Bem, esta foi a melhor notícia que recebi esta manhã!
Minha querida irmãzinha, quando você chegou ao mundo todos esperávamos você com muito entusiasmo e ansiedade.
E se no início eu sentia acima de tudo curiosidade em relação a você, com o tempo e à medida que a fui conhecendo, a curiosidade foi dando lugar a outros mais fortes e mais nobres sentimentos, nomeadamente a amizade e o amor.
Hoje considero você uma grande amiga, mas para sempre será minha irmã caçula, minha menina pequena que eu tanto amo!
As transformações fazem parte da nossa vida
desde início primário do que se chama de vida.
Crescemos, aprendemos a andar, a falar,
a nos relacionar, e mesmo assim,
as mudanças por muitas vezes
ainda são tidas como novidades,
como algo inesperado.
Lidamos com mudanças desde que somos gente
mas quando precisamos mudar de casa,
ou de emprego,
tudo aquilo que vivemos parece que foi esquecido,
ou como se nunca tivesse acontecido.
É preciso nos agarrar a todos esses pequenos acontecimentos,
àqueles momentos quase que corriqueiros,
que passam pelos nosso olhos como se não fossem vistos.
Pois são por conta daqueles quase que esquecidos,
que tomamos um susto com algo que por inúmeras vezes
passou pela nossa vida quase que desapercebido.