Boa viagem! Desejo que essa nova aventura em sua vida seja sinônimo de conquista e felicidade. Tenho certeza que você vai crescer muito. Vai ser um desafio extraordinário!
Confesso que já sinto saudades suas – você é minha neta adorada, mas a vida é assim. É necessário evoluir, arriscar e testar nossos limites. Fico feliz por você sair de sua zona de conforto e dar asas aos seus sonhos. Até breve e volte logo. Beijo!
Não posso mais viver neste clima frio e distante entre nós. Sei que errei, que falei sem pensar e que não agi da melhor forma. Apesar disso, peço que me perdoe porque minhas motivações não eram más e nunca quis magoar você.
Vamos colocar um ponto final nesta briga sem sentido porque ninguém ganhar nada com isso. Eu amo você de todo o coração e você sabe bem disso. Vamos ficar unidos, meu bem, e ser felizes lado a lado.
Certa vez, há muito tempo atrás, um pequeno caule de parreira estava muito alegre por estar vivo. Bebia água e minerais da terra e cresceu e cresceu. Era jovem e forte e pode se arranjar bem... Tudo por conta própria.
Mas então, o vento foi cruel, a chuva foi hostil, com a neve não tinha nenhum acordo, e o pequeno caule de parreira sofreu. Ele ficou caído, frágil e sofrido. Seria bem mais fácil parar de tentar crescer, parar de tentar viver. E o caule de parreira estava infeliz! O inverno seria longo e o caule estava cansado.
Mas então o pequeno caule de parreira ouviu uma voz. Era outro caule de parreira chamando por ele... – Aqui, estique-se... Pendure em mim. Mas o caule hesitou.
– O que isto queria dizer? Ele pensou. Pois veja você, o pequeno caule sempre tinha se virado bem... Tudo por conta própria.
Mas então, muito cautelosamente, se esticou em direção do outro caule de parreira. – Veja, posso ajudá-lo, o outro disse. Apenas se enrosque em mim e eu o ajudarei a se levantar.
E o pequeno caule confiou... E repentinamente pode ficar reto outra vez.
O vento veio... E a chuva... E a neve, mas quando vieram, o pequeno caule de parreira se agarrava a muitos outros caules. E embora os caules fossem sacudidos pelo vento e congelados pela neve, eles se mantinham fortemente unidos um ao outro. E em sua incansável força... Puderam sorrir e crescer.
E então, um dia, o pequeno caule de parreira olhou para baixo e viu um minúsculo caule, oscilando, assustado. E nosso pequeno caule de parreira disse, – Aqui, pendure-se em mim... Eu o ajudarei.
E o outro caule alcançou nosso caule de parreira, e junto todos os caules cresceram.
Folhas brotaram... Flores surgiram... E finalmente, uvas se formaram. E as uvas alimentaram a muitos. Foi preciso apenas que os caules se ajudassem.
Amigo é aquele que estende as mãos, sem que você precisa.
Aquele que em dias de chuva, já sai com um hiper guarda chuva, para proteger os dois.
Aquele que conta moeda por moeda para pagar um delicioso sorvete.
Aquele que se transforma em palhaço para nos fazer sorrir.
Aquele que divide a sobremesa.
Aquele que em quase em todos os planos, quer te colocar passeios ao parque, cinema, lanchonetes...
Sempre tem um bom programinha no fim de semana para bons amigos.
Aquele que fala com você praticamente todos os dias, e em apenas algumas horas, quer saber se tem novidades...
Aquele que sempre pergunta se você é feliz.
Amigo verdadeiro é muito raro, é como ter dois anjos da guarda...
Um enviado dos céus, e um enviado da vida, ambos criados por Deus e já programados para entrar em seu destino.
Amigo simplesmente é aquela parte que falta em nós:
A coragem.
Vovó do meu coração, quem tem alguém como você na vida, tem tudo! Você nunca foi apenas avó, apenas amiga, apenas mãe... Você sempre foi tudo para mim. Meu apoio, meu colo, meu rumo. Você foi a luz na escuridão, o sorriso quando corriam lágrimas dos meus olhos, a voz da razão quando me desviei do caminho.
Nunca poderei agradecer e honrar você com todo merecimento. Pois não há no mundo palavra que descreva com louvor todo seu valor, ou gesto ou homenagem que sirvam com justiça.
Minha avó, minha mãe, meu tudo, eu amo muito você!