Mensagens de Criança

Alguém disse que uma criança é carregada no útero da mãe por nove meses. Alguém não sabe que uma criança é carregada no coração da mãe eternamente.
Alguém disse que leva cerca de seis semanas pra voltar ao normal depois que você tem um bebê. Alguém não sabe que uma vez que você é mãe, normal é história do passado.
Alguém disse que você aprende como ser mãe por instinto. Alguém nunca foi às compras levando uma criança de três anos. Alguém disse que ser mãe é enfadonho. Alguém nunca passeou num carro guiado por um jovem com uma recém licença de motorista.
Alguém disse que se você é uma "boa" mãe, sua criança será "boa". Alguém pensa que uma criança vem com direção e garantia.
Alguém disse que "boas" mães nunca levantam suas vozes. Alguém nunca saiu na porta a tempo de ver sua criança jogando a bola na janela do vizinho.
Alguém disse que você não necessita de educação para ser mãe. Alguém nunca ajudou uma criança com sua matemática. Alguém disse que você não pode amar a quinta criança tanto como amou a primeira. Alguém não tem cinco crianças.
Alguém disse que uma mãe pode achar todas as respostas para suas perguntas nos livros especializados. Alguém nunca teve uma criança com feijão obstruindo seu nariz.
Alguém disse que o mais difícil em ser mãe é o trabalho e a entrega. Alguém nunca viu seu "bebê" subindo no ônibus para o primeiro dia de jardim de infância.
Alguém disse que uma mãe pode fazer seu trabalho com os olhos fechados e uma mão amarrada nas costas. Alguém nunca organizou uma festinha de boneca para sete sorridentes rostinhos.
Alguém disse que uma mãe pode parar de se preocupar depois que sua criança se casa. Alguém não sabe que esse casamento adiciona um novo filho ou filha ao coração da mãe.
Alguém disse que o trabalho da mãe está feito quando sua última criança sai de casa. Alguém nunca teve netos.
Alguém disse que sua mãe sabe que você a ama, então você não precisa lhe falar. Alguém não é mãe.

Numa sala de aula, havia várias crianças. Quando uma delas perguntou à professora:

- Professora, o que é o amor?

A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor. As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:

- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.

A primeira criança disse:

- Eu trouxe esta flor, não é linda?

A segunda criança falou:

- Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.

A terceira criança completou: Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?

E assim as crianças foram se colocando.

Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:

- Meu bem, por que você nada trouxe?

E a criança timidamente respondeu:

- Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?

A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração".

Todo mundo carrega dentro de si uma criança.
E todo mundo aprende a reprimi-la para ser adulto.
Crescemos e "temos" que ser sérios.

Quantas vezes você já não ouviu alguém dizer: "deixe de criancice!"?
E desde quando precisamos deixar de ser crianças?

Ria de você mesmo, seja "ridículo",
brinque na chuva, de fazer castelos na areia, de fazer castelos no ar...
sonhe, faça bagunça no meio da rua, cante na hora que der vontade,
converse com você mesmo como se tivesse conversando com um amiguinho,
assista desenho animado e veja a sua vida
como se ela fosse um desenho animado,
brinque com uma criança... como uma criança...

Fique feliz simplesmente por ficar,
sorria e ria sem motivo,
ria de você, dos seus dramas, do ridículo das situações...

E acredite na pureza do ser humano...
na pureza de criança que talvez esteja escondida,
mas que existe em cada um de nós.

Para alguns você vai parecer louco, bobo ou infantil...
mostre a língua para esses "alguns" e diga,
como uma criança: "sou bobo mas sou feliz!"

Esses "alguns" com certeza têm uma criança maluquinha,
doida pra fazer bagunça também.

A vida já é muito complicada para vivermos sérios e carrancudos.

E isso tudo não é deixar de viver com seriedade...
é viver com a leveza de uma criança
e obrigações de adulto.

Fica muito mais fácil viver assim.

Então, coloque uma panela na cabeça
e solte o menino(a) maluquinho(a) que existe dentro de você!
Só não vale subir no muro e achar que sabe voar, né?

Feliz Dia das Crianças!

Uma criança brincava no parque com sua mãe, quando avistou próximo dali um lindo jardim. Flores coloridas, brancas, vermelhas, rosas e amarelas a convidavam a brincar.
A criança, sem pensar, olhou para aquelas belas flores e saiu correndo pelo parque em busca do jardim. Só que, no caminho, tropeçou em uma pedra e caiu, e ao cair chorou, e ao chorar teve socorro.
Um senhor que estava ali, vendo a criança em desespero, aproximou-se e sentou-se carinhosamente ao seu lado. – Você está bem?- disse o homem.
– Eu caí quando tentava chegar ao jardim. Caí e estou triste, acho que vou desistir de ir para lá. – disse a criança chorando.
O homem olhou penalizado e com doçura disse: – Meu bem, um dia, há muito tempo, eu também caí ao buscar o jardim. Caí, e não mais me levantei, eu desisti. Desisti do motivo maior que me impulsionava. A chama que havia em meu peito gritava: "Vá, acredite!"
Mas eu não fui. Caí e desisti. Abandonei o que minha alma tanto buscava. Sofri e aprendi. Ouça: Ali na frente, você vê um jardim. Você sente que é lá que você prefere estar. Uma voz dentro de você diz: "Seja, vá, acredite!" Mas, lembre-se filho, sempre haverá pedras em seu caminho.
A criança, mais calma, olhou para o homem e perguntou: – Porque as pedras? O caminho não poderia estar livre?
O homem olhou nos olhos da criança, um olhar tão sincero e sereno que a criança sentiu-se amparada e protegida, então o homem falou: – Todos podem chegar ao jardim... Todos. Mas as flores são sensíveis e delicadas. Por isso precisam ser protegidas de pessoas despreparadas que poderiam destruí-las.
A natureza colocou pedras no caminho para permitir que só aqueles que tiverem a sensibilidade de entender que as pedras não foram feitas para impedir a chegada, mas para serem contornadas, cheguem até lá!
A criança enxugou as lágrimas, levantou-se e continuou em busca do jardim.

O tempo vai passando e se a gente deixar o cansaço tomar conta, a vida vai perdendo a graça. As dificuldades vêm e aos poucos a gente vai esquecendo de se emocionar. Incrível, mas a emoção vai ficando pra trás. Não vemos mais graça em nada e as coisas mais simples vão perdendo o significado.
Quando isso acontece, acho que tem uma saída. E a saída pra voltar a se emocionar é tomar como exemplo a criatura mais simples do mundo, a criança.
Imagine-se como uma criança fazendo a primeira viagem.
Uma criança quando viaja, vai na janela se emocionando com cada curva, com cada montanha, com as árvores da estrada, com os animaizinhos que pastam na beira da pista, encontrando nas nuvens formatos que só elas veem.
Uma criança quando viaja, dorme de repente, acorda chorando, logo para porque ali na estrada viu um coisa incrível ! O sol! Nossa, o sol, que nós vemos sempre e não nos emocionamos.
Há momentos da viagem em que chove e a criança fica feliz, porque essa chuva que faz o vidro embaçar virou uma lousa e ali se faz desenhos.
Nossa, uma criança se emociona e se surpreende com cada coisa... E por que a gente quando já adulto não se emociona também ? Porque já perdeu a graça, e quando perde a graça as coisas deixam de acontecer.
Então volte a se emocionar, porque se não há emoção não existe acontecimento, não existe resposta. A emoção te movimenta e leva você muito mais além...
Faça essa viajem ao seu interior e vá se emocionando com cada novidade... Volte a ser o que você sempre foi... Uma criança feliz...

Em uma sala de aula, uma das crianças perguntou á professora:
– Professora, o que é o amor?
Já sabendo como explicar, a professora aproveitou o intervalo para o recreio e pediu que cada criança trouxesse, quando voltassem, alguma coisa que demonstrasse nele o sentimento de amor.
Quando voltaram, a professora pediu para que os alunos viessem a frente e mostrassem o que e porque trouxeram:
– Eu encontrei esta flor professora, não é linda? – disse a primeira criança.
– Eu encontrei essa borboleta. Vou deixá-la junto com as outras na minha coleção. – disse a segunda criança.
– Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele tinha caído do ninho junto com outro filhotinho. Não é uma gracinha? – disse a terceira.
E assim, cada uma ia mostrando o que encontrou para demonstrar amor, cada uma mais feliz que a outra. Mas a professora percebeu no fundo da sala, uma garotinha que não falava nada desde o termino do recreio, só estava vermelha de vergonha, pois chegou de mãos limpas.
A professora então foi até ela e perguntou:
– Querida, por que você não trouxe nada?
E a criança com os olhos cheios d'água respondeu:
– Desculpa professora. Encontrei a flor, senti seu doce perfume e fiquei com pena de arrancá-la e matá-la. Depois eu procurei e encontrei a borboleta, linda e toda colorida. Estava tão livre e feliz voando que não achei certo prende-la. Vi o passarinho também, mas quando olhei para o ninho me deparei com a mãe dele, tão tristinha que resolvi devolve-lo para ela. Por isso eu trouxe o que não é concreto: o perfume da flor, a liberdade da borboleta e a gratidão no olhar da mãe do passarinho. Por isso vim de mãos vazias, professora.
A professora ficou emocionada e deu a criança a nota máxima.
Moral da história: O amor verdadeiro é aquele que trazemos no coração.

Era tempo de Natal e um homem observava as pessoas apressadas em uma espécie de marcha. Olhava fixamente todas as luzes do Natal, enfeites em toda parte, no centro do shopping Papai Noel com crianças no colo.
O shopping lotado de pessoas andando pra lá e pra cá, algumas sorrindo e algumas com frontes franzidas e outras muito cansadas. Descansavam nos bancos ou apressavam-se em seu caminho lutando contra a multidão para levar as compras para casa.
A música alta e Papai Noel, e neve, e até uma rena engraçada. Ouviu as pessoas falarem sobre os bons tempos, das festas, do divertimento e da comida farta, e dos presentes que trocariam nesse dia.
– Eu gostaria de saber um pouco mais sobre o que está acontecendo. – Ouviram o homem dizer – Parece haver algum tipo de celebração. E você que está todo vestido em vermelho e branco, pode me explicar? E porque as crianças lhe perguntam sobre uma noite especial?
A resposta veio descrente, – Não posso acreditar em meus ouvidos! Não posso acreditar que você não sabe que é tempo de Natal. O dia que Papai Noel distribui presentes para meninas e meninos, enquanto estão dormindo. Deixa-lhes livros e brinquedos.
– O homem que você vê de vermelho e branco é Papai Noel. As crianças adoram seu riso alegre e seus olhos brilham. Seus presentes estão no trenó que é puxado pelas renas que voam rapidamente, daqui pra lá e de lá pra cá.
– As crianças aprendem sobre Papai Noel quando ainda são pequenas. Quando chega o Natal, é o mais importante de tudo!
O desconhecido deixou cair a cabeça, entristecido, e fechou a mão perfurada por um prego. Seu corpo agitou-se em descrença, ele não compreendia. Uma sombra cruzou sua face, sua voz soou baixa mas claramente, – Depois de todos estes anos, ainda não aprenderam. E uma lágrima verteu no rosto de Jesus.

Muitas pessoas têm medo de envelhecer. A primeira coisa que penso é que a outra alternativa que temos não é nada melhor: ou envelhecemos ou morremos. Por isso, eu prefiro envelhecer.

E quer saber, acho ridícula a mania que algumas pessoas têm de mentir a idade. Mais vale ter 60 anos e estar bem, do que ter 60 anos, dizer que tem 50 e ter cara de 70. Nessa equação toda, o mais importante não é quantos anos você tem, mas sim como viveu cada um dos seus anos. É isso que conta!

O modo como você vive é que irá determinar como será a sua velhice. O corpo é uma máquina, e precisa de constante manutenção. Não adianta tentar fazer uma revisão geral, quando o motor já estiver prestes a fundir. Mas além de um corpo saudável, também é preciso manter a mente sã.

A velhice, ou a maturidade, pode ser a fase mais bonita e tranquila da vida. Viver nos faz aprender com as experiências e conviver com diferentes gerações. E se deixarmos a cabeça e o coração sempre abertos para as mudanças que acontecem no mundo, podemos nos tornar sempre mais sábios, sem ficar ultrapassados.

Só quando estamos maduros é que conseguimos entender o que realmente é importante na vida, e já sabemos tirar de letra problemas que para os jovens são muito complicados. Os nossos olhos veem a vida com suavidade, e o nosso corpo, apesar de parecer mais pesado, nos permite caminhar com a leveza de alma de quem já viveu muito do que já tinha para viver!

A velhice pode ser uma fase doce da vida. Podemos nos tornar mais sorridentes, brincalhões, ousados, podemos voltar a ser quase como crianças. Mas crianças com um longo caminho já percorrido. Crianças sábias, não crianças metidas a sabidas!

O mais importante para viver bem a velhice, é se preparar para ela. É ir plantando sementes ao longo do caminho da vida, para ter sombra para descansar e frutos para colher.

Natal há muito tempo perdeu o veio do seu real significado. Hoje o que vemos é um exagero no consumo, e o momento que deveria ser dedicado à reflexão e à união familiar é transformado em mera troca de presentes.

Fica muito difícil para os pais não caírem na armadilha, já que as crianças são empurradas a desejar os bons e grandes presentes no Natal. Sem contar aqueles incontáveis presentes de parentes e amigos que nem sempre são algo de que precisamos ou de nosso gosto. E, no caso das crianças, uma sucessão de brinquedos que eles simplesmente não dão conta de usar. Também pelo excesso, acabam não valorizando nenhum.

Deixamos então aqui uma sugestão que tem dado certo em nossa casa: fazemos uma "vaquinha" na família para a compra de um bom presente que será "o" presente do Papai Noel. Ano retrasado foi uma bicicleta, ano passado, um videogame, e eles nem perguntam por mais presentes. É muito mais bacana do que ver aquele monte de presentes que as crianças nem curtem e que na vida cotidiana só ocupam espaço e acumulam poeira.

Quando temos que dar presentes para familiares e amigos, sempre escolhemos artigos educativos reciclados que sempre surpreendem, inspiram e dão bom exemplo. Na escola, caso as crianças participem de alguma atividade relacionada à troca de presentes, sempre devemos pensar coletivamente e não enviar presentes caros que incentivem o consumismo. Livros bacanas e quebra-cabeças são ótimas opções. A escola é um ambiente educacional de suma importância. Os bons exemplos ali são fundamentais. Por isso, escolha sempre presentes de um valor médio, sem ostentação.

Fazer diferente é possível e fundamental para um futuro melhor.

Ana Cláudia Bessa

Um pescador dirigia-se para seu barco, após uma noite mal dormida, os peixes estavam cada vez mais escassos e ele temia logo não ter como sustentar a numerosa família.
Ia assim matutando entre um passo e outro, até parar admirado: em seu barco dormia a sono solto uma criança. Como fora parar aí ele não sabia, pensou em sacudi-la mas sua mão ficou solta no ar, as palavras lhe faltaram diante daquele semblante do qual se desprendia tanta inocência.
Sentou-se ao lado do barco enquanto mergulhava em suas próprias lembranças: um dia também fora criança, alegre, sonhadora apesar de todas as adversidades da vida, seus risos infantis, as molecagens com os colegas, ainda ecoavam em sua memória.
Bons tempos aqueles, mas a criança crescera e os sorrisos murcharam, os dias alegres se esconderam, não tinha mais tempo nem alegria nem mesmo para partilhar com os filhos. A molecada fora chegando um após outro, o pão ficando cada vez mais difícil, tentara ensinar-lhes o ofício mas, esquecera da alegria do coração. Hoje se dava conta do quanto perdera.
Neste momento o barco sacolejou, a criança saltou assustada, já ia escapar quando ele a deteve, o menino desculpou-se por ocupar o barco sem permissão, ele apenas sorriu meio sem jeito e foi soltando as palavras há muito atadas no coração:
– Hoje garoto me lembrei do que é ser criança, do que é ter a alegria solta no fundo do coração, hoje reaprendi a ser pai e vou levando comigo esta lição, vou partilhar com meus filhos além do pão de cada dia, o pão que alimenta a alma, o pão da palavra amiga, consoladora, pão que sai fresquinho do fundo do coração, pois, um pai que não sabe amar seus filhos de verdade pode dar-lhes tudo, mas este tudo de nada vale porque junto não está o coração.
A criança olhou-o sem nada entender, depois foi se afastando de mansinho deixando o pescador rodeado pelos filhos, que o cercavam de todos os lados numa festa só...