Mensagens de Vida

O professor lutava na escola com um grande problema. Os alunos começaram a ler muitas histórias de homens maus, de roubos e de crimes e passaram a viver em plena insubordinação.

Queriam imitar aventureiros e malfeitores e, em razão disso, na escola e em casa apresentavam péssimo comportamento. Alguns pronunciavam palavrões, julgando-se bem-educados, e outros se entregavam a brinquedos de mau gosto, acreditando que assim mostravam superioridade e inteligência.

Esqueciam-se dos bons livros. Zombavam dos bons conselhos.

O professor, em vista disso, certo dia reuniu todas as classes para a merenda costumeira, apresentando-se uma surpresa esquisita. Os pratos estavam cheios de coisas impróprias, tais como pães envolvidos em lama, doces com batatas podres, pedaços de maçãs com tomates deteriorados e geleias misturadas com fel e pimenta.

Os meninos revoltados gritavam contra o que viam, mas o velho educador pediu silêncio e, tomando a palavra, disse-lhes:

- Meus filhos, se não podemos dispensar o alimento puro a benefício do corpo, precisamos também de alimento sadio para a nossa alma. O pão garante a nossa energia física, mas a leitura é a fonte de nossa vida espiritual. Os maus livros, as reportagens infelizes, as difamações e as aventuras criminosas representam substâncias apodrecidas que nós absorvemos, envenenando a vida mental e prejudicando-nos a conduta. Se gostamos das refeições saborosas que auxiliam a conservação de nossa saúde, procuremos também as páginas que cooperam na defesa de nossa harmonia interior, a fim de nunca fugirmos ao correto procedimento.

Com essa preleção, a hora da merenda foi encerrada. Os alunos retiraram-se cabisbaixos. E, pouco a pouco, a vida dos meninos foi sendo retificada, modificando-se para melhor.

Em 29
12
2012 o professor Cleiber Maia da equipe LPM graduou seus alunos e, como de praxe, proferiu algumas palavras que sintetizam o espírito dessa equipe e o propósito para mais um ano de desafios que está por vir.

"Vocês sabem o que é lutar? Lutar significa usar técnicas, estratégias, controle emocional, força e atitude para enfrentar desafios.

E vocês sabem o que diferencia pessoas normais de lutadores? Lutadores encararam tudo na vida como desafio e usam a seu favor técnicas, estratégias, controle emocional, força e atitude. Se nada nos desafiar, então nós criamos um desafio e que seja assim enquanto estivermos vivos, porque um lutador não vive sem desafios.

E a fé? Lutador precisa ter fé para lutar? A fé de um lutador deve ser resumida a duas coisas. A primeira é que Deus é justo. A segunda é que quanto mais eu me esforçar e melhor eu conhecer as regras do jogo, mais eu mereço ganhar os desafios que me proponho a enfrentar.

Essa forma de encarar a vida nos prepara para enfrentar qualquer tipo de situação. O nosso mérito está em merecermos ganhar nossas lutas e não em sairmos vitoriosos. Não temos que ter medo de perder, apenas temos que fazer nossa parte para merecer vencer.

Vocês ganharam um diploma porque se portaram como verdadeiros lutadores em 2012 e nele também diz a sua graduação atual. No ano que vem, vocês receberão um novo diploma com uma graduação maior ainda, o que significa que vocês estarão cada vez mais preparados para enfrentar qualquer desafio no tatame e na vida."

Prof. Cleiber Maia

Duas coisas enchem a alma de admiração e de respeito sempre renovados e que aumentam à medida que o pensamento mais vezes se concentra nelas: acima de nós, o céu estrelado; no nosso íntimo, a lei moral. Não é necessário buscá-las e adivinhá-las como se estivessem ofuscadas por nuvens ou situadas em região inacessível, para além do meu horizonte; vejo-as ante mim e relaciono-as imediatamente com a consciência da minha existência. A primeira, a partir do lugar que ocupo no mundo exterior, estende a relação do meu ser com as coisas sensíveis a todo esse imenso espaço onde os mundos se sucedem aos mundos e os sistemas aos sistemas e a toda a duração ilimitada dos seus movimentos periódicos. A segunda parte do meu invisível eu, da minha personalidade e do meu posto num mundo que possui a verdadeira infinitude, mas no qual o entendimento mal pode penetrar e ao qual reconheço estar vinculado por uma relação não apenas contingente, mas universal e necessária (relação que também alargo a todos esses mundos visíveis).
Numa, a visão de uma infinidade de mundos quase aniquila a minha importância, na medida em que me considero uma criatura animal que, depois de ter (não se sabe como) gozado a vida durante um breve lapso de tempo, deve devolver a matéria de que é formada ao planeta em que vive e que não é mais do que um ponto no universo. Pelo contrário, a outra ergue infinitamente o meu valor como inteligência, mediante a minha personalidade, na qual a lei moral me revela uma vida independente da animalidade e até de todo o mundo sensível, pelo menos na medida em que podemos julgá-lo pelo destino que esta lei consigna à minha existência, e que, em vez de ser limitada às condições e aos limites desta vida, se alarga até ao infinito.

Immanuel Kant