Faz hoje um ano que lhe disse o último adeus, querida avó, mas você já não escutou minhas palavras de tristeza, você já não enxergou minhas lágrimas, você já não sentiu meu desespero, pois você já havia partido.
Desde esse dia o mundo ficou mais pobre, nossa família perdeu seu grande pilar, e eu perdi minha adorada vovó. Você era muito para todos nós, e era tudo para mim...
Todos os dias recordo você, e assim será para sempre, e até que nos encontremos em outra vida, vou lembrar, amar e sentir saudade de você!
Dificilmente conseguirei um dia explicar com palavras todos os sentimentos protegidos e desconhecidos que não vejo.
A vida continua e parece parar em tantos momentos,
Alegrias e tristezas em diferentes momentos; ao mesmo momento, sorrir, não sorrir, olhar, não olhar, simplesmente não vejo regras para viver, simplesmente vivo e viverei cada momento.
Por vezes, chega o momento de dizermos adeus ao amor. Adeus por simplesmente não estarmos à altura desse sentimento, ou apenas porque ele já não faz mais falta em nossas vidas.
Vai custar, vai magoar o coração. Mas se chegou a hora de partir, o melhor é permitir que aconteça. O amor é um sentimento maravilhoso, mas ele só faz sentido se for vivido na sua plenitude.
Você não está enxergando a realidade. Desculpe, irmã, mas você não está conseguindo distinguir a verdade da ilusão. É isso! Você é minha irmã caçula, minha irmã do coração, e eu só quero sua felicidade.
É por isso que estou implorando para que você não continue vivendo na ilusão de um amor impossível. É uma ilusão amorosa – nada mais! Você é linda, inteligente, tem tudo para ser feliz de verdade. Não perca tempo com bobagem, por favor!
Nasrudin resolveu procurar novas técnicas de meditação. Selou seu jumento, foi a Índia, a China, a Mongólia, conversou com todos os grandes mestres, mas nada conseguiu. Escutou falar que havia um sábio no Nepal: viajou até lá, mas quando subia a montanha para encontrá-lo, seu jumento morreu de cansaço. Nasrudin enterrou-o ali mesmo, e chorou de tristeza.
Alguém passou, e comentou:
- Você buscava um santo, e este deve ser seu túmulo. Na certa, está lamentando sua morte. – Não, é o lugar onde enterrei meu jumento, que morreu de cansaço.
- Não acredito – disse o recém-chegado. – Ninguém chora por um jumento morto. Isso deve ser um lugar onde os milagres acontecem, e você quer guardá-lo só para si mesmo.
Por mais que Nasrudin argumentasse, não adiantou. O homem foi até a aldeia vizinha, espalhou a história de um grande mestre que realizava curas em seu túmulo, e logo os peregrinos começaram a chegar.
Aos poucos, a notícia da descoberta do Sábio do Luto Silencioso se espalhou por todo o Nepal – e multidões acorreram ao lugar. Um homem rico foi até ali, achou que tinha sido recompensado, e mandou construir um imponente monumento onde Nasrudin enterrara "seu mestre".
Em vista disto, Nasrudin resolveu deixar as coisas como estavam. Mas aprendeu de uma vez por todas que, quando alguém quer acreditar numa mentira, ninguém lhe convencerá ao contrário.