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Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a unir-se e a ajuntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro e todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo, aquele inverno tenebroso.
Porém vida ingrata! os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam calor, aquele calor vital, questão de vida ou de morte. E afastaram-se feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportar por mais tempo os espinhos dos seus semelhantes.
Mas esta não foi a melhor solução. Afastados e separados, logo começaram a morrer congelados. Os que não morreram voltaram a aproximar-se pouco a pouco, com jeito, com preocupação. De tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviverem sem mágoas, sem causar danos recíprocos. Assim resistiram à longa era glacial. E sobreviveram!
É preciso aprender a conviver. Isto é urgente!
A vida é a melhor escola! Aqueles porcos-espinhos aprenderam depressa, que, para sobreviverem, era preciso aprender a conviver.
Esta é a moral da história: Viver juntos não basta, é necessário aprender a conviver com o outro!

Um menino entra na lojinha de animais e pergunta o preço dos filhotes à venda. – Entre 30 e 50 reais, respondeu o dono. O menino puxou uns trocados do bolso e disse: – Mas, eu só tenho 10 reais... Poderia ver os filhotes? O dono da loja sorriu e chamou a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando de forma visível. O menino apontou aquele cachorrinho e perguntou: – O que é que há com ele? O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril e andaria mancando para sempre. O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar: – Esse é o cachorrinho que eu quero comprar! O dono da loja respondeu: – Não, você não vai querer comprar esse. Se quiser realmente ficar com ele, eu lhe dou de presente. O menino emudeceu e, com os olhos marejados de lágrimas, olhou firme para o dono da loja e falou: – Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 10 reais agora e 1 real por mês, até completar o preço total. Surpreso, o dono da loja contestou: – Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos. O menino ficou muito sério e levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar... Olhou bem para o dono da loja e respondeu: – Veja... Eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso. O dono da loja, assim como a gente, ficou mudo neste momento...

Agora que a noite chega eu penso em você, lá longe, lá onde o olhar não alcança, mas onde as estrelas brilharão com a mesma intensidade que aqui. Boa noite, meu amigo!

As saudades crescem a cada novo dia, assim como o desejo de muito em breve ver essa distância encurtada e poder ter você, sua amizade, pertinho de novo, e não lá longe, lá onde a noite também cai.

Ser um casal, viver a dois compartilhando casa e vida será certamente o duplicar das alegrias, o dividir do trabalho, o dobro dos sorrisos e ter alguém que ampare nossas lágrimas e se alegre com nossas conquistas.
Eu adoro ser sua namorada, meu amor, meu namorado perfeito, e talvez por isso mesmo, mal posso esperar por compartilhar de vida e casa com você.

Mas viver a dois é também um compromisso sério e importante que quando se assume se deve levar avante sem fraquejar, ou desistir aos primeiros obstáculos.

E certamente haverá um tempo de adaptação, um tempo para cada um aprender a lidar com os hábitos do outro, e para isso é fundamental a tolerância e continuar investindo no relacionamento de forma mais romântica.
Alguns dizem que viver com o parceiro é a única forma de o conhecermos realmente, e eu estou ansiosa por conhecer você, assim, profundamente, diariamente, lado a lado.

Hoje escrevo para você, meu querido, com todo o sofrimento de quem já sente você rompendo com tudo o que nos tem unido. Somos feitos um do outro, carne da mesma carne, residentes de um abrigo que construímos juntos. Ver você a querer já fechar a porta de nossa casa, com garantia de nunca mais voltar, provoca um sufoco em meu coração, capaz de tirar toda a vida que há em mim.

Eu imploro com a voz que me resta e grito com este amor que não acaba, por favor, reconsidere nossa separação. Sei que nem sempre fui correta e tantas vezes falhei com você. Minhas atitudes por vezes te magoaram e quantas palavras eu não disse sem pensar. Mas esta pessoa que carrega tantos defeitos é a mesma que está disposta em mudar tudo isso.

Acredite, meu amor, estas lágrimas que me escorrem agora da cara, são do arrependimento que não posso mais conter e nada mais querem que seu verdadeiro perdão.