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Este artigo foi redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo há uns tempos.
"Uma Avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros.
As Avós não tem nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas nem as lagartas.
Nunca dizem 'Sai daqui!'. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos.
Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As Avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes.
Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma historia várias vezes. As Avós são as únicas pessoas grandes que tem sempre tempo.
Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma Avó, sobretudo se não tiver televisão."

Difícil é amar quando alguma coisa dá errado. Quando a casa está uma bagunça, quando as contas começam a crescer e o dinheiro diminuir, quando qualquer palavra vira ofensa, quando um silêncio se transforma em dúvida. Quando sobram palavras entaladas na garganta, quando falta um gesto que era pra ter marcado presença, quando o beijo é rápido, o olhar é vazio, o abraço é curto, as promessas falham. Quando o zíper da mala fecha e você não vai. Quando você espera por algo que nunca vem. Quando as expectativas começam a te sufocar. Quando os olhos ficam marejados ao lembrar do que podia ter acontecido, mas não aconteceu. Quando a porta bate, o tom de voz aumenta, a paciência se esgota, o humor não faz mais rir.

Eu queria ser um artista para perpetuar sua imagem numa obra de arte. Retratar todas as linhas do seu corpo, todos os traços de seu lindo rosto, e depois lhe oferecer como presente de Natal.
Eu queria ser um músico para compor a mais linda melodia, que falasse da sua beleza, e do nosso amor, e depois, cantá-la para você, como presente de Natal...
Meu amor; eu queria ser um ator, para viver ao seu lado, todos os papéis, todas as vidas numa porção de estreias, e oferece-las como presente de Natal.
Eu queria ser até malabarista de circo, virar me do avesso, para mostrar-lhe o meu amor. E oferecê-lo para você como presente de Natal... Mas não sou nada disso! Sou apenas um mortal, que morre de amor por você, e só quer estar ao seu lado neste Natal.
O presente será tudo aquilo que eu adoro te dar... Beijos, abraços, carinho e muito amor. O presente serei eu mesmo, meu corpo e minha alma, meu coração e minha vida. Te amo!
Feliz Natal!

Sou viciado em sorrisos, não nego. Existem aqueles bobos e sem porquês. Existem aqueles de aparência só para não dar espaço pro dizer 'estou mal'. Existem aqueles espontâneos e sem fim. Existem aqueles que nos causam inveja. Existem alguns que até amedrontam de tanta perfeição. E existe o seu que é meu!

O dia está lindo lá fora,
Mas inquieto está meu coração.
É como se chegasse a hora,
De me falares um não...

Peço-te, querido, para isso não fazeres,
Pois maltratarás o meu coração.
Fala-me, baixinho, todos os dizeres,
Mas não entres agora em ação...

Sei que contigo fui ontem rude,
E não entendo o que me deu.
Sei também que tua razão não se ilude,
Pois o que te falei, te doeu...

Razão qualquer eu não tinha,
Para te falar com tanta rudeza.
Mas o ciúme eu não continha,
Naquela hora de tanta incerteza...

Agora, afinal, eu te mais peço,
As minhas desculpas mais gentis.
Daqui pra frente, garanto, eu meço,
As minhas palavras, os meus perfis!