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Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
"Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?" "Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.
"Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?", questionou novamente o pensador.
"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar :
"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?"
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu :
"Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?"
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?
Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".

Eu sei como é se segurar e deixar para chorar só quando ligar o chuveiro, assim ninguém percebe.
Eu sei como é refletir sobre a vida antes de dormir e se certificar de que ninguém está ouvindo para começar a soluçar.
Eu sei como é sofrer tão dolorosamente que as vezes você precisa fingir que vai ao banheiro, ou beber água, apenas para lavar o rosto e se recompor.
Eu sei como é ter os olhos úmidos e aquele medo de que não seja forte o suficiente para segurar as lágrimas quando está em público.
Eu sei como é sentir aquele nó enorme na garganta, que te sufoca, até que você cede e chora.
Eu sei como é sentar na cama, pegar o travesseiro e chorar tanto, mas tanto, que se surpreende com o rio que terá que esconder da sua família.
Acredite, eu sei como é tudo isso.

Perdão...
Por amar você como eu amo
Por querer você como eu quero
Por um dia e por sempre
Meus olhos procurarem os seus
Com sede de te-los por inteiro
Pela noite de insônia que passei
E pelos meus loucos sonhos impossíveis
Que tive com você.
Também pela lágrima que chorei
E por tudo que fiz, pela minha covardia,
Pela fraqueza e pelo meu amor.

Perdão...
Por ainda querer você, mesmo sabendo
Que é impossível.
Também me desculpe pelo insistir do meu amor,
Sei que cada dia que passa
Está se afastando de mim,
E isso eu não consigo entender o por quê...

Perdão...
Por querer entrar neste mundo
Que não me pertence.
É triste amar em segredo,
Sofrer por quem não merece,
Ter que passar por quem se ama
Fingindo que não conhece.
É triste chorar por quem já morreu,
Mas mais triste ainda é chorar
Por quem está vivo e já lhe esqueceu.

Às vezes idealizamos um grande sonho
Em cima de uma grande pessoa
E com passar do tempo percebemos
Que o sonho é grande demais
E a pessoa realmente pequena.

Bobeira eu estar pensando
Que você poderia ser meu um dia.
Mas tudo bem... Sabe por quê?
Porque não sou aquilo que você queria
Sou bem mais do que você merece!

– Acabo de voltar de uma troca de presente. Ela disse.
– Alguém lhe deu algo que você não queria? Perguntei. – Não, de jeito nenhum. Ganhei mais do que pensei que ganharia. Ela respondeu.
– Então ganhou presentes demais? Perguntei. – Oh, não. Nunca se ganha "demais". Ela disse bem séria.
– Não estou entendendo. Você estava devolvendo um presente que você ganhou e não queria porque você tinha mais do que pode usar, mas nunca tem demais do seja lá o que for. Eu disse. Naturalmente eu não tinha nenhum ideia do que eu acabara de dizer, mas era o que eu tinha ouvido. – Não. Eu não devolvia nada. Eu distribuía. Ela disse.
Me senti como que assistindo a um episódio de "I love Lucy". – Vamos começar tudo de novo. Onde você estava? Perguntei. – Fui ao asilo. Fui visitar as pessoas que vivem lá. Ela disse.
– Você tinha dito que foi trocar presente.
– Oh, vejo seu problema. É assim que eu chamo minhas visitas ao asilo. "Troca de Presente". Eu vou ao asilo e passo meu tempo com algumas pessoas bem fascinantes. Sou a única com 40 anos. Aquelas pessoas estão pelos 70 ou 80 e até mais. Elas têm muito a oferecer. Suas histórias são presentes especiais para mim. Sua experiência de vida e lições são incrivelmente valiosas. Aprendo muito com elas. Ela disse.
– Então, isto é o trocar presente? Perguntei. – Sim, eu lhes dou o meu tempo e minha atenção, eles me ensinam sobre a vida.
Que ângulo incrível para se ver as coisas. Por todos estes anos que eu tenho escrito, todas as pessoas que eu encontrei ao longo do caminho fizeram parte da minha "Troca de Presente".
Por que você não se junta a nós. Dê um pouco de tempo para falar com alguém na rua hoje. Crie tempo para parar e dizer "olá" a alguém de sua vizinhança. Encontre novas pessoas. Visite um asilo. Telefone para alguém.
Você tem muito para dar e muito mais para receber.

Pensar que algo do passado poderia ter sido feito de outra forma ou mudar de opinião sobre o que já havia decidido anteriormente, não deveriam ser tratados como fracasso. Nossas vidas estão se tornando cada vez mais dinâmicas e olhar determinado assunto por outro lado não é nada de incomum muito menos errado.

Sentir arrependimento não pode ser tomado como um sentimento negativo ou que deve ser sempre censurado. Imaginar que alguns momentos da sua vida poderiam ser diferentes pode ser até transformado em algo positivo se for pensado como pode evitar tal fato futuramente.

O problema está em arrepender-se frequentemente, o que pode desencadear um intenso sofrimento por não estar satisfeito com a vida que está vivendo. O arrependimento deve surgir de forma esporádica, e quando aparecer que seja utilizado como incentivo para nunca mais ser repetido.

Arrepender-se de alguns poucos momentos pode mudar positivamente a forma como enxerga sua vida, mas viver achando que tudo deveria ter sido diferente, pode mostrar que existe uma grande dificuldade para conseguir realmente mudar de vida.