Perdoa-me por dizer o que não quero
Pelo desespero que ocupa meu ser
Por dizer palavras que ofendem alguém
Pelo modo como enxergo as coisas
Se falo demais o que não devo
Por acusar e querer ser tão certa
De apontar os defeitos alheios
Por procurar ser correta demais
Ou responder à altura aos outros
Pelos erros que eu cometer ou já fiz
Por amar com loucura como eu amo
Talvez por ser egoísta e honesta
Por procurar estar sempre do lado certo
Por receber tantas humilhações
E nunca ser baixo astral
Por guardar rancor se é errado
Por trazer no peito tanta mágoa
Por ser uma pessoa só
E não ter com quem desabafar
De desejar um verdadeiro amigo
Por procurar ser sensata
Por enganar a minha própria pessoa
Pela tristeza que me faz ser fria e dura
Pelo sorriso sem vontade
Por eu ser o que não sou
Quando disfarço um amargor
Pelo desatino da minha vida
Da injustiça na qual sou lançada
E levar tantos tapas na cara
Eu ter que sorrir e procurar esquecer
Por eu ser vaidosa
Quem sabe até calculista
Ao esconder coisas que não podia
Perdoa os meus erros e também as minhas virtudes
Perdoa por eu querer modificar o mundo
E desta feita também as pessoas
Perdoa por eu estar viva
E à procura de novos horizontes
Perdoa toda vez que eu descer na minha escalada
Perdoa-me por eu estar num mundo bom
Onde as pessoas não se entendem mais
Perdoa se tudo isso que eu tento arrumar
Me torna nojenta
E que isso não atrapalhe a vida daqueles que amo
Perdoa por meus olhos enxergarem
Além do que deviam
E sobretudo perdoa-me pelas muitas vezes
Que chego a duvidar da tua existência
Perdoa-me apesar de que,
Mesmo sabendo de tudo isto,
Eu me alegre por estar sendo
Iluminada com tua luz espiritual
A me envolver em teu amor supremo,
E estar vivendo o que vivo agora.
Tento tudo isso, na nítida esperança
De que um dia eu consiga de alguma maneira
Merecer o teu perdão!
Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:
" Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. "
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
Moral da história:
" A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação.
E isso faz toda a diferença..."
Querido amigo,
Sei que entre nós existe um laço de respeito e consideração. Sei que, às vezes, falhamos um com o outro, mas isso faz parte da convivência. Sei, também, que em função de outras circunstâncias, o humor pode se alterar.
Entretanto, nada pode ser tão malévolo ao ponto de destruir a nossa amizade e consideração mútua. Admitir falhas é virtude. Cometer falhas, de alguma forma, também é. Afinal, somos humanos e falíveis.
Falha é sinal de humanidade. Perfeitas são as obras de Michelangelo, pois são de pedras, não se movem e não se transformam sob os sentimentos alheios. Porém, elas mostram as alegrias, as glórias e as angústias que todos sentimos ou sofremos.
Compreender a arte é uma dádiva. Compreender o tempo é outra. Enfim, a compreensão é a grande virtude. Precisamos admitir, aceitar e acolher o que vem do outro, mesmo que, vez ou outra, venha de forma atravessada.
Uma vez, eu li num muro: "Herrar é umano". Claro que é ironia, mas a ironia denota inteligência. Podemos errar, sim, e mesmo assim mantermos a amizade. O que não poderá haver, nunca, são o menosprezo e a maldade.
Abraços.
Você é muito mais do que um amigo... Tem um jeito doce de ser, Nunca pensei que pudesse encontrar um amigo como você Você lê os meus olhos, E sabe o que estou sentindo. Para cada palavra que eu digo Você sabe o verdadeiro significado Nós compartilhamos os momentos Felizes e os momentos de tristeza Você é um tesouro de imensa beleza Nossa amizade não terá fim Assim como um anel! Mas de uma coisa eu tenho certeza Você é um presente enviado por Deus...
Um grupo de rapazes e moças resolve fazer uma viagem turística rumo à cálida Flórida, deixando a região fumarenta de Nova Iorque. Meteram-se no ônibus, sempre muito alegres e extrovertidos.
Todavia, no ônibus viajava um cidadão sempre macambúzio e voltado para dentro de si próprio. Esquivo, não aceitava abrir conversa com ninguém. Não só calado, mas profundamente triste, contrastando com a alacridade juvenil do ambiente. Mordiscava os próprios lábios e parecia em cogitações estranhas.
Uma jovem do grupo, no entanto, conseguiu se aproximar dele e teve ensejo de formular lhe algumas perguntas que todos desejariam fazer, sem que tivessem coragem.
_ Qual é o seu nome?
_ Vingo.
_ Que nome interessante. Você é casado?
_ Não sei se sou casado.
_ E como pode ser isto?
_ Estou saindo de uma penitenciária. Da prisão, escrevi para a minha mulher dizendo que estaria ausente muito tempo e que, se ela não aguentasse, se os nossos filhos começassem a fazer perguntas e isto lhe fosse muito doloroso, me esquecesse. Eu compreenderia. "Arranje outro homem e não precisa escrever mais", disse à ela. E, de fato, ela nunca mais me escreveu.
_ E você está voltando para casa?
_ Isso mesmo. Quando, na semana passada, me concederam livramento condicional, escrevi à minha mulher de novo. Existe, na entrada da cidade onde morávamos, um grande carvalho. Se ela ainda me quisesse de volta, deveria amarrar um lenço verde à árvore. Se, pelo contrário, não me desejasse mais, não amarrasse lenço algum.
_ Meu Deus! – exclamou a jovem, comovida.
As moças e os rapazes ficaram todos sabendo da estória. O ônibus começou a se aproximar da cidade. Todos olhavam pela janela. Por fim, surgiu o frondoso carvalho. Vingo parecia petrificado. De repente, levantou-se e os seus olhos brilharam.
O carvalho parecia uma árvore de Natal. Havia nele 20 ou 30 lenços verdes. Era uma mensagem extraordinária de boas vindas. Moças e rapazes se puseram a gritar, chorar e dançar dentro do ônibus. E Vingo desceu e foi ao encontro do amor e da vida.