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Hoje você atravessa uma tempestade na sua vida e seu coração anda um pouco à deriva. Mas apesar do momento difícil há pelo menos duas certezas na sua vida: que Jesus ama e jamais abandonará você, e a minha amizade.

Tenha fé, tenha força, pois Jesus está sempre com você e se lhe confiar seu coração, Ele ajudará você a superar este momento. Jesus acalmará esta tempestade, acredite nisso e confie. Também eu estarei aqui, do seu lado, para o que precisar. Força e muita fé!

Ela era jovem, era inteligente, elegante e de uma simpatia discreta que cativava a todos, ainda que não de imediato. Foram poucos os anos em que tive o prazer de conviver com ela, e me arrependo de não me ter esforçado para estar mais tempo ao seu lado.

Em pouco tempo ela demonstrou ter qualidade de uma grande amiga. Fiel, dedicada e atenciosa, sempre disposta a ouvir e a conversar. Foram tantos cafés e conversas, às vezes mais ou menos descontraídas, porque tínhamos tantas preocupações. Tínhamos as preocupações que só os jovens se podem dar o luxo de ter...

Fazíamos planos para o futuro e trabalhávamos pensando em realizar nossos objetivos. Hoje penso que gastamos tanto tempo com coisas sem importância. Quem me dera ter sorrido mais ao lado dela, ter tido mais momentos de festa e alegria.

Eram tantos os sonhos, e pareciam tão próximos. Agora o que nos resta é a memória do seu rosto suavemente alegre, com um sorriso desenhado, e o brilho nos olhos de quem sabia o que queria.

Nós, amigos, o que podemos fazer é, em sua honra e memória, viver. Sermos felizes e vivermos a vida em sua homenagem, em homenagem àqueles que já não estão entre nós. É respeitar o nosso tempo de vida, dando o melhor que temos, como fez a nossa amiga. Que ela brilhe no céu junto às estrelas, onde estava destinado a ser o seu lugar na terra.

Eu ainda gosto de você! Gosto de você de um jeito que não dá para medir, para calcular. É um gostar profundo.

Quero muito voltar a ser sua namorada. Quero que você reconsidere todas as coisas que aconteceram. E, por favor, entenda que o sentimento verdadeiro é mais importante que todo orgulho. É que nossa história não termina aqui! Por favor, seja honesto com seu coração!

A tartaruguinha
Do pifuripafo
Não pifuripafa
Na pifuripinha.

O tartaruguinho
Só pifuripafa
Com a tartaruguinha
Na pifuripinha.

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida...
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo'
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.

Martha Medeiros