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Meu amor e companheiro de vida, que a luz desta tarde encandeie seu coração de energia e esperança, e não haja dificuldade que com essa força você não possa superar. Boa tarde, meu marido!

Eu faço das suas as minhas conquistas, da sua a minha felicidade, e não há montanha ou oceano que por você eu não cruzasse. Eu amo muito você, e tudo o que eu mais desejo é vê-lo feliz e triunfante!

Que estas palavras e o meu amor lhe aqueçam o coração e o ajudem na hora de enfrentar as dificuldades que possam surgir.

Pensar em você é algo que preenche um grande e preciso espaço do meu tempo. Recordando os momentos que passamos todos os instantes de convivência, todo afeto, todas as carências e carinho repartido.
Lembrar de você é fácil, pois só tenho lembranças da felicidade que partilhamos e do quanto você significa para mim. Lembro-me de cada palavra, de cada gesto, das pequenas brigas, de todos os carinhos que sempre veem depois.
Essas recordações são mais especiais, pois ao recordá-las eu lembro tudo que você é. Seu olhar, seu sorriso, de como você fala com o coração e de tudo que é importante para nós.

Há dias em que você sente uma insegurança indefinível.
Você passa horas e horas tentando descobrir de onde isso tudo surgiu.
Uma angustia toma conta do peito. Não encontramos nenhuma relação
entre esse tipo de sentimento e as ações das nossas atitudes.
O notável é que determinados desastres psicológicos invadem nosso ser e nos deixa mais incompreensivos, arrogantes e simplesmente chatos. Se parasse por aqui tudo bem, mas o pior é que isso se exterioriza e torna as pessoas que mais amamos grandes alvos. Acabamos machucando-nas; falamos coisas sem sentido, desprezamos, e ainda por cima, nosso orgulho auxilia construindo uma imensa barreira que impede de nos desculparmos.

Queria tanto saber ter auto controle nesses momentos. Poder ser forte nos dias difíceis e reverter todas as consequências negativas que poderiam abalar a mim e as pessoas especiais.

Por que será que o desejo de cuidar daqueles que amamos nos aprisiona cada vez mais?
Um cuidado que amedronta, pois se quer proteger, mas tem-se o medo de alertar.
Medo dessas pessoas não aceitarem essa proteção; medo delas sentirem-se sufocadas; e o principal, medo delas afastarem-se por isso.

As vezes paro questionando-me se isso tudo vale a pena. Mas segundos depois tento convencer meus pensamentos de que o amor que sinto é muito maior do que qualquer sofrimento. Tatuo na memória que isso é passageiro e que futuramente verei os frutos desse certo ? sacrifício?. Todos os dias peço forças a Deus para suportar cada obstáculo que enfrento no decorrer da vida. Peço para que eu seja forte o suficiente para carregar todos os que amo em meus braços e que eles jamais desistam de mim.

E como já disse: Um dia verei que tudo valeu a pena e que nada foi em vão!

O tempo pode apagar a lembrança de um corpo ou de um rosto, mas nunca os das pessoas como você que souberam fazer de um pequeno instante, um grande momento!

Me parece que podemos, com maior razão, distinguir o amor em função da estima que temos pelo que amamos, em comparação com nós mesmos. Porque quando estimamos o objecto do nosso amor menos que a nós mesmos, temos por ele apenas uma simples afeição; quando o estimamos tanto quanto a nós mesmos, a isso se chama amizade; e quando o estimamos mais, a paixão que temos pode ser denominada como devoção. Assim, podemos ter afeição por uma flor, por um pássaro, por um cavalo; porém, a menos que o nosso espírito seja muito desajustado, apenas por seres humanos podemos ter amizade. E de tal maneira eles são objeto dessa paixão que não há homem tão imperfeito que não possamos ter por ele uma amizade muito perfeita, quando pensamos que somos amados por ele e quando temos a alma verdadeiramente nobre e generosa.

Quanto à devoção, o seu principal objeto é sem dúvida a soberana divindade, da qual não poderíamos deixar de ser devotos quando a conhecemos como se deve conhecer. Mas também podemos ter devoção pelo nosso príncipe, pelo nosso país, pela nossa cidade, e mesmo por um homem particular quando o estimamos muito mais que a nós mesmos. Ora, a diferença que há entre esses três tipos de amor se manifesta principalmente pelos seus efeitos; pois, como em todos nos consideramos juntos e unidos à coisa amada, estamos sempre dispostos a abandonar a menor parte do todo que compomos com ela, para conservar a outra.
Isto nos leva, na simples afeição, a sempre nos preferirmos ao que amamos; e, na devoção, ao contrário, a preferirmos a coisa amada e não a nós mesmos, de tal forma que não hesitamos em morrer para a conservar. Frequentemente se viram exemplos disso, nos que se expuseram à morte certa para defender o seu príncipe ou a sua cidade, e mesmo às vezes pessoas particulares às quais se tinham devotado por inteiro.

René Descartes