Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras. Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia: - Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados. Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe: - Senhor, posso lhe fazer uma pergunta? - Diga soldado. - O que havia por trás da assustadora porta? - Vá e veja. O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade. O soldado admirado apenas olha seu rei que diz: - Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta. Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
O coração anda no compasso que pode.
Amores não sabem esperar o dia amanhecer.
O exemplo é simples.
O filho que chora tem a certeza de que a mãe velará seu sono.
A vida é pequena, mas tão grande nestes espaços que aos cuidados pertencem.
Joelhos esfolados são representações das dores do mundo.
A mãe sabe disso. O filho, não. Aprenderá mais tarde, quando pela força do tempo que nos leva, ele precisará cuidar dos joelhos dos seus pequenos.
O ciclo da história nos direciona para que não nos percamos das funções.
São as regras da vida.
E o melhor é obedecê-las.
Tenho pensado muito no valor dos pequenos gestos e suas repercussões. Não há mágica que possa nos salvar do absurdo.
O jeito é descobrir esta migalha de vida que sob as realidades insiste em permanecer.
São exercícios simples...
Retire a poeira de um móvel e o mundo ficará mais limpo por causa de você.
É sensato pensar assim.
Destrua o poder de uma calúnia, vedando a boca que tem ânsia de dizer o que a cabeça ainda não sabe, e alguém deixará de sofrer por causa de seu silêncio.
Nestas estradas de tantos rostos desconhecidos é sempre bom que deixemos um espaço reservado para a calma.
Preconceitos são filhos de nossos olhares apressados.
O melhor é ir devagar.
Que cada um cuide do que vê.
Que cada um cuide do que diz.
A razão é simples: o Reino de Deus pode começar ou terminar, na palavra que escolhemos dizer.
É simples...
Uma das coisas que mais admiro na gente, é a forma que a gente briga agora e daqui cinco minutos estamos numa boa de novo.
De vez em quando somos surpreendidos com alguns problemas difíceis de resolver ou situações um pouco mais complicadas de superar. São nessas horas que muitas vezes encontramos forças de onde nunca imaginávamos que houvesse. Seja um amigo distante, uma música que relembra bons momentos, ou até uma boa leitura, o mais importante para conseguir seguir em frente é obter forças onde quer que elas estejam.
Evite guardar maus sentimentos por muito tempo, pois eles não irão sumir assim de repente, e deixar de libertá-los só fará com que fiquem cada vez mais vivos internamente. Para muitas pessoas, liberar aqueles sentimentos que causam sofrimento, não é uma tarefa muito fácil, mas pense na sensação de liberdade depois de tanto tempo aprisionado.
Muitas vezes precisamos de um tempo para processar tudo que está acontecendo a nossa volta, mas nunca permita que a dor e a infelicidade superem os bons sentimentos, expulse-as da sua vida encontrando forças para seguir em frente.
Sei que você tem travado uma luta contra essa doença e que nem sempre tem sido uma tarefa fácil. Há momentos em que simplesmente nada parece dar certo, mas não fique triste, meu primo.
Acredito que com sua força junto com fé e esperança no coração, você vai conseguir superar essa fase. Em breve tudo será apenas passado.