Eu era um sujeito perseguido pela saudade. Sempre fora, e não sabia como me desligar e viver tranquilamente. Ainda não aprendi. E desconfio que não aprenderei nunca. Pelo menos já sei algo valioso: é impossível me desligar da memória. É impossível se desligar daquilo que se amou. Tudo isso estará sempre junto conosco. Sempre teremos tanto o desejo de refazer o bom da vida como o de esquecer e destruir a lembrança do mau. Apagar as maldades que cometemos, desfazer a recordação das pessoas que nos prejudicaram, remover as tristezas e as épocas de infelicidade. É totalmente humano, então, ser um nostálgico, e a única solução é aprender a conviver com a saudade. Talvez para a nossa sorte, a saudade possa transformar-se, de algo depressivo e triste, numa pequena chispa que nos dispare para o novo, para entregar-nos a outro amor, a outra cidade, a outro tempo, que talvez seja melhor ou pior não importa, mas que será diferente..
Ao voltar de um exaustivo dia de caça, trazendo segura nos dentes uma pequena corça, a onça encontrou sua toca vazia. Imaginando que os filhotes estivessem nas imediações, pôs-se a procurá-los com diligência. Olhou e examinou cada canto, sem encontrá-los.
Preocupada com a demora que se tornava séria, desesperou-se e tomada de pânico esgoelou-se em urros que encheram de espanto toda a floresta. Uma anta decidiu indagar a respeito da ocorrência. Chegando junto da toca, viu a onça desatinada e então, jeitosamente, procurou saber dela sobre o que estava acontecendo.
– Devoraram-me os filhotes! – gemeu a onça. – Infames caçadores cometeram friamente o maior de todos os crimes: mataram os meus filhos...
A anta conciliadora, porém franca, não deixou que a oportunidade se passasse sem que ela dissesse à onça certas verdades que embora dolorosas, careciam ser ouvidas por ela naquele momento. Então falou-lhe:
– Mas senhora onça, se analisar bem o fato, há de convir que suas acusações não procedem. Perdoe-me a franqueza, nessa hora de desespero. Respeito a sua dor, mas devo dizer-lhe que fizeram uma vez aquilo que a senhora pratica todos os dias. Não pode negar que vive sempre a comer os filhotes dos outros, não é verdade? Ainda agora acabou de abater uma corçazinha...
Tomada de indignação, a onça arregalou os olhos como que espantada pela coragem e atrevimento da anta, falando com um ódio mortal: – Oh, estúpida criatura! É isso que você tem a dizer para consolar o meu coração ferido pela dor? Com que direito você se atreve em comparar os meus filhos com os filhotes dos outros? E como pode comparar o meu sofrimento e desolação ao dos demais? É preciso considerar primeiro a minha posição, em relação à dos outros animais, para depois pesar a situação...
Foi nesse momento que um velho macaco, que bem do alto do seu galho assistia ao diálogo, falou como quem está revestido de autoridade: – Amiga onça, é sempre assim: A dor alheia só atinge aos altruístas, mas jamais ao egoísta...
A vida realmente nos reserva surpresas maravilhosas. E você foi a melhor surpresa que aconteceu em minha vida nos últimos tempos. Dizem que as melhores coisas da vida chegam sem avisar, e assim foi com você. Tudo aconteceu de modo tão suave, tão simples, tão natural, como se o nosso encontro já tivesse sido planejado pelo destino, com dia e hora marcada para acontecer. E desde de que nos conhecemos, tudo tem sido assim entre nós dois, calmo, fluido, sereno.
Esse é o amor com sabor de fruta mordida, que traz paz, que faz bem, que traz entusiasmo e alegria, sem medo, sem ansiedade, sem insegurança. É assim que eu me sinto com você, meu amor, sinto-me sempre bem. Você me faz bem, você é tudo de bom para mim. O nosso namoro ainda é recente, mas tenho certeza de que só vai melhorar.
Eu estou e sou muito feliz com você, e assim quero ficar.
Eu te amo.
Um velho homem bêbado, acidentalmente caiu nas terríveis corredeiras de um rio que levavam para uma alta e perigosa cascata.
Ninguém jamais tinha sobrevivido àquele rio. Algumas pessoas que viram o acidente temeram pela sua vida, tentando desesperadamente chamar a atenção do homem que, bêbado, estava quase desmaiado.
Mas, miraculosamente, ele conseguiu sair salvo quando a própria correnteza o despejou na margem em uma curva que fazia o rio.
Ao testemunhar o evento, Confúcio comentou para todas as pessoas que diziam não entender como o homem tinha conseguido sair de tão grande dificuldade sem luta:
Ele se acomodou à água, não tentou lutar com ela. Sem pensar, sem racionalizar, ele permitiu que a água o envolvesse. Mergulhando na correnteza, conseguiu sair da correnteza. Assim foi como conseguiu sobreviver.
Quando te vi, vi a paixão, o desejo
Quando te vi meus olhos brilharam
Quando te vi, meu corpo tremeu
Quando te vi, desejei-te de corpo e alma
Quando te vi, tudo em mim mudou
Quando te vi, eu soube, soube que não era mais minha
Quando te vi, a solidão se foi, o vazio sumiu
Quando te vi, alucinei de paixão
Quando te vi, soube que era tua, sem nunca ter sido
Quando te vi, senti paz, conforto e alegrias
Quando te vi, vi a beleza, vi o perfeito
Quando te vi, pela primeira vez vi com os olhos do coração
Quando te vi, há, vi o que é um anjo que caminha entre os mortais
Quando te vi, descobri o mais profundo segredo do que é desejar
Quando te vi, me apaixonei, e soube o que amar
Agora quando te olho, meus olhos nem piscam
Meu corpo se enternece, a alma fica em festa
O coração fica em festa, a boca fica seca
As mãos suadas, o corpo quente, todo corpo sente tua presença
Agora eu só quero você
Agora que te quero, te quero em mim para sempre
Agora quero você, quero você para me fazer viva, me fazer tremer
Agora quero viver o belo, a maravilha que é amar
Agora me entrego toda a você em cada segundo do meu dia
Agora só penso: porque fui te ver? E porque tão tarde, poderia ter sido plena antes
Quero você, no corpo
Quero você nos pensamentos
Quero você no sexo
Quero você na alma
Quero ter você toda noite nos meus sonhos
Quero, quero, preciso de você em mim, agora e sempre.
Quero a oração mais bonita, sublime, pura e sincera
Que é chamar teu nome.
Quando te vir, quero me reparar
confessar, dizer da importância que tens para mim
Quando te vir, quero me ajoelhar, pedir ao eterno que
te faça me compreender
Quero dizer do vazio que teu silêncio me traz
Quando te vir, quero implorar uma nova chance
Enfim, quando te vir...