Quem ama nada exige.
Perdoa sem traçar condições.
Sabe sacrificar-se pela felicidade alheia.
Renuncia com alegria ao que mais deseja.
Não espera reconhecimento.
Serve sem cansaço.
Apaga-te para que outros brilhem.
Silencia as aflições, ocultando
as próprias lágrimas.
Retribui o mal com o bem.
É sempre o mesmo em qualquer situação.
Vive para ser útil aos semelhantes.
Agradece a cruz que leva sobre os ombros.
Fala esclarecendo e ouve compreendendo.
Crê na Verdade e procura ser justo.
Quem ama, qual o samaritano anônimo
da parábola do Mestre,
levanta os caídos da estrada,
balsamiza-lhes as chagas, abraça-os
fraternalmente e segue adiante...
Meu coração pula como louco sempre que penso no grande dia, nesse dia em que você virá enriquecer o mundo em geral e a minha vida em particular, meu filho.
E como é indescritível a felicidade que eu sinto na ideia de pegar você nos meus braços, de cheirar sua pele, de sentir sua respiração. Mas maior é o amor que eu já sinto por você, mesmo você ainda estando recolhido no meu corpo.
É tão intenso o desejo, tão grande a ansiedade que sinto pelo momento de ver você perto de mim, de poder amar você plenamente. Meu filho, chego a ficar impaciente por querer que você nasça logo, pois meu amor é tão grande e sinto um grande desejo de ser sua mãe, e de ter você como filho.
Eu o amo, meu filho, desde o dia em que soube que carregava você no ventre, até à eternidade!
Livrai-me de toda mágoa que me impede de sorrir, todas as más intenções que me impedem de seguir. Dos maus pensamentos que tiram a paz, das más palavras que levam ao caos. Dos maus corações. Das más sensações. Tudo o que aqui dentro fizer mal. E que assim eu me faça, livre da falta de fé. Da falta de sonhos. Da falta de paz. Livrai-me de tudo que me prende. De tudo o que ofende a minha liberdade de ser. E de sentir.
Uma família de cinco pessoas estava passeando um dia na praia.
As crianças estavam tomando banho de mar e fazendo castelos na areia, quando, ao longe, apareceu uma velhinha.
Seu cabelo grisalho esvoaçava ao vento e suas roupas eram sujas e esfarrapadas. Resmungava qualquer coisa, enquanto apanhava coisas da praia e as colocava em um saco.
Os pais chamaram as crianças e lhes disseram para ficar longe da velha.
Quando esta passou, curvando-se de vez em quando para apanhar coisas, sorriu para a família, mas seu cumprimento não foi correspondido.
Muitas semanas mais tarde, souberam que a velhinha dedicara a vida à cruzada de apanhar caquinhos de vidro da praia para que as crianças não cortassem os pés.
Em nossas vidas é assim... Algumas pessoas passam a vida inteira nos protegendo sem que saibamos... Em troca nem bom dia... Quanto mais um obrigado.
Não é só pela falta que você me faz que hoje escrevo agora estas palavras. É também porque não faz sentido estarmos separados, quando ainda existe amor entre nós. Ambos erramos e dissemos coisas que nem queríamos, mas a nossa história merece uma segunda oportunidade.
Vamos tentar uma reconciliação, meu bem, que eu não sei viver sem você. São tantas as saudades nossas que eu era capaz de correr agora para os seus braços.