O legado em vocês continua e
jamais irá parar pois quem
cuida só pode amar e na verdade
não tem
como
escapar.
Ensinamentos fogem do meu céu
e surgem na terra do seu chão, é
som em violão ou uma outra canção
que não
dorme
sozinha.
Metas escondidas ou sonhos de
camuflagem são as cores perdidas
caídas ou retidas na outra margem
não sobra
nada
mais.
Amores criados com medos vazios
e nos pés gelados educam-se os
filhos amados e até os enteados
mas não
quem
tem.
Se eu pudesse te abraçar e fazer todas as suas dores sumir, eu faria. Se eu pudesse te livrar de todo sofrimento que há no mundo, eu livraria. Se eu pudesse amar uma só pessoa por uma vida inteira, seria você. Se eu pudesse escolher o meu futuro, seria junto com você.
O amor se foi, a felicidade acabou, meu olhos choram, meu coração despedaçou.
Te ver era muito bom, te amar melhor ainda, meu amor era só seu e o seu amor era só meu
Mais simplesmente te ver não bastava, queria você perto de mim, só por causa desse amor maldito, meu olhos agora choram assim.
Não só te amava por amar
Não só te adora por adorar, mais sim adorava te amar, agora eu digo amo você.
Querida filha, linda menina quase mulher, feliz aniversário! Faz hoje quinze anos que você veio iluminar nossas vidas com uma alegria sublime. Hoje está quase na idade adulta, mas para nós será sempre a nossa menina, o nosso bebê.
Seja sempre feliz, filha linda! Nunca perca esse sorriso tão único e especial, esse encanto e essa ilusão de viver. Nós amamos muito você, hoje e para sempre, independentemente de tudo!
De dentro de uma semente rasgou, certo dia, uma planta. Ainda era muito cedo para brotar, mas era melhor o frio externo do que suportar a casca que lhe sufocava. O vento lhe queimava a pele, e a sol forte quase não a deixava respirar. A terra onde nasceu era seca, e as pedras impediam que criasse raízes. Mas as raízes insistiam em crescer, e apodreciam porque no solo não conseguia se fixar.
Suas folhas pequeninas não sobreviviam muito além de alguns dias, logo secavam e caiam por terra. E a planta se deixou levar ao vento, na esperança de encontrar solo fértil. Areias quentes, alagados, solo infestado de raízes velhas. Em algum lugar precisava encontrar terra, onde pudesse florescer, mas na terra não houve um só canto onde pudesse fixar suas raízes, e numa estranha mutação a planta aprendeu a se nutrir do vento. E se acostumou a ver suas folhas caírem por terra, e frutos nunca ter.
Por muito tempo viajou por mundos ignotos e conheceu seus costumes. Por muitos mundos ela passou sem ser notada. Por outros deixou suas folhas secas nutrindo a terra. Seu sonho era ser como as outras plantas, criar raízes, florescer, frutificar. Um dia um jardineiro a recolheu num vaso, e ali regou suas raízes, e ela cresceu e floresceu, sentia-se viva e feliz. E por uma vez sentiu o calor da terra. Sentiu suas raízes crescerem, sentiu pela primeira vez sua natureza de planta
Todo o seu ser lhe foi grato, como se na vida toda estivesse esperando por este momento. O jardineiro lhe deu o precioso momento de ser e a planta nunca esquecerá do jardineiro. Porque mesmo por pouco tempo, a lembrança de ser planta, de ser cuidada e de ter raízes na terra ficará para sempre. E agora ameaça o vento a lhe arrancar do vaso numa noite dessas. E de novo lhe levar pelo ar para estranhas terras. E novamente ela terá que aprender a se nutrir do ar. Mas por onde for ela levará a lembrança de que um dia foi planta e teve terra e a imagem do jardineiro a regar seu vaso.