Já Tive Amores...
Amores que duraram Anos
Amores que duraram Semanas
Amores de um dia!
Já Tive Paixões...
Paixões que me fizeram chorar!
Paixões que me tiraram o sono!
Paixões que me consumiam!
Já tive medos...
Medo de Perder!
Medo de Não conseguir Amar de novo!
Medo da Solidão!
Hoje tenho você!
Que não me faz chorar!
Que não me faz sofrer!
E que me fez ver...
Que não quero te perder!
Te Amo...
Por favor, me desculpe! Nunca imaginei ter de pedir seu perdão. Acontece que a vida é uma fonte de dúvidas e problemas, de surpresas e impasses.
Talvez por isso tenha cometido este erro que está incomodando nosso lar, nosso mundo. Não desista de mim, meu amor. Por favor, não desista! Continuo sendo a mesma pessoa, mas com uma mancha que só eu conheço.
Que apesar de todas as dificuldades, apesar de algumas tristezas que insistem, que mesmo com essa montanha erguida, o sol possa ser seu presente mais doce.
Desejo ao seu coração o querer que ele quer.
Que nas palavras que ele sussurra dentro do seu peito, sejam ouvidas aquelas que têm sabor de liberdade.
Que você esteja atento para o sopro da sua vontade real, e jamais desista dos seus passos em direção à verdade.
Desejo que a sua percepção acorde mais plena no calor de um sol novo e renovador.
Que ele lhe encoraje às atitudes que estão querendo respirar.
Aquelas que sempre são substituídas.
Aquelas que não se arrojam por ter os pesos de conceitos por demais antigos.
Desejo que você aceite seu tempo, seja ele qual for.
Que sinta serenidade na espera necessária para que a semente plantada brote no tempo certo.
Desejo então que sua flor seja inteira, e mesmo que inicialmente pequena e frágil, ela lhe traga as luzes de uma estrada azul.
Que a sua sabedoria esteja despertada aguardando com tranquilidade o desabrochar da sua flor. Em paz, em cadência ritmada com o aprendizado que vem chegando.
Em mais suaves permissões a você. Em muito mais reconhecimento da sua coragem.
Desejo a você um sol diferente.
Espalhando seu sorriso pela densidade das nuvens, simplificando o aspecto complicado de alguns momentos e mostrando-lhe a fonte essencial para sua sede.
Desejo que a cada instante você desnude mais seu coração e deixe que nele vibre em tom maior: O AMOR
O amor na sua expressão mais simples.
Que não mede, não faz contas e que tem o poder de lhe erguer acima de todas as montanhas escuras.
Inspirado na obra de Schopenhauer (1788-1860)
A fábula se passa na Era Glacial, em um tempo remoto, quando diversas espécies animais foram extintas. Uma manada de porcos-espinhos, sentindo-se prestes a congelar, decide se unir para sobreviver.
Aquecendo-se uns aos outros e trocando energia, os porcos-espinhos ficavam cada vez mais fortes, mas a proximidade excessiva acabava expondo-os às feridas dos espinhos, e assim eles se machucavam e se magoavam. Juntos, estavam quentinhos, porém sangrando:
"Aqueles que mais amavam,
Aqueles que mais sofriam".
Não suportando os ferimentos, eles se afastaram. Cada um em seu canto, acabaram por morrer. Os sobreviventes voltaram e tiveram que aprender a respeitar os limites:
"Mantinham pouca distância,
Apenas suficiente,
Somente para tornar
O próprio corpo mais quente".
Assim venceram o inverno, aprendendo que estar juntos é fundamental, mas também que a individualidade deve ser preservada.
É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!
Para sermos uma equipe, "precisamos descobrir a alegria de conviver"
(Carlos Drummond de Andrade)
Coloridas ilustrações conduzem a história, ambientando o drama dos porcos-espinhos em cenários que remetem a jogos e brincadeiras diversos: pipa, dados, bola, quebra-cabeças, cartas, dominó, amarelinha, xadrez, roda. Afinal, a vida é também um jogo, e para saber jogar é preciso aprender as lições da convivência e dos limites.
As vantagens de ter 50 anos (ou mais)
Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, minha amada família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa.
Enquanto fui envelhecendo tornei-me mais amável para mim e menos crítico de mim mesmo.
Eu me tornei meu próprio amigo ...
Eu não me censuro por comer biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou pela compra de algo bobo que eu não precisava.
Eu tenho o direito de ser desarrumado, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.
Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as quatro horas e dormir até meio-dia?
Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 70 & 80 e se eu, ao mesmo tempo, desejar chorar por um amor perdido... Eu vou.
Se eu quiser, vou andar na praia em um short excessivamente esticado sobre um corpo decadente e mergulhar nas ondas com abandono, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set. Eles também vão envelhecer.
Eu sei que sou às vezes esquecido, mas há algumas coisas na vida que devem ser esquecidas.
Eu me recordo das coisas importantes. Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado.
Como não pode seu coração não se quebrar quando você perde um ente querido, ou quando uma criança sofre ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro?
Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão.
Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Sou abençoado por ter vivido o suficiente para ter meus cabelos grisalhos e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo.
Você se preocupa menos com o que os outros pensam.
Eu não me questiono mais.
Eu ganhei o direito de estar errado. Assim, para responder sua pergunta, eu gosto de ser velho.
Eu gosto da pessoa que me tornei.
Não vou viver para sempre, mas enquanto ainda estou aqui, não vou perder tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupar com o que será.
E, se me apetecer, vou comer sobremesa todos os dias.