Querida, desculpe-me!
Ando muito nervoso e a culpa não é sua, eu sei... No entanto, às vezes as dificuldades fazem com que descarreguemos a frustração e a ira justamente sobre as pessoas que menos merecem esta carga.
Mais uma vez, desculpe-me... Sei que você sempre está ao meu lado, sei que quando me apresento calado ou preocupado você fica preocupada também. Sei que você faz o máximo para que eu me sinta melhor e saia deste baixo astral, mas nem sempre eu consigo relaxar sabendo que a cotação do dólar não para de bater recordes, que a taxa de desemprego sobe a cada dia, que qualquer crise externa e distante pode afetar a nossa vida e, principalmente, que as nossas contas bancárias estão negativas.
Assim, querida, vou lhe fazer uma promessa: a partir de hoje vou controlar os meus impulsos nervosos, vou procurar tratá-la com a mesma atenção e carinho dos primeiros tempos. vou evitar que os efeitos do mundo exterior afetem a beleza do amor imenso que eu nutro e sempre irei nutrir por você.
Perdão mais uma vez.
Muitas vezes nos perguntamos o que fazemos com esse Amor todo que sentimos e nem sempre temos para quem entregar. Um Amor especial, Amor único, definitivo. Um Amor que aparenta não ter sido domado, meio que bravio, mas que em outros momentos é sensato, dedicado, atencioso. Um Amor sedento que se permite cativar. Um Amor que nos faz sentir que fugimos do ponto, que mexe com nossas referências, que nos faz pairar no espaço, levitar nosso Ser e que no momento seguinte nos puxa de volta para seu aconchego. Um Amor que dá um frio na barriga e relaxa a alma. Um Amor que nos Eleva e nos deixa quase anjos a flutuar pelo céu, nos faz perder o ar e o substitui plenamente pela Emoção. Um Amor tão intenso que descargas elétricas riscam o quarto escuro, que nos umedece a carne e lava a alma. Um Amor qual diamante, que assim se transforma devido intensidade do calor e da pressão, acaba transmutando o carvão. Um Amor que nos faz ouvir em cada sussurro um pedido, uma rogativa, um desejo, uma súplica. Um Amor que nos faz Plenos de si e que nos permite conhecer a humildade de precisarmos tanto um do outro. Um Amor que nos faz mergulhar profundamente em nosso Ser e sejamos arrebatados para outra Dimensão.
Nosso amor é mar em fúria, Que se acalma de repente. Como brisa de outono, Envolve e fascina a gente. Nosso amor é cavalgada De alazões na amplidão, Colibris em revoada, Espalhando emoção.
Tempestades de carícias Emergem de nosso amor, Tufões de incríveis delícias, Ondas de fértil sabor. É um misto instigante De potência e ternura, De aromas multicores, De meiguice e loucura.
Nosso amor é inocente Qual sorriso de criança, São grilhões que nos enlaçam Em amarras de bonança. Cada abraço é um pedido, O pedido, uma promessa, De quem anseia doar-se, De quem amar sente pressa...
Enfim.. O nosso amor é assim...
Um viajante do tempo, Que mescla adoravelmente O passado e o futuro Em nosso eterno presente
Era uma vez uma cobra que começou a perseguir um vaga-lume que só vivia para brilhar.
Ele fugia rápido com medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém – disse a cobra – mas já que vou te comer mesmo, pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Te fiz alguma coisa?
- Não.
- Então por que você quer me comer?
- Porque não suporto ver você brilhar.
Cuidado!
Teus atributos e o teu sucesso também podem fustigar as "cobras" que estão ao teu redor...
Um homem queria pendurar um quadro. O prego ele já tinha, só faltava o martelo. O vizinho possuía um, e o nosso homem resolveu ir até lá pedi-lo emprestado.
Mas ficou em dúvida: - E se o vizinho não quiser me emprestar o martelo? Ontem ele me cumprimentou meio secamente. Talvez estivesse com pressa.
- Mas isso devia ser só uma desculpa. Ele deve ter alguma coisa contra mim.
- Mas por quê? eu não fiz nada! Ele deve estar imaginando coisas. Se alguém quisesse emprestar alguma ferramenta minha eu emprestaria imediatamente.
- Por que ele não quer me emprestar o martelo? Como é que alguém pode recusar um simples favor desses a um semelhante? Gente dessa laia só complica a nossa vida. Na certa, ele imagina que eu dependo dele só porque ele tem um martelo.
- Mas, agora chega!
E correu até o apartamento do vizinho, tocou a campainha, o vizinho abriu a porta. Mas antes que pudesse dizer - Bom Dia...
O nosso homem berrou: - Pode ficar com o seu martelo, seu imbecil!