Presente para toda vida, nunca mais solidão! Anjinho abençoado, pureza de coração.
Linda joia rara, razão do meu viver. Quero viver repetindo: – Eu amo amar você!
Deus te pôs na minha vida, para trazer felicidade. Viveremos sempre juntos, com muita cumplicidade.
Luz e esperança! Coração cheio de amor! Riqueza que veio dos céus! Presente de Nosso Senhor!
Feliz Dia das Crianças!
Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...
Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...
Raul Seixas
Quantas e quantas noites em claro acalentando meu choro... Quantas vezes ajudou-me com os deveres da escola mesmo depois de um dia de trabalho exaustivo... Ensinou-me que o mais importante na vida é o crescimento interior... Cultivar amigos sempre... Buscar sempre o que desejar, porque tudo se torna possível quando se tem vontade e coragem para lutar...
Quando achava que o mundo inteiro estava errado e contra mim, você, com a sabedoria de um mestre encontrava as mais belas palavras para me fazer entender a verdade... Quando te deixei, jamais esqueci das suas palavras dizendo: "filha lembre-se sempre que você tem duas casas"...
Para tudo, pai, deu-me base e estrutura de conhecimento, sobretudo a como agradecer as pessoas por menor que fosse o seu gesto... Mas você, meu pai, esqueceu de me ensinar como posso lhe agradecer por tudo isso!
Entendo que agora estou crescida precisarei aprender sozinha. Portanto vou começar a aprender a agradecer você com as palavras fluidas do meu coração:
Pai, obrigada pela vida, pela atenção, por me fazer enxergar a verdade, a aceitar o que sou e buscar meus objetivos. E principalmente obrigada por ter me dado a oportunidade de ser um pedacinho de você e por ser um pedaço de mim.
Amo-te mais do que possa imaginar e saibas que também sempre terás duas casas, sendo uma delas em meu coração...
Assim como desejamos um copo com uma boa porção do vinho mais requintado, devemos dedicar todo o nosso esforço para usufruir plenamente do melhor dos amores. Ele deve ser vivido de coração, pois só dessa forma ele trará alegria em retorno.
Meu querido marido, é com você que eu quero ser feliz e construir nossa história com todo o carinho. Vamos dar o melhor por este relacionamento. Se permanecermos unidos, valerá sempre a pena!
De dentro de uma semente rasgou, certo dia, uma planta. Ainda era muito cedo para brotar, mas era melhor o frio externo do que suportar a casca que lhe sufocava. O vento lhe queimava a pele, e a sol forte quase não a deixava respirar. A terra onde nasceu era seca, e as pedras impediam que criasse raízes. Mas as raízes insistiam em crescer, e apodreciam porque no solo não conseguia se fixar.
Suas folhas pequeninas não sobreviviam muito além de alguns dias, logo secavam e caiam por terra. E a planta se deixou levar ao vento, na esperança de encontrar solo fértil. Areias quentes, alagados, solo infestado de raízes velhas. Em algum lugar precisava encontrar terra, onde pudesse florescer, mas na terra não houve um só canto onde pudesse fixar suas raízes, e numa estranha mutação a planta aprendeu a se nutrir do vento. E se acostumou a ver suas folhas caírem por terra, e frutos nunca ter.
Por muito tempo viajou por mundos ignotos e conheceu seus costumes. Por muitos mundos ela passou sem ser notada. Por outros deixou suas folhas secas nutrindo a terra. Seu sonho era ser como as outras plantas, criar raízes, florescer, frutificar. Um dia um jardineiro a recolheu num vaso, e ali regou suas raízes, e ela cresceu e floresceu, sentia-se viva e feliz. E por uma vez sentiu o calor da terra. Sentiu suas raízes crescerem, sentiu pela primeira vez sua natureza de planta
Todo o seu ser lhe foi grato, como se na vida toda estivesse esperando por este momento. O jardineiro lhe deu o precioso momento de ser e a planta nunca esquecerá do jardineiro. Porque mesmo por pouco tempo, a lembrança de ser planta, de ser cuidada e de ter raízes na terra ficará para sempre. E agora ameaça o vento a lhe arrancar do vaso numa noite dessas. E de novo lhe levar pelo ar para estranhas terras. E novamente ela terá que aprender a se nutrir do ar. Mas por onde for ela levará a lembrança de que um dia foi planta e teve terra e a imagem do jardineiro a regar seu vaso.