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Sonhadora, inconstante, emotiva, sensível, intuitiva e teimosamente realista.
Tenho uma doce calma que convive com a minha eterna raiva.
Sou completamente lúcida com os meus momentos de loucura.
Sou totalmente decidida, mas em alguns momentos eu não tenho certeza disso.
Tenho uma incrível inteligência que ultrapassa todas as minhas dificuldades.
Tenho uma excelente memória que só lembra o que é conveniente lembrar.
Gosto do azedo, mas não resisto ao adocicado.
Sofro intensamente, mas supero muito rápido.
Amo e odeio. Choro no mesmo momento que acho graça.
Gosto de ficar sozinha sem ser anti-social.
Sou uma pessoa que pensa por si, mas que considera a opinião alheia em algumas situações. Sou seletiva e simpática.
Sou música e ouvinte.
Sou leitora e escritora.
Sou uma antítese.
Sou um verbo Tenho várias hipérboles.
Adoro uma ironia.
Sou um substantivo com vários adjetivos. Não sou um idioma. Eu sou humana e mulher.

Passo os dias olhando para um jardim que não é meu. Olho para a grama, sempre verde, mesmo quando as folhas vermelhas do outono começam a cair. Não importa as cores do jardim, a grama está verde. Na primavera, as flores enchem os olhos de quem passa de alegria, no verão a luz do sol deixa tudo mais claro e resplandecente e, mesmo no inverno, os dias gris não tomam conta de grama. Sempre que me sinto triste, vou até a janela e olho para aquele jardim. Indago-me se naquela casa não há tristeza. Será que não há um único dia em que não se esqueçam de regar a grama?

No jardim que não é meu, e onde a grama é sempre verde, há muitas borboletas. Elas estão sempre por lá. São de todas as cores, e às vezes fundem as suas asas com pétalas azuis das flores. Naquele jardim há também frutos, muitos frutos, verdes e maduros. Às vezes irrito-me porque alguns frutos caem das árvores, apodrecem e nunca são recolhidos. Mas depois, lembro-me dos pássaros bicando-os e vejo as cascas dos frutos desaparecem no solo.

Aquele jardim, tão vivo, não é meu. Naquele jardim há cor, há vida, há idas e vindas. E a grama é sempre verde. O meu jardim é um pequeno e inabitado jardim de inverno. Mas não cultivando a grama verde, nem as flores, nem as borboletas, à distância, assumo ser belo o canto dos pássaros.

Minha avó, você é uma das mulheres que mais admiro na vida e cujo exemplo sigo com orgulho. Amo muito você, e sua força e independência sempre me inspiraram a querer ser melhor.

Agora ao vê-la debilitada no hospital meu coração se quebra e minha alma dói. Queria poder fazer mais, queria poder lutar com você contra essa doença, mas apenas posso estar presente, apoiando e rezando para que melhore.

Mas sei que vai melhorar, pois sua missão na Terra ainda não acabou, e ainda tem muito amor e ensinamentos para compartilhar com todos nós. Força, vovó, e melhore rápido!

Sozinha e por completo invisível
Meus pensamentos navegam,
meus atos erram
Sinto-me horrível!

Olhar baixo, respiração fraca
O vento frio toca minha face
Soprando nossa bela melodia
Lembrando-me do que já esquecia

Minha mente vê um mar
Negro de solidão
Em ficar sem te tocar,
Eu prefiro morrer!

Querendo ou não,
a vida é exatamente assim.
Agora só me resta o fim,
e lágrimas de sangue...

Vou precisar de você como nunca! Minha vida vai estar carente de abraço, de ombro amigo, de colo, de cuidado. Eu sei que posso contar com você. Por favor, não largue minha mão!

Nossa amizade vai ser minha salvação – tenho certeza! É que nem sempre a vida corre do jeito que desejamos. E aí entra você, com suas palavras sábias de conforto, com seu olhar que transmite tranquilidade e com ternura espalhada em todos seus gestos!

Vou precisar de tudo isso como de água para beber! E eu sei que você vai oferecer ainda mais! Agradeço antecipadamente seu apoio!