O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma mão que guia seus passos. Esta mão que podemos chamar de deus, deve sempre conduzi-lo em direção à sua vontade.
Segunda: de vez em quando, eu preciso parar o que estou escrevendo,
e usar o apontador. isso faz com que o lápis sofra um pouco. Mas, no final, ele estará mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
Terceira: o lápis é companheiro da borracha para apagar o que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa não é necessariamente algo ruim...
Quarta: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
Quinta: o lápis sempre deixa uma marca...
Portanto, lembre-se: tudo o que você fizer na vida, irá deixar traços...
Por isso, procure ser consciente de cada ação e que os seus desenhos sejam lindos!
O advérbio "melhor" nos acompanha quase que diariamente nos nossos pensamentos. Sempre procuramos o melhor para as nossas vidas, seja um emprego, uma casa ou um caminho para o trabalho. Essa busca eterna por algo mais, pode nos impedir de enxergar quantas alegrias vivemos nesse meio tempo.
É obvio que não devemos passar a vida inteira se contentando com pouco, mas certamente nos deparamos todos os dias com pequenos gestos que nos causam muita alegria. Se acharmos que o "mais" e o "melhor" são determinantes para a nossa felicidade, perderemos inúmeras maravilhas que passam o tempo todo do nosso lado.
Seja o modo engraçado do seu filho acordar pela manhã, ou como sua mulher ri do seu jeito desastrado, tudo isso também deve ser incluído como felicidade. As peculiaridades diárias são as pequenas alegrias que não podemos dispensá-las, mesmo que busque algo "melhor", não deixe de valorizar os pequenos risos que também fazem parte da sua felicidade.
A vida já me obrigou a várias despedidas terríveis, e já disse adeus a muitas pessoas queridas. Todas elas me marcaram em vida, e depois que se foram, sua marca prevaleceu.
Hoje lembro de todas com muito carinho, e principalmente com muita saudade. E é essa saudade que faz com que continuem presentes. Assim como recordar tudo o que vivi com elas, e quem foram em vida, traz paz e conforto ao meu coração.
Com amor e saudade, para todos que vi partirem, mas que jamais vou esquecer!
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos... isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida... isto é um princípio da natureza. Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado... isto é circunstância. Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua fazenda.
Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado.
O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá. O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate.
Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo. O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o encobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.
No entanto, na medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia e a derrubava no chão e ia pisando sobre ela.
Logo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que, finalmente, conseguiu sair...".
Muitas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre. É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença. Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade.
Afinal, se permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções:
Ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo. – Ou nos deixamos ficar ali até que a morte nos encontre. É importante que, se estamos nos sentindo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir. Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, do qual podemos nos aproximar através da oração.