À medida que vamos amadurecendo, começamos a perder alguns hábitos da idade passada, o que logicamente é inerente ao amadurecimento, mas durante esse processo não podemos permitir que a nossa alma envelheça e nos deixe sem expectativas para o futuro. Enquanto houver vida, há de ter perspectivas, e devemos sonhar até o último suspiro.
Independente da idade, nunca pense que a vida acabou ou está próxima do fim, isso ainda é algo que nunca se sabe e certamente deve ser melhor assim. Tenha sempre a alma jovem, pronta para novas aventuras e conhecimentos, o mundo está cheio de novidades esperando pelo seu momento certo de recebê-las.
Não se defina pela sua idade, apesar dela mostrar sua provável experiência de vida, não é algo determinante para medir sua sabedoria. Isso vai depender da forma como absorveu todo o conhecimento que passou pela sua vida e isso quem define é sua alma e não os anos de vida.
Depois de um longo e tenebroso inverno, onde quase pus a perder minha vida, e mergulhei no mais profundo inferno, tenho a chance de curar esta ferida!
Pouco faltou, mesmo a sorte, para que eu destruísse minha vida, cheguei a pensar mesmo em morte, como se fosse a única saída!
E pra que fique bem registrado, e seja feita total justiça, por alguém fui ajudado, a reavivar a chama mortiça.
Por mais baixo que estivesse, naquele poço tão profundo, tua mão me estendeste, mantendo íntegro meu mundo!
Em verdade, tive sorte, de tê-la, por perto, estes tempos, evitaste, quiçá, minha morte, ou que mergulhasse, em desalentos!
Foste o tronco que sustenta a folha, contra todas pragas e perigos, e apesar de sempre ter escolha, me mantiveste entre teus amigos!
Mais de mil vezes grato, conte sempre comigo, sou tudo, menos ingrato, e para sempre, teu amigo!
Amigo é aquele que nos aceita, da forma e jeito que somos, nem cobra o que não podemos, ou por erros, nos rejeita.
Amigo é puro carinho, seja sério ou galhofeiro, não nos larga sozinho, aceita-nos por inteiro!
Mais do que ser brisa. E ondular searas e flores. Mais do que ser sol. E inebriar o mundo de mil cores. Acima do que já houve. Do de que há e ainda houver. Está a benção insuperável, extasiante e inigualável de ser tão somente mulher!
Envelheço quando me fecho para as novas ideias e me torno radical.
Envelheço quando o novo me assusta. E minha mente insiste em não aceitar.
Envelheço quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar.
Envelheço quando meu pensamento abandona sua casa. E retorna sem nada a acrescentar.
Envelheço quando muito me preocupo e depois me culpo porque não tinha tantos motivos para me preocupar.
Envelheço quando penso demasiadamente em mim mesmo e consequentemente me esqueço dos outros.
Envelheço quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que os fatos insistam em me contrariar.
Envelheço quando tenho a chance de amar e deixo o coração que se põe a pensar: Será que vale a pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar?
Envelheço quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta da minha alma que se põe a lamentar.
Envelheço, enfim, quando paro de lutar!
Numa sala de aula, havia várias crianças. Quando uma delas perguntou à professora:
- Professora, o que é o amor?
A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da pergunta inteligente que fizera. Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o sentimento de amor. As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse:
- Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
A primeira criança disse:
- Eu trouxe esta flor, não é linda?
A segunda criança falou:
- Eu trouxe esta borboleta. Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
A terceira criança completou: Eu trouxe este filhote de passarinho. Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha?
E assim as crianças foram se colocando.
Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que tinha ficado quieta o tempo todo. Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido. A professora se dirigiu a ela e perguntou:
- Meu bem, por que você nada trouxe?
E a criança timidamente respondeu:
- Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume. Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume exalasse por mais tempo. Vi também a borboleta, leve, colorida! Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la. Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore, notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho. Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do passarinho. Como posso mostrar o que trouxe?
A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração".