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- Mamãe, nem todas as crianças que morrem vão para o Céu. Outro dia vi levar para o cemitério um menino que tinha morrido. o seu pai e as duas irmãzinhas acompanhavam o caixão, e choravam tanto que fazia pena. Iam a chorar porque aquele menino tinha sido mau, não é verdade?
- Não. naturalmente foi sempre bom, e a sua alma, enquanto choravam seus pais e suas irmãs, já estava vivendo feliz no céu.
- A alma? Mamãe, não sei o que é. não compreendo bem.
- Maria, acabas de me dizer que tiveste pena de ver chorar as duas pequerruchas.
- Tive, sim, mamãe, tive muita pena.
- Ora bem, o que é que no teu corpo estava desconsolado e triste? Eram os braços?
- Não, mamãe.
- Eram as orelhas?
- Oh! não, mamãe. Era cá dentro.
- Esse lá dentro, Maria, é a tua alma que se alegra ou se entristece, que te repreende quando fazes o mal, e que está satisfeita quando praticas o bem.

Meu netinho querido, seus dias de vida ainda são poucos, mas o amor que já sinto por você não cabe sequer no meu coração. Estou descobrindo novos sentimentos desde seu nascimento, e tudo que quero é estar para sempre ao seu lado.

Você é uma bênção inesperada que me fez voltar atrás no tempo e recordar os momentos em que fui mãe. Quero ser uma avó amiga e presente, e no futuro talvez seu maior orgulho.

Sempre estamos à procura de justificativas para tudo que acontece na nossa vida. Nos esbarramos constantemente por muitos porquês, mas o problema é que as respostas para alguns deles são muito difíceis de obter.

É por isso que algumas pessoas têm a necessidade de acreditar que existe uma força maior, uma energia que pode influenciar a nossa vida, mesmo que a atuação desta força não seja muito bem compreendida.

Independentemente de religião, ou do nome que se dá a esta força maior, sentir a presença dela pode ser algo confuso para uns, mas indispensável e maravilhoso para outros. Quer chame Deus, Oxalá ou Guaraci, imaginar que não somos o centro do mundo pode nos trazer muitos benefícios, mas como tudo nesta vida, esta certeza também deve estar sempre em equilíbrio.

Talvez não devêssemos justificar tudo como um ato divino, nem também excluir totalmente a possibilidade de que esta força realmente existe. Na verdade mesmo, a nossa crença deve ser tida como algo privativo, mas livre de ser discutível, ninguém precisa ser dono da verdade absoluta, apenas ser feliz com aquilo que acredita.

Não se incomode com as pessoas que a invejam. Tente em vez disso ser compreensiva, pois estamos falando de seres infelizes que sonham apenas ser um pouco daquilo que você é.

Quem não tem capacidades para se afirmar, recorre sempre à crítica e à fofoquice. Você só tem que encarar isso com a maior das naturalidades e deixar que as invejosas fiquem remoendo as suas frustrações.

Ao lado de uma bela roseira, morava um velho galho e suas já poucas folhas.
Uma rosa dirigindo-se ao galho, perguntou o porque, do seu silêncio. - É a solidão a qual, me encontro, neste local. Mas agora estou melhor, pois, você falou comigo. Tenho me sentido muito só.
Quando eu era jovem como você, todos que por aqui passavam, me davam atenção. A partir daquele dia, o galho mesmo sabendo que não possuía mais o brilho da juventude, começou a sentir que estava mais vivo do que nunca. A rosa conversava todos os dias com ele, ouvindo com muito interesse, os conselhos, que dele recebia!
Esta pequena fábula nos mostra, que a velhice para alguns, é o fim de tudo. Isto acontece, por sentirem-se discriminados, pelo fator idade. As pessoas precisam conscientizar-se, de que os anos e a vida do ser humano velho, conta mais que qualquer currículo escolar.
O jovem na sua maioria é idealista e entusiasmado, mas sempre falta algo, que se chama experiência. As nossas vitórias na vida dependem de nós e das oportunidades, que os outros nos oferecem. Dizer que vencemos ou perdemos sozinhos, não é verdade...