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Antes de adormecer, receba este pequeno carinho de alguém que admira você e quer que aconteça sempre o melhor na sua vida.

Desejo uma boa noite recheada de paz, alegria e muito amor. Que as boas energias sejam sua companhia no seu profundo sono e amanhã acordem você para mais um dia de muitas batalhas.

Atitudes muito simples, às vezes assumem um significado muito grande para nós. Ontem estávamos na sala em silêncio, eu fingindo ler o jornal e você espiando a televisão. Num recinto de poucos metros quadrados, eu e você calados, parecíamos estranhos. Num momento, você levantou-se e ao encaminhar-se a cozinha, passando por mim, me fez um ligeiro carinho na cabeça e beijou-me os cabelos. Eu que estava tão absorto, senti a presença do amor, palavra que para mim parecia ter sumido dos dicionários.
Entretanto esse seu singelo gesto me trouxe novamente à realidade, lembrando-me que o amor ainda estava presente, e surgia soberano, mesmo naquele nosso tácito silêncio. Se eu estivesse sozinho em casa, com certeza estaria vivendo um momento de tédio absoluto.
Mas a sua significativa atitude, me fez ver que não estava só, e a presença de minha mulher trouxe-me a mais absoluta sensação de conforto. Um sentimento tão grande que, tudo o que pudesse estar acontecendo fora das paredes de nosso apartamento, a mim parecia ser supérfluo, desnecessário, absolutamente descartável.
Minha querida mulher estava tão próxima, flutuando em nossa casa, fazendo-me lembrar que o nosso amor ainda estava vivo e soberano. Escrevi para dizer que adoro estar com você em qualquer circunstância, em qualquer lugar a qualquer hora. Ver nosso amor reinar no pequeno espaço de nossa intimidade, é para mim ser absolutamente feliz.

Suponha que alguém lhe deu uma caneta. Você não pode ver quanta tinta tem. Pode secar logo depois das primeiras palavras ou durar o suficiente para você criar uma esplêndida obra (ou diversas). ou que durasse para sempre. Você não sabe até que você comece.
São as regras do jogo, você realmente nunca sabe. Você tem que examinar cada possibilidade! A regra do jogo não obriga você a fazer qualquer coisa. Você pode, ao invés de usar a caneta, deixá-la em uma prateleira ou em uma gaveta onde secasse sem ser utilizada. Mas se você decidisse usar, o que você faria? Como você jogaria esse jogo?
Você iria planejar e planejar antes de escrever cada palavra? Seus planos seriam tão extensos que você nunca começaria? Ou você colocaria a caneta na mão e simplesmente escreveria, esforçando-se para prosseguir com um monte de palavras? Você escreveria cautelosamente e com cuidado, como se a caneta secasse no momento seguinte, ou você fingiria ou acreditaria (ou fingiria acreditar) que a caneta escreverá para sempre?
E sobre o que você escreveria: sobre amor? Ódio? Divertimento? Miséria? Vida? Morte? Nada? Tudo? Você escreveria sobre si mesmo? Ou sobre os outros? Ou sobre si mesmo sob a ótica dos outros? Suas letras seriam trêmulas e tímidas ou brilhante e realçada? Enfeitadas ou simples?
Você escreveria mesmo? Uma vez que você tem a caneta, nenhuma regra diz que você tem que escrever. Você rascunharia? Borrões ou desenhos? Você permaneceria nas linhas, ou não veria nenhuma linha, mesmo se estivessem lá?
Há muito o que pensar sobre isso, não é? Agora, suponha que alguém lhe deu uma vida...

Acredite nas pessoas...
Naquelas que possuem algo mais...
Aquelas que, às vezes, a gente confunde com anjos e outras divindades...
Digo daquelas pessoas que existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com pequenas alegrias e grandes atitudes...
Falo daquelas que te olham nos olhos quando precisam ser verdadeiras, tecendo elogios, que pedem desculpas com a simplicidade de uma criança...

Pessoas firmes...
Verdadeiras, transparentes, amigas, ingênuas...
Que com um sorriso, um beijo, um abraço, uma palavra te faz feliz...
Aquelas que erram... Acertam...
Não tem vergonha de dizer não sei... aquelas que sonham...
Aquelas amigas...
Aquelas que passam pela vida deixando sua marca, saudades, aquelas que fazem à diferença...
Aquelas que vivem intensamente um grande amor...

Nesta vida inteira vi muitas definições de "amigo". Nenhuma tão verdadeira quanto esta, que tenho agora comigo.
Não foi uma definição escrita, lida, ou mesmo falada. Foi sua atitude bonita, sem ter pedido nada.
Não poupou as palavras, ditas com sinceridade. Foi leal, foi fiel, sem nenhuma maldade. Abusou da franqueza dizendo o que achou que devia, mas mantendo a fineza, que uma dama merecia.
Mostrou-me o caminho que eu não deveria tomar, pois, como um pássaro cego, eu tentava voar.
Na profundidade desse seu gesto, pude compreender: você sabia muito mais de mim, do que eu deveria saber.
E nesse seu ombro amigo eu pude, inteira, me apoiar. Eu que só queria sua mão para segurar.
Para "amigo" não busco mais nenhuma definição, porque carrego esse seu gesto bem guardado no coração.
Feliz Dia do Amigo!