Havia uma jovem mulher que tinha uma doença terminal e lhe foi previsto apenas mais três meses de vida. Desta forma, ela começou a colocar suas coisas "em ordem".
Passado algum tempo, ligou para um amigo e pediu que viesse à sua casa para discutirem determinados aspectos de seus últimos desejos.
Conversaram sobre vários pontos e ela lhe disse sobre todas as suas vontades relacionadas ao serviço funerário. Tudo estava em ordem e o amigo preparava-se para sair quando a mulher lembrou-se de algo muito importante para ela.
- Tem mais uma coisa! Disse excitada - Do que se trata? Perguntou o amigo.
- Isto é muito importante. – a mulher continuou - Eu quero ser enterrada com um garfo em minha mão direita. O amigo ficou olhando a mulher sem saber o que dizer. – Isto é uma surpresa para você, não é? A jovem mulher perguntou. - Bem, para ser honesto, estou confuso com este seu pedido. Respondeu o amigo.
A mulher então explicou.
- Quando eu era criança e visitava minha avó, quando no jantar os pratos começavam a ser recolhidos, minha vó inclinava-se em minha direção e cochichava em meu ouvido: "Mantenha o seu garfo". Era minha parte favorita porque eu sabia que algo melhor estava por vir... como o bolo de chocolate ou a torta de maçã. Algo sempre maravilhoso, e com substância!
- Assim, eu apenas quero que as pessoas me vejam lá no caixão com um garfo em minha mão e então perguntarão "para que é o garfo?". Então quero que lhes diga:
"ela mantém seu garfo porque o melhor está por vir".
A menina debruçada na janela, trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte do seu cão de estimação.
Com pesar, observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.
O avô que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abraço e falou-lhe com serenidade: Triste a cena, não é verdade?
A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância. No entanto, o avô, que sinceramente desejava confortá-la, chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-a pela mão e a conduziu até uma janela opostamente localizada na ampla sala.
Abriu as cortinas e permitiu que ela visse o imenso jardim florido à sua frente, e lhe perguntou carinhosamente: Está vendo aquele pé de rosas amarelas, bem ali à frente? Lembra que você me ajudou a plantá-lo? Foi num dia de sol como o de hoje, que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje... veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas...
A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso, mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre uma e outra, das tantas rosas de variados matizes, que enfeitavam o jardim.
O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto: Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza, sem que possamos alterar-lhe o quadro, voltemo-nos para outra, e certamente nos depararemos com uma paisagem diferente.
Ser mãe é dizer sim à vida
É gerar nova vida no ventre
É acalentar e dar colo ao futuro.
Ser mãe é manifestar a presença de Deus
É fazer crescer e multiplicar a nova humanidade
É educar para o amor através do amor.
Ser mãe é, como Maria, aceitar o desafio de
acolher, não só o próprio filho, mas perceber cada ser humano como fruto da própria maternidade, dom de Deus.
Noite, que me traz saudade Fico a te olhar tão triste Meu pensamento invade Com um sonho que não existe
Olho e procuro como louca Você, que não está aqui A minha voz cada vez mais rouca Te chama, porém não pareces ouvir
E esse silêncio profundo Se espalha como um raio Irrompe nesse meu mundo Que eu tento sair, mas não saio
Folhas que sopradas ao vento Parecem me transmitir O sopro desse lamento Que insiste em me perseguir
Noites que em claro eu passo Tentando encontrar meu caminho Eu quero, mas descompasso Enroscada pelos espinhos
E essa música romântica Que ecoa tão bela no ar Me aperta uma saudade metódica Nas lágrimas que o meu pranto faz rolar Noite, noite companheira Vem num sussurro e espia Surpreende essa dor traiçoeira Que me faz ser alguém tão vazia
Leva esse mal que me acaba Desapareça com ele bem rápido Pois eu vejo que a vida desaba Nessa ilógica de encanto tão árido
Brisa da noite refrescante Sopra e vem num enternecer Inebria o meu ser e estonteante Me faça somente esquecer...
Minha filha, desde que chegou a este mundo você tem regado de amor e alegria cada canto da minha vida. Hoje escreveremos mais um pedaço da nossa história que ainda está começando, mas este será um pedaço muito importante.
Pois hoje sua alma será consagrada ao Criador, através do sagrado sacramento do batismo. Com esta linda cerimônia eu espero que você fique mais perto de Deus, e assim Ele possa me ajudar a proteger, orientar e cuidar de você toda vida.
E através dos meus e dos braços de Deus, eu desejo apenas que você caminhe pela vida feliz e segura, e que sempre esteja amparada. Te amo, filha linda!