Se o homem é a montanha
A mulher, o sol que se revela por detrás
É como se fosse o vidro
Que somente a areia faz
E quando soprada pelo vento,
Vai ao longe encontrar as tendas
E das tendas, a mulher é o oásis
E os homens, as pedras que fazem a água se sentir viva
Que o beduíno sedento bebe sem pensar
Para aplacar sua dor e seu suor
E se o homem é a voz que clama da garganta do viajante,
A mulher e é a mesma voz que embala seu sono na noite
E se a mulher é a noite, os homens são as estrelas que a contemplam
E se o beduíno conta as estrelas, é porque na noite ele se sente feliz.
Vou embora! Já não é novidade, mas chegou a hora. Amei trabalhar aqui junto de todos vocês. E nada será mais importante do que o que levo no coração e nas memórias.
E acreditem que levo um mundo de coisas positivas. Aprendi muito com cada um de vocês. E só espero que o fato de mudar de local de trabalho não seja impedimento para continuarmos a construir uma linda amizade.
Agradeço por tudo a cada um de vocês por cada dia de trabalho. Sejam felizes! E não se esqueçam de lutar por todos seus sonhos. Até um dia.
Mesmo não te vendo, mesmo não me vendo, mesmo você não me vendo, estarei te olhando. Mesmo não te tocando, estarei te sentindo. E por onde você estiver passando, estarei te seguindo.
Nos seus olhos eu me vejo. Me encanto com teu sorriso. No teu corpo está o meu desejo, em tua alma meus sentidos. Você é minha vontade. Um sonho bonito que estarei vivendo até transformar-se em realidade.
Zelo de mãe,
cuidar de mim que sou mãe.
Zelo de mãe,
cuidar do filho que gerei.
Zelo de mãe,
cuidar do outro que não tem mãe.
Zelo de mãe,
cuidar da mãe que não tem filho.
Zelo de mãe,
ser mãe de você que é mãe.
Zelo de mãe,
ser mãe de mim que não sou mãe.
Graça Filadelfo
Hoje chorei, Chorei a dor, Chorei no meu mais íntimo ser Não a dor de uma partida, Não a dor de um amor Chorei a dor dos famintos, A dor do desamor, Chorei pelas tantas lágrimas que em vão derramei Chorei a dor do meu próprio descaso, Chorei pela criança sem infância, Sem lar, sem brinquedos, sem futuro, sem ânsia Chorei pelo lar que tive, chorei ao acaso Chorei pela menina mulher mãe criança Que ainda jovem traz ao mundo outra criança sem infância Chorei pelo meu próprio egoísmo, Meu próprio orgulho, Pelo meu mundo cor de rosa, Quando muitos nada possuem, nada tem, Chorei, não pelo que de Deus recebi, Não pelo amor que me foi dado e que senti, Não pela Mão que sempre me sustentou para eu não cair Mas pelos desprovidos de todo amor que tive, Chorei ao olhar nos olhos da criança, Do futuro a esperança, Chorei pelos meus iguais Marginalizados, Cansados do descaso, Da falta de amor, De compaixão, Chorei como muitos Que podem como eu, Mudar o mundo Mas como muitos, Nada fiz, Apenas chorei...