Oi meu amor, como sinto saudades da sua voz, do seu corpo, do seu toque suave na minha pele.
Fico imaginando mil desculpas para poder te ouvir a cada minuto do meu interminável dia, deixar que os instantes se prolonguem virando infinitas horas de prazer e alegria.
Estou sentindo demais a sua falta, parece que nada tem sentindo ou razão para ser e para você precisar estar tão longe de mim e dos meus carinhos.
Para o meu coração só existe um momento que posso compartilhar com você, as vezes minto para mim escondendo os meus sentimentos e afirmando que saberei seguir em meu caminho, mesmo que você não possa estar na mesma estrada.
Mas é mentira, não consigo pensar que não posso estar com você sempre que desejo, tento me enganar que mesmo sem a sua presença as coisas são normais e iguais.
Quero dizer que a solidão dói em mim quando sinto que essa distância fere e magoa meu triste coração.
A cada vez que escuto a sua voz dizer meu nome compreendo que só pode ser mesmo você para preencher esse vazio que carrego comigo.
Seus encanto me aprisionam, por isso estou sempre morrendo de saudades de você.
Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar.
Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência, pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irrefletida permanência.
Não depender senão de si mesmo é, em nossa opinião, um grande bem, mas isso não significa que devamos sempre nos contentar com pouco. Simplesmente, quando nos falte a abundância, devemos poder nos contentar com pouco, persuadidos de que gozam melhor a riqueza os que têm menor número de cuidados, e de que tudo quanto seja natural se obtém facilmente, enquanto o que não o é só se consegue a custo. As iguarias mais simples proporcionam tanto prazer quanto a mesa mais ricamente servida, sempre que esteja ausente o sofrimento causado pela necessidade, e o pão e a água ocasionam o mais vivo prazer quando são saboreados após longa privação.
O hábito de uma vida simples e modesta é uma boa maneira de cuidar da saúde e, ademais, torna o homem corajoso para suportar as tarefas que deve necessariamente cumprir na vida. Permite-lhe ainda apreciar melhor uma vida opulenta, quando se lhe enseje, e fortalece-o contra os reveses da fortuna. Por conseguinte, quando dizemos que o prazer é o soberano bem, não falamos dos prazeres dos devassos, nem dos gozos sensuais, como o pretendem alguns ignorantes que nos combatem e nos desfiguram o pensamento. Falamos da ausência de sofrimento físico e da ausência de perturbação moral. Pois não são nem as bebedeiras, nem os repetidos banquetes, nem o gozo resultante da frequentação de adolescentes e de mulheres, nem o prazer que causam os peixes e as carnes abundantes nas mesas suntuosas, que proporcionam uma vida feliz, e sim os hábitos razoáveis e sóbrios, a razão investigando sem cessar as causas legítimas da preferência e da aversão, e rejeitando as opiniões susceptíveis de trazerem a alma em maior confusão.
Epícuro
Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois miseráveis são todos que não conseguem falar com Deus.
Morar numa casa mais o menos
Morar numa rua mais o menos
Morar numa cidade mais o menos
e até ter um governo mais o menos
A gente pode
Dormir numa cama mais o menos
Comer um beijão mais o menos
Ter um carro mais ou menos,
e até ser obrigado a acreditar mais
ou menos no futuro.
A gente pode
Olhar em volta e sentir que tudo
está mais ou menos.
TUDO BEM
O que a gente não pode mesmo,
nunca, de jeito nenhum,
É amar mais ou menos
É sonhar mais ou menos
É ser amigo mais ou menos
É ter fé mais ou menos,
Senão a gente corre o risco de se
tornar uma pessoa mais ou menos.
Chico Xavier