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Fui, em pequena, uma menina muito estabanada. Num só dia, conseguia quebrar a tesoura de mamãe, arrancar os cabelos de minha boneca ao trepar em uma árvore com ela no colo, e, finalmente, quebrar um prato valioso, ao ajudar a enxugar a louça.
Depois de cada desses desastres, corria para minha mãe e dizia apressada:
– Desculpe, mamãe! E estava crente de que, pronunciando essa senha mágica, obtinha completa absolvição.
No dia seguinte a uma dessas estripulias, aconteceu-me derramar café na toalha da mesa.
– Desculpe, mamãe! disse eu logo.
Mas mamãe, sorrindo, tomou uma toalha e enrolou-a em minha cabeça, como um turbante. E pôs na minha mão uma varinha que, propositadamente, deixara por perto. E disse bem humorada:
– Você agora é um mágico, com uma varinha de condão. Diga as palavras mágicas: "Desculpe, mamãe!", dez vezes, sobre essa mancha de café.
Eu repeti as palavras enquanto o resto da família me olhava fingindo seriedade e segurando um acesso de riso.
Quando terminei, tomada de intensa curiosidade, perguntei a minha mãe: – E a mancha, desapareceu?
– Não! ela respondeu com naturalidade.
Caindo em mim, comentei chorando de decepção: – E não podia mesmo desaparecer, embora eu dissesse mil vezes "Desculpe!"
– Então, disse mamãe, isso significa que "Desculpe!" não é uma palavra mágica. Não é interessante? Um "Desculpe!" não pode fazer desaparecer, em dois minutos, uma mancha de café que a gente, com apenas dois segundos de atenção, pode evitar. Bem, você quer que eu encha sua xícara outra vez?
E minha mãe não precisou, nunca mais, repreender-me. Quantas vezes eu penso ter esquecido a lição, volta-me à lembrança aquele turbante de toalha e a varinha de condão improvisada.
Continue se divertindo... Sorria, você fica bem assim alegre... Transmite força e paz...

Segundo o médico, é uma doença, porque sempre termina na cama.

Segundo o advogado, é uma injustiça, porque sempre há um que fica por baixo.

Segundo o engenheiro, é uma máquina perfeita, porque é a única em que se trabalha deitado.

Segundo o arquiteto, é um erro de projeto, porque a área de lazer fica muito próxima à área de saneamento.

Segundo o político, é um ato de democracia perfeito, porque todos gozam independentemente da posição.

Segundo o economista, é um desajuste, porque entra mais do que sai. Às vezes, nem se sabe o que é ativo ou passivo.

Segundo o contador, é um exercício perfeito: põe-se o bruto, faz-se o balanço, tira-se o bruto e fica o líquido. Podendo, na maioria dos casos, ainda gerar dividendos.

Segundo o matemático, é uma perfeita equação, porque a mulher coloca entre parênteses, eleva o membro à sua máxima potência, e lhe extrai o produto, reduzindo-o à sua mínima expressão.

Segundo o educador físico, é a perfeita conjunção de corpos que suam juntos, associados à movimentos de contração muscular gerando uma ofegante respiração tornando-os em uma perfeita harmonia de movimentos e deleites conjugais!

Segundo o psicólogo, é foda de explicar...

É possível vencer os obstáculos
É possível lutar
É possível ter garra
É possível escolher você
É possível recomeçar
É possível te amar
É possível permanecermos fiéis um ao lado do outro
É possível não desistirmos de enfrentar as dificuldades
É possível ficarmos juntos
É possível impressionar
É possível construir o amanhã
É possível sonhar
E fazer dos sonhos realidade
Para, assim, sempre com você ficar
Mesmo que não seja fácil
E os outros queiram nos separar
Isso não vai acontecer
Amamo-nos, e sempre iremos nos amar
E quando parecer difícil de continuar
Lembra, como eu procuro me lembrar
É possível...
É possível...

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a
fazer antes que o relógio marque meia noite. É
minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.


Posso reclamar porque está chovendo ou
agradecer às águas por lavarem a
poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou
me sentir encorajado para administrar minhas
finanças, evitando o
desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde
ou dar graças por estar vivo.


Posso me queixar dos meus pais por não terem
me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato
por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir
trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou
agradecer a Deus por ter um teto para morar.


Posso lamentar decepções com amigos ou me
entusiasmar com a possibilidade de fazer novas
amizades. Se as coisas não saíram como planejei
posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.


O dia está na minha frente esperando para ser o
que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que
pode dar forma.

Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.