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Eu sou o vento
Aquele que vem sem ser chamado
E canta nas janelas quebradas
Dos sanatórios

Nunca estou próximo
Nem distante
Seco as roupas nos varais
Desfaço as nuvens

Arranco as velas dos barcos
Brinco com aviões de papel
Levanto as pipas coloridas
E as saias das mocinhas

Lunáticas mãos
Faca na manteiga
Acredite em qualquer coisa
Espere por ninguém

Eu sou o vento
Com pouco não me contento
Venho e vou
Sem rota ou destino

Tantas viagens
tantos telhados
Tantas histórias
tantos moinhos
Tantas ondas
tantos cataventos
Tantas cartas
tantos caminhos

Faço dançar o abraço das flores
E o beijo das fadas
Rasgo cicatrizes nas serras
Deixo sorrisos nos campos

Carrego segredos
Sopro bandeiras desfiadas
Derrubo as árvores
Descolo cartazes

Eu sou o vento
Aquele que nem bem chega
E já parte de repente
Feito um suspiro

Carlos Assis

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse amor, seria como um bronze que soa ou como um símbolo que tini.
Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência, ainda que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse amor, eu nada seria.
Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que eu entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse amor, isso nada me adiantaria.
O amor é paciente, o amor é prestativo, não é invejoso, não se ostenta, não se enche de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará. Quanto às profecias, desaparecerão. Quanto às línguas, cessarão. Quanto à ciência, também desaparecerá. Pois o nosso conhecimento é limitado, e limitada é nossa profecia. Mas quando vier a perfeição, o que é limitado desaparecerá.
Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei homem, fiz desaparecer o que era próprio de menino. Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face.
Agora o meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido. Agora, portanto, permanecem fé, esperança, amor. Estas três coisas. A maior delas porém, é o amor.

Na vida temos que escolher entre amor e ser amado, um só.
Queria grita por socorro mas tenho você ao meu lado para mim ajuda nas horas de lutas
Em meio as lutas senhor meu papai que você aqui ao meu lado para toda vida sem fim papai, papai do céu tenho você como luz para minha vida sem fim e data para acaba!
O fogo ilumina muito por muito pouco tempo, em muito pouco tempo o fogo apaga e tudo um dia vira luz!

Quando o amor aparece em nossa vida, tudo se transforma. Os dias se tornam mais leves, mais coloridos, mais animados. As expectativas nos dão ânimo e força. Sonhamos com o momento de encontrar o nosso amor e estar ao seu lado por alguns instantes.

O amor faz bater mais forte o peito, faz o corpo todo se sentir mais vivo e mais feliz. Mas quando o amor acaba, quando não há mais nenhuma saída para o amor além da separação. Essa agitação do coração torna-se uma dor imensa. Em vez de bater, o coração parece parar. O corpo quer se mexer, mas o coração não deixa. O coração é que parece comandar o corpo, em vez do cérebro.

Quando um grande amor se vai, tudo na vida perde o sentido. Tudo fica sépia e sem sabor. A dor incomoda, faz o sono nos abandonar, faz a respiração pesar. É um período de luto, um amor morreu, um projeto de vida em comum acabou, um desejo de felicidade ficou parado no ar. Mas a dor passa, a ferida vai sarar, ainda que as cicatrizes fiquem para sempre. O importante é pensar nas cicatrizes como histórias para contar e não marcas de dor.

Não é só pela falta que você me faz que hoje escrevo agora estas palavras. É também porque não faz sentido estarmos separados, quando ainda existe amor entre nós. Ambos erramos e dissemos coisas que nem queríamos, mas a nossa história merece uma segunda oportunidade.

Vamos tentar uma reconciliação, meu bem, que eu não sei viver sem você. São tantas as saudades nossas que eu era capaz de correr agora para os seus braços.