Existem muitas coisas que é melhor não ver
Quando a gente ama
E outras que só tem coragem
De dizer quando está na cama
Eu me apaixonei faço tudo por amor
Mas só que nada acontece
Todo mundo diz que é melhor eu esquecer
Porque você não me merece
E sempre me procura quando te convém
Eu não nego, aceito
Eu vivo me enganando que está tudo bem
Não tem outro jeito
O que vou fazer se o medo de perder
E esse amor já me sufoca
Se pra eu viver só preciso do prazer
De quando você vem me toca
Eu tenho muito mais guardado pra você
Aqui bem num lugar que ninguém pode ver
Ta no meu coração esperando uma atenção
Que pena que você parece não querer
Eu tenho muito mais guardado pra você
E cada dia mais aumenta o meu amor
Ta no meu coração, esperando uma atenção
Que pena que você parece não querer.
A formiguinha coitadinha
cansada de trabalhar
carregava sua folhinha
só pensava em descansar...
Ao chegar no formigueiro
encontrou um tremendo bafafá
suas irmãzinhas temiam o traiçoeiro
tamanduá...
A formiguinha correu ligeiro
e a folhinha carregou
achou um novo formigueiro
onde a depositou...
Era um formigueiro protegido
perto de um rio corrente
o tamanduá temido
ali não seria valente...
Penou o dia inteiro
e resolveu descansar
com um doce açucareiro
pôs-se a sonhar!
Sua vida trabalhosa
era dura e azeda
sonhava com os doces da roça
na casa da Dona Leda...
Lá entre potes de goiabada
viveu anos esquecida
até ser expulsa, coitada,
culpa do inseticida !
Lambuzou-se com o mel
de sonhos açucarados
acordou e olhou ao léu
lembrando do pesado...
Lá se foi a formiguinha
para mais uma batalha
mesmo pequenininha
diariamente trabalha...
Sua vida é assim
e esperta ela olha
procurando entre capins
encontrar suas folhas...
Quando chegar o frio
Ela terá sua comida
e perto do leito rio
estará protegida...
A formiguinha sabe que o inverno
não custa a tardar
e de seu trabalho eterno
irá se beneficiar!
Faz-me feliz, ou não?
Preciso procurar-te para dizeres que me ama,
preciso lembrar-te que não vives sem mim.
É...
É...(Soneto)
Rodrigo J. Marucco
Estou tão só e feliz ao teu lado,
onde me enquadro, faz-me feliz?
Faço-te feliz? por que o silêncio?
Entendo, entendo...
Não somos uma só alma,
somos várias, sonsas almas...
Diz-me de sua loucura por mim...
Entendo, sabes que minto, não?
Sabes que não me fazes felis?
Eu não sei...
Entre as coisas mais lindas do mundo, eu te encontrei, para trazer-lhe alegria e buscar a felicidade.
Entre as flores, encontrei o seu perfume que tanto me fascinou e no arco-íris do céu encontrei o seu calor, que me amparou e me aqueceu do frio.
Entre os meus amigos e colegas, escolhi você, e o destaquei como o melhor deles.
Entre meus segredos e pensamentos, você penetrou e soube me ajudar e descobrir que eu não era só.
Entre lágrimas e sorrisos, descobri que você é o alicerce do meu corpo e que só a você devo satisfações.
Você foi e sempre será o premiado, porque seu amor é puro e infinito.
Entre a minha vida e a sua, existem muita semelhança, e especialmente hoje, quero te lembrar que a semelhança que existe entre eu e você, é a que eu te amo e você me ama.
Te amo demais!
Uma tarde, certa mãe muito atarefada, ao promover uma limpeza geral na casa apelou para o filho de onze anos, pedindo-lhe ajuda nessa atividade. Coube-lhe, então, o dever de limpar os móveis, começando de cima para baixo, ainda com a responsabilidade de retirar todos os objetos acumulados sobre eles, para que melhor pudesse retirar toda a poeira ali amontoada desde a última faxina.
O garoto servindo-se de uma pequena escada de dois degraus, iniciou seu trabalho. Depois de algumas horas, estavam limpos os móveis das duas salas e dos quartos. Finalmente chegou àquele quarto onde eram colocados objetos mais antigos – alguns aproveitáveis e outros não. Havia realmente muito o que fazer ali.
Quando começou pôr abaixo tudo o que estava colocado em cima de uma velha prateleira, o garoto deparou-se com um volume grosso, já amarelecido, empoeirado e metido entre latas, ferramentas e tantas outras quinquilharias encostadas. Com o livro já nas mãos, o pequeno chamou a mãe e foi dizendo:
– Olha, mãe, achei essa coisa velha, empoeirada e até com cheiro de mofo. Veja só como está horrível... Posso jogar no lixo?
A mãe, que por um pouco havia deixado os seus próprios afazeres a fim de atender ao chamado do filho, vendo que aquilo que o garoto chamava de coisa era a Bíblia da família, disse-lhe em tom contrito: – Meu filho, tome cuidado com este livro porque ele é sagrado, é o livro de Deus! Imagine, atirar ao lixo este volume...
– Livro de Deus, mãe? Então, antes que as traças o destruam, o melhor é devolvê-lo ao Dono, pois aqui em casa nunca o usamos e quem sabe Deus encontre alguém interessado nele...