Os amigos são uma das melhores partes da vida, e às vezes são tão ou mais importantes que a família. Por isso custa tanto quando eles nos decepcionam. Hoje choro a decepção da minha amiga, e já nem sei se devo chama-la assim.
Não imaginava que doía tanto, que custaria até respirar. Mas é assim quando acreditávamos e confiávamos totalmente em uma pessoa e ela nos trai. Foi assim com essa amiga que agora não consigo nem encarar, pois me faz doer o coração só de pensar nela.
Todos passeavam à procura de um pequeno e ingênuo menino chamado AMOR.
AMOR andava sempre pela cidade, sem se preocupar com os outros, com as pessoas que andavam ao seu lado ou a que horas voltaria para casa.
AMOR vivia escapando das responsabilidades, tirava muita gente do sério, porque queria sair e se divertir.
AMOR nunca andava sozinho, estava sempre bem acompanhado.
AMOR sempre foi muito simpático e encantador, falava com todos, mesmo não sabendo no que daria.
AMOR sempre reclamava que diziam que ele não prestava, ou que só fazia os outros sofrerem.
Existiam pessoas que nunca quiseram conhecer o coitadinho do AMOR.
AMOR sabia que nem sempre levava a alegria à todos, mas ela sabia que ele não era ruim.
AMOR se descrevia como aquele cara, mal interpretado que penetra e aniquila corações, um misto de anjo e monstro, de felicidade e sofrimento, que todos sabem que existe, mas que só alguns têm o privilégio de conhecê-lo.
Um homem resolveu visitar um ermitão que vivia perto do mosteiro de Sceta. - Qual o primeiro passo daquele que pretende seguir o caminho espiritual? – perguntou.
O ermitão levou-o até um poço e pediu que olhasse seu reflexo na água. O homem obedeceu, mas o ermitão começou jogar pequenas pedras, fazendo com que a superfície se movesse. - Não poderei ver direito o meu rosto enquanto o senhor jogar pedras.
- Assim como é impossível ver seu rosto em águas turbulentas, também é impossível buscar Deus se a mente estiver ansiosa com a busca – disse o monge – Não faça perguntas, siga adiante com fé. Este será sempre o primeiro e o mais importante de todos os passos.
Feliz Dia das Crianças, querida irmã! Eu sei que você já não é propriamente uma criança, mas é minha irmã caçula.
Então eu não consigo distanciar esse dia com a menina que eu vi crescer, que eu brinquei, que eu ajudei a pegar no colo; a menina que eu vi a dar os primeiros passos! Feliz Dia das Crianças, porque você tem uma infantilidade genuína que contagia todo mundo. É bom demais ser sua irmã! Nunca mude. Beijo.
Há muito tempo, não muito longe daqui, havia um reino muito engraçado. Todas as coisas eram separadas pela cor. As borboletas brancas só visitavam o canteiro branco. As borboletas azuis só visitavam o canteiro azul.
Neste reino viviam Julieta e Romeu.
Julieta era uma borboleta amarela do canteiro amarelo e Romeu uma borboleta azul do canteiro azul. Seus pais sempre avisavam para que não passeassem em canteiros de outra cor.
Um dia, na primavera, Ventinho convidou Romeu para dar um passeio no canteiro amarelo. Chegando lá, ventinho apresentou Romeu a Julieta e os dois logo ficaram amigos.
Romeu e Julieta começaram a brincar e saíram para conhecer melhor o reino. Ficaram encantados com tudo o que viram e acabaram entrando na floresta. Quando a noite chegou, Romeu e Julieta não conseguiram encontrar o caminho de volta.
Enquanto isso, lá no canteiro amarelo, a mãe de Julieta estava desesperada, e lá no canteiro azul, o pai de Romeu estava preocupadíssimo.
Eles não sabiam o que fazer para encontrar os filhos, até que a Dona borboleta amarela tomou coragem e foi falar com a Dona borboleta azul, falaram com o senhor Vento e todas as borboletas saíram de canteiro em canteiro procurando o Romeu e a Julieta.
Quando amanheceu o dia, o céu estava cheio de cores. Todos se misturaram para ajudar. Quando Romeu e Julieta viram seus pais, ficaram felizes em poder voltar para casa.
E quando chegou de novo a primavera tudo estava diferente naquele reino. Os canteiros tinham todas as cores misturadas. Margaridas, cravos, dálias, miosótis, rosas, cresciam juntas, misturadas.
E juntas brincavam as borboletas.
Nada diferente de nós quando vivemos sem preconceitos, e todos os dias são primavera em nossa vida. Porque amamos nosso semelhante independente da sua cor. Vale seu coração e alegria de estarmos juntos em paz.