Era uma vez um homem que vivia à beira de uma estrada, onde vendia cachorro-quente. Ele não ouvia bem, por isso não tinha rádio. Tinha problemas de visão, por isso não lia jornais.
Mas ele vendia cachorro-quente.
Colocava cartazes na estrada, fazendo propaganda da qualidade de seu produto. Ficava na beira da estrada e oferecia o seu produto em alta voz, e o povo comprava.
Lentamente foi aumentando as vendas e cada vez mais aumentava a compra de salsicha e de pão. Comprou um fogão industrial para melhor atender os fregueses. O negócio prosperava: o homem conseguiu até mesmo enviar seu filho para estudar na capital.
Certo dia, o filho, já formado, retornou para cuidar do pai e viu que as coisas não mudavam naquele lugar. Em casa, chegou logo dizendo ao pai: Você não ouve rádio! Nem lê jornais! Há uma crise no mundo. A situação na Europa é terrível e a do Brasil ainda pior. Tudo está indo para o vinagre.
O pai logo pôs-se a refletir: "Meu filho estudou, lê jornais, ouve rádio e só pode estar com a razão." Então resolveu reduzir as compras de salsicha e de pão. Tirou os cartazes de propaganda e já não anunciava tão alto seu cachorro-quente, abatido que estava pela notícia da crise.
As vendas foram caindo, caindo, caindo...
Então o pai finalmente disse ao filho: - Você estava certo, meu filho. Nós certamente estamos vivendo uma grande crise.
Creio no Teu sorriso, janela aberta do Teu ser
Creio em Teu olhar, espelho da Tua honestidade
Creio em Tuas lágrimas, sinal de que partilhas alegrias e tristezas
Creio em Tua mão, sempre estendida para dar e receber
Creio em Teu abraço, acolhida sincera de Teu coração
Creio em Tua palavra, expressão daquilo que queres e esperas
Creio em Ti, amigo, assim, simplesmente, na eloquência do silêncio.
O meu carinho especial a cada amigo(a) que comigo divide esse cantinho.
Ó Tu, Provedor! Ajuda esses nobres amigos a conquistarem Teu beneplácito. Torna-os igualmente benévolos para com estranhos e amigos. Faze-os entrarem no mundo que perdura para todo o sempre; concede-lhes um quinhão da graça celestial; faze com que sejam verdadeiros bahá'is, sinceramente de Deus; protege-os de aparências exteriores e estabelece-os firmemente na verdade. Torna-os sinais e emblemas do Reino, estrelas luminosas acima dos horizontes desta vida inferior. Que sejam conforto e consolo para a humanidade e promotores da paz do mundo. Extasia-os com o vinho de Teu desígnio e permite que todos eles trilhem o caminho de Teus mandamentos.
Abdu'l-Bahá
O homem, por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha aproximou-se da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrine. Os olhos da cor do céu brilharam quando viu determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul. É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito? O dono da loja olhou desconfiado para a menininha e perguntou-lhe: Quanto de dinheiro tem? Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarrado e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e, convicta, disse-lhe: Isso dá? Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa. Sabe, quero dar este presente para minha irmã mais velha. Ela cuida de mim e dos meus irmãos. É seu aniversário e tenho certeza de que ficará muito feliz com o colar que é da cor de seus olhos. O homem foi para o interior da loja, colocou o colar em um lindo estojo, embrulhou-o com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde. Tome, disse à garota, leve-o com cuidado. Ela saiu alegremente saltitando pela rua abaixo. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis entrou na loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou ao proprietário: Este colar foi comprado aqui? Sim, senhora. Quanto custou? O preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente. A moça continuou: Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo! O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem. Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar: deu tudo o que tinha. O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem, enquanto suas mãos pegavam o pequeno embrulho.
Se eu tivesse um coração que não sofresse ante a desilusão... Um coração que fosse assim... Tão facilmente asserenado... Se conformasse em não ser amado e desistisse de buscar o amor...
Se eu tivesse um coração assim: Tão devoluto, de ilusão sentida, Imune à dor da solidão sofrida e ainda sorrisse até da própria dor...
Ah! se eu tivesse um coração assim... talvez passasse ilesa pela vida... Mas, se eu tivesse um coração assim tenho certeza que de tão desprovida e sem sentido... sem sentir a vida eu já teria chegado ao fim!
Ah! Quero meu próprio coração, assim: feito a vela tensa de uma embarcação estremecendo ao sabor do vento, tal qual oscila o meu coração quando invadido por tal sentimento e o espírito cheio de emoção faz do amor um barco a sotavento!
E, se o destino me reserva à frente o barlavento da desilusão Digo a mim mesma: -Vale mais a vida, quando se leva dentro alguma dor... Um coração eivado de ferida, à um coração vazio de amor!