Querem saber como vivo? Lhes direi...
Vivo do vento que me mantém lúcida e acordada para que eu não adormeça na caminhada.
Vivo do mar que me limpa do cansaço da luta e me recompõe para que eu continue. Vivo das cores que me ensinam os remédios e os alimentos para que eu sobreviva forte para trabalhar.
Vivo da riqueza do meu melhor esforço, meu amor. Planto-o por onde passo, não perco nem mesmo a terra de um vaso quebrado, pois ali a semente germina.
E sou feliz assim.
Sou simples, pois preciso de pouco. Sou calma, pois aprendi a esperar. Tudo vem.
E o campo arado e adubado produz coisas melhores, que valem a pena ser preservadas.
Falo pouco, pois optei por grandes ocupações, como um trabalho escolhido de ouvir e por isso não me sobra tempo para as palavras.
Penso muito, mas corretamente. Desejo só o necessário, ocupo pouco espaço e por isso não sofro por possuir.
Sou feliz, sou abençoada, sou reconfortada e apreciada. Sou aquilo que todos lutam para obter. Querem saber quem sou eu, já que sabem como vivo?
SOU A PAZ...
Havia uma gota em uma nascente do rio. Era uma simples gota, nada mais do que isso. Mas, na sua insignificância, tinha um sonho. Sonhava em, após vencer a correnteza, virar mar.
Ora, quanta pretensão! Uma gota, uma simples gota, virar mar? Era difícil, sabia ela, porém não impossível. E agarrando-se a esse fio de esperança, seguiu o seu curso natural de rio, sempre pensando no dia em que certamente encontraria o oceano.
Desafios foram surgindo. Pedras, evaporação, galhos... Mas ela nunca desistia. Outras gotas que partiram com ela não chegaram ao fim, ficaram pelo caminho.
Esta, porém, talvez pela sua persistência, pela fé que tinha, de uma forma ou de outra sabia que um dia chegaria lá. E de fato chegou. Venceu todos os obstáculos, chegou ao encontro das águas e finalmente realizou seu grande sonho.
Hoje aquela gota é mar! Graças a sua persistência, conseguiu o que era considerada uma utopia, uma pretensão!
Não importa, hoje aquela gota é mar. Imagine você como uma gotinha. Você pode ser como aquelas gotas que ficaram pelo caminho ou como a gota dessa história. Só depende de você!
"Quando mais conheço o mundo, mais me desagrada. E o tempo confirma a minha crença na inconsistência do caráter humano e no pouco que se pode confiar nas aparências de bondade ou inteligência."
"O bom filósofo só tira benefício de onde ele existe."
"Sempre se aprecia muito o poder de fazer qualquer coisa com rapidez e não se presta atenção às imperfeições com que se faz."
"As discussões se parecem demais com as disputas."
"A vaidade é um defeito. Mas o orgulho, no caso de pessoas de inteligência superior, acredito que seja válido."
"Me pergunto quem seria o primeiro a descobrir a eficácia da poesia para acabar com o amor."
"Somos poucos os que temos valentia suficiente para nos apaixonarmos completamente se a outra parte não nos encoraja."
"O orgulho está relacionado com a opinião que temos de nós mesmos; a vaidade, com o que queríamos que os demais pensassem de nós."
Jane Austen
Porquê tanto me fazes sofrer, se eu vivo só pra te fazer feliz...
Porquê tanto desconfias de mim, se minha vida gira em torno só de ti...
Porquê tanto raiva e rancor, se nossos corações estão cheios do mais puro
amor...
Porquê tantas palavras ruins saem da mesma boca que saem palavras tão
doces...
Porquê não olhas em meus olhos, se olhando nos meus olhos verá a pureza de
minha alma...
Porquê dizes que me ama tanto, mas dizes que conseguiria me esquecer...
Porquê, eu me pergunto. Mas as respostas não veem a mim...
Porquê?
Porquê palavras tão puras e verdadeiras se sincronizam nesse poema?
Porque?
Porque meu coração está transbordando de PORQUÊS?
O problema não é estar em uma cadeira de rodas, que impede a movimentação plena e livre, o problema é fazer das reclamações sem fim, uma cadeira de rodas que limita as atitudes, procurando culpados pelos nossos fracassos, pelos erros que insistimos em cometer...
Não, o problema não é o par de muletas que incomodam e atrapalham demais o ir e vir, o problema são as desculpas para não fazer às mudanças que a vida pede insistentemente, e que por falta de coragem, vamos empurrando, deixando para amanhã, depois e depois, muletas como os vícios que nos matam, amores que maltratam, amizades que só sugam...
O problema, não é a cegueira dos olhos, que impedem de ver o sol, o problema é a cegueira da alma, que impedem de sentir o calor do sol, pois eu te digo que há mais cegos enxergando às possibilidades da vida, que muitos que veem não conseguem perceber, olham, mas não enxergam, escutam, mas não ouvem, falam, mas não praticam, andam e não chegam a lugar nenhum, carentes da autoestima, pobres de espírito, deficientes do amor próprio, essa sim, a verdadeira incapacidade de viver.
Pois quem não se ama, não pode amar ninguém, quem não se respeita, não pode exigir respeito, quem se limita, não pode ir além das dificuldades, então, pega a sua caminha de desculpas, o cobertor da mediocridade e joga fora, recomeça atendendo ao chamado do Cristo que pede agora: levanta-te e anda!
"Só vence a estrada, quem dá o primeiro passo!"