- Não consigo subir nesse morro – disse o menininho. – É impossível. O que vai me acontecer? Vou passar a vida inteira aqui no pé do morro. É terrível demais!
- Que pena! – disse a irmã. – Mas olhe, maninho! Descobri uma brincadeira ótima! Dê um passo e veja se consegue deixar uma pegada bem nítida na terra. Olhe só para a minha! Agora, veja se você consegue fazer uma tão boa assim!
O menininho deu um passo: - A minha está igual! - Você acha? – disse a irmã. – Olhe a minha, de novo, aqui! Eu faço mais forte que você, porque sou mais pesada e por isso a pegada fica mais funda.
Tente de novo.
- Agora a minha está tão funda quanto a sua! – gritou o menininho. – Olhe! Esta, esta e esta, estão mais fundas!
- É, está muito bom mesmo – disse a irmã –, mas agora é minha vez, deixe eu tentar de novo e vamos ver!
Eles continuaram, passo a passo, comparando as pegadas e rindo da nuvem de poeira cinzenta que lhes subia por entre os dedos descalços.
- Ei, – disse o menininho – nós estamos no alto do morro!
- Nossa! – disse a irmã. – Estamos mesmo...
E você, continua dando seus passos...?
Por vezes, acho que você não enxerga suas verdadeiras qualidades, meu amor! Não entendo, mas sinto isso. É que você é tão especial, tão generosa. Confesso que sou um verdadeiro sortudo por ter você na minha vida, sabe?
Sinto que o mundo está nos meus pés, que a vida é linda e que nada é mais importante que vivê-la do seu lado. Agradeço por tudo, minha querida! Eu te amo – hoje, amanhã e sempre.
Você pode preferir ficar esperando sentado durante oitenta dias em vez percorrer o mundo inteiro. Mas se você pensa que o tempo irá lhe dar todas as respostas e lhe mostrar todos os caminhos, então espere sentado.
Talvez você tenha ainda muito a aprender, e muitas vezes é preciso perder tudo para depois conseguir se encontrar. Mas faça alguma coisa, não entregue tudo nas mãos do tempo.
Aproveite as oportunidades, faça a sua parte. Apaixone-se, entregue-se ao amor, declare-se, mesmo que seja para um dia chorar um mar de lágrimas.
Quando o dia virar noite e apenas a luz de uma vela iluminar a sua vida, quem você estará amando? Se você espera que o tempo faça tudo por você, então espere deitado!
Pode ser que chova, pode ser que faça sol. Pode ser que o amor aconteça por acaso mesmo que você fique parado. Mas pode ser que ele passe por você e vá embora, como uma chuva de verão. Mas se você pensa que o tempo irá tratar de tudo por você, é melhor desistir.
Agarre a sua chance, faça a sua parte. Viva o seu romance, mesmo que seja para sair com o coração partido. Quem não ama e não sofre, nada aprende. Mas não espere muito tempo!
O homem que não tiver virtude própria sempre invejará a virtude dos outros. A razão disso é que a alma humana se nutre do bem próprio ou do mal alheio, e aquela que carece de um, aspira a obter o outro, e aquele que está longe de esperar obter méritos de outrem, procurará se nivelar com ele, destruindo a sua fortuna.
As pessoas que são curiosas e indiscretas são geralmente invejosas; porque conhecer muito a respeito da vida alheia não pode resultar do que concerne os próprios negócios. Isso deve provir, portanto, de tomar uma espécie de prazer teatral a admirar a fortuna dos outros. Aliás, quem não se ocupa senão dos próprios negócios não encontra matéria para invejas. Porque a inveja é uma paixão calaceira, isto é, passeia pelas ruas e não fica em casa.
Francis Bacon
A historia é muito antiga, mas não menos curiosa.
Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:
1) Pegam uma cumbuca de boca estreita. 2) Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore frequentada por macacos, afastam-se e esperam. 3) Após isso um macaco curioso desce. 4) Enfia a mão. Apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.
Surge um dilema: se largar a banana sua mão sai e ele pode ir embora livremente. caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranquilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento.
Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
Fácil demais...
O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão... Parece ser uma insanidade largá-la. Essa história é engraçada, porque muitas vezes, fazemos exatamente como os macacos.
Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou alguém que não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro? Os casais com relacionamentos completamente deteriorados, que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana . que apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto a panela.