Fico na dúvida, Para falar de você.
Por não saber Se és um anjo ou um demônio.
As vezes me sinto angustiada Sonho que em seus braços adormeço Quando desperto Te encontro sorrindo a me olhar.
Não sei se no tempo Se no espaço ou na agonia É você que quero como companhia.
Bem sabes que ao teu lado quero ficar Só que me perco perante o teu brilho intenso Que faz meus olhos cegar...
Minha boca secar...
Meu coração disparar...
Meus sentidos paralisar...
Uma vontade enorme de correr Em teus braços me alojar Tua linda boca beijar E para sempre ao teu lado ficar...
Sem perceber a ansiedade me consome Todas as vezes em que penso te encontrar...
Fico pensando o que realmente queres de mim Além da verdade Que te amo...
Que te chamo...
E que tenho um medo enorme De você não escutar o meu clamor E assim não te encontrar...
Às vezes, nessas noites frias e enevoadas
Onde o silêncio nasce dos ruídos monótonos e mansos
Essa estranha visão de mulher calma
Surgindo do vazio dos meus olhos parados
Vem espiar minha imobilidade.
E ela fica horas longas, horas silenciosas
Somente movendo os olhos serenos no meu rosto
Atenta, à espera do sono que virá e me levará com ele.
Nada diz, nada pensa, apenas olha - e o seu olhar é como a luz
De uma estrela velada pela bruma.
Nada diz. Olha apenas as minhas pálpebras que descem
Mas que não vencem o olhar perdido longe.
Nada pensa. Virá e agasalhará minhas mãos frias
Se sentir frias suas mãos.
Quando a porta ranger e a cabecinha de criança
Aparecer curiosa e a voz clara chamá-la num reclamo
Ela apontará para mim pondo o dedo nos lábios
Sorrindo de um sorriso misterioso
E se irá num passo leve
Após o beijo leve e roçagante...
Eu só verei a porta que se vai fechando brandamente...
Ela terá ido, a esposa amiga, a esposa que eu nunca terei.
Vinicius de Moraes
Valeu enquanto durou Essa nossa amizade Foi tudo que me custou O preço de uma saudade
Procurei deixar em paz O meu pobre coração Ele é frágil demais Pra sentir tanta paixão
Me deu vida mais sofri A paixão que eu senti Já não quero sentir mais
Eu não estou mais aqui Quero ficar bem ali Pra não voltar, nunca mais.
Quatro velas estavam queimando ruidosamente, calmamente.
O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo que travavam:
A primeira vela disse:
- Eu sou a Paz !
Apesar de minha luz as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar.
E diminuindo devagarzinho, apagou totalmente.
A segunda vela disse:
- Eu me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua.
As pessoas não querem saber de mim.
Não faz sentido continuar queimando.
Ao terminar sua fala, um vento levemente bateu sobre ela, e esta se apagou.
Baixinho e triste a terceira
vela se manifestou:
- Eu sou o Amor! Não tenho mais
forças para queimar.
As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles à sua volta que lhes amam. E sem esperar apagou-se.
De repente... entrou uma criança e viu as três velas apagadas.
- Que é isto? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim.
Dizendo isso começou a chorar.
Então a quarta vela falou:
- Não tenha medo criança. Enquanto
eu queimar, podemos acender as
outras velas.
Eu sou a Esperança.
A criança com os olhos brilhantes, pegou a vela que restava e acendeu todas as outras...
ESPERO QUE A VELA DA ESPERANÇA NUNCA SE APAGUE DENTRO DE VOCÊ.
Tenha um ótimo Natal e um Maravilhoso Ano Novo
O amor deve falar uma linguagem que eu não entendo. As pessoas falam em felicidade e exibem os seus sorrisos de cumplicidade. Os livros guardam histórias de paixões que mudaram a vida dos seus intervenientes. Mas a mim, o amor apenas trouxe tristeza e decepção.
Eu não acredito mais que a minha hora acabará por chegar e o meu coração fechou as portas a sentimentos românticos. Talvez o tempo prove que estou errada, mas por agora prefiro a paz da minha solidão.