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Ser forte é amar alguém em silêncio. Ser forte é deixar-se amar por alguém que não se ama. Ser forte é fingir alegria quando não se sente. Ser forte é sorrir quando se deseja chorar. Ser forte é consolar quando se precisa de consolo. Ser forte é calar quando o ideal seria gritar a todos a sua angústia.
Ser forte é irradiar felicidade quando se é infeliz. Ser forte é esperar quando não se acredita no retorno. Ser forte é elogiar quando se tem vontade de maldizer. Ser forte é manter-se calmo no desespero. Ser forte é fazer alguém feliz, quando se tem o coração em pedaços.
Ser forte é ter fé naquilo em que não se acredita. Ser forte é tentar perdoar alguém que não merece perdão. Ser forte é, enfim, viver quando já se está morto.
Por isso, por mais difícil que seja a vida ame-a:
Seja forte!

Nos Alpes italianos havia um pequeno vilarejo que se dedicava ao cultivo de uvas para produção de vinho. Uma vez por ano, ocorria uma festa para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que, nessa festa, cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril que ficava na praça central. Entretanto, um dos moradores pensou: Por que deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei uma cheia de água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta..
Assim pensou e assim fez. No auge dos acontecimentos, como era de costume, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca, para pegar uma porção daquele vinho, cuja fama se estendia além das fronteiras do país. Contudo, ao se abrir a torneira do barril, um silêncio profundo tomou conta da multidão. Do barril saiu apenas água.
Como isso aconteceu? Ocorre que todos pensaram como aquele morador: A ausência da minha parte não fará falta. Somos muitas vezes conduzidos a pensar: Tantas pessoas existem no mundo que, se não fizer minha parte, não terá importância. O que aconteceria com o mundo se todos pensassem assim?

Às vezes, eu me pego te admirando, quietinho, no meu canto, e você nem percebe. Eu te olho e dou um sorrisinho bobo, é... Você é tudo que eu sempre quis.

Nossa Senhora com o Menino Jesus em seus braços, resolveu descer à terra e visitar um mosteiro. Orgulhosos, os padres fizeram uma grande fila para prestar homenagens à Virgem.
Um declamou belos poemas. Outro mostrou páginas da bíblia escritas em ouro. Um terceiro disse o nome de todos os santos.
E assim por diante, monge após monge, homenageou Nossa Senhora e o Menino Jesus.
No último lugar da fila, havia um padre, o mais humilde do convento, que nunca conseguiu aprender os sábios textos da época.
Seus pais eram pessoas simples, que trabalhavam num velho circo das redondezas e tudo o que lhe haviam ensinado era fazer malabarismos. Ele ficou por último pois os outros temiam que, por não ter nada a dizer, poderia desmoralizar o convento. Mas, o padre sentia que precisava dar algo muito bom de si para Jesus e a Virgem.
Envergonhado, sentindo o olhar reprovador dos seus irmãos, tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima, fazendo a única coisa que sabia fazer: malabarismos.
Foi só nesse instante que o Menino Jesus sorriu e bateu palmas.
E foi para ele, o mais humilde, que a Virgem estendeu os braços e deixou que segurasse o Menino.
É na simplicidade que estão as coisas mais importantes!

Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos a dor da nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes é necessário ser um.