Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...
Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...
Raul Seixas
O celular não toca, a solidão na cozinha, na cama! Uma taça de vinho somente, um prato, um talher... A solidão está com você! A danada da solidão... O que ela quer? O que ela quer? A solidão se aninha de repente, você pode estar só ou rodeado de gente. Sente a sensação de vazio dentro do coração, Isolamento, autocomiseração! É a falta de um amor, de carinho, ou saudade cruciante da amizade, de um telefonema, ou de um aperto de mão!
No seu correio eletrônico não chegam e-mails, nenhum cartão... A pessoa amada foi embora, vem à solidão! Ela se instala... E vem de mansinho, fazendo morada em seu coração! Aceite a sábia companheira com alegria... Aprenda a se amar mais... E saiba que você é a melhor companhia saia do escuro, abra a janela... Acenda a vela... O mundo não é uma ilha... Nunca estamos sós... Você se sente só? Assopre a angústia para fora... Mude seus pensamentos agora! Com sua fé no amanhã... Se você aprender a amar... A conviver... Será uma pessoa querida... Amando a todos à sua volta... Amando a vida...
Quando a solidão se esparramar... naquele chuvoso final de semana, abençoe a chuva... Acolha a esperança... Deixe a chuva levar toda a sua dor... E, quando menos esperar... Sabendo amar... Você um dia também receberá amor!
Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali.
Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.
Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:
?Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa."
A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:
?Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda."
O rato foi até o porco e disse a ele:
"Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira."
"Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas preces."
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse:
?O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!"
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa.
A cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e muitas Pessoas vieram visitá-la.
Muita gente veio vê-la o fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
Fim de semana vou passear, reunir os amigos pra conversar. Há muitos assuntos para tratar, é sentar-se à mesa e começar.
Eu vou à praia, à beira mar, vou a um clube ou a um bar. Vou a um descampado para jogar, também vou para acampar.
Fim de semana vou passear, há muitos lugares, é só inventar. Amizades ficam, a juventude passa, aproveite agora, arrependimento mata.
Reúna os amigos e aproveite a vida para relaxar, quem sabe uma sexta ou um sábado, é só combinar...
O que eu sinto por você? Desejo ou atração? Fascinação ou paixão? Não sei...
Desejo? Sim, quero você.
Atração? Sim, você é diferente de tudo o que conheci.
Paixão? O que é paixão?
Querer alguém do nosso lado, querer ver, estar, sentir esse alguém...
Querer sentir o sabor da tua boca, a magia do toque das suas mãos, querer no meu corpo teus limites e sentir você.
Se isso tem alguma coisa a ver com paixão, acho que posso dizer que estou apaixonado por você!