Esses olhos que encantam misteriosos, esse olhos me espreitam e deles, nada sei além do mistério.
Deixam à mostra, entre longos cílios o brilho de um fogo que arde...
São para mim, como um par de pedras, porém não frias (nem amigas). Pedras que brilham com o cair do sol... Insistentes, esses olhos me seguem, perseguem meus movimentos paralisam meus sentidos...
São para mim como tesouros distantes, porém não inatingíveis (nem ao meu alcance).
Joias de beleza rara retratadas em profundo castanho...
Não posso
Não consigo
Como esquecer que te amei?
Pode até parecer um castigo
Mas tua lembrança, está sempre comigo
Não é possível apagar esse amor
Volta! Não sei como apagar essa dor
Essa dor da perda, essa falta de ti, meu amor!
Te amarei eternamente, esteja aonde for!
Tenho saudades de você, do tempo em que podia escutar sua voz, ouvir seus conselhos e histórias contadas a toda a hora. Tenho saudades do seu colo de amor infinito, do seu carinho, paciência e apoio, querida avó!
Mas a vida me levou para longe de você, mas ainda assim, sempre que puder irei visita-la, e todos os dias eu trago você bem aconchegada no meu peito, bem presente no meu pensamento. Um beijo carregado de saudades e muito amor, minha doce vovó!
Quando tudo parece caminhar errado, seja você o primeiro passo certo.
Se tudo parece escuro, se nada puder ser visto, acenda a primeira luz.
Traga para a treva, você primeiro, a pequena lâmpada.
Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso, Não na forma de lábios ardentes, Mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem.
Se a vida inteira for um imenso não, parta você na busca do primeiro sim, Ao qual tudo de positivo deverá seguir-se.
Quando ninguém souber coisa alguma, é você mesmo, Corrigindo-se a si mesmo.
Quando alguém estiver angustiado na procura, observe bem o que se passa.
Talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja.
Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la.
Quando a flor estiver murcha, seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga, a afastar a pétala, a acariciar a flor.
Se sua porta estiver fechada, de você venha a primeira chave.
Se o vento sopra frio, que seu calor humano seja a primeira proteção e o primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa, e não estiver assado, seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.
Não atire a primeira pedra em quem erra, de acusadores o mundo está cheio.
Nem, por outro lado, aplauda o erro.
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu, dê sua atenção primeiro para mostrar o caminho de volta, compreendendo que o perdão regenera, que é a compreensão edificada, que o possibilita, e que o entendimento reconstrói.
Toda escada tem um degrau, para baixo ou para o alto.
Toda estrada tem um primeiro passo, para frente ou para trás.
Toda vida tem um primeiro gosto de existência ou de morte.
Atire pois, você, com ternura e vontade de entender, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor...
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.