É muito normal olharmos para o dia a dia do vizinho e começarmos a imaginar como a nossa vida poderia ser diferente se tivéssemos nascido ou convivido com outra família. Comparamos a forma de convívio de outras famílias com a nossa e algumas vezes até pensamos que a do outro é realmente muito mais feliz.
Mas ao surgir este tipo de pensamento, frequentemente esquecemos que aquilo que é mostrado aos outros nem sempre pode ser tido como verdadeiro. Por mais que até seja, ter um bom relacionamento com outra família, nunca atestará de fato como o convívio se desenvolve no dia a dia.
Temos o hábito de pensar que a vida do outro é mesmo melhor que a nossa, e que a tal família perfeita nunca poderá ser reconhecida na nossa. Ao firmarmos este tipo de pensamento, limitamos o modelo ideal de família, fazendo assim com que nunca enxerguemos tal característica qualquer outra, muito menos na nossa.
Todas as famílias têm suas semelhanças e peculiaridades, todas passam por dificuldades diferentes e superam seus problemas também de formas diferentes. Mesmo com todas as adversidades, família é um grupo que não se muda, seu irmão será para sempre seu irmão e assim por diante.
Veja sua família com outros olhos, a transformando no seu modelo ideal. Ainda que a perfeição não exista nela, use as falhas como bons aprendizados, e faça da sua família a melhor de todas que existem.
Não me recordo o nome do seu proprietário, e nem sei se ainda existe. Mas perto da ilha da Conceição, e Cabo Frio, existe uma estranha construção chamada Casa da Flor.
Quem primeiro me levou lá foi o músico Roberto Menescal. Trata-se de uma casa e um jardim construído com cacos de ladrilhos e vidros coloridos centenas, milhares de pedaços de louça.
Cinquenta anos atrás sonhei com um anjo, que me pediu que fizesse uma casa com cacos – disse o dono, um humilde lavrador local. Resolvi seguir o que o anjo dizia, e nunca mais parei.
Fiquei muito impressionado com o que vi, e resolvi levar alguns amigos para visitar o lugar. Entre eles, estava um espanhol, que vive em Barcelona.
-Muito curioso disse o espanhol. O maior arquiteto catalão, Anton Gaudí tem um trabalho exatamente igual a este. A única diferença entre Gaudí e o lavrador é que as casas e jardins do primeiro são reconhecidas pelo mundo inteiro como uma das mais importantes revoluções da arquitetura.
-Bem, nem sempre o Brasil dá o valor merecido aos seus... O espanhol me interrompeu:-E sabe o que mais? Diz a lenda que Gaudí iniciou este tipo de construção porque um anjo o mandou fazer isso. Você sabe qual a razão que fez este lavrador construir este lugar?
-A mesma razão. Talvez o mesmo anjo respondi. Mas desta vez falando com alguém cujos conterrâneos eram capazes de respeitar o resultado do seu trabalho.
Dia a dia nossa igreja tem crescido, como água que brota infinita do manancial do amor de Deus. Cresce com nossos corações ávidos do ensinamento e da sabedoria do Senhor, pois é Nele que eles se preenchem de vida, de alegria, de esperança.
Nossa igreja tem crescido, mas irá prosperar ainda mais a nossa vontade, a nossa vigilância, as nossas orações. O poder para avivar a nossa fé vive em cada um de nós, em cada oração individual e na força da união de todas elas. Juntos faremos nossa igreja maior, quando juntos elevarmos nossos corações ao Senhor.
Há em mim uma vaga fome a que talvez chame ausência.
Não falo de solidão solidão seria sentir-me vazio, e eu sinto-me transbordante de carinho,
de sorrisos, de afetos interesso-me por tanto!
Não sei onde ir nem com quem falar.
Tenho tanto e nada a dizer!
Falta -me quem escute,
uma voz que salte do silêncio
e diga também vejo e penso.
Amigos estão longe na busca constante do que os atormente.
Vejo cada um na sua vida mergulhado noutro mundo que não é nosso.
Estranho como se eu estivesse boiando ao largo de tudo à deriva de quanto rola-se na luta perdida guerra aberta desvairada terra!
Era uma vez, num depósito de vasos quebrados... Ninguém se importava com eles. Eles mesmos não se importavam por estar quebrados, ao contrário, quanto mais quebrados ficavam, mais eram respeitados pelos outros. Um dia, por engano, um vaso inteiro foi parar no meio deles, mas, por ser diferente dos demais, ele foi rejeitado. Justo ele, que tinha uma necessidade miserável de ser aceito. Tentou se aproximar dos vasos menos danificados, aqueles que tinham apenas a boca rachada, mas, não deu certo. Depois, tentou se aproximar dos vasos que tinham apenas um pequeno furo, mas, também foi repelido. Tentou uma 3a vez... Mas também não adiantou. Resolveu, então, arranjar umas brigas, esperando conseguir uma trinca ou, quem sabe, com um pouco de sorte, até um quebrado bacana, mas, naquele lugar, ninguém tinha força bastante para isso. Se algum vaso quisesse se quebrar, tinha que fazer isso sozinho. E foi isso mesmo que ele fez e assim conseguiu o que queria, ser aceito no clube dos vasos quebrados. Mas a felicidade não durou muito porque logo ele começou a se incomodar com outra necessidade: A de ser respeitado pelos demais vasos quebrados. Para isso, teve que ir-se quebrando. E se quebrou em tantos pedaços que voltou ao pó. E assim deixou de ser vaso! É muito comum as pessoas serem influenciadas por outras... Tanto que perdem sua própria identidade. Você mesmo provavelmente tomou alguma decisão influenciado por outras pessoas. E quantas vezes não se arrependeu? Portanto pense... E valorize "o vaso que é"... Seja como for!