Meu amor eterno, hoje era imperioso escrever-te: pois não sais do meu pensamento por maior esforço que eu faça para conformar-me ou esquecer. Não sais do meu pensamento por mais que eu tente acreditar que contra um oceano de distância não há resgate possível.
Tu és a memória mais presente, paixão consolidada no meu coração e em cada fibra do meu corpo e em cada pelo que me cobre a pele.
É o peso da tua cabeça no meu ombro tudo o que eu desejo agora e para sempre, mesmo que o tempo implacável pense retirar o viço dos teus olhos e a força das tuas carnes. Porque para mim, tu, minha mulher definitivamente amada, terás sempre o colo belo e amoroso, e da tua boca sempre verei o maior dos sorrisos a emoldurar de prata os meus sonhos.
Quero você, aqui, bem perto. Quero teu corpo junto ao meu. Quero o aconchego dos teus braços. Quero deitar com você na cama e ficar de conchinha. Bem grudadinhos; agarradinhos. Quero te encher de beijos. E mordidas. Quero o som da nossa risada misturada. Quero tua voz dizendo que me ama, não importa se baixinho ou gritando aos quatro cantos. Quero até o teu silêncio. Quero dormir no seu abraço, sentindo seu cheiro. Quero te fazer um cafuné, um carinho. Quero teu olhar no meu. Quero teu sorriso refletindo o meu. Quero te contemplar. Te completar. E quero que seja sempre assim: eu por você, você por mim.
No dia 31 de janeiro é comemorado o Dia do Mágico, este artista que faz muito mais do que tirar coelhos da cartola ou fazer desaparecer um lenço. A data é em homenagem a São João Bosco, padroeiro dos mágicos, que segundo a tradição era também um mágico.
A magia sempre esteve presente na história da humanidade. O homem pré-histórico desenhava animais nas cavernas, como se assim os pudessem materializar. A isso os pesquisadores chamam de realismo mágico.
Ao longo do tempo, o conceito de magia foi evoluindo. A arte de iludir, que já foi chamada de escapismo, é usada hoje, basicamente, como entretenimento. Ela cria ilusões que surpreendem, sobretudo porque o mágico faz algo que escapa à lógica comum, como se tivesse poderes sobrenaturais.
Alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral do Atlântico. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria de pessoas estavam pouco dispostas a trabalhar em fazendas ao longo do Atlântico. Temiam as horrorosas tempestades que variam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações.
Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro. – Você é um bom lavrador? Perguntou o fazendeiro. – Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram. Respondeu o pequeno homem.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem.
Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou, – Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente, – Não senhor. Eu lhe falei, eu posso dormir enquanto os ventos sopram.
Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedi-lo imediatamente. Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois.
Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros, e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer, então retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava.
O que eu quero dizer com esta história, é que quando se está preparado – espiritualmente, mentalmente e fisicamente – você não tem nada a temer.
Eu lhe pergunto: você pode dormir enquanto os vento sopram em sua vida?
Obrigado, Doutor! Pela sua sapiência e pela paciência também.
Obrigado pelas palavras de conforto que pronuncia nos momentos de incertezas.
Obrigado pela disponibilidade e amabilidade. Pelas vezes que, angustiado, bati à sua porta e ela se abriu para mim, como por milagre.
Obrigado por ser atencioso, cortês e realista diante dos fatos. Por cuidar com destreza desta coisa tão frágil que carrego comigo – a vida! Pelas vezes que o despertei no meio da noite, para mitigar um problema inesperado.
Obrigado quando dominando o seu cansaço domina também a minha dor e angústia, no desespero por uma ajuda. Pelo seu olhar magnânimo e pela vontade de ajudar e transpor obstáculos. Quando nos últimos recursos encontro suas mãos imantadas pelo calor humano.
Obrigado pela sua coragem que contagia minha fraqueza. Obrigado por ontem, por hoje e pelo amanhã. E por sua amizade sincera, sem fronteiras.
Deus, Vós que sois o médico dos médicos, daí a todos os médicos e médicas a sabedoria que cura, a dignidade que encoraja e o amor que é a luz da vida. Amém.