Numa manhã, na mesma escola que o Smilinguido frequentava, o mestre Formisã dá início a mais um dia para aprender coisas novas.
A classe estava cheia, porém um estava faltando: o Forfo.
Mestre Formisã deu inicio a sua aula pensando por que será que o Forfo tem se atrasado tanto ultimamente. No meio da manhã o Forfo chega.
- Oi turma! - cumprimenta o Forfo.
- Olá Forfo! O que aconteceu para você se atrasar novamente?
- Ehh... Na verdade tem sido difícil levantar. Está frio, e minha cama é tão quentinha e tão gostosa que é difícil sair dela - respondeu timidamente.
- Forfo, nós todos entendemos você, tem feito muito frio ultimamente. Porém não podemos deixar de lado nossas obrigações. Isso se chama preguiça. Explica o mestre.
E a Faniquita logo diz:
- É Forfo, o Senhor criador não gosta dos preguiçosos.
Mestre Formisã corrige:
- Não é que Ele não gosta de preguiçosos. Ele não gosta da preguiça! Por causa da preguiça deixamos de fazer coisas importantes, perdemos oportunidades.
Forfo concorda com o mestre:
- Está certo, não sabia que a preguiça faz tudo isso! Vou tentar dormir mais cedo para não me atrasar, mesmo com esse friozinho.
Na bíblia está escrito que quem é preguiçoso e dorminhoco acabará passando fome.
Bíblia
Querida Mãe, hoje é o seu aniversário, e esta é mais uma oportunidade para eu reafirmar o grande amor que sinto por si. Não quero falar de gratidão ou coisas assim, pois a gratidão e o respeito, simplesmente, seriam muito pouco para definir a extensão e a profundidade dos sentimentos que o meu coração, alma e pensamento nutrem por si.
Não é porque hoje é um dia especialmente marcado no calendário que eu lhe digo isto. É que, de repente, senti uma necessidade profunda de expressar o conforto que sinto ao lembrar-me de si. Mais do que me ter dado à luz, a mãe é a verdadeira luz da minha vida e a única mulher que, definitivamente, saberá – como sempre soube – acolher-me com carinho em qualquer circunstância...
Saiba que a recíproca é verdadeira e que, enquanto eu viver, o meu coração reservará o seu mais nobre comodo para guardar as lembranças que tenho da mãe, assim como a minha casa terá sempre espaço para abrigá-la e recebê-la.
Como já disse, não são as convenções marcadas no calendário que me motivam a dizer o quanto a mãe é importante. O que me motiva a expressar este sentimento é a necessidade de tornar mais explícita essa relação de amor profundo que, na verdade, deveria servir de exemplo para todos os que prezam a vida e agradecem a Deus por esta dádiva. Porque, afinal, se estou aqui e feliz, é porque Ele permitiu que eu estivesse, por meio de si, mãe, que é o mais nobre dos instrumentos da Criação.
Por tudo isso é que eu gostaria muito, mas muito mesmo, que este dia especial transcorresse da forma mais tranquila e bela possível e que a mãe tivesse, realmente, um Feliz Aniversário! Que a mão de Deus a guie e proteja por muitos e muitos anos!
Eu tinha dez anos quando encontrei, entre minhas colegas, a primeira amiga de verdade.
Nossa camaradagem tornou-se a coisa mais importante para mim. Entretanto, eu era de natureza exclusivista e me sentia violentamente enciumada sempre que ela manifestava interesse por alguma coisa que nada tivesse a ver comigo.
Mamãe compreendeu o que estava ocorrendo. Um dia ela chamou-me para ver uma ninhada de pintinhos que havia acabado de sair do ovo. Fiquei encantada. Eram umas coisinhas lindas, feitas de suave veludo cor de ouro.
Em meu entusiasmo, colhi um deles na mão. Mas apertei-o com tanta força, que por um pouco, não o sufoquei. Ele, naturalmente lutou para escapar até que, desvencilhando-se, correu para longe de mim.
Mamãe notou o meu desapontamento e disse:
— Pegue um outro, mas procure segurá-lo suavemente. Se você o prender com muita força, por instinto, ele vai querer fugir. Fiz uma segunda tentativa e o pintinho aninhou-se quietinho na palma de minha mão. Senti-me muito feliz e sorri para mamãe. Foi quando ela me disse:
— Sabe, meu bem, as pessoas, neste mundo, são como esses pintinhos. Quando agarramos com muita força aqueles que amamos, tentando aprisioná-los em nossa mão, eles, naturalmente, não se sentem bem. E lutam por readquirir a liberdade, como fez o primeiro pintinho que você pegou. Mas se os colocamos na palma da mão, sem fechar os dedos, de modo que sintam apenas o nosso calor, percebem logo que não desejamos aprisioná-los, pelo contrário, apenas aquecê-los com um pouco de nós mesmos, sem a pretensão de exigir-lhes nada.
Foi o que sucedeu com o segundo pintinho.
Aquilo me impressionou muito e guardei a lição. Não quero dizer que deixei de sentir ciúmes, pois isso faz parte da natureza humana. Todavia quando o exclusivismo fala mais alto em meu espírito, controlo-me mentalizando a figura daquele pintinho na palma da minha mão.
Foi assim que aprendi a manter junto de mim aqueles que, pensando seriamente, desejo que permaneçam perto do meu coração...
Natal... É o mês de confraternização, agradecimento pela vida, bênçãos ao filho de Deus, união, amor, reflexão!
Que o bom velhinho traga um saco cheio de paz, harmonia, fraternidade. Que o gesto de ternura se estenda de várias mãos. Que ao som dos sinos o amor exploda em toda direção.
Feliz Natal e um Ano Novo de fé e sucesso!
Conheci o "nome da pessoa" na prisão!
Éramos companheiros de cela. Aprendi várias coisas com ele e lhe sou muito grato até hoje.
Nos intervalos de trabalho voluntário que fizemos para diminuir nossa pena ele me ensinou latim, lógica, história romana e artes.
Hoje devo grande parte de minha erudição a este nobre malandro.
Meu único arrependimento dos tempos de carceragem é por não tê-lo ajudado nos momentos de coação sexual.
Os outros presos se aproveitavam de sua fragilidade e inocência para força-lo a fazer coisas que ele antes fazia apenas por opção.
Mas enfim, são águas passadas... Fico feliz de ver que você superou toda aquela violência e encontrá-lo aqui no Orkut...
Abraço cara! E deixa para trás essas lembranças...