São quatro as loucuras da sociedade. A primeira é: Instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias. A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais.
Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. Maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz". Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional".
Procurar escolher um destino, ou tentar modificá-lo!?
O que seria da saudade, sem a esperança de matar a saudade!
O desejo vem da conquista diária, o carinho, da compreensão, a excitação do toque honesto, a amizade, da confiança, preserve isso, dando o devido valor, o amor é fogo que queima, não deixe que a chama da paixão se apague.
Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz - se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2011 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você.
Caio Fernando Abreu
Um rapaz, que estava assistindo a um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.
Ninguém sabe ao certo como os dois entraram no assunto, mas a plateia deixou de prestar atenção ao campo e começou ouvir aquele diálogo.
Dizia o rapaz em alto e bom som, pra todo mundo ouvir:
- Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo quase primitivo. Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet, celular, televisão, aviões a jato, viagens espaciais, homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte.
- Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a hidrogênio, computadores com grande capacidade de processamento e..., – fez uma pausa para tomar outro gole de cerveja.
O senhor se aproveitou do intervalo do gole para interromper a ladainha e disse:
-Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens por que estávamos ocupados em inventa-las. E você, com toda essa arrogância dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?
A arquibancada inteira aplaudiu o senhor de pé. Que do alto dos seus cabelos brancos, agradeceu com um sorriso. Quanto ao jovem? Bem, esse nunca mais foi visto sentado daquele lado das arquibancadas.
A idade não representa só velhice. Ela também produz experiência.
Recomeçar é ter a esperança de uma criança e ao mesmo tempo uma forte determinação. Por vezes parece que chegamos ao limite por culpa de todos os erros que cometemos. Há estradas que parecem não ter saída e podemos facilmente cair em desespero.
No entanto, os verdadeiros guerreiros não desistem facilmente. Eles sabem que mesmo quando tudo parece não ter solução, uma nova porta se pode abrir. Há etapas da nossa vida que terminam, mas aí temos todas as condições para começar outras melhores.