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Feliz como um passarinho, assoviando ou cantando uma canção? Irritado e com dores pelo corpo pela noite mal dormida? Dois momentos, duas situações que refletem 2 modos de vida diferente.
No primeiro caso, alguém com a certeza de que o dia será abençoado e maravilhoso, mesmo com os problemas que diariamente se apresentam.
O segundo, com a dúvida sobre a sua capacidade de resolver os problemas que estão se acumulando...
Troque a sua maneira de enxergar a vida, aquela mania de guardar rancor ou deixar para depois a resolução de um problema. Mergulhe de cabeça nas emoções, mostre para o mundo que você ama os seus, mas mostre principalmente para eles que esse amor existe.
Mostre-se confiante, mesmo que a confiança ainda venha lá atrás. Mostre-se forte, mesmo que no fundo o medo ainda exista. Mostre-se uma pessoa de fé e estenda a mão, mesmo que seu problema seja muito grande diante dos teus olhos, porque sempre haverá alguém com sofrimento ainda maior.
Mostre-se gentil para com todos, uma palavra é como chave que pode abrir ou fechar portas. Mostre-se livre das farsas, não queira ser o que você não é, seja verdadeiramente simples.
Mostre-se sem medo de amar, de começar de novo, de levantar depois da queda, mostre para a vida que você é insistentemente capaz de ser feliz.
Não desista de seus sonhos por culpa disso, daquilo ou de alguém, para ser feliz, o que conta realmente é a sua determinação, por isso, mostre-se como você é, uma pessoa maravilhosa, capaz de superar-se a cada dia.
Eu acredito em você.

Um Ano Novo se inicia, hora de relembrarmos os acontecimentos do passado, escrever nos poemas novos sonhos, conhecer pessoas novas, viajar, aprender outro idioma, crescer, amadurecer, rir, chorar, orar.
Espero que esse ano seja diferente, faça de tudo para dar certo, aproveite as oportunidades, seja feliz, busque a Deus, prepare-se para fazer do próximo ano, um ano melhor.
As alegrias, risadas podem até serem passageiras, mas as marcas que elas deixam, podem durar a vida inteira.
Siga em frente, continue algo que não terminou, comece um sonho que não se realizou e viva cada dia como se fosse único, que não se repete...

Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais - herança do homem:
Morrer para dormir... é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir... Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.

William Shakespeare

Às vezes, nessas noites frias e enevoadas
Onde o silêncio nasce dos ruídos monótonos e mansos
Essa estranha visão de mulher calma
Surgindo do vazio dos meus olhos parados
Vem espiar minha imobilidade.

E ela fica horas longas, horas silenciosas
Somente movendo os olhos serenos no meu rosto
Atenta, à espera do sono que virá e me levará com ele.
Nada diz, nada pensa, apenas olha - e o seu olhar é como a luz
De uma estrela velada pela bruma.
Nada diz. Olha apenas as minhas pálpebras que descem
Mas que não vencem o olhar perdido longe.
Nada pensa. Virá e agasalhará minhas mãos frias
Se sentir frias suas mãos.

Quando a porta ranger e a cabecinha de criança
Aparecer curiosa e a voz clara chamá-la num reclamo
Ela apontará para mim pondo o dedo nos lábios
Sorrindo de um sorriso misterioso
E se irá num passo leve
Após o beijo leve e roçagante...

Eu só verei a porta que se vai fechando brandamente...
Ela terá ido, a esposa amiga, a esposa que eu nunca terei.

Vinicius de Moraes

Uma pétala que cai no vento
e voa sob o chão e sobre as
nuvens e é regada com a
água do mar e com o frio
do olhar de quem deixou de
amar.

Uma flor de jardim que é
mais do que deixou de ser
como que esgotando o ar
e o saber sem que limites
se coloque à paixão de
querer.