Que uso uma mascara negra sobre o meu rosto.
Mascara que me queimou o rosto, e desbotou-me o olhar.
Que longa noite é está? Que me queimo aos vapores do vinho, nos braços de prostitutas.
Nesta noite profanei Deus ao acaso, e o diabo profanou ao esquecimento!
Que noite é está? Que a mocidade lançou-me entre as águas suja do passado.
Noite chuvosa, com cheiro do sangue!
Quem viu uma flor aberta? Mesmo abatida e sem cheiro.
Quem viu um rosto? A não ser de mascara.
Que noite é está? De orgia a porta aberta; de virgens e cidades velhas?
Onde eu tenho horror aos beijos.
Que noite é está? Que troquei o manto da infância, pela sombra das orgias, a água limpa, pela a nódoa do pecado.
Que noite é está? Que sou doido em loucos anos, noite em que sacudo minha espada em qualquer coração, e depois me escondo em mascara negra, suja de baba imunda.
Que noite é está? Que a meretriz vende seu corpo, onde satã pernoita, e eu não pago um centavo.
Que noite é está? Que desmaio na pratica de Sodoma e Gomorra.
Às vezes, uma dor me desespera...
Nestas ânsias e dúvidas em que ando.
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.
Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera...
Ah! Mais cem vidas! Com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!
Sinto o que desperdicei na juventude;
Choro, neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude,
Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!
Olavo Bilac
Atingimos a primeira grande meta da nossa união. Feliz Aniversário de namoro, meu amor! Faz hoje um ano que começamos uma linda história de amor, amizade e muito respeito!
Você transformou minha vida em algo muito especial, sabe? Acordo todos os dias com a mente limpa e com o coração cheio de sentimento positivo. Tudo isso acontece porque estamos juntos!
Só espero que a vida nunca nos separe e que o sentimento que nos une nunca arrefeça, nunca vá embora! Adoro você até ao infinito, meu amor!
Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.
Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: Uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
- Eu sei, respondeu o tolo. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda.
Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... é problema deles.
Boa reflexão!
Você precisa dos outros? Você valoriza o auxílio do próximo? A autossuficiência gera em todo ser humano um sentimento de onipotência que é falso e pode levá-lo a crer que não precisa de mais ninguém para fazer e acontecer.
Li certa vez a história de um menino de 3 anos que caminhava ao lado de seu pai. Ele carregava um cantil cheio de água mesmo contra a vontade do seu pai.
Já cansado de tanto andar ele lutava para não entregar os pontos pois dissera ao pai que aquele cantil não iria fazê-lo cansar mais rápido e que ele o carregaria até o destino final. Depois de mais alguns metros de caminhada ele finalmente disse:
Papai, me dá colo por favor!
Então com um sorriso o pai colocou o menino nos ombros e o carregou até o destino. No exato momento em que o garoto foi colocado no chão ele exclamou: Viu só papai, eu consegui carregar o cantil até aqui!
Talvez a sua primeira reação seja de sorrir ao perceber a ingenuidade daquele garoto. Mas não é exatamente assim que tantas vezes nós nos comportamos?
É claro que em sociedade organizada podemos nos precaver e planejar algumas coisas, mas que ironia pensarmos que carregamos o "cantil" durante toda a viagem sozinhos.