Este tão belo e maravilhoso sentimento que o homem tão pouco fala ao vivo, que o valente guarda em seu mas profundo interior, que se esconde em meio aos escombros da guerra, e resplandece a cada amanhecer no brilho do meus belos astro, no aroma das mas lindas flores, no canto alegre dos pardais e no sorriso verdadeiro ainda existente nos lábios de algumas simples pessoas, um dia chegará com toda força para em nome dele mesmo salvar este mundo perdido pelo ódio.
Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é
uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter.
As pessoas são diferentes, agem diferente, pensam diferente.
Nunca julgue, apenas compreenda.
Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás.
Você que mudou meu jeito, me fez arriscar, me ensinou a ser livre, sem medo de errar...
Você que me sorriu, iluminando meus dias, modificou o meu mundo, me trazendo alegrias...
Você que fez surgir o melhor de mim, será que é possível tal amor assim?
Incondicionalmente amarei-te até a morte, és meu mundo, és meu tudo, és a minha boa sorte.
Com amor eu te dedico, em versos a minha gratidão.
Por ser parte de minha vida, alma e coração.
De sua mãe que ama além da vida.
Eu tinha dez anos quando encontrei, entre minhas colegas, a primeira amiga de verdade.
Nossa camaradagem tornou-se a coisa mais importante para mim. Entretanto, eu era de natureza exclusivista e me sentia violentamente enciumada sempre que ela manifestava interesse por alguma coisa que nada tivesse a ver comigo.
Mamãe compreendeu o que estava ocorrendo. Um dia ela chamou-me para ver uma ninhada de pintinhos que havia acabado de sair do ovo. Fiquei encantada. Eram umas coisinhas lindas, feitas de suave veludo cor de ouro.
Em meu entusiasmo, colhi um deles na mão. Mas apertei-o com tanta força, que por um pouco, não o sufoquei. Ele, naturalmente lutou para escapar até que, desvencilhando-se, correu para longe de mim.
Mamãe notou o meu desapontamento e disse:
— Pegue um outro, mas procure segurá-lo suavemente. Se você o prender com muita força, por instinto, ele vai querer fugir. Fiz uma segunda tentativa e o pintinho aninhou-se quietinho na palma de minha mão. Senti-me muito feliz e sorri para mamãe. Foi quando ela me disse:
— Sabe, meu bem, as pessoas, neste mundo, são como esses pintinhos. Quando agarramos com muita força aqueles que amamos, tentando aprisioná-los em nossa mão, eles, naturalmente, não se sentem bem. E lutam por readquirir a liberdade, como fez o primeiro pintinho que você pegou. Mas se os colocamos na palma da mão, sem fechar os dedos, de modo que sintam apenas o nosso calor, percebem logo que não desejamos aprisioná-los, pelo contrário, apenas aquecê-los com um pouco de nós mesmos, sem a pretensão de exigir-lhes nada.
Foi o que sucedeu com o segundo pintinho.
Aquilo me impressionou muito e guardei a lição. Não quero dizer que deixei de sentir ciúmes, pois isso faz parte da natureza humana. Todavia quando o exclusivismo fala mais alto em meu espírito, controlo-me mentalizando a figura daquele pintinho na palma da minha mão.
Foi assim que aprendi a manter junto de mim aqueles que, pensando seriamente, desejo que permaneçam perto do meu coração...