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Não sabia, mas hoje, graças a você,
descobri o que é o amor.
O amor é gostar sem querer mudar,
é querer estar sem exigir.
O amor é cuidar, proteger,
querer ter sem aprisionar.
O amor é querer fazer feliz e
querer ser feliz junto.
O amor são muitas pequenas coisas
que fazem uma grande.
O amor é sincero, honesto
e sabe respeitar.
O amor faz sorrir e sonhar a toda hora,
e faz o coração bater a mil a hora.
O amor é isso,
e é isso que eu sinto por você!

Uma pequena menina sofria muito durante os temporais. Então sua mãe lhe disse para rezar quando estivesse assustada e o medo se afastaria.
Um dia, após temerosa tempestade, a menina foi até sua mãe e disse que rezar durante o perigo não trouxe nenhum alívio. - Então, disse sua mãe, – tente rezar quando o sol estiver brilhando e veja se isso leva o medo embora.
Alguns dias depois, quando furiosa tempestade se aproximava, ela disse docemente: - Rezar quando o sol brilha foi o melhor caminho pois não tenho agora nem um pouquinho de medo.
- Pois é isso, minha filha. Respondeu-lhe a mãe – Quem sabe agradecer e apreciar os bons tempos não tem porque temer as horas ruins.

Eu queria conhecer todos os mistérios do amor, principalmente os de minha paixão, e a maestria de saber conquistar o seu.
Eu queria conhecer tal um gênio, todas as notas musicais, principalmente as mais sonoras, queria dominar o dom do canto e buscar no fundo da alma, cantigas de ninar para acalentar os seus sonhos.
Eu queria conhecer como ninguém a matemática, principalmente no tocante a multiplicação e aumentar as suas alegrias, povoar de sentido a sua vida e matar de vez a sua solidão.
Eu queria conhecer todos os segredos do amanhã, principalmente dos seus passos, queria ter o poder de viajar no futuro e recolher todas as possíveis pedras do seu caminho.
Eu queria conhecer toda a ciência das cores, principalmente as mais vivas, queria ter poder sobre elas, misturá-las com magia e colorir a sua existência tal qual uma aquarela.
Eu queria conhecer todas as palavras dos dicionários, principalmente as mais expressivas, queria dominá-las e ao comando de minha voz, reunir as mais belas e compor um ramalhete de poesias para você.
Eu queria tantas coisas... tantas... tantas... coisas difíceis de se ter, mas que seriam mais fáceis se conseguisse conquistar você...

A vida nos ensina, quando erramos, tentamos acertar!
Perdoa-me, por te causar algo que doeu.
Perdoa-me, por minhas falhas.
Perdoa-me, por ter dito palavras ferinas.
Perdoa-me, por te magoar, por alguma atitude impensada.
Perdoa-me, por não ter calado no momento certo.
Perdoa-me, pela indelicadeza.
Perdoa-me, pela agressão, às vezes gratuita.
Perdoa-me, por não ter tido lucidez na hora da escuridão.
Perdoa-me, por levar você à loucura, quando deveria ter te oferecido mansidão.
Perdoa-me, por minha audácia.
Perdoa-me, por tentar explicar o inexplicável.
Perdoa-me, por te sufocar, ao invés de te libertar.
Perdoa-me, por te causar tamanho sofrimento.
Perdoa-me, por te fazer chorar, ao invés de te oferecer um motivo para sorrir.
Se não quiser me perdoar, pelo menos, tente esquecer o que te causei.
E, se não conseguir esquecer o que te causei, perdoa-me!

Diante de tanta gente desesperada, alguns chorando, outros andando de um lado para o outro tentando encontrar alguém com vida ou um corpo entre tantos amontoados pelas ruas da cidade; Aqui e acolá gente esperando ouvir algum pedido de socorro vindo dos escombros causados pelo terremoto que acabou com os sonhos de uma população que hoje vive como verdadeiros trapos humanos sem lar, sem alimento, sem água e principalmente sem esperança.
Diante de tudo isso e aos olhares de pessoas completamente desorientadas, eis que surge do meio dos escombros, um soldado de boina azul trazendo e seus braços uma criança que, apesar de estar bastante machucada, ainda esboçava um leve sorriso.
Foi ai que alguém resolveu interrogá-lo:
- Como o senhor conseguiu resgatar essa criança sem ajuda de outra pessoa?
E o moço tentando se refazer do susto, respondeu:
-Eu ia passando por aqui quando notei que uma senhora vinha em minha direção querendo mostrar que logo a minha frente tinha alguém esperando por ajuda. Como demonstrava muita ansiedade, a mulher aproximou-se e pegando no meu braço, levou-me até o local. Ao ser tocado por ela, fiquei apreensivo ao perceber que sua mão estava completamente gelada. Deduzi que poderia ser devido ao seu atado emotivo. Lembrei ? me depois que durante o tempo em que ela esteve ao meu lado removendo escombros, não ouvi uma só palavra de seus lábios.
De repente o soldado fez uma breve pausa e como se quisesse que alguém confirmasse tudo o que ele estava falando, olhou para todos os lados e ao perceber que a mulher que lhe ajudará no resgate não estava mais ali, seu semblante se modificou por completo e meio atônito e sem encontrar uma explicação para o que estava ocorrendo o soldado de boina azul com a voz embargada explodiu:
- Gente! A mulher que me ajudou no regaste desta criança simplesmente era a mesma mulher a que protegia.
Ela morreu para salvar seu filho!
O soldado valente, abraçando fortemente a criança chorou de emoção.