Já percebeste que dia lindo fez ontem, que sol maravilhoso apareceu no céu? É, o sol, aquele astro em torno do qual giram nove planetas do nosso sistema em órbitas elípticas, mas que também é fonte de luz, calor e alegria, um verdadeiro convite para sair, ir à piscina ou à praia? Consegues, alguma vez, lembrar-te que o sol existe, com exceção das vezes em que lês o nome dele nalgum tratado de física, biologia ou astronomia?
E a lua... Lua? É, viste que lua maravilhosa fez ontem à noite? Pois é, estou a falar da lua dos amantes, aquele círculo branco e cheio que preenche as noites com luz e beleza, e não daquele satélite natural que, por força da sua massa, altera as marés e, dizem, até os humores da humanidade. Acho que estás a estudar as equações erradas. Estás mais fanática(o) pelos cadernos do que os ursos pelas cavernas. A diferença – a favor dos ursos, diga-se de passagem – é que eles só hibernam no inverno, enquanto essa tua fúria em devorar livros não respeita estação alguma.
Querida(o), a tua matemática, as tuas ciências todas reunidas, de nada vão valer se insistires em viver com elas nesse clima de total intimidade. Vem para junto de mim ou pelo menos usufrui, participa de algum convívio, pois todo esse conhecimento que adquires só terá valor se puder ser partilhado. Aliás, como tudo o que há de bom e útil no mundo!
Admiro muito essa tua obstinação em estudar e aprender, mas não te esqueças de tentar perceber outros valores tão nobres quanto, pois o maior saber é aquele que nos faz viver de forma mais humana e feliz!
Algumas vezes o delicioso café está amargo. Então, depois da careta, olhamos o fundo da xícara. Era o açúcar. Estava lá. Bem no fundo.
É preciso mexer. Assim é nossa vida. Quando sentimos um gosto amargo é preciso observar, ir bem fundo, mexer com o que está parado. Às vezes falta coragem e ficamos fazendo caretas. Vamos. Descubra. Enfrente.
Mexa as coisas boas que há dentro de você. Inicie tudo aquilo que você sempre sonhou, e sempre acreditou. Torne a tua vida tão deliciosa quanto as melhores delícias que já provou. Não tenha medo da mudança, ela se faz necessária nas nossas vidas, sempre.
Os anos passaram e eu consegui alcançar meu sonho: estar presente no seu crescimento! Hoje, querida neta, você é uma mulher, uma adulta com ideais e princípios essenciais para viver em felicidade e para fazer felizes aqueles que ama. E eu contribuí para isso!
Sinto que cumpri minha missão de forma exemplar. Dei amor, educação, brinquei, pulei, cantei. Fiz tudo que meu coração permitiu. É bom fazer parte da sua vida! Seja sempre um exemplo para mim!
A impressão digital é o cadastro de Deus em nós...
Quando ainda no ventre suas linhas já foram desenhadas cuidadosamente
Lápis de Deus.
Umas compridas, outras interrompidas, algumas de lado outras ao meio.
Ninguém no mundo, no céu, nem embaixo nas águas possui uma igual a sua.
Ela não pode ser clonada, imitada, apagada ou borrada.
Antes de nascer você assinou com elas um contrato com a vida, com elas
Deus lhe disse sim!
E fez com que você fosse inconfundível.
Parabéns!
Você conseguiu o cargo que muitos não conseguem e não tem o direito de contestar:
Ser vivente.
E o que você tem feito com a sua vida?
Viva bem. Aliás muito bem, independente das circunstâncias.
Não são os recursos que formam a alma e o espírito, eles já foram formados
e gerados no coração de Deus. E essa é a sua melhor parte.
Não existe outro você.
E você tem, você pode, só você conseguirá.
Ninguém pode vencer as dificuldades que você pode, ninguém pode chegar a onde
você chegou, como você chegou!
Você foi aliciado e não há mais como desistir. Portanto avance um pouco mais.
Saiba que a única forma de sair é concluindo e chegando ao final de tudo.
E Deus tem esperado por você, e acreditado que você não só irá chegar mas que contribuirá
para que muitos também cheguem.
Conta-se a história de um monge que tinha o hábito de explodir em acessos de fúria e culpar seus companheiros quando as coisas davam errado. Decidiu afastar-se da causa de seus problemas e foi para um mosteiro do deserto, onde praticamente não tinha contato com outros seres humanos.
Certa manhã, após instalar-se em sua nova morada, esbarrou acidentalmente no cântaro de água e lhe derramou o conteúdo. Ficou enfurecido, mas não havia ninguém por perto a quem culpar. Encheu novamente o cântaro.
Pouco tempo depois, o mesmo fato se repetiu. Num ímpeto de ira, arremessou o cântaro ao chão, fazendo-o em pedacinhos.
Depois de acalmar-se, começou a refletir e chegou à conclusão de que seu mau humor era problema dele mesmo, e não dos outros.