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Para que esta tristeza
se a vida é tão contente
pare de chorar
mostre que é valente

Se a vida é tão feliz
de poder continuar
e você é a própria vida
porque então vai chorar?

Se você prometer
que não vai mais chorar
farei uma escada
susto o que custar

Subirei até o céu
e trarei as seus pés
muito feliz pra lhe dar
o sol as estrelas o próprio céu e o luar

Ficarão como lembrança
uma flor uma esperança
pra você não mais chorar

Se você prometer
que não vai mais chorar
lhe darei sem pensar
esta canção de presente

Mas o que aconteceu?
você parou de chorar
e quem esta chorando
sou eu

Mas é um chorar gostoso
um chorar diferente
você chorava de tristeza
e eu choro de contente

Choro porque você voltou
a sorrir novamente.

Vozes e palavras, demarcando um espaço, marcando por todo infinito,
O que há para se dizer, e o que para mim já foi dito,
Palavras premeditadas, frases, e textos,
Os que machucam, nunca se cicatrizam no peito,
Há a voz que remedeia, mas nunca permanece em nossas mentes,
O que há de vagar é apenas a dor, o veneno da serpente,
Sem rumo, e dor crescente,
Desde que fui ferido pela espada do pecado alheio,
Escorre-se sangue por meu peito,
O veneno alojado em vossa boca,
É o mesmo líquido que de meu pranto tu hei de ver rolar,
E quando em um frágil momento de pranto eu similar,
Olharás para mim, com desprezo,
E sua tarefa tu pensarás Ter cumprido,
Eu estarei planejando-te um pesadelo,
À curto prazo tu sofrerás tanto quanto eu,
À longo prazo, arrependerás Ter me conhecido,
Pois minha alma não tem assassino,
Apenas há um assassino atrás de minha alma,
E da altura de meu doentio império intocável,
Zombarei de ti, enquanto esmago sua cabeça!
Coração, há muito não te possuo,
Posso viver sem ti, como sempre faço, como sempre fiz,
Sua vida, minha vida, não hei de compará-las,
Pois tu és quem quer me eliminar,
Em um momento em que eu já te eliminei!
Arremesse-se de um Arranha-céu,
Imagine a Terra como sua piedade,
Mas o mal que tu me fizeste, continuará vagando,
Sem rumo, ao me atormentar,
Não pense que de mim, a morte vai te livrar,
Pois o castigo para quem me prejudica é eterno,
Não quero te prejudicar,
Apenas quero que queime no inferno!

Quando visitei o conceituado e famoso médium Francisco Candido Xavier, em Pedro Leopoldo, Estado de Minas Gerais, a 19 de fevereiro de 1951, no salão do Centro Espírita "Luiz Gonzaga", fui por ele informado de que estava presente o espírito de Romão Rocha, que fora meu contemporâneo nas atividades espíritas do Paraná. Em seguida, o médium acrescentou: "Romão pergunta se o senhor se lembra das palavras que ele lhe disse". Respondi, após refletir, que não me lembrava. Realmente, não era fácil precisar, dentre tantas coisas que conversávamos, o que desejaria ele relembrar. Como houve a seguir interferência de terceiros, não me foi possível pedir ao espírito de Romão reproduzisse o que antes me dissera.

Regressando à capital do Estado de São Paulo, não podia esquecer esse fato e dele me estava a recordar constantemente. Assim, a 2 de abril, tomei a resolução de escrever ao espírito de Romão Rocha, o qual por intermédio de Chico Xavier, no dia 4, respondeu o seguinte:

"Meu amigo continue atento à execução dos compromissos assumidos, com a mesma vigilância construtiva que lhe caracteriza as atitudes, porque no Espaço não nos perdoamos se a indiferença inutilizou a nossa sementeira". Tudo se modifica, ao perdermos temporariamente as nossas possibilidades de atuação no plano dos encarnados, com a morte ou renovação do corpo, e precisamos aproveitar as horas e os talentos na concretização do bem com Jesus, de conformidade com o deveres que traçamos para nós mesmos no grande caminho da vida.

Quem disse que por de trás daquela barba que nos arranha o rosto não tem um coração moleque querendo brincar?

Quem disse que por detrás daquela voz grossa não tem um menino criativo querendo falar?

Quem foi que falou que aquelas mãos grandes não sabem fazer carinho se o filho chorar?

Quem foi que pensou, que aqueles pés enormes, não deslizam suaves na calada da noite, para o sono do filho velar?

Quem é que achou que no fundo do peito largo e viril não tem um coração de pudim, quando o filho amado, com um sorriso largo se põe a chamar?

Quem foi que determinou que aquele coroa, de cabelos brancos não sabe da vida para querer me ensinar?

Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo! Feliz dia dos pais, meu PAI.

Desde a última vez, cada beijo é como o último. Cada beijo tem sua particularidade, apesar de ser o mesmo. Cada beijo é eterno, apesar de acabar. Cada um tem amor, apesar de não mais me amar. Em cada beijo eu te sinto, apesar de ser apenas mais uma lembrança. Desde a última vez, não me beijou mais. Mas em segredo, no cair da noite, como se fosse a última vez, ainda te beijo.