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Uma sorveteria famosa sempre lotada nos dias de calor. Sorvete delicioso. Sabores variados. Clientela bem atendida. Homens, mulheres, crianças, todos fazem fila e aguardam pacientemente a sua vez. Tudo por um sorvete gostoso. Refrescante.
A menina sozinha, com o dinheiro na mão, também entrou na fila. Esperou, sem reclamar, mesmo quando uns garotos passaram à sua frente, sem cerimônia e sem polidez.
Quando chegou ao caixa, antes que pudesse falar qualquer coisa, o funcionário lhe ordenou que saísse e lesse o cartaz na porta. Ela baixou a cabeça, engoliu em seco e saiu. E leu o cartaz, bem grande, na porta de entrada: proibido entrar descalço!
Olhou para os seus pés descalços e sentiu as lágrimas chegarem aos olhos. O gosto do sorvete não comprado se diluindo na boca.
Ia se retirando, cabisbaixa, quando uma mão forte a tocou no ombro. Era um homem alto, grande. Para a menininha, ele parecia um gigante. Foi com ela até o meio-fio, sentou-se e tirou os seus sapatos número 44 e os colocou em frente a ela. Depois, a suspendeu e enfiou os pés dela nos seus sapatos. – Eu fico aqui, esperando. – disse ele. – Vá buscar o seu sorvete! Não tenho pressa.
Ela foi deslizando os pés, arrastando os sapatos, até o caixa. Comprou sua ficha e saiu, vitoriosa, com seu sorvete na mão.
Quando foi devolver os sapatos para aquele homem, de pés grandes, barriga grande, ela se deu conta de que se ele tinha pés enormes, muito maior ainda era o seu coração.
Amar ao próximo é fazer a alegria de alguém, por mais insignificante que ela possa parecer. É ter olhos de ver a necessidade embutida nos olhos tristes. É ter ouvidos de ouvir os soluços afogados na garganta e os pedidos jamais expressos.
Amar ao próximo é simplesmente ter a capacidade de olhar um pouco além de si mesmo.

Depois de uma grande decepção, a verdade parece deixar de existir. A memória traz à mente os momentos mais felizes que agora são vistos com olhos traídos.

Meu coração é tão bobo que se alegra com um mínimo de você, dispara feito um trem ao perceber a sua presença, mesmo que distante, através de um telefonema ou teclando comigo nas madrugadas insones.
Meu coração é tão bobo que me faz viajar sem sair do lugar em doces recordações ao sentir seu perfume em uma revista já amarelada, que você mal leu, meu coração é tão bobo que nem repara teus defeitos, me faz suspirar até pelo que não vivemos, e chorar pela tua ausência. Meu coração é tão bobo que me faz te ligar em plena madrugada, enviar bilhetes simples e tolos com declarações de amor, ou 3 palavras mal escritas no sacolejar do ônibus.
Meu coração é tão bobo que não admite a sua falta, chega a sonhar com sua volta e faz planos, é por isso que sofro, por isso me amedronto...
Meu coração é tão bobo que acredita que você apenas se ausentou, saiu para uma pequena viagem e vai voltar logo, mas o tempo passa e sua ausência virou uma marca, uma mancha que nem a ressonância magnética vai captar, nem todo raio-x, nenhuma foto da alma, revela o que ele sente, apenas eu ouço, no seu bater descompassado, o seu nome e entre uma batida e outra, o sentimento que eu procuro esquecer: Tum, tum, eu te amo, Tum, Tum, eu te amo, Tum, Tum, eu te amo, Tum, Tum... Volta logo vai...

Nem sempre será fácil, nem tudo se resumirá a um mar de rosas, mas enquanto permanecerem de mãos dadas e caminharem na mesma direção, o casamento de vocês será muito abençoado.

Desejo que a felicidade seja o principal ingrediente de cada dia e que o amor una o coração de ambos em uma história de cumplicidade eterna.

Não sei explicar o que estou sentindo, o que estou fazendo e nem porque estou fazendo. Estou embaralhado, tudo virado.
Não consigo encontrar a razão, não penso, não temo... Fala mais alto o coração.
Não pude resistir, você é algo diferente, tão impossível que quis conquistar, experimentar, mesmo sem acreditar que um dia poderia conseguir, afinal, o que sou diante de você?
Seria o plebeu, o mendigo, um excluído, ignorado... Enquanto você: a raridade mais cara de pedras preciosas que poucos ou quase ninguém tem e que todas, sem exceção, querem ter.
Sou como um grão de areia diante do mar... Como chumbo diante do ouro... Como uma pedra diante de uma montanha... Como o gelo diante do cristal...
Nada! Isso que pensei representar pra você. De repente... Tenho você! Perto... Em meus braços... Senti você, gostei. Quis mais... Tive. Não entendi. Não entendo. Prefiro não entender.
Seu jeito, suas palavras foram me envolvendo, sem querer fui imaginando, querendo... Depois... Seu olhar, suas mãos, seu sorriso me falavam coisas que mexeram comigo. Passaram a fazer parte de mim!
Desejei o que não podia, quis o que não devia... Me aproximei por instinto e senti seus lábios... Surpreso, não queria abrir os olhos para não ver a realidade. não queria afastar meus lábios dos seus para não perdê-los. Tremia todo meu ser e algo dentro de mim regozijava e outro duvidava.
Era bom demais, não poderia ser verdade. Um sonho. Não era mesmo possível. Seu calor, seu corpo, suas mãos, seu beijo! Você é simplesmente marcante. Algo mais que o máximo! Você é o sonho que nunca vou esquecer!