Eu perdi você. Era muito o que eu tinha para dizer, mas pouca a coragem para falar dos meus sentimentos. Na minha perspetiva, eu não passava de uma pessoa comum que você simplesmente conhecia, mas no meu coração o meu desejo era que eu fosse a mulher que faria de você um homem feliz.
Foi em silêncio que eu tentei mostrar tudo o que sentia. O meu olhar brilhava como o sol em um dia de verão, sempre que eu estava do seu lado. A garganta secava, as mãos tremiam de tanto embaraço e as palavras teimavam em não sair. Nunca consegui ser eu mesma quando você estava por perto e por isso talvez nunca desconfiou do quanto eu amava você.
Hoje sinto as lágrimas frias que me escorrem pela face. São dores de amargura por tudo o que ficou por dizer. Você é agora apenas uma miragem, o fim de uma história que nem sequer começou e eu me sinto decepcionada por nem sequer ter tentado. Haverá sempre a dúvida do que poderíamos ter sido, mas também a certeza que sou eu a culpada por este fim.
Entendi que para ter sol, não é preciso não ter nuvens... Que para voar, não é preciso ter asas... Que para sonhar, não é preciso dormir... Que para querer, não há limites...
Entendi que para cantar, não precisa ser afinado... Que para saber, nem sempre precisa perguntar... Que para ter fé, não é preciso explicar... Que para chorar, não é preciso doer...
Entendi que para dizer, não basta falar... Que para sentir, basta um coração... Que para beijar, pode ser com os olhos... Que sorrir, pode começar de uma lágrima...
Entendi que, contra toda lógica, o tempo pode parar... Que para sempre, pode ser dois segundos ou menos... Que para agir, pensar pode travar... Que para viver, não é preciso ter tempo...
Entendi que estar não é o mesmo que ser... Que para conquistar, às vezes só depende da espera... Que derrubar, pode ser construindo... Que para chegar, correr pode atrapalhar...
Entendi que não preciso entender tudo... Que para ser feliz, não preciso de bons motivos... Que para fazer calar, não é preciso ter razão... Que ter medo, pode ser com muita coragem...
Entendi que paradoxo tem outro lado ou não... Que para ser maluco, não precisa ser da cabeça... Que para ganhar, pode ser perdendo... Que cobrar, pode ser a forma de perder tudo...
Entendi que perdoar todo dia é o mínimo para ser perdoado também... Que para ser eu mesmo, preciso me colocar no lugar do outro... Que para fazer um amigo, não é preciso ser um outro eu... Que persistir, é o jeito de encontrar o caminho...
Entendi que a distância é um conceito nada matemático... Que para se estar longe, pode ser de mãos dadas... Que para ficar perto, só é preciso imaginar... Que para amar, não precisa de mais nada...
Todo mundo sempre costuma repetir: "Ano Novo, vida nova". Mas até que ponto sabemos realmente medir o peso desta afirmação e a colocamos em prática?
Se no ano que passou, você não conseguiu atingir suas metas, concretizar sonhos, acumulou mágoas e não superou desafios inesperados, agora é a hora de abrir as janelas da mente e do coração para o futuro.
É importante captar mensagens externas e não esquecer de olhar para dentro de si porque o caminho para uma vida nova passa, impreterivelmente, por nosso universo interior.
A mutação de seu momento atual, enfim, depende exclusivamente de você. Depende do seu trabalho mental, em acreditar e realizar. Nada, nem ninguém poderá fazer isso por você.
A ajuda pode, sim, vir de fora, mas o impulso deve partir de você. Independentemente de sua situação atual.
Em primeiro lugar, questione com honestidade: "eu realmente quero mudar minha vida?"
Se a sua resposta for afirmativa, então é hora de mexer-se porque o Ano Novo está aí.
Para que isto dê realmente certo, é necessário, antes de tudo, se permitir mudar.
O próximo passo é derrubar aquelas barreiras internas tão prejudiciais, como o preconceito consigo próprio, o medo, a inveja e o rancor.
E, não esqueça, o mundo ao seu redor apenas reflete o que você é.
Feliz Ano Novo!
Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do
egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas.
Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixarem se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranquila a consciência. À amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande
e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor.
Allan kardec
Meu amor, nesta carta vai apenas um pouco do que eu quero dizer, pois o que sinto, na verdade, é impossível de ser expresso em palavras. Há algo muito especial que fez com que déssemos as mãos e caminhássemos lado a lado todo este tempo, uma mágica que nos transcende e torna cada dia vivido ao seu lado uma passagem maravilhosa.
Sei que no futuro olharemos para trás e recordaremos com carinho as promessas que fizemos e concretizamos, os sonhos que traçamos e conseguimos alcançar, as dificuldades que juntos ultrapassamos. Mas por agora quero desfrutar da vida e de todos os instantes de paixão, pois quando você está perto de mim o tempo voa e parece que tudo pode acontecer.
Eu quero que esta nossa união permita que continuemos a compartilhar momentos inesquecíveis que contarão um pouco da nossa história. Acredite que o amor que sinto por você é infinito, incondicional e que nada nem ninguém conseguirá mudar isso.