Oi meu amor, hoje é um dia muito especial para mim. Um dia que vem se repetindo há algum tempo. É o nosso dia, um dia que me faz lembrar ainda mais, do quanto eu te amo, do quanto o teu amor é importante para mim, e o quanto você me faz feliz. Parabéns para nós, meu amor!
Durante todo este tempo, entre pequenas brigas e os carinhos, nos momentos em que mais precisei, descobri em você um companheiro, amigo e amante acima de tudo. Por isso, hoje venho te agradecer, por tudo o que você faz por mim.
Um grande e carinhoso beijo.
Não há sensação que se compare, pois não há nada que iguale a maravilhosa felicidade de ser mãe. É um privilégio sem igual e a criação de um laço eterno e especial.
Sou feliz porque sou mãe, e com tudo que isso representa. Pois não há nada que a maternidade obrigue que eu encare como sacrifício. Tudo que faço é por amor e também por mim.
Não sou mais ou menos que ninguém por ser mãe, mas hoje sou muito mais feliz do que era antes de ser mãe. Hoje sinto-me completa e em paz comigo, pois até ser mãe sentia que me faltava um pedaço importante, e esse pedaço era meu filho!
Não sei por onde você anda, só sei que você está fazendo muita falta. Vou te esperar o tempo que for, só te peço que não me esqueça. Saudades!
Se todos fôssemos mestres, a quem ensinaríamos? Se de tudo soubéssemos, por que aqui estaríamos? No entanto, temos diante da vida, na maioria das vezes, uma postura de tudo saber, de poder emitir ideias, avaliações, estabelecer conceitos...
E cheios de nós mesmos, como um balão que se enche e se eleva para poder ser visto por todos, seguimos com essa ilusão que teimamos em alimentar, buscando cada vez mais nos auto afirmar (tanto para os outros, quanto para nós mesmos).
Em todas as matérias somos doutores. nas coisas da vida, diplomados.
A todo instante distribuindo conselhos, pareceres, instruções àqueles que nos ouvem.
Tudo parecemos saber, quando tão pouco conhecemos! O que será que desencadeou essa nossa postura?
Orgulho? Inteligência? Prepotência? Ignorância? Poderei desfilar aqui mil motivos, justificativas... Todas disfarces do medo.
O medo que nos assola é tamanho, tão grande, que cria a lista de adjetivos citados acima, apenas para não ser descoberto. Por medo de não saber, fingimos saber tudo. E o que é pior, convencemos aos outros e a nós mesmos.
Enquanto o medo permanece, cresce e cria novas formas de nos manter cativos e ignorantes.
Não temos que saber tudo! Não temos que provar nada aos outros. Temos que conhecer o medo, lidar com ele e, humildemente, nos apresentarmos á vida como aprendizes.
Pois, o verdadeiro mestre se auto intitula aprendiz!...
Noite ainda, quando ela me pedia
Entre dois beijos que me fosse embora,
Eu, com os olhos em lágrimas, dizia:
"Espera ao menos que desponte a aurora!
Tua alcova é cheirosa como um ninho...
E olha que escuridão há lá por fora!
Como queres que eu vá, triste e sozinho,
Casando a treva e o frio de meu peito
Ao frio e à treva que há pelo caminho?!
Ouves? É o vento! É um temporal desfeito!
Não me arrojes à chuva e à tempestade!
Não me exiles do vale do teu leito!
Morrerei de aflição e de saudade...
Espera! até que o dia resplandeça,
Aquece-me com a tua mocidade!
Sobre o teu colo deixa-me a cabeça
Repousar, como há pouco repousava...
Espera um pouco! deixa que amanheça!"
E ela abria-me os braços. E eu ficava.
Olavo Bilac