Querida amiga, desde a infância que estamos presentes na vida uma da outra, pelo que neste dia custa ainda mais não estar ao seu lado para festejar mais um ano na sua vida. Parabéns amiga!
Mas uma amizade como a nossa tem apenas um destino: ser eterna! Pois pouco importam a distância ou o tempo que nos separem, o sentimento que nos une é forte demais e assim é indestrutível.
Hoje é de longe que lhe envio os melhores votos de um feliz aniversário, um beijo carregado de saudade e um abraço apertado de amor. Mas não duvido que um dia a vida nos voltará a aproximar.
Seja feliz, minha querida, pois alguém tão especial como você merece ter o coração permanentemente preenchido de amor, alegria e paz!
Se você pudesse olhar dentro do meu coração, no local onde moram os sentimentos, ficaria espantado com a forma como seu nome lá está profundamente marcado.
Boa tarde, meu amor, meu namorado, minha melhor metade! As manhãs, as tardes e as noites só importam se eu estiver ao seu lado, e quando não posso estar, sonho com o momento de regressar ao melhor lugar do mundo: os seus braços! Eu te amo!
É nos teus olhos que eu me vejo, no teu sorriso que eu me alegro, nos teus beijos que eu deliro, no teu abraço que eu me entrego. É na tua chegada que o meu coração acelera e na tua partida que ele te espera.
A Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa. Todos os convidados foram. Após o café, a Loucura propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
- Esconde-esconde? O que é isso? - perguntou a Curiosidade.
- Esconde-esconde é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês se escondem. Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar.
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
- 1, 2, 3,... - a Loucura começou a contar.
A Pressa escondeu-se primeiro, em um lugar qualquer. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele de baixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam se escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove.
- Cem! - gritou a Loucura. - Vou começar a procurar.
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não aguentava mais, querendo saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados ficar para melhor se esconder. E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez... Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou:
- Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurá-lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito. Era o Amor, gritando por ter furado o olho com um espinho!
A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre. O Amor aceitou as desculpas... Hoje, o Amor é cego e a Loucura o acompanha sempre.
Diante de tanta gente desesperada, alguns chorando, outros andando de um lado para o outro tentando encontrar alguém com vida ou um corpo entre tantos amontoados pelas ruas da cidade; Aqui e acolá gente esperando ouvir algum pedido de socorro vindo dos escombros causados pelo terremoto que acabou com os sonhos de uma população que hoje vive como verdadeiros trapos humanos sem lar, sem alimento, sem água e principalmente sem esperança.
Diante de tudo isso e aos olhares de pessoas completamente desorientadas, eis que surge do meio dos escombros, um soldado de boina azul trazendo e seus braços uma criança que, apesar de estar bastante machucada, ainda esboçava um leve sorriso.
Foi ai que alguém resolveu interrogá-lo:
- Como o senhor conseguiu resgatar essa criança sem ajuda de outra pessoa?
E o moço tentando se refazer do susto, respondeu:
-Eu ia passando por aqui quando notei que uma senhora vinha em minha direção querendo mostrar que logo a minha frente tinha alguém esperando por ajuda. Como demonstrava muita ansiedade, a mulher aproximou-se e pegando no meu braço, levou-me até o local. Ao ser tocado por ela, fiquei apreensivo ao perceber que sua mão estava completamente gelada. Deduzi que poderia ser devido ao seu atado emotivo. Lembrei ? me depois que durante o tempo em que ela esteve ao meu lado removendo escombros, não ouvi uma só palavra de seus lábios.
De repente o soldado fez uma breve pausa e como se quisesse que alguém confirmasse tudo o que ele estava falando, olhou para todos os lados e ao perceber que a mulher que lhe ajudará no resgate não estava mais ali, seu semblante se modificou por completo e meio atônito e sem encontrar uma explicação para o que estava ocorrendo o soldado de boina azul com a voz embargada explodiu:
- Gente! A mulher que me ajudou no regaste desta criança simplesmente era a mesma mulher a que protegia.
Ela morreu para salvar seu filho!
O soldado valente, abraçando fortemente a criança chorou de emoção.