Todos os dias, ele ia para o colégio com meias vermelhas.
Era um garoto triste, procurava estudar muito mas na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. Os outros guris zombavam dele, implicavam com as meias vermelhas que ele usava.
Um dia, perguntaram porque o menino das meias vermelhas só usava meias vermelhas.
Ele contou com simplicidade:
- "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Botou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei, comecei a chorar, disse que todo mundo ia zombar de mim por causa das meias vermelhas. Mas ela disse que se me perdesse, bastaria olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas saberia que o filho era dela".
Os garotos retrucaram:
- "Você não está num circo! Porque não tira essas meias vermelhas e joga fora?"
Mas o menino das meias vermelhas explicou:
- "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim vai me encontrar e me levará com ela".
Passei tanto tempo te procurando não sabia onde estavas,
olhava o infinito não te via.
E pensava comigo mesmo será que você existe?
Não me contentava, na busca e prosseguia.
Tentava te encontrar nas religiões e nos templos.
Você também não estava te busquei através dos sacerdotes
e pastores, também não te encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado e descrente.
E na descrença, te ofendi, na ofensa tropecei, e no tropeço caí,
e na queda senti-me fraco.
Fraco procurei socorro.
No socorro encontrei amigos.
Nos amigos encontrei carinho.
No carinho eu vi nascer o amor.
Com o amor eu vi crescer um mundo novo.
E no mundo novo resolvi viver.
E o que recebi resolvi doar.
Doando alguma coisa muito recebi.
E em recebendo senti-me feliz.
E ao ser feliz encontrei a paz.
E tendo a paz foi que enxerguei.
Que dentro de mim é que você estava.
E sem procurar-te.
Foi que te encontrei.
Não há memórias onde ela não apareça, nem lembranças onde ela não esteja tanto nos dias tristes e felizes foi com ela que eu ri e chorei se estou longe a sinto por perto. Nunca ninguém vai nos separar, ela guarda todos os meus segredos, e a nossa amizade é um tesouro. Amiga e companheira da minha vida, contigo eu viverei e jamais seremos inimigas.
Ainda nos tempos de guerra, um antigo artesão, proprietário de uma loja de armarinhos, chorava desconsolado ao ver sua pequena lojinha em ruínas.
Uma velhinha, ao passar e vê-lo tão triste, comentou: – Observe, meu caro senhor, dentre as ruínas, as lãs, as linhas e agulhas estão intactas, com ela podemos fabricar vários agasalhos e gorros para os doentes do hospital.
Ele, sem saber direito o que fazer, ajudou a velhinha na coleta dos artefatos e partiu para um pequeno galpão abandonado, e lá, auxiliado por diversas pessoas confeccionou várias peças de lã.
Terminado o trabalho, sem ainda saber o por quê de seu destino, embrulhou tudo num grande saco, entrou no hospital a distribuir os agasalhos.
Os doentes sorriam de felicidade, pois o frio era intenso e o hospital não estava capacitado para acolher tantos enfermos, muitos estavam descalços, sem mesmo ter um cobertor.
Na distribuição das roupas, o velhinho se deparou com uma menina toda enfaixada, que ao observar aquele rosto sofrido, olhou-o alegremente, derramou algumas lágrimas pelas faixas e então falou: – Deus, quanta alegria!
O velhinho, ainda sem entender direito a reação da pequena mocinha, comentou: – Por que estás tão contente com uma simples meia para os pés? – Não são as meias, PAPAI, é a sua presença!
Daí o pobre velho assustado, comentou : – Papai? Como Papai... Minha filha estava na escola quando uma bomba explodiu, todos a julgavam morta!
– Mas eu sou a sua filha, milagrosamente consegui sobreviver, e apesar destas faixas em meu rosto, nunca me senti tão feliz ao saber que o meu grande pai, mesmo numa hora de muito sofrimento, aproveitou os restos de uma ruína e me agasalhou!
Deus criou o homem para o amor! Portanto, quando se sentir inútil, fracassado ou destruído, lembre-se que em meio às ruínas de sua vida, você poderá descobrir maneiras de criar alegrias, fazendo o seu próprio mundo, um mundo bem mais feliz !
Um homem queria pendurar um quadro. O prego ele já tinha, só faltava o martelo. O vizinho possuía um, e o nosso homem resolveu ir até lá pedi-lo emprestado.
Mas ficou em dúvida: - E se o vizinho não quiser me emprestar o martelo? Ontem ele me cumprimentou meio secamente. Talvez estivesse com pressa.
- Mas isso devia ser só uma desculpa. Ele deve ter alguma coisa contra mim.
- Mas por quê? eu não fiz nada! Ele deve estar imaginando coisas. Se alguém quisesse emprestar alguma ferramenta minha eu emprestaria imediatamente.
- Por que ele não quer me emprestar o martelo? Como é que alguém pode recusar um simples favor desses a um semelhante? Gente dessa laia só complica a nossa vida. Na certa, ele imagina que eu dependo dele só porque ele tem um martelo.
- Mas, agora chega!
E correu até o apartamento do vizinho, tocou a campainha, o vizinho abriu a porta. Mas antes que pudesse dizer - Bom Dia...
O nosso homem berrou: - Pode ficar com o seu martelo, seu imbecil!