Vai, minha tristeza, e diz a ela
Que sem ela não pode ser
Diz-lhe, numa prece, que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade, a realidade é que sem ela
Não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai
Mas, se ela voltar, se ela voltar
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de viver longe de mim
Não quero mais esse negócio de você viver assim
Vamos deixar desse negócio de você viver sem mim
Quem nunca sentiu uma alegria à toa, daquelas que vem sem hora marcada, sem plano, sem festa? Alegria boa é assim: ela vem meio que rasgando a boca, deixando um sorriso de não sei o que na cara da gente... Se alegria tivesse nome, seria surpresa. Se fosse uma casa, seria imensa. Se fosse um doce, que doce seria a tal da alegria? Doce gelado, confeitado, colorido... E se fosse uma música? Seria de flauta? De viola? Acho que de tudo... Alegria tem som de orquestra. Alegria à toa tem cor quente. Cor de sol que se põe bem tarde. Alegria que se preza, tem cheiro de chuva, de infância... E é claro que se alegria fosse gente, seria uma criança... E se fosse bicho, aposto que seria um beija-flor... Se eu pudesse vestir a tal da alegria, ela seria um vestido de linho, branco, bordado no peito, bem soltinho. Se fosse um caminho, seria de terra, no meio do nada, sem cerca e sem construção... Alegria deve ser isso... Qualquer coisa bonita, que nos tira do tédio. Essa coisa gostosa, misteriosa, bem vinda, que em dois segundos deixa tudo em paz. Alegria de verdade é aquela que vive aqui dentro... Que adormece, às vezes, mas que nunca deve morrer antes da gente.
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida
só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos,
e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não contaram que estas
fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras
alternativas. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
O mestre Zen encarregou o discípulo de cuidar do campo de arroz.
No primeiro ano, o discípulo vigiava para que nunca faltasse a água necessária. O arroz cresceu forte, e a colheita foi boa.
No segundo ano, ele teve a ideia de acrescentar um pouco de fertilizante. O arroz cresceu rápido, e a colheita foi maior.
No terceiro ano, ele colocou mais fertilizante.
A colheita foi maior ainda, mas o arroz nasceu pequeno e sem brilho.
- Se continuar aumentando a quantidade de adubo, não terá nada de valor no ano que vem - disse o mestre. Você fortalece alguém, quando ajuda um pouco. Mas você enfraquece alguém, se ajuda muito.
Sorri, embora tenhas dentro d'alma a dor que o mundo desconhece.
Sorri que o teu sorriso será prece e te aliviará te dando calma.
Sorri como se em tua alma, nenhum mal, nenhuma dor houvesse.
Pois o sorriso é o bálsamo que acalma os males que na vida se padece.
Faça como eu: vá sorrindo. Não deixes o mundo saber que estás fingindo. Não deixes o mundo saber que és infeliz.
Pois se viveres assim sempre sorrindo, ninguém saberá que estás mentindo e todos pensarão que és FELIZ...