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O advérbio "melhor" nos acompanha quase que diariamente nos nossos pensamentos. Sempre procuramos o melhor para as nossas vidas, seja um emprego, uma casa ou um caminho para o trabalho. Essa busca eterna por algo mais, pode nos impedir de enxergar quantas alegrias vivemos nesse meio tempo.

É obvio que não devemos passar a vida inteira se contentando com pouco, mas certamente nos deparamos todos os dias com pequenos gestos que nos causam muita alegria. Se acharmos que o "mais" e o "melhor" são determinantes para a nossa felicidade, perderemos inúmeras maravilhas que passam o tempo todo do nosso lado.

Seja o modo engraçado do seu filho acordar pela manhã, ou como sua mulher ri do seu jeito desastrado, tudo isso também deve ser incluído como felicidade. As peculiaridades diárias são as pequenas alegrias que não podemos dispensá-las, mesmo que busque algo "melhor", não deixe de valorizar os pequenos risos que também fazem parte da sua felicidade.

Os dias que passam na vida São como os pingos Da chuva que cai E correm para o rio E sem o seu amor Sou uma pobre abandonada Chorando desesperada Em uma noite de frio
Angustiada pela dor de uma saudade Sinto minha alma ferida Vejo minha vida esquecida Mesmo não sendo correspondida Falo com toda ansiedade que preciso de você Para minha felicidade
Ah! Se você soubesse O que eu estou sentindo agora Talvez não sofreria tanto Mandava a tristeza embora Mas sei que você não entende O sofrimento de uma mulher Por isso, no silêncio da noite Murmurando sozinha Eu chamo pelo seu nome
O tempo vai passando Nunca vou te esquecer Porque você é tudo Em minha vida É a razão do meu ser Não me importa a distância E mesmo sendo esquecida Ainda me resta uma viva esperança Que em seus braços um dia vou viver.

Que o Anjo do Amor preencha teu coração!
Que o Anjo da Alegria ilumine teu sorriso!
Que o Anjo da Justiça te alerte sempre!
Que o Anjo da Amizade te ampare com carinho!
Que o Anjo do Perdão te fortaleça!
Que o Anjo da Luz te ilumine e te mantenha como sua emissária, espalhando luzes para todos que cruzem teu caminho!

Conta-se que uma mulher vivia sozinha e muito se lamentava de solidão e nenhuma companhia.
Ninguém jamais aparecia em sua casa. Certa manhã, chovia muito, e alguém bateu à sua porta: era um pequeno homem, tremendo de frio, molhado da cabeça aos pés.
Vendo o visitante tão inesperado, imediatamente mandou que ele entrasse. Ali, com as vestes pingando, ele ouviu a mulher que por mais de uma hora lamentou sua solidão e falta de companhia.
Ela não lhe ofereceu roupas secas ou algo quente para se aquecer, tão envolvida que estava em suas próprias queixas. Ele não tirava os olhos dos seus lábios em movimento ansioso, contínuo e disparado.
Cessada a chuva, ele fez menção de sair da casa, no que a mulher se inquietou: - Espere! Nem sei seu nome! Você voltará? Ao que o homem reagiu, estendendo-lhe um papel totalmente seco, onde se lia:
Sou o Anjo Surdo. Só posso ouvir corações. Trago o remédio que cura a solidão, fazendo nascer amizades. Seu efeito não se manifesta naqueles que só falam de si e pensam apenas em si próprios.
Isto dito, desapareceu... e nunca mais alguém bateu naquela porta

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir.
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Oh morte, tu que és tão forte,
Que matas o gato, o rato e o homem.
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem,
Nos meus filhos, na palavra rude
Que eu disse para alguém que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite...

Raul Seixas