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Minha mãe, maior bênção que dos céus eu recebi na minha vida, obrigado por tudo, e principalmente pelo seu amor dedicado!

Sou um filho afortunado, sempre dormi no conforto da sua proteção e carinho, e meus sonhos sempre foram alimentados pelo seu apoio. Sou abençoado por me saber e sentir tão amado por você, e por ter o coração inundado de gratidão e amor por você, minha mãe! Obrigado, mãe, eu te amo!

Desculpe o atraso, mas não me esqueci de você!
Não me esqueci desse dia tão especial... Desse dia que Deus trouxe ao mundo uma criaturinha cheia de graça, de beleza, de carinho, de amor no coração...
Uma pessoa muito especial, que sabe cativar e encantar quem a rodeia... Que sabe conquistar! Uma pessoa que mora dentro de meu coração, que preenche o vazio que às vezes toma conta da gente... Alguém a quem todos estimam, que é muito importante...
Gostaria de poder dar todos os presentes do mundo, não presentes caros, que o dinheiro compra. Presentes que devem estar presentes no seu dia-a-dia, aqueles que até quem nada tem pode dar: felicidade, amor, saúde, paz...
São estes os presentes que lhe desejo. Tentei colocá-los em uma grande caixa, embrulhada com um papel bonito e amarrada com uma linda fita de cetim. Mas estes presentes não caberiam em nenhuma caixa do mundo, por maior que fosse ela. Compreendi logo o motivo: eles estão presentes num abraço, em uma palavra amiga.
E por ter chegado um pouco atrasada essa mensagem, deixo-lhe o dobro de abraços para que você se esqueça do dia do seu aniversário como um dia só e transforme todos os dias de sua vida em seus dias!
Parabéns e felicidades sinceras!

Não deixe que morra em você a criança. Que vê a vida com olhos de sonhos, onde brilha a esperança e a felicidade.

Que se encanta com cada descoberta, pois o mundo é um mundo de coisas a descobrir. Que é verdadeira em seus gestos e ações. Que não teme em ser ridícula ou fazer feio, apenas age com naturalidade.

Que viaja na imaginação, com companheiros irreais e tão reais. Que consegue conversar consigo mesma, falar de seus sonhos e seus medos.

Que vibra de alegria por cada vitória alcançada, mesmo que pareça pequena diante de tudo que tem por conquistar.

Que deseja ser grande e ser tanta coisa. Que às vezes parece tão distante de si, mas não importa, pois o ser começa em desejar ser. Que ao sentir-se carente, aconchega-se no colo de alguém sem receio de não poder retribuir.

Que se sente protegido por se amado. E ama, sem medo de não ser correspondido.

Que não age com preconceito diante do diferente, pois ser diferente não é ser mais nem menos, apenas diferente. Que age com naturalidade diante da morte, pois a vida não é mais do que uma parte do caminho.

Que sorri e chora quando tem vontade, pois as emoções são para ser vividas e compartilhadas.

Ser adulto também é manter-se criança.

A amizade dá mais alegria à vida, pois um sorriso é mais intenso quando é compartilhado com amigos.

Quando pequeno, papai lutava com alguma dificuldade para manter a família, pois éramos cinco filhos, todos pequenos.
Como estávamos sempre a desejar um carrinho, como os filhos dos vizinhos tinham, ele, economizando um pouco, comprou-nos um esclarecendo que pertenceria a todos.
Ficamos muito contentes mas, em breve, estávamos brigando, cada qual julgando ter primazia para usar o brinquedo.
Não podendo adquirir um carrinho para cada filho, certo dia, depois de uma das nossas muitas discussões, ele chamou-nos para conversar. – Vocês estão se desentendendo por causa do carrinho e isso não é bom. Mas há um meio de resolver o problema. Durante uma semana o carrinho vai pertencer apenas a um de vocês. Os demais se ocuparão dos trabalhos da casa, auxiliando sua mãe. Aquele que estiver com o carrinho poderá empregar o tempo do modo que quiser...
O plano não nos pareceu mau e, quando fizemos o sorteio para saber quem ficaria com o brinquedo em primeiro lugar, fui o contemplado. Fiquei muito satisfeito, mas nos dias que se seguiram percebi que brincar sem os companheiros era terrivelmente monótono. Trabalhando juntos, os meus irmãos pareciam mais contentes e felizes do que eu.
Confessei-lhes o que estava sentindo e decidimos conversar outra vez com papai. – E vocês, sentem-se satisfeitos trabalhando sem o Juca?
Meus irmãos responderam que não. Além do trabalho ter-se tornado mais árduo, eles sentiam falta da minha companhia.
– Então, disse meu pai depois de pensar um pouco, por que vocês não resolvem o caso da seguinte maneira: antes vocês realizam, juntos, as tarefas da casa. Com o tempo que restar, pois o trabalho ficará reduzido, poderão brincar à vontade com o carrinho. Que tal a ideia?
Achamos que a solução era ótima. Começamos a trabalhar juntos, auxiliando-nos uns aos outros e, depois de tudo terminado, corríamos para o carrinho, usando-o para brincadeiras em grupo. Acabaram-se as brigas e até hoje eu e meus irmãos mantemos vivo esse espírito de cooperação e camaradagem.