Chegou o domingo, essa dia de emoções confusas e difusas! Quem nunca sentiu dualidade de sentimentos ao domingo, é porque não tem que trabalhar na segunda-feira.
E nos sentindo bipolares, lá vamos arrastando as horas. Ora tristes e ansiosos porque logo logo o dia acaba e é segunda outra vez. Ora querendo aproveitar cada segundo com alegria porque ainda é dia de descanso.
Por hoje façamos diferente e fiquemos felizes de verdade, pelo menos até que a noite comece a cair e aí não haja como evitar o pânico e a tristeza. Bom domingo, gente linda!
Conta-se que um amigo levou um índio para passear no centro de São Paulo. Seus olhos não conseguiam acreditar na altura dos edifícios e ele mal conseguia acompanhar o ritmo frenético das pessoas indo e vindo. Espantava-se com o barulho ensurdecedor das sirenes, dos automóveis, das pessoas falando em voz alta.
De repente, o índio falou: "Ouço um grilo!"
O amigo espantado retrucou: "Impossível ouvir um inseto tão pequeno nessa confusão!"
O índio insistiu que ouvia o cantar de um grilo. Tomando o seu cicerone pela mão, levou-o até um canteiro de plantas. Afastando as folhas, apontou para o pequeno inseto.
"Como?" Perguntou o amigo, ainda sem crer.
O índio pediu-lhe algumas moedas, e então jogou-as na calçada. Quando elas caíram e se ouviu o tilintar do metal, muita gente se voltou.
"Escutei o grilo porque o meu ouvido está acostumado com este tipo de barulho. As pessoas aqui ouvem o dinheiro caindo no chão porque foram condicionados a reagirem a esse tipo de estímulo." Depois arrematou: "A gente ouve o que está acostumado ou treinado a ouvir."
Vivemos em um mundo materialista. A vida nos impõem que sejamos muitas vezes duros. Acabamos nos tornando céticos. A voz de Deus não é ouvida senão por aqueles que tem o ouvido sensível. Muitas vezes a correria da vida e as agitações da nossa alma inquieta não nos permitem perceber o Divino.
Treinamos os nossos sentidos para reagir apenas aos impulsos da sobrevivência, mas há realidades que só se percebem com o espírito. Aqueles que aquietam o coração e se deixam tocar pelo Eterno, escutam o sussurro de Deus.
Desejo que todos consigamos, apesar do tumulto que nos cerca, escutar o sussurro de Deus.
Negra, pura, admirável e sensual, a magia que gera alegria.
Sua pele tem o tom que radia os corações de seus admiradores.
Sou seu admirador incondicional, momentos raros de se ver e admirar essa beleza negra.
Essa beleza se torna rara, e é um colírio para os olhos de quem sabe admirar o que se torna puro e admirável.
Sou feliz por ter você em minha vista e ter o poder da admiração...
Mais tarde ou mais cedo todos nós acabamos por ter de dizer um adeus. Há despedidas que encaramos com normalidade e há outras que são muito dolorosas, mas o mais importante é sabermos lidar com o que sentimos nesses momentos.
Temos de aprender que algumas pessoas vão embora e nós não podemos evitar isso. Por vezes, o melhor é mesmo abrir mão de tudo o que nos une e nos liga a quem partiu. Existem despedidas que temos de deixar que aconteçam, por mais que isso nos faça sofrer!
Abençoados são aqueles que compreendem meus passos vacilantes, e minhas mãos que tremem.
Abençoados são aqueles que discretamente olham para outro lado quando eu derramo meu café na mesa.
Abençoados são aqueles que sabem que preciso me esforçar para ouvir e, muitas vezes, para apreender o que dizem.
Abençoados são aqueles que sabem que meus olhos são embaçados.
Abençoados são aqueles que respeitam meu sono diurno frente à televisão ou minha insônia descontrolada.
Abençoados são aqueles que percebem quando ajudar é necessário ou não, e quando necessito ser estimulado para preservar minha autoestima.
Abençoados são aqueles que nunca dizem: "Você já contou esta história duas, três, quatro vezes..." e me escutam pacientemente como se fosse a primeira vez.
Abençoados são aqueles que me aceitam e me respeitam como sou agora e também como fui no passado.
Abençoados são aqueles que não têm preconceitos, que admiram o belo e o feio.
Abençoados são aqueles que sabem como trazer de volta boas lembranças de outrora.
Abençoados são aqueles que me poupam de preocupações e problemas desnecessários; vocês ainda têm tempo para muitas resoluções.
Abençoados são aqueles que me cedem alguns minutos de seu atarefado dia para uma rápida conversa.
Abençoados são aqueles que, mesmo apressadamente, dizem: "Olá, tudo bem?". Ou apenas para mim sorriem. Eu entendo.
Abençoados são aqueles que afagam levemente meus cabelos brancos ou minha cabeça calva.
Abençoados são aqueles que fitam meus olhos, tantas vezes à procura de um simples olhar amigo, quando eu, aparentemente, não mais me comunico ou pareço insensível ou "desligado".
Abençoados são aqueles que percebem que eu ainda vivo, que eu ainda tenho sentimentos e emoções.
Abençoados são aqueles que entendem que ainda sou capaz de compreender e sentir o amor e a rejeição, a justiça e a injustiça, a sinceridade e a falsidade, o altruísmo e o egoísmo, a alegria e a tristeza.
Abençoados são aqueles que, quando eu partir, lembrarão de mim com carinho, amor e alegria.
Abençoados são os amigos dos idosos!