Ainda iremos lembrar do aniversário uma da outra. Vamos recordar o primeiro menino que a outra beijou... Vamos lembrar do primeiro amor e o que mais fez a outra sofrer.
Vamos lembrar também dos castigos compartilhados, das broncas que as duas levaram juntas e dos medos que passamos.
Não iremos esquecer dos porres que tomamos (e que ainda estão por vir) e nem das atrapalhadas que no outro dia, nos fez dar risadas por horas. Iremos recordar das festas, dos outros amigos e do tempo da escola.
Lembraremos de quando uma chorou no ombro da outra desconsolada, onde as duas terminaram chorando por algo que nem era tão difícil de ser enfrentado.
Iremos ver as fotos de antes, da felicidade estampada em nossos rostos e vamos sentir a saudade apertar no peito e se tornar pior ao sabermos que tudo aquilo não irá voltar mais.
Daqui 50... 60... 70... 80... 100 anos... Nem que não estejamos juntas, nunca iremos esquecer uma da outra!
Tantas vezes chorei sozinha
tantas vezes quis falar
sem ninguém ao meu lado
para poder desabafar.
Tenho tantas amigas
que me telefonam para sair
mas elas desaparecem
quando têm que ouvir.
Desiludi-me muito
mas acabo por recuperar
pois só assim vi
quem realmente me quis ajudar.
A dor era tanta
mas tive que recuperar
mas um coração partido
não dá para consertar.
Inclinado sobre a terra viu o Senhor que os vizinhos de uma aldeia iam em fila como apressadas formiguinhas até o Templo. Desceu e foi colocar-se à frente de todos e falou: - Parados! Nem todos me encontrareis aonde vais buscar-me.
- Senhor! Exclamou um aldeão. – Não entendo isso. Vamos à Tua casa.
- Não entendes, porque teus pobres não podem explicar. mas sofrem por causa da fome e sede, e junto a eles te aguardo.
- Também o dizes por mim? Perguntou uma mulher.
- Também por ti, que cada hora inventas um pretexto para abandonar o teu pequenino filho. É nele que me encontrarás.
- Verdade é. – Observou um homem: – Melhor seria em não privá-lo da ternura maternal.
- E melhor farias tu. – Disse o Senhor: – Se aprendesses a amar-me mostrando gratidão para com os teus pais velhinhos.
Ao escutá-lo, muitas daquelas formiguinhas se voltaram, decididos a cumprir seu dever e falaram ao Senhor, em sua própria casa e sentiram repletos de doçura o coração.
A inteligência superior, é o Deus maior que habita dentro de nós. Nossa consciência, um guia ao qual não conseguimos enganar, é a nossa dura realidade que só nos conhecemos...
Viva D. Pedro Primeiro, Real príncipe altaneiro!
Entregou o Brasil ao brasileiro, Num brado forte
Que vibrou de Sul a Norte: Independência ou Morte!
Alcançar o amor talvez exija mais renúncia do que alegria e felicidade.
Nem sei se a felicidade pessoal é compatível com o amor. Por que ligar felicidade ao amor? O amor é sério demais para almejar a felicidade.
A felicidade está sempre ligada a alguma forma de inconsequência.
A paixão sim faz a gente feliz. Só transar? Melhor ainda.
Assim como é preciso alguma crueldade para viver, assim como há sempre alguma agressão embrulhada em qualquer vitória, também a felicidade precisa de alguma inconsequência.
O amor por si, é repleta de "trágicos deveres".
Por isso o amor não está ligado à felicidade.
Os que assim a perseguem, deveriam desistir de amar.
O amor é um sentimento ligado à lucidez, à renúncia, à compreensões das contradições.
Amar é ser capaz de viver um sentimento que se misture fundo com a vida, se torne corriqueiro, mal percebido, sem grandeza, sem efeitos extraordinários, emoções particulares ou excitantes.
Aqui reside, pois, a complicações do amor.
Só se torna visível quando ameaçado acabar.
Só se o descobre quando se supõe nada mais sentir.
Está onde menos se espera.
É profundo, vital, doador, independente de exaltações. Flui imperceptível, aparece ao sumir.
Pessoas que separam, mesmo livres uma da outra, sentem um vazio, uma perda, um sentimento de possibilidade perdida.
É preciso muito viver, muito desiludir-se, muito sentir, muito experimentar, muito perder, muito renunciar, para encontrar o próprio amor, guardado não se sabe em que dobra da gente, e muitas vezes nunca descoberto.
Morrer sem descobrir o próprio amor escondido é frequente. E terrível.
O que estamos fazendo com o amor que está em nós e diariamente trocamos pelas emoções prazenteiras, pela felicidade inconsequente, pelas alegrias passageiras?
O que estamos fazendo? O que?