Sim você tem razão... sou uma sentimental com um duro coração, que usou a rebeldia para descobrir o que é a vida por de trás das cortinas, que já tentou se esconder inúmeras vezes atrás de escudos de isopores que se despedaçaram, que sempre esperou o melhor das pessoas mais descobriu que as pessoas não são tão boas quanto parecem, mas e daí?
Eu também não sou um poço de bondade, a diferença é que estou esforçando para deixar fluir de dentro de mim mais o bem do que o mal, mais é impossível não escapar um grãozinho de maldade, afinal descobri que sou dependente como qualquer pessoa, dependo de comida para sobreviver, água para saciar minha sede, de música para aliviar meu coração, palavras amigas, sou carente de família, amigos, carinho, amor, risos, liberdade, as vezes sou mal agradecida eu sei, mal humorada também sei, duras nas palavras eu sei, eu aprendi reconhecer...
Sou igualzinho à você...
Afinal todos nos precisamos de Deus.
Antes, com o sentimento adormecido,
Sentia-me tranquila, porém, sozinha.
Ao te reencontrar, a paz mascarada, que em mim havia, caiu vazia.
Despertando saudades do pouco que tivemos e desejos de vivermos o que antes não vivemos.
É difícil admitir, mas o nosso reencontro
foi marcante, e muito especial pra mim.
Sei, que sem querer e sem perceber, deste me
um novo fôlego de vida,
uma pequena esperança até então perdida.
Ah!... Se ao menos soubesse se faço parte dos desejos do teu coração.
Tomaria com certeza uma decisão.
Agora depois que te reencontrei, difícil mesmo será prosseguir a vida,
da mesma forma que seguia, na mesma direção e vazia.
Cada dia, ao meio dia, um pobre velho entrava na igreja e, poucos minutos depois, saía. Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia, pois havia objetos de valor na igreja.
Venho rezar, respondeu o velho.
Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa.
Bem, retrucou o velho, eu não sei rezar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio dia, eu entro na igreja e falo: "Oi, Jesus, eu sou o Zé, vim Lhe visitar". Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve.
Alguns dias depois, Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital. Na enfermaria, passou a exercer grande influência sobre todos.
Os doentes mais tristes tornaram-se alegres e, naquele ambiente onde antes só se ouviam lamentos, agora muitos risos passaram a ser ouvidos.
Um dia, a freira responsável pela enfermaria aproximou-se do Zé e comentou: os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre, Zé...
O pobre enfermo respondeu prontamente: é verdade, irmã. Estou sempre muito alegre! E digo-lhe que é por causa daquela visita que recebo todos os dias. Ela me faz imensamente feliz.
A irmã ficou intrigada. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. Aquele velho era um solitário, sem ninguém.
Quem o visita? E a que horas? Perguntou-lhe.
Bem, irmã, todos os dias, ao meio dia, ele vem ficar ao pé da cama por alguns minutos, talvez segundos... Quando olho para Ele, Ele sorri e me diz: "Oi, Zé, eu sou Jesus, vim te visitar".
– Ei, pai! Viu esses peixes? Os olhos de Adão brilhavam quanto levantou seu rosto para fora da água e ajustou sua máscara de mergulho.
– Vi! Respondeu seu pai. – Os pequenos azuis parecem-se com os que nós vimos naquela loja na cidade.
– E eu quase toquei num desses amarelos. Adão borbulhava em animação.
O pai olhou a posição do sol e disse, – Bem, já está ficando tarde. É melhor começarmos a nadar de volta à margem. Vamos?
– Mas já? Perguntou Adão. – Está bem... Vamos embora. Aposto que chego primeiro.
E começaram a nadar em direção a margem, mas era mais longe do que Adão tinha imaginado.
– Papai, nós podemos descansar um minuto? Ele pediu.
O pai parou de nadar e sacudiu a cabeça. – Se pararmos, a correnteza pode nos levar para mais longe da margem. Vem...
O pai esticou seu braço para Adão agarrar. – Agarre-se a mim e eu o puxarei.
Logo alcançaram a margem, seguros e cansados.
Quando chegaram em casa, Adão contou para sua mãe sobre a sua tarde.
– Foi bom papai estar lá e me puxar. Eu estava muito cansado!
A mãe sorriu, – Sabe, acho que o trabalho na caridade, vivendo uma vida realmente cristã, às vezes é parecida com a sua tarde de natação. De vez em quando a gente se sente cansado e desanimado para fazer certos trabalhos que você sabe que são certos, necessários e importantes. De onde você acha que receberemos estímulo e ajuda?
– De você e de papai, Adão respondeu prontamente.
O pai, sorrindo, disse, – Bem, lhe ajudaremos sempre que pudermos. Quando lutamos contra a correnteza de coisas difíceis em nossa vida, Deus usa as outras pessoas para nos ajudar. E é como se dissesse: 'Vem... Agarre-se a Mim e Eu o puxarei'.
A mãe concordou, – Hoje eu estava desanimada em arrecadar alimentos. Mas passou aquele senhor que você conhece, o 'catador de papel', e me desejou um bom dia e disse que estava contente. Foi a palavra de encorajamento que Deus sabia que eu precisava ouvir.
Mãe querida que me deste a vida e me trouxeste ao mundo, que desde o primeiro dia me amaste e de mim cuidaste sem nunca reclamar ou exigir nada em troca. Mãe querida que para mim carregas no ser o verdadeiro significado da palavra amor, recebe esta humilde mas sentida homenagem de um filho que te ama muito!
Tu que sempre foste colo quando necessário, palavra de apoio no desespero, luz quando a escuridão imperava e orientação na desorientação. Tu que sempre tiveste um sorriso para oferecer, mesmo quando o teu coração pesava, uma lágrima para derramar quando os meus olhos secavam. Tu que sempre estiveste presente, atenta, cuidando e amando mesmo que no silêncio, mesmo que na distância.
Tu és a melhor mãe do mundo, eu o filho mais afortunado! Eu te amo muito, minha mãe, hoje e para sempre!