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Quando te permitires descansar, silenciando teus pensamentos e tuas inúmeras vontades, poderás reconhecer quão santo és tu! Poderás sentir quantos dons te foram dados, quantas cores colorem a tua doce presença. O retorno da paz é certo àquele que a deseja verdadeiramente. Para tanto, é necessário que aprendas a não forçar teu destino, a não castigar teu ser com escolhas que nada representam para o teu coração.
Aprende que está no silêncio a comunhão, o encontro contigo mesmo. Aprende que o ataque aos teus irmãos só serve para te mostrar o medo que ainda sentes e compartilhas. Atacar a ti mesmo ou a qualquer um dos teus irmãos constrói a ponte que separa o que foi feito para ser unido. Não atribuas a ti e a nenhum dos teus irmãos o papel que imaginas que vá te trazer felicidade. E não castigues nem a ti e nem aos teus irmãos se houver falha em aceitar o papel que atribuíste àquilo que sonhas que a tua vida deveria ser...
Sê paciente com teus passos e sê determinado na busca por ti mesmo. Quando aceitas o que te é dado, aos poucos, passas a reconhecer o significado dos acontecimentos e, com eles, aprendes o que, naquele momento, deve ser aprendido. Assim, não perdes teu tempo aspirando por coisas que de nada te valerão. Assim, aprendes a viver o teu momento presente e, através dele, a percepção que nada vale tanto quanto o que estás a carregar em teu espírito...
Assim, desvendas os mistérios que te fazem sentir dividido, confuso em tuas escolhas... Nisso reside o retorno da paz.

- Dizem que para o amor chegar não há dia...
Não há hora...
E nem momento marcado para acontecer.
Ele vem de repente e se instala...
No mais sensível dos nossos órgãos... o coração.
Começo a acreditar que sim...
Mas percebo também que pelo fato deste momento...
Não ser determinado pelas pessoas...
Quando chega, quase sempre os sintomas são arrebatadores...
Vira tudo às avessas e a bagunça feliz se faz instalada.
Quando duas almas se encontram o que realça primeiro...
Não é a aparência física, mas a semelhança das almas.
Elas se compreendem e sentem falta uma da outra...
Mesmo estando em lugares diferentes.
Quando almas afins se entrelaçam...
Passam a sentir saudade uma da outra...
E de querer compartilhar a vida com o outro,
Toda a emoção contida à espera do encontro final.
Desejam coisas que se tornam quase impossíveis,
Mas que são tão simples de viver.
Como ver o pôr-do-sol...
Ver a noite chegar...
Ir ao cinema e comer pipocas...
Rir e brincar...
Brigar às vezes,
Mas fazer as pazes com um jeitinho muito especial.
Amar e amar, muitas vezes...
Sabendo que logo depois poderão estar juntas de novo...
Sem que a despedida se faça presente.
Mas depois que se encontram...
Ficam marcadas... tatuadas...
Almas que se encontram jamais se sentirão sozinhas...
Porquanto entenderão, por si só, a infinita necessidade...
Que têm uma da outra

Eu queria ser
...o sol, para ao amanhecer; entrar em tua janela e fazer seu corpo estremecer...
Abraçar-te como ninguém jamais o fez,
Queria tanto que o brilho do sol, nunca o abandonasse seu dia,
...que fosse eterno a sua beleza como o brilho das estrelas, como o clarear da lua ao anoitecer
Que suas lagrimas fossem só de alegria...ah! como eu queria;
...que ao brilhar os seus olhos, fosse um motivo a mais para continuar brilhando, e que sem medo de amar, pudesse você olhar em meus olhos e ver como é grande, o amor que sinto por você!

Mantém-te em paz.

É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.

Para isso, contudo - para que a tranquilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.

Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junta da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...

Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.

Uns acusam, outros choram.

Ajuda-os, enquanto podes.

Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.

Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.

Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

Quero compreender
A força estranha
Que implode o meu peito
Desmoronado meu pobre coração.

Coração em
Caquinhos de pedras
Que rolam pela ribanceira
Em que me transformei.

Sou pó.
Sou só.
Olho de esguelha
Para não mostrar os sentimentos
Que me assaltam
Que preciso esconder.

Ninguém sabe que amo.
Nem a quem amo.
Que não sei dizer o amor.
Que não sei parar a lágrima
Quente que goteja
E que morre
Neste entristecer.

São versos sem destino,
Palavras que fluem
Jogadas ao vento,
Em busca de abrigo,
É o que resta!