Hoje acordei e pensei, meu eterno amor deve ter regressado, pois estou sorrindo sem nenhuma razão aparente!
E era meu amor, de fato, esse que eu andava procurando desde segunda-feira, esse que fica me esnobando o tempo todo, que me ignora, me faz sofrer com seu atraso, mas que sempre me faz feliz quando chega.
É verdade, você sabe que meu amor é sincero e que jamais poderia me chatear ou romper com você, sexta-feira!
Cansei de tecer elogios para tentar agradar, palavras doces que geralmente jogamos no ar, torcendo para que certo alguém perceba o quão bobo fico quando estás presente.
A verdade é que nesse mundo feio, onde os defeitos superam as qualidades, onde os valores das pessoas são contabilizados, onde buscamos flores em um terreno baldio e sujo, não encontro palavras bonitas que exemplifiquem o que sinto por você.
Inconsequente...
Me fez perder a cabeça com apenas um beijo, me fez abaixar todos os muros que criei só para perder o medo, destruiu com facilidade o meu desejo de sempre ficar sozinho.
Intolerante...
Gritou comigo sem dizer uma palavra, me alertando dos perigos que é querer saber tudo, me incentivando a ser uma pessoa melhor do que sempre fui, aos trancos e barrancos invadiu meu coração sem pedir permissão.
Bandida...
Roubou meus pensamentos e emoções, controlando o que sinto e como me sinto. Escondeu os segredos que tem para desbancar esse nobre malandro, me mostrando o tempo todo que por mais que eu queira te esquecer, não consigo.
Fingida...
Por mais disfarce que tente colocar, vejo a felicidade em seus olhos ao me ver chegar. Reflete o que de mais bonito conheci na vida, me ensinando a colocar em prática o que vivo dizendo para as pessoas fazerem.
E nesse mundo que cisma em me dizer e me convencer, de que a felicidade são separadas em momentos e não em histórias, percebo que a minha felicidade estava simplificada em apenas 5 letras e um acento.
Declaração mais sincera não seria o suficiente para descrever você e eu, em determinados momentos...
Fábio Esteves
Um homem saiu pelo mundo à procura da mulher perfeita. Depois de dez anos de busca, voltou a aldeia e cruzou um amigo que perguntou:
- Encontrou a mulher perfeita em suas andanças?
- ele respondeu:
- Ao sul, encontrei uma mulher linda. Seus olhos pareciam esmeraldas, seus cabelos cor da graúna, seu corpo lindo como uma deusa.
O amigo, entusiasmado, diz:
- Onde está sua esposa?
- Infelizmente, ela não era perfeita, porque era pobre...
Fui para o norte e encontrei uma mulher que era a mais rica da região.
O amigo:
- E aí? Casou com ela?
O homem:
- Não. O problema é que nunca vi criatura mais feia em toda a minha vida...
Mas, felizmente, no sudeste, encontrei uma mulher perfeita... Era linda de ofuscar os olhos e ainda por cima tinha dinheiro, contou o homem.
- Então, você se casou com ela, não é, amigo?
- Não, porque, infelizmente, ela também procurava o homem perfeito.
Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo. (João 16:33)
Um monge muito sábio estava visitando um vilarejo com seus discípulos.
Na praça principal ele teve a oportunidade de falar publicamente.
Todos ouviam o sábio atentamente até que um homem começou a agredi-lo verbalmente, atingindo sua honra pessoal, xingando-o com palavras desagradáveis e duras. O sábio nada disse e os discípulos ficaram inquietos.
O ofensor continuou, desta vez com mais veemência, ofendendo não só a honra do monge, mas a de todos os seus discípulos também.
Por isso mesmo, uma resposta parecia mais necessária. Mas o monge não disse nada.
Numa estocada final, o homem ofendeu todos os antepassados do sábio, a coisa mais desonrosa e agressiva que alguém pode proferir. Mas o monge não respondeu absolutamente nada. Apenas caminhou para longe, seguido por seus discípulos intrigados.
Já afastados da praça, os discípulos resolveram indagá-lo.
- Mestre, nós acompanhamos toda a injustiça que o senhor sofreu e não entendemos por que o senhor,
tão sábio não respondeu nada ao seu ofensor.
- Isso mesmo, mestre disse outro discípulo ele ofendeu todos os seus antepassados e o senhor nada respondeu!
Por que, mestre? Será que podemos ao menos tirar um ensinamento desse momento tão ruim?
E o mestre respondeu:
- Se eu oferecer a você um presente ruim, um rato morto e infestado de peste, você o aceita?
- Claro que não, mestre! responderam todos em uníssono.
- Então, se um homem me oferece o mal, seja materialmente ou com palavras e eu não o aceito, quem vai embora com ele?
E assim, o mestre e seus discípulos seguiram seu caminho.