Amazônia rara essência,
contraste da natureza
idiossincrasia exuberante
filho da "grandeza"
do verde brilhante
Da relva negra, da selva nua.
Reflexo da lua,
Ser do Ser.
Existir não viver,
simplesmente contemplar-se de prazer.
Canoa na chuva, impiedosa nuvem,
remo-homem
Amazônia... água
cálida transparência,
Homem-água rara essência.
A paz flui por meu coração e, como um zéfiro, sopra sobre mim.
A paz, como fragrância me permeia.
A paz me trespassa como raios de luz.
A paz apunhala os corações do ruído e da inquietude.
A paz reduz a cinzas minha inquietação.
A paz se expande como um globo de fogo e preenche minha onipresença.
A paz, como o oceano, invade todo o espaço.
A paz, como sangue rubro, vitaliza as veias de meus pensamentos.
A paz, como auréola ilimitada, envolve meu corpo infinito.
A paz se lança, como chamas, dos poros de minha carne e do espaço inteiro.
O perfume de paz circula sobre os jardins floridos.
A paz é um vinho que flui perpetuamente do lagar de todos os corações.
A paz é o alento das pedras, das estrelas e dos sábios.
A paz é a ambrosia, é o vinho do Espírito, que flui do frasco do silêncio,
E que sorvo com as bocas inumeráveis de meus átomos.
Yogananda
Enquanto a noite vai chegando, passando por nós sem darmos conta, eu penso em nosso amor e em como sou feliz do seu lado. Somos almas gêmeas, feitos um para o outro, como se tivéssemos nascido para ficarmos juntos. E a cada dia que passa, descubro algo de novo sobre você e me apego ainda mais.
Sinto que você nunca me vai deixar e eu própria seria incapaz de fazer isso com você. O caminho que nós os dias começamos, é o mesmo no qual iremos continuar eternamente. E nele iremos viver momentos de paixão, descobrir a felicidade em cada curva e continuar sonhando sem limites.
Somos iguais, mas não em defeitos e virtudes. Iguais porque lutamos pelos mesmos objetivos, nos complementamos em várias facetas da vida e nos apoiamos mutuamente em todas as ocasiões. Por tudo isso, você já faz parte de mim, daquilo que sou. Eu te amo de coração.
Estava desgastado, arranhado... E o leiloeiro achou que valia muito pouco, desperdiçar seu tempo com velho violino. Mas o segurou sorrindo.
- Quanto eu valho, boa gente – gritou como se fosse o violino.
- Quem começará a ofertar por mim?
- Um dólar, um dólar... Ouvi dois?
Dois dólares, quem dá três?
Dois dólares, dou-lhe uma, três dólares, dou-lhe uma...
Três dólares, fechado... Mas não!
Do fundo do salão um homem de barbas grisalhas aproximou-se, pega o objeto, soprando do violino a poeira. E afinou-lhe as cordas.
Ele tocou uma melodia, pura e doce, tão doce quanto o cantar do anjo.
A música cessou, e o leiloeiro, com uma voz tranquila, diz baixinho.
- Quanto dou agora por este velho violino? – enquanto o segurava ao alto.
- Mil? Um mil, ou ouvi dois?
Dois mil, alguém oferece três?
Três mil, dou-lhe uma, três mil dou-lhe duas.
- Fechado – disse ele.
A audiência aplaudiu, mas alguns gritaram:
- Não entendemos bem. O que mudou o seu valor?
Num átimo chega a resposta:
- O toque das mãos do mestre.
O pai mais fascinante do mundo! Você é o pai e o amigo, é o pacote completo e nada vai poder mudar a forma como cuidamos um do outro, meu pai! Somos sangue do mesmo sangue.
Temos poderes que não estão ao alcance de todos e um amor que assombra qualquer susto, qualquer receio inconsciente! Eu te amo, Pai!