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Minha sogra, foi o amor à mesma pessoa que fez com que nossos caminhos se cruzassem e nos aproximássemos. E hoje eu percebo que sem você, sem a mãe que você foi e é para o amor da minha vida, talvez tudo fosse diferente.

Então eu quero lhe agradecer, por você ser quem é e principalmente por ter contribuído muito para fazer do amor da minha vida a pessoa que agora é: essa pessoa que eu tanto amo!

Se as suas melhoras dependessem de carinho, você já estaria completamente curada, pois é com todo o amor que envio para você esta mensagem, minha querida amiga. Ainda assim, eu sei que você terá as forças suficientes para vencer e superar esse momento mais difícil. Em breve, você sairá do hospital e retomará a sua vida com a energia e a garra de sempre. Que tudo corra bem!

Boa tarde! Pudera eu fazer virar palavra esse meu sentimento, e te dizer o quanto sou feliz por seres meu amigo. Pudera eu abrir meu coração e te mostrar o fundo. Te revelar com gestos e palavras que te amo muito...

O "pequeno" cresceu. A mãe o ensinara a crescer... e crescer significa ser responsável tomando decisões e assumindo consequências.
Aprendeu. Cresceu tanto, que decidiu ir. Decidiu por si mesmo, sem perguntar se a mãe ia sofrer. Nem para a própria mãe e nem para ele mesmo.
– "Vou experimentar. Se não gostar, volto." Nem aquele: "você não fica triste?", de quando era pequeno. E a mãe racionaliza que é um direito dele querer ir e pensou:
– "Vai ser bom pra ele. – Que bom!" O menino aprendera a se respeitar, a seguir os próprios impulsos medindo as consequências por si mesmo.
Sentindo-se vitoriosa, a mãe constatou que conseguira ensinar, com simples palavras e atitudes, o que aprendera por si mesma a duras penas.
Racionalmente, tudo bem! Mas mãe, aquela que vem das entranhas, que gerou, que pariu, não consegue ver a pessoa do filho, mas a sua cria. É animal. Não animal sem alma, mas com um instinto tão forte que sufoca a razão.
A vitória se manifesta em choro. Saudade. De manhã, o barulhinho do chuveiro, o rock baixinho no quarto. À tarde, o telefone, sempre ocupado. De madrugada, a televisão ligada. Copos pelo chão. Tênis pelos cantos. O sono pesado e inconsequente da adolescência e juventude.
No armário vazio, só os cabides atestam: ele não mora mais ali. Vai voltar?... a mãe só sabe que o quarto vazio, irritantemente arrumado, dói demais... e vai doer ainda, até que a mulher consiga refazer a mãe dentro de si e fique apenas feliz porque o menino cresceu.
Um mês depois, a mãe encara o menino crescido. Não dói mais. Está refeita, plenamente feliz e sente orgulho, pois: O "pequeno" cresceu e não se foi... apenas mudou de endereço.

Por Vênus
Corpos imantados de prazer
Atraem-se pelo belo fato do amor
Enlouquece a carne de desejo.
Faz do sangue cálice espumante de fervor
Desvaira a alma
A sede aparentemente insana
Cessa no doce suor
Que de nós exala
Faz do corpo escravo.
Vai-vem enigmático
Que nos cela em paradoxo.
Corpo ou alma?
Gelo ou Brasa?
E mais tarde...
Quando a emoção é tanta
Os corpos explodem
E a gigante gana
Se desfaz em gozo.
E mesmo ainda sem entender nada
Continuamos colados
Calados. Saciados e presos na odisseia do amor que nos liberta do mundo!