Eu não sei dizer quando o amor entre nós surgiu, mas posso afirmar que ele chegou para ficar eternamente nas nossas vidas. Ao escolher você para ser minha esposa, eu tomei uma decisão muito acertada. Você é uma companheira que cuida de mim todo o tempo e eu não poderia encontrar alguém assim em outro lugar.
Obrigado por fazer de mim o homem mais feliz do mundo!
Uma semana abençoada para todos!
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso voo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mário Quintana
Lá vem ela
Pelas praças e jardins
Sorridente e bela
A primavera
Com as chuvas criadeiras
Resplandecendo nos canteiros
Alegrando as brincadeiras
Florescendo nos outeiros
Sua brisa já posso sentir
O aroma que traz lembrança
Perfume que envolve a alma
No colorido que da esperança
Estação que alegra os olhos
Estação que embeleza a terra
Estação que acalanta e revela
E inspira a escrita dos poetas
É tempo de ver as "borboletas"
É tempo de ouvir passarinhos
É tempo de luz que revela
A beleza da Primavera
Cláudia Liz
O nosso maior medo não é que sejamos inadequados.
O nosso maior medo é que sejamos poderosos além da conta.
É a nossa luz, não a nossa escuridão, o que mais nos assusta.
Os atos insignificantes não servem para mundo.
Não há nada esclarecido em se encolher para que os outros à nossa volta não se sintam inseguros.
Todos nascemos para brilhar, como fazem as crianças, Não esta só em alguns de nós, está em todos nós.
E à medida que deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente, damos permissão para os outros fazerem o mesmo.
Quando nos libertamos de nossos medos, nossa presença automaticamente liberta os outros
Às vezes, nessas noites frias e enevoadas
Onde o silêncio nasce dos ruídos monótonos e mansos
Essa estranha visão de mulher calma
Surgindo do vazio dos meus olhos parados
Vem espiar minha imobilidade.
E ela fica horas longas, horas silenciosas
Somente movendo os olhos serenos no meu rosto
Atenta, à espera do sono que virá e me levará com ele.
Nada diz, nada pensa, apenas olha - e o seu olhar é como a luz
De uma estrela velada pela bruma.
Nada diz. Olha apenas as minhas pálpebras que descem
Mas que não vencem o olhar perdido longe.
Nada pensa. Virá e agasalhará minhas mãos frias
Se sentir frias suas mãos.
Quando a porta ranger e a cabecinha de criança
Aparecer curiosa e a voz clara chamá-la num reclamo
Ela apontará para mim pondo o dedo nos lábios
Sorrindo de um sorriso misterioso
E se irá num passo leve
Após o beijo leve e roçagante...
Eu só verei a porta que se vai fechando brandamente...
Ela terá ido, a esposa amiga, a esposa que eu nunca terei.
Vinicius de Moraes