Há um jeito que é só seu, de semear o bem. Se tem sabedoria para falar, fale! Há pessoas precisando de quem lhes rasgue novos horizontes. Se tem o dom de ouvir, ouça! Há pessoas precisando falar para reorganizar os pensamentos e sentimentos.
Se tem o dom de enxergar os talentos alheios, enalteça-os! Há pessoas que desabrocham por conta de alguém que lhes reconheça um dom. Se tem discernimento o bastante para fazer uma observação construtiva, faça-a!Há pessoas persistindo no mesmo erro, por falta de alguém que as alerte com carinho e firmeza.
Se você não tem vocação para engajar-se em movimentos filantrópicos de grande alcance, tenha em mente que o maior bem a ser semeado começa dentro do seu lar. Oferte a sua canção, a sua poesia, a sua hospitalidade, aquele prato que ninguém sabe fazer igual. Oferte a sua diplomacia, a sua liderança ou a sua capacidade de atuar em segundo plano para o bem comum.
Oferte o seu talento para contar piadas e fazer rir. A sua ternura natural no trato com crianças, idosos ou animais. A sua capacidade de manter o sangue frio nas horas de crise, quando todos em sua volta desabam. A sua santa paciência de permanecer num hospital ao lado de um enfermo terminal, ou de varar a noite num velório, naquela hora crítica em que todos vão embora.
Há um jeito que é só seu e todo seu, mesmo que seja ofertar uma flor sem ser dia de nada. Mesmo que seja uma prece sincera feita no silêncio do seu quarto.
Na contabilidade Divina, pouco importa se o seu jeito de semear o bem vai alcançar uma criatura ou milhões de criaturas.
Você está fazendo a sua parte, de um jeito que é só seu. É só isto que realmente importa!
Durante as nossas vidas iremos nos deparar com muitas decisões e conflitos. Infelizmente, ou felizmente, isto é algo inerente à vida e não podemos considerar um absurdo, que algumas dessas escolhas sejam vistas como erradas ou tenham sido tomadas de forma equivocada.
Se arrepender de algo que foi dito ou de alguma alternativa mal escolhida, é extremamente normal e não deve ser mal visto. Mas este tipo de lamentação jamais pode ser tornar um hábito, não podemos nos utilizar das desculpas como algo corriqueiro ou que supostamente diminua os danos do deslize ocorrido.
O que aconteceu, já foi, não tem mais volta, mas por pior que tenha sido o erro, ninguém deve leva-lo para sempre em suas costas. O arrependimento sincero é realmente necessário, mas passar a vida inteira se culpando por algo do passado irá interferir negativamente nas escolhas futuras.
O medo pode instalar-se bloqueando a coragem de arriscar, que poderia ser muito benéfico em alguns momentos. Não permita que a covardia entre na sua vida, peça perdão aos que estiverem envolvidos, se esforce para mudar as atitudes que levaram ao erro, deixe a culpa no passado e continue seguindo em frente.
Desamor não há quem me resgate nesta vida, tampouco o que não viva só pra si, não há com quem se dividir a lida, não há quem queira estar comigo aqui. Encontro gente amarga no caminho. No atalho que me coube percorrer, tiraram as avenidas de carinho, deixando-me sem chance de escolher. Vão os felizes por outras estradas, pessoas plenas, já tão engajadas, as quais já têm a quem dar seu amor. Mas eu carrego a alma destroçada, vivendo eternamente ignorada, nas avenidas do meu desamor.
Eleita hei de encontrar-te lá noutras esferas, um grande amor não vai morrer assim, hás de saber o quanto eu fui sincera e transparente do começo ao fim. Foste covarde e omisso vezes tantas, que relevei por ver-te sem saída.
Não suportaste meu amor de santa, nem minha insígnia de mulher bandida. Hei de encontrar-te lá no firmamento, mesmo que seja por um só momento, pois do contrário eu não prosseguirei. Almas despidas máscaras desfeitas, tu me dirás que eu sempre fui tua eleita, e crendo nisto... Eu te libertarei.
Em vão quisera te falar das manhãs claras, do sol que sai dourando meus jardins. Dos delicados tons das flores raras, de como tudo é tão formoso aqui. E te falar das noites perfumadas, da lua que se esconde nas mangueiras, das vertentes e sonoras cachoeiras, da paz desta paisagem inusitada. Mas tu não vens talvez porque não queiras, selar o pacto desta afeição, que me declaras tão levianamente. Serei feliz em te esperar somente, esperarei mesmo que seja em vão, esperarei, amor, a vida inteira.
Vingança é por vingança este meu verso triste, sinto prazer em te fazer chorar. E não me acuses com o dedo em riste, por ser a voz que logras abafar. É por vingança este meu verso duro, sinto prazer em ver-te ajoelhar, no meu altar de horripilantes muros, do qual supões que possas te ocultar.
Foste tu mesmo quem me despejaste, quando eu sorria tonta como infante, crente do amor que um dia me juraste. Dou-te de prêmio amargo fel triunfante, sorvas aos poucos pois é minha vingança, mataste tudo, até minha esperança.
Quando o amor aparece em nossa vida, tudo se transforma. Os dias se tornam mais leves, mais coloridos, mais animados. As expectativas nos dão ânimo e força. Sonhamos com o momento de encontrar o nosso amor e estar ao seu lado por alguns instantes.
O amor faz bater mais forte o peito, faz o corpo todo se sentir mais vivo e mais feliz. Mas quando o amor acaba, quando não há mais nenhuma saída para o amor além da separação. Essa agitação do coração torna-se uma dor imensa. Em vez de bater, o coração parece parar. O corpo quer se mexer, mas o coração não deixa. O coração é que parece comandar o corpo, em vez do cérebro.
Quando um grande amor se vai, tudo na vida perde o sentido. Tudo fica sépia e sem sabor. A dor incomoda, faz o sono nos abandonar, faz a respiração pesar. É um período de luto, um amor morreu, um projeto de vida em comum acabou, um desejo de felicidade ficou parado no ar. Mas a dor passa, a ferida vai sarar, ainda que as cicatrizes fiquem para sempre. O importante é pensar nas cicatrizes como histórias para contar e não marcas de dor.
Perto da minha casa existe um parque onde as pessoas vão no final de semana e levam seus filhos para brincar, jogar bola e passear de bicicleta.
A pista de caminhada é grande e dá uma volta ao redor de um lago cheio de peixes e patos, ou melhor, temíveis patos. Digo isto, pois certa vez eu estava caminhando por esta pista quando vi um menino aflito pelo fato de os patos estarem na pista e ele não conseguir passar com a bicicleta, por medo dos patos.
O menino olhou para trás e perguntou ao pai: Pai! Os patos vão me morder? O pai deu um sorriso e disse: Não meu filho. Quando você passar com a bicicleta eles sairão da pista. E além disso, eu estou aqui com você.
Que maravilhosa lição isto nos traz não é mesmo? Isto me fez pensar que mesmo em um parque lindo e tranquilo a qualquer momento os temíveis patos poderiam aparecer, mas se isto acontecer eu não estarei sozinho.
O menino poderia escolher se arriscar sozinho pela pista ou contar com a ajuda do pai. Nós também podemos fazer esta escolha todos os dias quando levantamos. Vamos nos arriscar em nossa caminhada diária ou vamos viver com a certeza de que nosso Pai está conosco e se os patos aparecerem ele nos guiará pelo caminho seguro?
Às vezes é difícil acreditar que nosso Deus está tão presente em nossa vida quanto aquele pai que estava ajudando seu filho, mas eu lhe digo que foi Deus quem colocou na vida daquele menino aquele pai. Da mesma forma foi Ele quem desejou que você lesse esta mensagem e confiasse integralmente nele.