Por um instante fico parado, Somente a tua beleza admirando.
Eterna paixão...
Sonhar acordado...
Deixo meus pensamentos saírem flutuando...
O carinho é tanto, A tua doçura é meu abrigo, Só existem alegrias diante do encanto.
De viver momentos de amor contigo...
Se pudesse congelar o tempo, manter a emoção, Preservar esse instante, sem despedida.
Jamais viver a dor da partida...
Doces carícias, entregas de coração, Saio sorrindo feito bobo pela cidade, Tive você agora...
Por que já bate estas saudades?
Chegará um momento em que perceberemos que quando damos a mão não prendemos o coração. Que quem fica hoje pode partir amanhã e que o nosso rumo está em constante mudança. Deixaremos de confiar tanto em promessas, pois elas não são garantias de nada, mas aprenderemos a fazer prevalecer as convicções que temos sobre as pessoas à nossa volta.
Seremos surpreendidos por gente que vive do nosso lado. Alguns amigos prevalecerão no tempo, darão sua mão em ocasiões de dificuldade, enquanto outros simplesmente desaparecerão sem que estivéssemos esperando isso. Acabaremos por aceitar as perdas e a ingratidão, mas daremos mais valor à lealdade e àqueles que permanecem em qualquer circunstância.
Há mais coisas que aprenderemos na vida com respeito ao que somos todos nós. Conheceremos de perto algumas realidades que se tornarão amargas e outras verdades que farão nossa existência valer a pena. No final, e depois de vivermos tudo o que há para viver, saberemos apenas que tudo faz parte da essência do ser humano.
Mestre e discípulo caminhavam pelos desertos da Arábia. O mestre aproveita cada momento da viagem para ensinar ao discípulo sobre a fé.
- Confie suas coisas a Deus – dizia – Porque Ele jamais abandona seus filhos.
De noite, ao acamparem, o mestre pediu que o discípulo amarrasse os cavalos numa rocha próxima. O discípulo foi até a rocha, mas se lembrou do que aprendera durante aquela tarde. "O mestre deve estar me testando. Na verdade, devo confiar os cavalos a Deus". E deixou os cavalos soltos.
De manhã, descobriu que os animais haviam fugido. Revoltado, procurou o mestre.
- O senhor não entende nada sobre Deus! Ontem aprendi que devia confiar cegamente na providência, entreguei a Ele a guarda dos cavalos e os animais desapareceram!
- Deus queria cuidar dos cavalos – respondeu o mestre – Mas, naquele momento, Ele precisava de suas mãos para amarrá-los, e você não as emprestou.
A chuva está a cair e a molhar os meus cabelos. É o prenúncio do inverno que logo vai começar. É no frio que sinto saudades das pessoas queridas, que por um motivo ou por outro, deixamos ficar pelos caminhos da vida.
E agora me peguei lembrando de ti, cujo paradeiro havia me esquecido, perdido que foi na poeira do tempo. Sabes que um dia cheguei a considerar a tua presença imprescindível, pois quando estávamos apaixonados, vivíamos o nosso amor só na base do: só vou se tu fores.
Quando o tempo começa a esfriar, o inverno vem chegando e propicia o milagre. Nas noites frias solitárias, remexo no arquivo da memória lembrando os momentos felizes que vivi. E num estalo tu surgiste na minha mente.
Foram poucos os dias e noites do inverno que ficamos juntos, mas foram inesquecíveis. Passamos horas felizes como só acontece aos apaixonados. Embora passageiro, o nosso amor ficou gravado na mente e no coração. um filme que ainda é projetado na minha mente.
Seria tão bom se pudéssemos reviver aqueles dias neste próximo inverno. É certo que não vivemos nada sério, mas foi tudo muito bom. Recordo como tu és caliente e penso ter aquelas horas felizes de novo, no inverno que está chegando e promete ser muito frio. Que tal?
É fácil usar o estilingue. o difícil é ajudar quem errou. É fácil descer a lenha no casal irresponsável. o difícil é ir procurá-los e oferecer ajuda. É fácil falar do ladrão que incomoda a vila. o difícil é tentar mudá-lo com amizade e ajuda. É fácil falar da menina grávida que nem sabe quem é o pai.o difícil é ouvi-la e ajudá-la a enfrentar o drama de seu erro.
É fácil rir dos chifres do marido traído e falar da mulher dele com risos e piadinhas engraçadas. o difícil é ajudar os dois a se amarem de novo sem mágoas ou novas traições. É fácil falar do padre, do pastor, do papa, do bispo, do governante, do político, do rapaz e da menina que aparecem um pouco mais do que nós. Damos uma estilingada com a língua e pronto, está quebrada a sua luz. Pouquíssimos de nós podem dizer que não atirarão pedras em alguém que está por baixo. Jesus tinha razão ainda esta vez.
A mulher fora surpreendida em adultério e um monte de adúlteros a trouxeram para que Ele os ajudasse a apedrejá-la. Só haviam esquecido de trazer o companheiro de adultério, já que, também naquele tempo, era impossível uma mulher praticar o adultério sozinha. Trouxeram a adúltera e não trouxeram o adúltero. Jesus ameaçou desmascará-los. Foram todos embora com seus estilingues.
Ficou a mulher adúltera que Jesus perdoou, mas a quem pediu que nunca mais pecasse. Não atirou a primeira, nem a segunda, nem a centésima pedra. Ajudou-a, acolheu-a. Conversou com ela. Propôs mudança de vida. Não sei que lição vamos levar do Evangelho. O que sei é que eu, você e todos nós, de vez em quando, falamos mal da vida alheia. E julgamos e apedrejamos por nossa própria conta homens, mulheres, moças, rapazes, padres, freiras, pastores, políticos, vizinhos e até amigos.
A nossa pedra é sempre a primeira, mesmo quando não fomos os primeiros a atirar. Deixemos de imaginar o pior, o mais errado e o mais sujo dos outros. Seremos melhores e a vida será melhor. Queimemos nossos estilingues de moleques crescidos.