Nenhuma mensagem foi encontrada :(

Outras Mensagens

A alegria tonifica o espírito. A dor o enaltece.
A alegria forma o caráter. a dor, à vontade.
A alegria impulsiona em direção ao sentimento. a dor, rumo ao universo, para o verdadeiro amor.
A alegria harmoniza a nossa capacidade de viver. a dor aperfeiçoa a nossa capacidade de superação.
Ambos são essenciais para a nossa evolução.

Só por hoje, já que é o dia da minha vida, eu vou me importar menos com o que falam, e fazer mais o que me importa. Vou deixar de lado a amargura e sorrir.
Vou sorrir pelas coisas mais simples, até das piadas infames daquele amigo tonto.
Vou deixar a tristeza trancada no armário da rodoviária, vou jogar fora a chave e sair para uma viagem, que pode ser aqui.
O meu paraíso é aqui mesmo, não preciso me esconder numa casinha branca distante, nem fugir para o mato ou lugar remoto, a minha paz está onde eu estou, é dentro de mim que ela habita.
Por isso resolvi deixar a paz invadir a minha vida e ninguém vai roubar isso de mim.
Podem me tirar a roupa, roubarem meu carro, levarem a casa, a cama e a o armário, o amor da minha vida pode resolver partir, mas o bem mais precioso ninguém vai levar.
A paz que eu conquisto agora, é a certeza de que posso e vou ser feliz, e isso, ninguém vai roubar de mim.

Havia, certa vez, um rei sábio e bom, que já se encontrava no fim de sua vida.
Certo dia, pressentindo a chegada da morte, chamou seu único filho, que o sucederia no trono, tirou do dedo um anel e deu-o a ele dizendo: – Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando estiveres vivendo situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele.
E o rei morreu, e seu filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando o anel que o pai lhe deixara. Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho, que acabaram culminando numa terrível guerra. O jovem rei, à frente do seu exército, partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, seus companheiros lutavam bravamente. Mortos, feridos, tristeza, dor... O rei lembra-se do anel, tira-o e lê a inscrição: ISTO TAMBÉM PASSARÁ.
E ele continua a luta. Perde batalhas, vence outras tantas, mas ao final, sai vitorioso. Retorna, então, ao seu reino e, coberto e glória, entra em triunfo na cidade. O povo o aclama. Neste momento ele se lembra do seu velho e sábio pai. Tira o anel e lê: ISTO TAMBÉM PASSARÁ.

Ninguém tem culpa
daquilo que não fomos.
Não ouve erros.
Nem cálculos falhados.
Sobre a estipe de papel;
Apenas não somos os calculistas.
Porem os calculados.
Não somos os desenhistas.
Mas os desenhados.
E muito menos escrevemos versos.
E sim somos escritos.
Ninguém é culpado de nada.
Neste estranhar constante.
Ao longe uma chuva fina.
Molha aquilo que não fomos...

Paulo Bonfim

Peço a paz
e o silêncio
A paz dos frutos
e a música
de suas sementes
abertas ao vento
Peço a paz
e meus pulsos traçam na chuva
um rosto e um pão
Peço a paz
silenciosamente
a paz a madrugada em cada ovo aberto
aos passos leves da morte
A paz peço
a paz apenas
o repouso da luta no barro das mãos
uma língua sensível ao sabor do vinho
a paz clara
a paz quotidiana
dos atos que nos cobrem
de lama e sol
Peço a paz e o
silêncio