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Pensei que era mais fácil esquecer um amor que terminou. Imaginei que seria como virar a página de um livro, como se uma personagem tivesse chegado ao seu fim, mas a história ainda assim continuasse. No entanto, tudo é mais complexo do que aquilo que esperamos e o que julgamos que ficou para trás, atormenta o nosso presente através das memórias.

Meus dedos ainda tremem, cada vez que tento escrever seu nome. Minha alma fica paralisada, sempre que a imagem do seu rosto surge no meu pensamento. É uma dor que aperta meu coração, saber que não posso mais estar em seus braços e ter consciência de que perder você ainda aumentou mais este amor que sinto.

Pergunto-me por onde você andará, mesmo que seja eu quem se sente perdida. Questiono-me se já teve coragem de seguir outro caminho, ainda que eu procure todos os dias conseguir isso. E entre dúvidas e incertezas, me apercebo que apesar do tempo que passou, é como se você ainda estivesse do meu lado.

Envio, junto com estas palavras, um pouco de força e carinho para que se sinta melhor, querido avô. Não tem sido fácil lutar contra seus problemas de saúde, mas você é um guerreiro e tenho certeza que sairá vitorioso dessa batalha.

Não desista, pois todos estamos do seu lado. Meu pensamento estará com você e continuarei mencionando seu nome nas minhas orações.

Amigos são como ondas do mar: umas vezes estão longe por força das circunstâncias, outras estão perto e inundam nossa alma de alegria. Não importa a distância que os separam de nós, pois de uma forma ou de outra eles sempre nos fazem perceber que sua presença será eterna.

A todos aqueles com quem me cruzo diariamente e aos que também marcaram minha vida mas seguiram outro destino, quero agradecer muito pela valiosa, única e especial amizade que ainda mantemos!

Aprendi a conhecer você, Assim como os pássaros conhecem seus ninhos, Sem dúvida num voo livre, Que se abre no infinito.
Aprendi a caminhar com você, Assim como as estrelas respeitam o brilho da lua, Que sabe que como aquela só existe uma única no mundo.
Aprendi a brigar com você, Assim como as ondas do mar que brigam e se debatem inutilmente, Para depois se transformarem em espumas suaves na areia.
Aprendi a entender você, Assim como as montanhas entendem as nuvens e se esticam como se pedindo chuva para os seus campos secos.
Aprendi a amar você, Assim como os pássaros amam a liberdade, Os rios amam suas águas, As estrelas amam o céu, As ondas amam o mar, As montanhas amam seus campos.
Aprendi a amar você como o mais puro e sublime sentimento, Assim como eu amo Deus eternamente.
Te amo!

Me parece que podemos, com maior razão, distinguir o amor em função da estima que temos pelo que amamos, em comparação com nós mesmos. Porque quando estimamos o objecto do nosso amor menos que a nós mesmos, temos por ele apenas uma simples afeição; quando o estimamos tanto quanto a nós mesmos, a isso se chama amizade; e quando o estimamos mais, a paixão que temos pode ser denominada como devoção. Assim, podemos ter afeição por uma flor, por um pássaro, por um cavalo; porém, a menos que o nosso espírito seja muito desajustado, apenas por seres humanos podemos ter amizade. E de tal maneira eles são objeto dessa paixão que não há homem tão imperfeito que não possamos ter por ele uma amizade muito perfeita, quando pensamos que somos amados por ele e quando temos a alma verdadeiramente nobre e generosa.

Quanto à devoção, o seu principal objeto é sem dúvida a soberana divindade, da qual não poderíamos deixar de ser devotos quando a conhecemos como se deve conhecer. Mas também podemos ter devoção pelo nosso príncipe, pelo nosso país, pela nossa cidade, e mesmo por um homem particular quando o estimamos muito mais que a nós mesmos. Ora, a diferença que há entre esses três tipos de amor se manifesta principalmente pelos seus efeitos; pois, como em todos nos consideramos juntos e unidos à coisa amada, estamos sempre dispostos a abandonar a menor parte do todo que compomos com ela, para conservar a outra.
Isto nos leva, na simples afeição, a sempre nos preferirmos ao que amamos; e, na devoção, ao contrário, a preferirmos a coisa amada e não a nós mesmos, de tal forma que não hesitamos em morrer para a conservar. Frequentemente se viram exemplos disso, nos que se expuseram à morte certa para defender o seu príncipe ou a sua cidade, e mesmo às vezes pessoas particulares às quais se tinham devotado por inteiro.

René Descartes