Quem eu sou? Não descreveria em mil páginas e nem em uma folha. Sou uma pessoa que um dia já amei e fui amada, já amei e não me amaram, não amei mas fui amada... Já fiz loucuras e me arrependi. Vivi momento feliz e alguns tristes, já desperdicei oportunidades de viver um grande amor. Conheci grandes amigos e péssimos colegas, já falei sem pensar e machuquei algumas pessoas, já me apaixonei apenas por um olhar, já ganhei grandes presentes de bons amigos e ganhei também inimizades por palavras mal ditas e historias não esclarecidas. Já menti por menti, já menti para proteger alguém. Escutei coisas que não devia e me magoaram por brincadeiras mal feitas. Sofri por uma pessoa que não me amou. Amizades que achei que fossem verdadeiras mas eram falsas... Resumo-me em poucas linhas pois se for falar de toda minha vida poderia escrever um livro...
Caro irmão semeie sempre, as boas sementes são abundantes e germinam facilmente, com um pensamento, um gesto, um sorriso, uma palavra de amizade, um aperto de mão.
Basta algumas atitudes que nada custam para ser sempre um ser humano de valor e de muitas qualidades.
Feliz aniversário hoje e também a cada dia de sua vida preciosa não faça nada em sua vida por uma mera obrigação, sinta prazer em tudo que realizar sempre com interesse, com atenção, como quem encontra no que faz um motivo maior para ser feliz.
Eu conto com a sua capacidade de pensar melhor, de fazer melhor e fazer sempre o melhor.
Feliz aniversário meu irmão!
Para você que convive comigo todos os dias quero lhe fazer uma poesia.
Agradecer por sua amizade que só me traz felicidade.
Que o Natal seja mais um marco de todos os dias que vivemos com solidariedade que eu arco tudo que já tivemos.
É mais um Natal que festejamos.
É mais um ano que chega ao final.
É mais um desejo que celebramos.
Afinal dividimos mais um Natal.
Que seja de paz e alegria.
Que seja repleto de harmonia.
Que venha o ano abençoado.
Que seja um ano iluminado.
Feliz Natal!
Viva intensamente este caminho distorcido, irreverente, conturbado, planejado, desajeitado, conceituado, apontado, descriminado, regrado, prazeroso, aconchegante, fantasioso, gostoso, chocante, gritante, contente, quieto, sério, misterioso e irradiante, chamado: VIDA!
O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler embaixo dos longos ramos de um velho carvalho. Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando me afundar. E se não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante se chegou, cansado de brincar. Ele parou na minha frente, cabeça pendente, e disse cheio de alegria: – "Veja o que encontrei". Na sua mão uma flor, e que visão lamentável, pétalas caídas, pouca água ou luz. Querendo-me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recuar ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa: – "O cheiro é ótimo, e é bonita também... Por isso a peguei. ei-la, é sua." A flor à minha frente estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegá-la, ou ele jamais sairia de lá. Então me estendi para pegá-la e respondi: – O que eu precisava. Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos. Ouvi minha voz sumir, lágrimas despontaram ao sol enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim. – "De nada", ele sorriu. E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia. Me sentei e pus-me a pensar como ele conseguiu enxergar um homem auto piedoso sob um velho carvalho. Como ele sabia do meu sofrimento autoindulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão. Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU. E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciei cada segundo que é só meu. E então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa, e sorri enquanto via aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um insuspeito senhor de idade.