Existem pequenas coisas em nossa vidas que
– em determinado momento – se tornam mais
importantes que todo o resto.
Disse Jesus: "qual o pastor que,
tendo perdido uma ovelha, não deixa
seu rebanho e sai buscando aquela que se perdeu?"
Muitas vezes por semana
precisamos fazer esta escolha.
Pegar o telefone e dizer a palavra de carinho
que adiamos, abrir a porta e deixar entrar
quem precisa de nossa ajuda.
Aceitar um emprego. Abandonar um emprego.
Tomar a decisão que estávamos deixando
para depois.
Pedir perdão por um erro que cometemos
e que não nos deixa em paz.
Exigir um direito que temos.
Se uma ovelha se perdeu,
vamos agir como o Bom Pastor:
caminhar por montanhas e riachos,
planícies e desertos, até encontrá-la
e traze-la de volta.
Afinal de contas, o diabo mora nos detalhes.
Paulo Coelho
O homem chegou em casa, naquela noite, trazendo o mau humor que o caracterizava há alguns meses. Afinal, eram tantos os problemas e as dificuldades, que ele se transformara em um ser amargo, triste, mal humorado.
Colocou a mão na maçaneta da porta e a abriu. A luz acesa na cozinha iluminava fracamente a sala que ele adentrou. Deteve o passo e pôde ouvir a voz do filho de seus quatro anos de idade:
-Mamãe, por que papai está sempre triste?
-Não sei, amor, respondeu a mãe, com paciência. Ele deve estar preocupado com seus negócios.
O homem parou, sem coragem de entrar e continuou ouvindo: -Que são negócios, mamãe?
-São as lutas da vida, filho.
Houve uma pequena pausa e depois, a voz infantil se fez ouvir outra vez: -Papai fica alegre nos negócios?
-Fica, sim, respondeu a mãe.
-Mas, então, por que fica triste em casa?
Sensibilizado, o pai de família pôde ouvir a esposa explicar ao pequenino:
-Nas lutas de cada dia, meu filho, seu pai deve sempre demonstrar contentamento.Deve ser alegre para agradar o chefe da repartição e os clientes. É importante para o trabalho dele. Mas, quando ele volta para casa, ele traz muitas preocupações. Se fora de casa, precisa cuidar para não ferir os outros, e mostrar alegria, gentileza, não acontece o mesmo em casa. Aqui é o lar, meu filho, onde ele está com o direito de não esconder o seu cansaço, as suas preocupações.
A criança pareceu escutar atenta e depois, suspirando, como se tivesse pensado por longo tempo, desabafou:
-Que pena, hein, mãe? Eu gostaria tanto de ter um pai feliz, ao menos de vez em quando. Gostaria que ele chegasse em casa e me pegasse no colo, brincasse comigo. Sorrisse para mim. Eu gostaria tanto...
Naquele momento, o homem pareceu sentir as pernas bambearem. Um líquido estranho lhe escorreu dos olhos e ele se descobriu chorando. Meu Deus, pensou. Como estou maltratando minha família.
E, ainda emocionado, irrompeu pela cozinha, abriu os braços, correu para o menino, abraçou-o com força e lhe convidou: -Filho, vamos brincar?
Antes que termine o dia e enquanto ainda há sol, olhe bem no horizonte e acredite nas coisas boas que estão para chegar. Todas as vitórias dependem de termos as expectativas certas em relação a tudo o que nos rodeia.
Quando a fé e a esperança estão no nosso coração, não há limites que nos parem. Por isso, vá em frente e mergulhe nos seus próprios sonhos, pois terá mais a ganhar do que a perder.
Boa tarde!
Tarde boa. Tarde fria. Tarde acolhedora.
O repouso, o cheiro de vida, a tranquilidade ao respirar.
Pensamentos, lembranças melhores ainda.
Um lar irresistível, um canto quente.
Tarde fria, chuvosa, um chocolate.
Uma programação agradável.
E o mais importante, estar bem consigo mesmo.
Se derreta, e sinta o prazer, dessa tarde boa.
Quero meus amigos de verdade sempre perto. Minha família sempre ao lado. Gente boa me rondando. O resto eu não quero. Gente que suga, que só quer, que não sabe ouvir, que tem inveja, que não sabe rir de si mesma. Não quero isso na minha vida. Eu quero claridade, entende? Gente clara, transparente. Que pisa na bola, mas entende, volta atrás, se assume.