A decepção não deve ser sentida por muito tempo, é preciso apenas saber se quem decepcionou ainda merece seu respeito. A partir daí a única coisa que resta é deixar no passado e seguir em frente.
Sabias que a tua existência e, principalmente, a tua amizade fazem a minha vida e o meu mundo melhores e mais doces?
Sim, minha amiga, é verdade! A tua companhia e as tuas boas palavras têm sempre o poder de amenizar o efeito das adversidades quotidianas, de reduzir a força das más notícias com as quais somos obrigados a conviver diariamente.
A tua amizade é o mesmo que um carinho no coração, o mesmo que uma luz de esperança, um sinal de solidariedade e compreensão, e é por isso que eu me empenho tanto em ter-te por perto, pois tu és uma prova de que a convivência entre as pessoas pode ser marcada apenas por bons sentimentos, como a tolerância e a generosidade.
Precisamos de nos ver mais vezes!
Quando mais jovem, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva e na menor provocação, explodia magoando meus amigos. Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado. Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva, e me entregou uma folha de papel lisa e dizendo: - Amasse-a! Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha. - Agora -voltou a dizer-me- deixe-a como estava antes. É obvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentei, o papel ficou cheio de pregas. Então, disse-me o professor: - O coração das pessoas é como esse papel... A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados. Assim aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro-me deste papel amassado. A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar. Quando magoamos com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas muitas vezes é tarde demais. Alguém disse, certa vez:
Fale quando tuas palavras sejam tão suaves como o silêncio.
Quando um homem percebe que seu pai tinha razão...
...ele já tem um filho que acha que ele está errado.
Não há ninguém no mundo
igual a você...
Em todos os dias do ano,
não há nenhum outro dia
como hoje
quando o amor que sentimos por você
é honrado de um modo especial...
Hoje homenageamos você
com alegria extra e gratidão
por toda a felicidade que
você dá a nossas vidas.
Não há ninguém como você...
E ninguém ama você
mais do que nós amamos...
Me parece que podemos, com maior razão, distinguir o amor em função da estima que temos pelo que amamos, em comparação com nós mesmos. Porque quando estimamos o objecto do nosso amor menos que a nós mesmos, temos por ele apenas uma simples afeição; quando o estimamos tanto quanto a nós mesmos, a isso se chama amizade; e quando o estimamos mais, a paixão que temos pode ser denominada como devoção. Assim, podemos ter afeição por uma flor, por um pássaro, por um cavalo; porém, a menos que o nosso espírito seja muito desajustado, apenas por seres humanos podemos ter amizade. E de tal maneira eles são objeto dessa paixão que não há homem tão imperfeito que não possamos ter por ele uma amizade muito perfeita, quando pensamos que somos amados por ele e quando temos a alma verdadeiramente nobre e generosa.
Quanto à devoção, o seu principal objeto é sem dúvida a soberana divindade, da qual não poderíamos deixar de ser devotos quando a conhecemos como se deve conhecer. Mas também podemos ter devoção pelo nosso príncipe, pelo nosso país, pela nossa cidade, e mesmo por um homem particular quando o estimamos muito mais que a nós mesmos. Ora, a diferença que há entre esses três tipos de amor se manifesta principalmente pelos seus efeitos; pois, como em todos nos consideramos juntos e unidos à coisa amada, estamos sempre dispostos a abandonar a menor parte do todo que compomos com ela, para conservar a outra.
Isto nos leva, na simples afeição, a sempre nos preferirmos ao que amamos; e, na devoção, ao contrário, a preferirmos a coisa amada e não a nós mesmos, de tal forma que não hesitamos em morrer para a conservar. Frequentemente se viram exemplos disso, nos que se expuseram à morte certa para defender o seu príncipe ou a sua cidade, e mesmo às vezes pessoas particulares às quais se tinham devotado por inteiro.
René Descartes