Você é apaixonado quando compreende tudo isso e, assim, acorda cada manhã agradecido por ter mais um dia para amar e desfrutar esse amor com sua companheira.
Ser apaixonado por alguém é uma benção.
Você recebeu a dádiva de ter alguém escolhido para caminhar ao seu lado, alguém com quem partilhará seus dias e suas noites, sua cama e seus problemas.
Essa outra pessoa poderá ver partes secretas do seu eu que ninguém mais poderá ver.
Tocará partes de seu corpo que ninguém mais tocará.
Vai procurar você no seu esconderijo e lhe oferecerá seus braços como um refúgio seguro e amoroso.
Seu amor lhe oferece vários milagres a cada dia.
Tem o poder de fazê-lo feliz com um sorriso, com sua voz, seu perfume, o modo de caminhar.
Tem o poder de acabar com sua solidão e de tornar sublime o que é comum.
Ela é seu caminho para alcançar o Céu aqui na Terra.
É muito comum associar a figura do pai ao trabalhador, sério, sisudo, guerreiro, preocupado somente em prover o lar de recursos para a alimentação, a saúde, a educação etc.
Aqui nos ajuda o compositor
poeta Gonzaguinha: "Guerreiros são pessoas, são fortes, são frágeis. Guerreiros são meninos, no fundo do peito... É triste ver um homem, guerreiro menino, com a barra de seu tempo por sobre seus ombros. Eu vejo que ele berra, eu vejo que ele sangra, a dor que tem no peito, pois ama e ama (...) Um homem se humilha, se castram seus sonhos, seu sonho é sua vida, e vida é trabalho, e sem o seu trabalho, um homem não tem honra, e sem a sua honra, se morre, se mata..."
Assim, a figura do pai aparece como autoridade, quando não como autoritarismo. Mas a verdadeira autoridade nasce de uma boa relação afetiva entre pais e filhos. Ela não deve ser imposta. Daí a importância de aprender com as crianças a dar valor às coisas que parecem não levar a nada, como as brincadeiras, mas que aproximam e criam vínculos afetivos para toda a vida. Penso que a dimensão lúdica e afetiva dos homens-pais foi atrofiada em nossa cultura. Ela precisa ser despertada, sabendo que isso é um acréscimo e não uma perda em relação a outras dimensões, como o trabalho, que continuarão a ter o seu valor. É o pai, guerreiro e forte, mas também menino e frágil.
Rui Antônio de Souza
O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas quase silencioso. Não é menor em extensão. É mais definido, colorido e poetizado.
Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento. Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.
O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade. Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer. Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.
O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto ilusão. Basta-se com o todo do pouco. Não precisa nem quer nada do muito.
Está relacionado com a vida e a sua incompletude, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso. É feito de compreensão, música e mistério.
É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber.
Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento. Basta-se com a própria existência. Alimenta-se do instante presente valorizado e importante porque redentor de todos os equívocos do passado.
O amor maduro é a regeneração de cada erro. Ele é filho da capacidade de crer e continuar, é o sentimento que se manteve mais forte depois de todas as ameaças, guerras ou inundações existenciais com epidemias de ciúme.
O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois.
Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados cheios de sementes. Ele não pede, tem.
Não reivindica, consegue.
Não persegue, recebe.
Não exige, dá.
Não pergunta, adivinha.
Existe, para fazer feliz.
Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.
Um ano a mais, mais um aniversário, mais experiência e com mais categoria, claro! Muitas velinhas por aí?
Passo aqui só para mostrar que não me esqueci não, tá bom?
Desejo a você uma lista gigante só de coisas boas, com muita energia positiva, com uma carga enorme de carinho, e com um tudo de bom.
A minha alegria depende da sua felicidade, portanto, seja feliz sempre!
Abraços mil
Acontece algumas vezes que não achamos bom o chá. Descobre-se a causa quando se chega ao fundo da xícara: era o açúcar. Não estava faltando, mas estava no fundo. Teria sido necessário mexer.
Talvez o que esteja faltando à nossa vida tenha ficado no fundo. Nossa vida talvez não tenha sabor porque não temos a coragem de ir ao fundo das coisas ou porque não queremos.
Você é dono das suas ações... Faça as coisas mudarem. Hoje você pode tudo... Amanhã só quase tudo, e no futuro nada mais pode... Fazemos caretas como ao tomar chá sem açúcar.
Precisamos fazer o esforço de mexer a vida, de tocar nos segredos de Deus em nós. Deus gosta de nos dar oportunidades... Uma, duas ou três ou você agarra ou nunca mais.