Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens
Tão Jovens! Tão Jovens!
Legião Urbana
Minha amada e saudosa mãe, hoje é o dia de todas as Mães, pelo que é o seu dia também. Pois não importa que já não esteja mais entre nós, você será para sempre a minha mãe e meu amor por você é eterno.
Hoje sua imagem está mais viva que nunca em minha memória, e meu peito dói ainda mais de saudade. Você foi a melhor das mães, uma fonte inesgotável de amor e compreensão, e sua ausência deixou um vazio muito grande na minha vida.
Mas sua figura carinhosa vive e viverá para sempre dentro de mim, pois eu não sou apenas carne da sua carne, sangue do seu sangue. Eu sou também pensamento e personalidade que você ajudou a criar.
Por tudo eu lhe agradeço, e aos Céus peço que até lá, que até você, permitam que cheguem meu amor e minha saudade eterna de você.
Como Romeu e Julieta o destino nos pregou uma peça e nos forçou a separar
Dois apaixonados forçados a deixar um lugar onde pensavam que o resto de suas vidas iriam passar.
Para outro onde a saudade era tanta, até de sufocar.
Como Romeu você queria me abraçar,
Como Julieta queria te beijar.
Como Romeu você até por mim pensou em lutar,
Mas não vou me matar como Julieta mas sim te esperar por que sei que um dia voltara.
Hoje somos sonhos, cumplicidade harmonia amor
Amanhã, talvez sejamos uma história uma lágrima ainda vivos ou ainda sonhos
Tenho medo, lhe entristeço
Medo do que sinto em meu coração, do pulsar acelerado, dessa saudade constante da felicidade em pensar em você
Tenho medo dessa força que nos faz estar sempre em sintonia desse desejo de tocar e sentirmos um ao outro
Medo do sentimento que nos faz ir muito além do que nos é permitido Atravessar a barreira da tela e podermos sentir nossos toques
Loucura, talvez, as mãos que tudo dizem, traduzindo os desejos do corpo e do coração
O silêncio no olhar, a procurar pelas respostas a brilhar, não ser visto, não poder expressar.
Ao nos encontrar, somos dois a buscar carinhos esquecemos das horas, que parecem correr e esquecer do próprio tempo.
Ao nos encontrar, o medo a busca, a saudade, o desejo
O medo de perder o momento, a busca de nossas alegrias, a saudade contida de todos os dias, e o desejo de tocar o intocável
Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:
- Que tamanho tem o universo?
Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu:
- O universo tem o tamanho do seu mundo.
Perturbada, ela novamente indagou:
- Que tamanho tem meu mundo?
O pensador respondeu:
- Tem o tamanho dos seus sonhos. Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil. Os sonhos regam a existência com sentido. Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances. A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos. Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades. Sonhe!
Augusto Cury