Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre que o amor, eis que permite que o objetivo dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todo os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências.
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Às vezes mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer.
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os!
Uma tarde, certa mãe muito atarefada, ao promover uma limpeza geral na casa apelou para o filho de onze anos, pedindo-lhe ajuda nessa atividade. Coube-lhe, então, o dever de limpar os móveis, começando de cima para baixo, ainda com a responsabilidade de retirar todos os objetos acumulados sobre eles, para que melhor pudesse retirar toda a poeira ali amontoada desde a última faxina.
O garoto servindo-se de uma pequena escada de dois degraus, iniciou seu trabalho. Depois de algumas horas, estavam limpos os móveis das duas salas e dos quartos. Finalmente chegou àquele quarto onde eram colocados objetos mais antigos – alguns aproveitáveis e outros não. Havia realmente muito o que fazer ali.
Quando começou pôr abaixo tudo o que estava colocado em cima de uma velha prateleira, o garoto deparou-se com um volume grosso, já amarelecido, empoeirado e metido entre latas, ferramentas e tantas outras quinquilharias encostadas. Com o livro já nas mãos, o pequeno chamou a mãe e foi dizendo:
– Olha, mãe, achei essa coisa velha, empoeirada e até com cheiro de mofo. Veja só como está horrível... Posso jogar no lixo?
A mãe, que por um pouco havia deixado os seus próprios afazeres a fim de atender ao chamado do filho, vendo que aquilo que o garoto chamava de coisa era a Bíblia da família, disse-lhe em tom contrito: – Meu filho, tome cuidado com este livro porque ele é sagrado, é o livro de Deus! Imagine, atirar ao lixo este volume...
– Livro de Deus, mãe? Então, antes que as traças o destruam, o melhor é devolvê-lo ao Dono, pois aqui em casa nunca o usamos e quem sabe Deus encontre alguém interessado nele...
Queridos, no momento em que vocês assumem o compromisso de serem felizes juntos, só posso desejar que tal felicidade se realize plenamente e que o passar dos anos só venha a confirmar e reforçar o amor que vos une.
Que a paz e a prosperidade reinem! Que a paciência, a tolerância e a solidariedade sejam os ingredientes básicos do vosso dia a dia e que o exemplo deste vosso convívio seja a melhor tradução para alegria, felicidade e amor.
Recebam os meus votos mais sinceros!
Meu querido,
Acho que nunca vou deixar de gostar de você! Sinto sua falta em todo lado. Todos os dias sinto um vazio quando acordo sem você do meu lado e quando adormeço à espera de encontrar você nos meus sonhos.
Nossa história de amor não pode terminar assim! Eu não aceito que nossa relação tenha terminado assim. Na verdade, eu sinto que nosso sentimento ainda existe.
Por favor, me dê uma chance de provar que nossa história ainda está começando! Vamos ser feliz, meu amor!
Um dos maiores males do ser humano é pensar que somos uns melhores que outros. Achar que por ter nascido em determinado lugar ou simplesmente não ter tido a felicidade de estudar, terá mais ou menos dignidade. O pior de tudo é pensar que muitas vezes um simples olhar, pode deixar claro o fato de julgar que o outro não tem nada para se orgulhar.
Reconhecer que cometemos erros, que possuímos fraquezas, medos e limitações deveria fazer parte do nosso instinto, ser totalmente intrínseco. Ter humildade, respeitar o diferente, chamado por muitos de virtude, era para ser como um reflexo, algo automático, que acontece até mesmo antes do pensamento.
É muito presunçoso achar que ser humilde é ter que se rebaixar, estar sempre submisso àquele que se sente superior. Tornamo-nos iguais a partir do momento que atestamos a nossa semelhança em sermos todos diferentes. A humildade deveria mesmo ser definida como qualquer pequeno ato de afeto com o diferente, seja ele alto, baixo, cachorro ou gato.