Meu amor eterno, hoje era imperioso escrever-te: pois não sais do meu pensamento por maior esforço que eu faça para conformar-me ou esquecer. Não sais do meu pensamento por mais que eu tente acreditar que contra um oceano de distância não há resgate possível.
Tu és a memória mais presente, paixão consolidada no meu coração e em cada fibra do meu corpo e em cada pelo que me cobre a pele.
É o peso da tua cabeça no meu ombro tudo o que eu desejo agora e para sempre, mesmo que o tempo implacável pense retirar o viço dos teus olhos e a força das tuas carnes. Porque para mim, tu, minha mulher definitivamente amada, terás sempre o colo belo e amoroso, e da tua boca sempre verei o maior dos sorrisos a emoldurar de prata os meus sonhos.
Se eu pedir um abraço, me beije.
Ando precisando de surpresas.
Não se canse... das surpresas.
Das revelações. Das decepções.
Não se esqueça dos sorrisos.
Das mágoas. Dos sons.
Não desista dos momentos.
Do amor. Da vida!
Abrace e beije...
Surpreenda, surpreenda-se e supere-se.
Viva...
Meu irmão, Deus nosso Pai nos fez também irmãos de sangue, criando entre nós um laço eterno e inquebrantável, mas aquilo que nos une vai ainda mais além.
A amizade e o amor fraternal que compartilhamos são únicos, incondicionais e infinitos, e a mais genuína expressão de uma ligação que teve início na inocente infância. Feliz dia do irmão!
Aproveitando a data, eu quero lhe dizer quanto você significa para mim e também agradecer por tudo. Pois não há irmão, amigo, pessoa no mundo tão generosa, honrada e dedicada quanto você. É um orgulho chamar você de irmão e de amigo, e a Deus agradeço também por isso.
Que o Senhor nos conceda muitos anos de fraternidade, e que todos os dias abençoe você com muita saúde e felicidade. Eu te amo, meu irmão!
O homem aproximou-se do espinheiro. Ergueu a mão para tocá-lo e um "ai!" de dor brotou de seus lábios.
Um rubi de sangue brilhou no seu dedo. O homem limpou o sangue e disse fitando o espinheiro: – Eu te perdoo!
Admirei e louvei dentro de mim aquele homem que possuía o doce dom de perdoar.
E aconteceu que veio outro homem. Parou junto ao espinheiro, ergueu a mão para tocá-lo, e o espinho o picou. Mas o homem limpou em silêncio a ferida, contemplou com amor o espinheiro, e não disse: – Eu te perdoo!
Tive, então, este pensamento: – O primeiro homem era um santo: sabia perdoar!
Este outro não sabe! Mas o meu Senhor, interrompendo a minha cisma, disse: – Quem não sabe é você! – Como, Senhor? Então o primeiro homem... – Sim, é um santo, porque perdoou quando foi preciso! – E o segundo? – É mais santo ainda, porque não tem necessidade de perdoar.
E como eu ficasse perplexo, com o olhar perdido na incompreensão e na dúvida, o Senhor me disse: – O espinheiro fere, porque é espinheiro. Ainda que ele quisesse jamais poderia perfumar.
O primeiro homem sentiu a dor da picada, e como não sabia nada, atribuiu a culpa ao espinheiro. Mas, como era puro de coração, perdoou.
O outro homem sentiu a mesma dor, mas como sabia que todo espinheiro fere, pois o espinheiro é assim, não se sentiu ofendido. E como nada tinha a perdoar, não perdoou.
Desde então sofro menos quando os espinhos me ferem. Dói-me na alma a ferida, mas minha alma sabe que não há ofensa. E como não há ofensa, não há perdão.
É assim que do meu peito brota um piedoso amor pelo espinho que não chegou a ser flor. Meu sofrimento se transforma em ternura porque já aprendi a não perdoar!
– Acabo de voltar de uma troca de presente. Ela disse.
– Alguém lhe deu algo que você não queria? Perguntei. – Não, de jeito nenhum. Ganhei mais do que pensei que ganharia. Ela respondeu.
– Então ganhou presentes demais? Perguntei. – Oh, não. Nunca se ganha "demais". Ela disse bem séria.
– Não estou entendendo. Você estava devolvendo um presente que você ganhou e não queria porque você tinha mais do que pode usar, mas nunca tem demais do seja lá o que for. Eu disse. Naturalmente eu não tinha nenhum ideia do que eu acabara de dizer, mas era o que eu tinha ouvido. – Não. Eu não devolvia nada. Eu distribuía. Ela disse.
Me senti como que assistindo a um episódio de "I love Lucy". – Vamos começar tudo de novo. Onde você estava? Perguntei. – Fui ao asilo. Fui visitar as pessoas que vivem lá. Ela disse.
– Você tinha dito que foi trocar presente.
– Oh, vejo seu problema. É assim que eu chamo minhas visitas ao asilo. "Troca de Presente". Eu vou ao asilo e passo meu tempo com algumas pessoas bem fascinantes. Sou a única com 40 anos. Aquelas pessoas estão pelos 70 ou 80 e até mais. Elas têm muito a oferecer. Suas histórias são presentes especiais para mim. Sua experiência de vida e lições são incrivelmente valiosas. Aprendo muito com elas. Ela disse.
– Então, isto é o trocar presente? Perguntei. – Sim, eu lhes dou o meu tempo e minha atenção, eles me ensinam sobre a vida.
Que ângulo incrível para se ver as coisas. Por todos estes anos que eu tenho escrito, todas as pessoas que eu encontrei ao longo do caminho fizeram parte da minha "Troca de Presente".
Por que você não se junta a nós. Dê um pouco de tempo para falar com alguém na rua hoje. Crie tempo para parar e dizer "olá" a alguém de sua vizinhança. Encontre novas pessoas. Visite um asilo. Telefone para alguém.
Você tem muito para dar e muito mais para receber.