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Eu não posso ser chamada de vencedora sem partilhar o mérito da minha vitória. Tudo o que eu consegui, apesar das muitas dificuldades, foi o resultado do meu esforço, mas também da força que você sempre me deu.

Quem tem uma amiga como você jamais pensará em desistir! Eu te agradeço por sempre ter transmitido confiança para mim e por ter sido a primeira pessoa a acreditar em minhas capacidades.

Se você abre uma porta, você pode ou não entrar em uma nova sala.
Você pode não entrar e ficar observando a vida.
Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra, dá um grande passo: nesta sala vive-se!
Mas, também, tem um preço...
São inúmeras outras portas que você descobre.
Às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta. A vida não é rigorosa, ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende.
Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa, a cada sala que se vive, descobre-se tantas outras portas.
E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida também pode ser dura e severa.
Se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente.
É a repetição perante a criação, é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores, é a estagnação da vida...
Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens!

Penso em você
É uma canção
Que eu não consigo esquecer

E é o livro
De um amor que não se lê
E acho que nunca saberia rejeitar
Um pensamento assim
É o perfume na memória do prazer

Há tanto pra contar
E há tanto pra viver

Por entre as telas
Pelos quadros de Matisse
Em um soneto ensolarado de Vinícius

E essa paisagem
Em cada passo mais bonita
Se revelará
E acho que até hoje
Dela eu não saí.

O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras.
Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos ele foi tomando volume e se tornando um rio maior.
O viajante continuou a segui-lo. Bem mais adiante o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu mais o viajante que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta. A natureza criara com paciência caprichosa, formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos.
Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura de 1913: "Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção. Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir."
Assim também acontece na vida. Existem pessoas que explodem por coisa nenhuma e que desejam tudo arrumar aos gritos e pancadas.
E existem as pessoas suaves, que sabem dosar a energia e tudo conseguem. São as criaturas que não falam muito, mas agem bastante. Enquanto muitos ainda se encontram à mesa das discussões para a tomada de decisões, elas já se encontram a postos, agindo.
E conseguem modificar muitas coisas. Um sábio exemplo foi de Madre Teresa de Calcutá.

Você ainda está no ventre da sua mãe e eu já não aguento de ansiedade por pegar você no colo! Confesso que só penso em apoiar seu corpo quando estiver dando os primeiros passos, por indicar o melhor caminho na fase das dúvidas e interrogações.

Você é muito desejada, querida neta! Prometo ser sua segunda mãe. Prometo amar você até ao último fechar de olhos! Até breve, princesa!