Hoje a saudade bateu forte, o coração reclamou sua ausência, o ar não é mais o mesmo, tudo se torna frio sem sua presença quente.
Quando está por perto é como se fosse pétalas de rosas exalando no seu perfume cheiro de paz, amor e vida.
É difícil suportar sua ausência, me invade uma ansiedade, um medo de não poder vê-lo novamente, é inexplicável essa sede que tenho do seu amor.
Me vejo a todo instante buscando você nas lembranças dos nossos bons momentos, até parece que caiu nos laços desse sentimento que envolve a alma e nos tornam escravos da paixão.
Venha, venha deixar eu saciar a minha sede nessa fonte saborosa que são seus abraços e beijos sempre com sabor de quero mais.
Me desculpe, irmã! Nos últimos tempos nossa relação tem sido tempestade tumultuosa, tem sido mar revoltado, tem sido guerra a toda a hora. Eu sei que tenho muita responsabilidade em todas as nossas brigas e isso não é justo para mim e muito menos para você que sempre foi uma irmã muito boa para mim.
Sinto que tenho sido ingrata, sabe? Ninguém merece passar por toda confusão que lhe provoquei, mas eu vou remendar tudo isso – pode ter certeza! Quero dar a você tudo aquilo que você merece, quero ser mais calma e tolerante. Quero demonstrar todo o amor que sinto por você. Me perdoe!
Eu continuo a mesma, apenas fiz novas escolhas, percorri novos caminhos e despertei (lá de dentro) outros risos em mim. Passei a me questionar menos e a me entender mais. E era justamente isso que eu estava precisando: me continuar.
Aos poucos vou percebendo que nem todos os amigos são o que parecem, nem todos estão lá para me darem a mão nos piores momentos. Ser um amigo requer lealdade e algumas pessoas simplesmente não estão dispostas a isso. Preferem pensar nelas mesmas e cuidar apenas dos seus interesses.
Infelizmente, a cada dia que passa me convenço que existem muitas amizades falsas, que apenas resistem enquanto satisfazem conveniências. São amigos que nos procuram quando mais precisam, mas logo esquecem tudo que fizemos por eles.
Prefiro ter poucas amizades e saber que são verdadeiras, do que ter muitas e não poder contar com elas para nada. Não me iludo mais com sorrisos hipócritas, palavras dissimuladas e elogios mentirosos. Não vou mais permitir que meu coração se apegue demasiado a quem nunca fará nada por mim. Amizades falsas, eu não as quero mais na minha vida.
Me definir é muito difícil. Às vezes pareço comum, às vezes singular. Sou bem assim: metamorfose ambulante. Adolescente em crise. Crises. De tudo o que você imaginar. O que mais valorizo no mundo? Amigos. O melhor sentimento? Felicidade. O melhor verbo? Amar. Conheço uma parte de uma frase, não sei o autor, mas ela define bem quem sou: viver é tentar ser feliz. É o que faço: vivo. E sim, me considero uma pessoa feliz, apesar de tudo. Depois de uma queda? Levanto e sigo em frente. Já desisti de contar os mil e um foras que dou. Vivo em busca de muitas coisas, mas já possuo a principal delas: a alegria. Uma companhia? Livros. Algo que te alegra? De novo os preciosíssimos amigos.
Bom, termino as ridicularidades desta minha descrição breguíssima com uma pergunta minha, e uma resposta fantástica, que se encaixa perfeitamente no meu caso.
Quem sou eu?
"Eu sou uma pergunta"
Clarice Lispector