Minha amiga, querida, eu sei como este momento é importante e como foi esperado por você. Agora é hora de ir embora, de se abrir para o mundo, de deixar a sua zona de conforto para desbravar o mundo. Eu sei que você tem muita coragem e determinação, e sei que em muitos momentos vai se sentir só, pois nos dias mais difíceis, você não poderá correr para os braços dos seus velhos amigos, ou para o sofá de casa. Mas você vai conseguir sobreviver a isso.
Você é inteligente, destemida e excelente pessoa. Logo fará novos amigos, pessoas que saberão e merecerão te acolher e ter você por perto. E nós, seus bons e velhos amigos, estaremos aqui torcendo por você, e sempre de braços abertos para quando você quiser pousar por aqui novamente.
Você começa agora um novo caminho, e desejo do fundo do meu coração que ele seja bonito, com belas paisagens e encontros maravilhosos. Desejo que você faça grandes amigos pela estrada e aprenda muitas coisas boas e bonitas sobre a vida. E nós estaremos aqui, esperando você voltar para contar as suas histórias, e depois seguir viagem novamente.
Desejo que você seja muito feliz, e desejo que me leve sempre no seu coração.
Meu amor, sei que apenas se passaram dois meses desde que iniciamos nosso namoro, mas o que importa na verdade o tempo, se muito, se pouco, quando se ama do jeito que eu amo você? O tempo não importa nada, quando no meu peito germina tamanha felicidade que eu devo apenas a você!
Você mudou o meu mundo, a minha vida. Você me faz bem, me faz melhor, e com você agora eu vivo com uma intensidade que eu não pensei possível. Eu te amo!
As transformações fazem parte da nossa vida
desde início primário do que se chama de vida.
Crescemos, aprendemos a andar, a falar,
a nos relacionar, e mesmo assim,
as mudanças por muitas vezes
ainda são tidas como novidades,
como algo inesperado.
Lidamos com mudanças desde que somos gente
mas quando precisamos mudar de casa,
ou de emprego,
tudo aquilo que vivemos parece que foi esquecido,
ou como se nunca tivesse acontecido.
É preciso nos agarrar a todos esses pequenos acontecimentos,
àqueles momentos quase que corriqueiros,
que passam pelos nosso olhos como se não fossem vistos.
Pois são por conta daqueles quase que esquecidos,
que tomamos um susto com algo que por inúmeras vezes
passou pela nossa vida quase que desapercebido.
Minha querida nora, hoje reconheço como fui uma sogra chata e ciumenta quando conheci você. Mas você sempre se mostrou paciente e carinhosa, e por isso, e porque é uma pessoa maravilhosa, me apaixonei por você.
Nem sempre é fácil admitir que sentimos ciúmes de alguém, muito menos uma mãe de um filho. Mas confesso que no início senti um pouco, talvez porque meu filho ama tanto você, tive medo que ele se esquecesse de mim. E por isso lhe peço perdão!
Mas meu filho tem um coração gigante onde cabemos as duas. Além que tem muito bom gosto também, pois você é linda por fora e por dentro, e sinto muito orgulho de ser sua sogra, amiga e mãe emprestada!
Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do Coelho Pai.
Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai estava ouvindo.
- Adivinha quanto eu te amo? - disse ele.
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isso - disse o Coelhinho, esticando seus bracinhos o máximo que podia.
Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto !
Huuum, isso é um bocado, pensou o Coelhinho.
- Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelhinho.
- E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai.
Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter os braços compridos assim.
Então o Coelhinho teve uma boa ideia. Ele se virou de ponta cabeça, apoiando as patinhas na árvore.
- Eu te amo até as pontas dos dedos de meus pés!
- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés - disse o
Coelho Pai balançando o filho no ar.
- Eu te amo a altura de meu pulo! - riu o Coelhinho saltando, para lá e para cá.
- E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.
- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho.
Ele estava sonolento demais para continuar pensando.
Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite.
Nada podia ser maior do que o Céu.
- Eu te amo ATÉ A LUA! - disse ele, e fechou os olhos.
- Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo!
O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então se inclinou para lhe dar um beijo de Boa Noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...IDA E VOLTA !