Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto. Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras. Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia: - Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados. Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros. Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe: - Senhor, posso lhe fazer uma pergunta? - Diga soldado. - O que havia por trás da assustadora porta? - Vá e veja. O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade. O soldado admirado apenas olha seu rei que diz: - Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta. Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar? Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
Uma lágrima rola de meus olhos pelo medo e a incerteza de te amar.
Um amor impossível cheio de barreiras, mas o que posso fazer se ao tentar te esquecer te amo mais e mais. Esse amor tão puro e verdadeiro ficará para sempre dentro do meu coração num cantinho especial só seu.
Me alimento das ilusões que fazem fortalecer a cada dia essa paixão, respiro o desejo de um dia ficarmos juntos.
Te quero tanto, mas sei que essas palavras nunca chegarão até você, pois me falta coragem e tenho muito medo da sua reação ao saber de tudo isso.
A cada dia que passa minhas esperanças vão diminuindo, mas não quero que elas se acabem e venho lutando com todas as minhas forças para que isso não aconteça.
As vezes fico parada pensando porque a vida é assim tão boa para alguns e tão triste pra mim.
Sei que nunca ficaremos juntos, mas também sei e sinto que meu amor por você não terá fim.
Mas quem sabe um dia isso acabe e como sonho a felicidade reine em nossas vidas prevalecendo o amor em nossos corações.
Tudo isso não passa de ilusões e mais ilusões que vão destruindo as minhas esperanças e construindo obstáculos tão altos e difíceis de se ultrapassar e vencer.
Só quero que saiba que te amo muito e sempre vou te amar.
Passo os dias olhando para um jardim que não é meu. Olho para a grama, sempre verde, mesmo quando as folhas vermelhas do outono começam a cair. Não importa as cores do jardim, a grama está verde. Na primavera, as flores enchem os olhos de quem passa de alegria, no verão a luz do sol deixa tudo mais claro e resplandecente e, mesmo no inverno, os dias gris não tomam conta de grama. Sempre que me sinto triste, vou até a janela e olho para aquele jardim. Indago-me se naquela casa não há tristeza. Será que não há um único dia em que não se esqueçam de regar a grama?
No jardim que não é meu, e onde a grama é sempre verde, há muitas borboletas. Elas estão sempre por lá. São de todas as cores, e às vezes fundem as suas asas com pétalas azuis das flores. Naquele jardim há também frutos, muitos frutos, verdes e maduros. Às vezes irrito-me porque alguns frutos caem das árvores, apodrecem e nunca são recolhidos. Mas depois, lembro-me dos pássaros bicando-os e vejo as cascas dos frutos desaparecem no solo.
Aquele jardim, tão vivo, não é meu. Naquele jardim há cor, há vida, há idas e vindas. E a grama é sempre verde. O meu jardim é um pequeno e inabitado jardim de inverno. Mas não cultivando a grama verde, nem as flores, nem as borboletas, à distância, assumo ser belo o canto dos pássaros.
A paciência é uma virtude que poucas pessoas têm. Na maioria das vezes, não se contentam com as coisas, no momento em que se nos apresentam, pondo-se a maldizer tudo e a todos, exigindo dos outros aquilo que não pratica.
A paciência é, acima de tudo, sabedoria. É esperar o momento certo de fazer ou de dizer as coisas, sem criar nenhum tipo de rejeição. É a serenidade, diante das dificuldades, impedindo que ações mal pensadas sejam externadas. Não é subserviência, é cautela, é saber esperar a oportunidade exata é ter a calma necessária.
A paciência é um Dom Divino. Felizes aqueles que a usam com sabedoria. A paciência é a certeza do que se quer, se busca, se espera. Não adianta ficar impaciente, isto só irá aumentar o sofrimento, angústia, a agonia, o desespero e tudo isso faz com que a pessoa se perca em meio aos seus próprios objetivos.
Não se desespere diante das dificuldades, mantenha-se calmamente, ainda que grande seja a dor e o sofrimento interminável. Espere. Espere. Não tenha pressa nada acontece por acaso, tudo tem seu tempo certo.
De nada adianta apavorar-se, desatinar-se, isto fará com que você tome uma decisão que talvez, mais tarde, poderá lhe custar muito. Não queira resolver tudo ao mesmo tempo, dedique-se um pouco a organizar as coisas à sua volta, isto facilitará a sua vida e a dos outros e tornará melhor o seu dia a dia, o convívio com os outros, onde quer que você esteja.
É devagar que se vai ao longe. Toda grande caminhada começa com o primeiro passo. Tenha paciência, muita paciência.
- Por que há de você perder seu bom humor, torcendo seu cabelo nessa barafunda? – perguntou meu pai quando me encontrou chorando de raiva porque eu era muito menina e não tinha a habilidade necessária para fazer o penteado em moda nos meus tempos de colégio.
- É moda! – lamentei-me. Só o meu nunca fica direito!
Olhando-me gravemente, papai sugeriu:
- Divida o cabelo ao meio, penteie-o para trás e amarre-o com uma fita.
Atendi-o, embora desajeitadamente. Ele acrescentou:
- Agora use-o assim durante uma semana, e, se metade das meninas de sua classe não copiarem de você, dou-lhe cem reais.
Pensei comigo que ele era incrivelmente ingênuo. Cem reais, entretanto, era um bom dinheiro a que não podia resistir.
Tivesse eu chegado à aula vestida com a camisola de dormir, minha agonia não teria sido maior. Mas, quando a semana acabou, quase todas as meninas de minha classe estavam usando o cabelo separado pelo meio, atado atrás com uma fita!
Quando narrei o sucedido a meu pai, ele comentou:
- Nunca tenha medo de uma ideia própria e, se ela for certa, siga para diante, sem se importar com o que faça toda a gente.
E, embora tivesse ganho a aposta, deu-me os cem reais.
Papai nunca poderia imaginar o quanto essa lição, tão simples, reforçou a minha personalidade e auxiliou-me, principalmente em situações em que, como sempre acontece, a pressão dos grupos ameaça anular-nos e nos converter em simples robôs.