Sinto um vento que toca minha face,
Lambuza-se nos meus desejos,
Afaga meus cabelos desesperado,
Cheira - me, beija - me, acaricia meus lábios...
Envolve meu corpo,
Cochicha nos meus ouvidos,
Fala de amor, fala de nos,
Murmura suavemente; te amo.
E eu fico completamente seu,
E te tenho você toda minha...
Por que sou sua metade,
E você e metade minha,
Eu sou todo seu encanto,
E você minha encantada.
Você então será eterna,
Em minha alma, nos meus versos...
Pobres.
Pobre de mim...
O que tenho feito eu para retribuir um pouco do muito que recebo de Ti, Senhor? Estarei exercendo a caridade e a misericórdia? Será que hoje eu me lembrei de consolar alguém? Será que hoje em me lembrei de fazer um elogio sincero? Será que hoje eu me lembrei de dar um olhar de ternura e aprovação?
Será que hoje eu me lembrei de não julgar ninguém?
Será que hoje não houve um tempinho para visitar um enfermo?
Será que hoje eu tive a delicadeza de ouvir em silêncio um desabafo e de guardar um segredo? Será que hoje eu estive receptiva a quem precisou da minha ajuda?
Acho que não, Senhor! Mas ainda é tempo.
Que os dons da caridade e da misericórdia possam estar presentes em todas as minhas atitudes, expressos em grandes ou pequenos gestos diários.
Tu és Misericórdia infinita, Senhor!
Quando algo em nós morre, quando alguém que amamos morre, ou quando morre um amor, é preciso viver o luto. É preciso elaborar a dor. Não podemos simplesmente fazer de conta que aquilo não aconteceu e seguir com a vida, com a dor escondida em um lugar qualquer do peito.
É preciso encarar a dor da perda de frente. Por mais que isso doa, massacre. É preciso ser forte, mas também podemos nos permitir sofrer. A força é justamente reconhecer o tamanho da dor, vivê-la, tentar sobreviver a ela, e um dia transformar essa dor em saudade, sabedoria, maturidade.
Depois do luto, é preciso lutar. Lutar para seguir com a vida, abrir-se para o que de novo a vida tem a nos oferecer. Enquanto a morte vem nos arrancar um pedaço da vida, um pedaço de nós, a vida segue. E temos que nos agarrar àquilo que sobra da vida. Vale a pena viver, apesar de tudo, apesar do sofrimento.
Em honra e memória da vida daqueles que se foram, em respeito a nós e à nossa vida, é preciso viver e buscar alegria e sentido em tudo o que fazemos. Em muitos momentos não será fácil, em muitos momentos será mais fácil querer desistir. Mas é nessas horas que se separam os fortes dos fracos. Tenha fé em você!
Feliz aniversário, meus filhos!
Parece que foi ontem que o médico me deu aquela notícia maravilhosa: "Você vai ter gêmeos!"
O meu coração pulou de alegria e começou um ritmo alucinante junto com o coração de vocês!
Algumas pessoas me disseram: "Caramba, dois filhos de uma vez só! O dobro das fraldas, o dobro do choro, o dobro do trabalho!"
Mas sabem uma coisa? Isso nunca me desmotivou! Nem pensar! Com o passar do tempo eu vi que Deus tinha me dado duas pedras preciosas. Na realidade eu tive o dobro da bênção, o dobro da alegria, o dobro do amor!
Vocês tornaram a minha vida duplamente maravilhosa! É por isso que no dia do aniversário de vocês o meu coração se enche de felicidade e gratidão, por poder ter vocês na minha vida! Continuem crescendo em estatura e em caráter, e sempre vivam de forma digna, lutando sempre pelo que é bom e justo.
Um beijo da mãe que sempre estará com vocês!
Tive um sonho esta noite, José. E não entendo. Realmente, não entendo, mas acho que foi sobre uma celebração de aniversário para nosso Filho. As pessoas tinham se preparado para isso durante umas seis semanas aproximadamente. Tinham decorado a casa e comprado novas roupas. Tinham feito muitas compras e presentes bem elaborados também foram comprados.
Era peculiar, embora, porque os presentes não eram para nosso filho. Embrulharam-nos em papel lindo e os amarraram com laços adoráveis e os empilharam sob uma árvore.
- Sim, isso mesmo, uma árvore, José, dentro de casa. Tinham decorado a árvore também. Os ramos estavam cheios de bolas e ornamentos cintilantes. Havia uma figura no topo da árvore. Pareceu-me ser um anjo.
- Ó, mas era lindo. Todo o mundo risonho e feliz. Estavam todos animados com os presentes. Deram os presentes um ao outro, José, mas não a nosso Filho.
- Eu acho que eles não o conheciam. Eles nunca mencionaram seu nome. Não te parece estranho as pessoas celebrarem o aniversário se eles não conhecem o aniversariante?
- Tive o estranho sentimento que se nosso filho tivesse ido a esta celebração, ele teria sido um intrometido.
- Tudo era tão lindo, José, e todo o mundo tão cheio de alegria, mas fizeram-me chorar. Como é triste para Jesus não ser querido na celebração de seu próprio aniversário...
- Mas estou feliz por ter sido apenas um sonho, José. Como seria terrível se tivesse sido real...