É muito comum arrepender-se de alguma atitude mal pensada ou de uma escolha fracassada, mas passar o resto da vida se lamentando por algo que não tem volta, deveria ser um comportamento completamente descartado.
Evidentemente que as consequências dos nosso atos, sejam eles certos ou errados, devem ser devidamente assumidas e vividas, mas não é por este motivo que devemos ser mais contidos e nos impedirmos de viver as mais intensas experiências de vida.
O arrependimento faz parte das nossas ações diárias, e continuará durante toda a nossa vivência, pois somos seres mutáveis e totalmente influenciáveis pelas situações que vivemos a cada momento. Não há mal nenhum em estar arrependido, principalmente quando o erro inicial foi compreendido.
Se um dia achar que já se arrependeu muitas vezes, tente conhecer melhor a si mesmo, enxergando se as possíveis consequências dos seus ato serão por você suportadas. A partir daí evitará cometer os mesmos erros e se livrará de muitos outros arrependimentos.
Pedir desculpas nunca é fácil. Primeiro, porque para pedir desculpas é preciso reconhecer que erramos, que prejudicamos ou fizemos mal a alguém mesmo que tenha sido sem intenção.
Além de reconhecer um erro, para pedir desculpas é preciso ter também humildade... Por isso, não é todo mundo que consegue pedir desculpas.
Eu lhe procuro neste momento, porque reconheço que tenho humildade para reconhecer que errei, e reconheço também o mal que lhe causei, e o sofrimento que provoquei em você. Passo por cima do meu orgulho e da minha teimosia porque quero que você saiba que em momento algum quis lhe magoar. Sinto muito ter lhe decepcionado!
Peço apenas que você considere o meu pedido de desculpas e que possamos em breve voltar a conversar. Você é muito importante para mim e eu preciso do seu perdão.
Não desanimes.
Persiste mais um tanto.
Não cultives o pessimismo.
Centraliza-te no bem a fazer.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.
Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones nas dificuldades.
Convence-te que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.
Não desistas da paciência.
Não creias em realizações sem esforço.
Silêncio para a injúria.
Olvido para o mal.
Perdão às ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.
Não conte vantagens nem fracassos.
Não dramatizes provocações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida íntima.
Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim vencerás.
Emmanuel
Na Grécia Antiga, Sócrates detinha uma alta reputação e era muito estimado pelo seu elevado conhecimento. Um dia, um conhecido do grande filósofo aproximou-se dele e disse: -Sócrates, sabe o que eu acabei de ouvir a cerca daquele teu amigo? -Espera um minuto – respondeu Sócrates – Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo". -Filtro Triplo?
-Sim – continuou Sócrates – Antes que me fales do meu amigo talvez fosse uma boa ideia parar um momento e filtrar aquilo que vais dizer. Por isso é que eu lhe chamei o Filtro Triplo. E continuou: - O primeiro filtro é VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro? - Não – disse o homem – o que acontece é que eu ouvi dizer que... - Então – diz Sócrates – não sabes se é verdade. - Passemos ao segundo filtro, que é BONDADE... O que me vais dizer sobre o meu amigo é BOM?
- Não, muito pelo contrário... - Então – continuou Sócrates – Queres dizer-me algo mau sobre ele e ainda por cima nem sabes se é ou não verdadeiro. Mas, bem, pode ser que ainda passes o terceiro filtro. - O último filtro é UTILIDADE... - O que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim? - Não, acho que não...
- Bem – concluiu Sócrates – se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para quê dizer-me? Usemos o Triplo Filtro na nossa vida diária, cada vez que formos falar sobre alguém.
Quantas vezes bloqueamos a espontaneidade das crianças, esquecendo-nos do quanto isso nos doeu na nossa infância... Quantas vezes exigimos mais maturidade dos adolescentes sem lembrarmos o que passamos quando nos exigiram isso...
Quantas vezes nos queixamos dos colegas de trabalho e não nos perguntamos se eles também têm queixas sobre nós... Quantas vezes nos irritamos nas ruas sem perceber que nossa irritação também causa mal aos outros...
Quantas vezes queremos implantar paz na família expressando-nos aos berros... Quantas vezes esperamos dos nossos parceiros o que não estamos dispostos a dar-lhes... Quantas vezes esperamos dos nossos filhos o que não demos aos nossos pais...
Quantas vezes esperamos dos nossos pais o que não damos aos nossos filhos... Quantas vezes perdemos a paciência com idosos, esquecendo que a velhice chega para todos...
Quantas vezes repelimos animais e nos comportamos como seres irracionais... Quantas vezes pedimos aos amigos coisas que não gostaríamos que eles nos pedissem...
Quantas vezes, na maior parte da vida, deixamos a vida passar sem senti-la no coração... Afinal, quantas vezes você já pensou em reverter tudo isso?
Uma sugestão: que tal hoje?