Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes.
Rubem Alves
Na vida nos cruzamos com muitas pessoas, mas nem todas elas permanecem ao nosso lado. Até mesmo alguns amigos acabam por seguir rumos opostos àquele que seguimos e muitas das nossas relações acabam sendo consumidas pela distância.
Por isso, estas palavras de agradecimento são dedicadas a todos os meus verdadeiros amigos. Na verdade, os companheiros que permanecem ao nosso lado ano após ano merecem nossa homenagem. Vocês são a prova de que ainda existem amizades incondicionais que merecem nossa eterna lealdade.
Estou muito feliz por você, querida prima. Finalmente você vai dar o passo; o grande passo da sua vida – o casamento! Tenho a certeza que você vai ser a noiva do ano, da década, sei lá.
Você vai ser a noiva mais linda de sempre! Desejo do fundo do coração que esta fase que vai começar na sua vida seja gratificante e que corresponda a todas as expetativas, porque você merece, porque você é linda. Beijo grande.
Do lado de um imenso muro de pedras voava um pássaro, como sempre sozinho, pensando na sua eterna solidão.
Do outro lado do mesmo muro outro pássaro também voava e lamentava o seu interminável isolamento.
Mas do alto de uma nuvem, bem acima de qualquer muro, dois anjos observavam a cena.
Um dos anjos comentou: - Veja que maravilha! Que sincronismo de voo! Isto é o verdadeiro amor.
O outro anjo questionou: - Será que eles nunca se encontrarão?
O primeiro anjo respondeu: - É claro que sim. Olhe, lá adiante, o fim do muro. Todo muro tem um fim.
E completou: - Mas se eles se arriscassem a voar mais alto, acima do muro, poderiam se encontrar hoje mesmo.
Dormia calma. O peito brandamente
Arfava como as auras entre flor;
Um riso de inocência meigamente
Brumava-lhe nos lábis de dulçor.
Os seios nus, de neve, tão somente
Velados pelo manto do pudor,
Pareciam dois pombos mansamente
Banhando-se num manso mar de amor.
O coração discreto não batia,
Temendo a virgem despertar; gemia
Ao doce impulso de emoções benditas...
Ela desperta! Num letal pavor
Maldiz da aurora o insolente alvor
Por ver-lhe as formas nuas tão bonitas.