Podemos usar nosso tempo de várias maneiras.
Podemos fazê-lo trabalhar a nosso favor, como também podemos ver nele um impiedoso inimigo que nos sufoca.
Quantas vezes nos entretemos em uma tarefa ou divertimento e, quando percebemos já não temos como realizar tudo a que nos propusemos.
Deixamos que os dias passem e mal percebemos o quanto deles foi desperdiçado.
Ficamos apenas sentindo uma insatisfação, uma desagradável sensação que nem sempre conseguimos entender ou justificar. E os dias se transformam em meses, em anos. E aquela sensação desagradável acaba por se tornar tão familiar que quase não a estranhamos mais.
Até que o dia em que vamos olhar para trás e aí lamentaremos o quanto poderíamos ter feito e não o fizemos por termos ficado a espera de quando tivéssemos um tempo sobrando.
Seja você o senhor do seu próprio tempo.
Não deixe que ele se escoe, mas também não permita que ele se detenha. Cada acontecimento na vida deve ter a duração necessária para que possa ser concluído e assim possa servir de base para o que acontecerá após ele.
Querido anjo
Querido anjo, perdoe-me Antes que eu diga algo, preciso do teu perdão Pelas palavras grosseiras que tenho dito Pela desatenção aos teus carinhos Por não ter lido as letras miúdas do teu coração
Querido anjo, fica ao meu lado Mais que outra coisa, preciso da tua companhia Teu colo amigo Tuas palavras doces ou severas Tua atenção
Guarda também, anjo lindo, o meu coração em lugar seguro Ele tem sofrido tanto com as decepções da vida Mas, acima e apesar de tudo, ainda crer no amor E tem certeza que ele é a única forma de redimir o mundo
Querido anjo, seja meu guia Que tua sabedoria sirva de rumo pra mim Teus conselhos Tua força Tua fé
Querido anjo, seja meu amor Sei que também guardo algo precioso teu Pelo teu carinho comigo Pela tua amizade Pelas tuas orações
TE AMO...
Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável.
Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto.
Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Eu não acho as palavras.
Eu sinto muito, mais do que consigo expressar. E isso se torna um veneno em certos momentos. Palavras ficam presas na garganta lhe matando sufocado, é triste morrer do seu próprio veneno.
E em meio ao desespero da ausência de palavras saírem da minha boca eu entro em pranto, eu choro, eu grito, eu fico sem saber o que fazer, mas me sinto melhor depois disso, embora não passe completamente.
Eu busco, busco uma forma de esvaziar emoções, situações, sentimentos, entre outros, mas elas (as palavras) continuam a fugir de mim. Talvez eu não tenha sido feito para explicar nada mesmo, apenas para sentir.
E sem perceber acabei falando o que anda me incomodando: Eu não acho as palavras, ou talvez eu já as tivesse e sem perceber, usei nos momentos errados, com as pessoas erradas.
Eu sinto muito.
E eu entendi que a saudade é como o amor, nunca para de crescer, porque aqueles que amamos fazem parte do que nós somos, mesmo estando longe...