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Há momentos na vida em que somos pássaros. Queremos voar, mas nossas asas são curtas e não nos permitem chegar além do horizonte. O que podemos está sempre aquém do que desejamos.
Há momentos na vida em que temos longas asas. Podemos alçar extensos voos, mas nossos limites são determinados pelo peso das bagagens que a vida nos dá. São malas que atendem por diversos nomes: Bom senso, juízo, medo. Há os que se livram de seu peso e conseguem voar muito alto. Alguns atingem destinos fantásticos. muitos conhecem o sabor do desastre.
Mas há momentos na vida em que deixamos de voar. É quando nos tornamos árvores, quando nos percebemos enraizados a terra, presos no espaço e no tempo. Não nos damos conta desta mudança, que nos tira as asas e nos empresta galhos e ramos. Apenas descobrimos que somos assim. Mas quando deixamos de procurar a luz, ou desistimos de cavar em busca de energia, paramos de crescer. Mas não há árvores assim. As árvores perseguem seu destino, que é crescer e se alimentar. Assim como há pássaros que só buscam voar.
Saber o momento do voo ou o instante de se enraizar é a grande sabedoria humana. Saber viver intensamente o momento de polinizar as flores, ou o momento de deixar ao vento e a chuva que espalhem nossas sementes, eis o destino da vida.
Se você é pássaro, voe em busca de seu sonho. Se você se descobriu árvore, cresça o mais alto que puder e deixe a terra cuidar de suas sementes.

Os anos vão passando e a mala de nossa vida vai aumentando porque existem muitas cargas que recolhemos pelo caminho e não queremos abandoná-las. Às vezes chega num determinado ponto que começa a ficar insuportável carregarmos tantas coisas, a mala está pesando demais.

Podemos sim aliviar o peso, esvaziar a mala. Mas, o que tirar? Vamos inicialmente abrir a mala e tentar então colocar tudo para fora e ver o que tem dentro. À primeira vista, encontramos a fé, o amor e o perdão. Que bom, tem bastante e não pesa nada. Mas, por que esta angústia, este mal estar em muitos momentos?

Mas, vejam, também tem algo pesado, os nossos pecados não confessados e não perdoados. E como é difícil tirar estes pecados até certo ponto escondidos, e como eles pesam. Aí começa a aparecer mais coisas, a raiva, a incompreensão, o medo, o pessimismo, a inveja, a soberba, a ganância, a vaidade...

Nesse momento, o desânimo nos puxa pra dentro da mala. Mas o enviamos para fora com toda a força, e no fundo da mala aparece então aquele sorriso escondido, que estava sufocado no fundo da sua bagagem. Aí colocamos as mãos dentro da mala de novo e mandamos embora a tristeza.

Tiremos a preocupação também. Entreguemos tudo nas mãos do Salvador Jesus.

Bem, a bagagem está pronta para ser arrumada de novo. Tenhamos paciência e pensemos bem o que vamos colocar dentro. Não deixemos de revisar a mala a cada dia e que não nos falte a fé, a esperança e o amor.

Meu amor, já se passaram 25 anos, mas parece que foi ontem que subiste ao altar num maravilhoso vestido de noiva. Estavas linda. Lembra da nossa primeira noite? Da nossa primeira briga? Do nosso primeiro filho? Do nosso primeiro natal juntos? Bom, são muitas recordações, mas tenha a certeza de que eu nunca as esquecerei.
Minha linda estarei sempre próximo a ti, por mais 25 anos e por toda a eternidade.
Te amo sempre!

Muitas vezes, sentimos a nossa vida estagnada, sentimos a necessidade de mudanças, mas temos medo porque muitas vezes mudar implica pôr fim a algo que um dia acreditamos ser a melhor coisa da nossa vida. Mas é preciso pensar que se mudar é fechar um ciclo, também é começar outro.

A vida é muito curta e não podemos ficar presos àquilo que nos faz mal. Se sabemos o que nos causa dor e mal estar, e se sabemos que não há solução possível, precisamos nos desapegar, ser corajosos e colocar um ponto final para começar um novo capítulo na vida.

Não podemos desperdiçar os nossos dias com o que não nos traz paz e tranquilidade, e nos tira o entusiasmo de viver. Provoque mudanças na vida, livre-se de tudo que lhe faz mal, e abra-se para o novo.

Desejo reter em minha memória a sua lembrança.
Cada sorriso que iluminava meu olhar.
Cada olhar que preenchia cada vazio de meu coração.
Cada toque que exasperava minha alma
com a suavidade de uma brisa
e as consequências devastadoras de um furacão.
Tocar suas mãos...
era ter a segurança do mais corajoso exército,
que também derrocava.
Derrotas que se tornavam vitórias
no aconchego acolhedor de teu abraço,
quando então voltava a ser criança aflita,
até que o beijo comburente de tua boca,
mais uma vez,
resgatasse a mulher em mim.
Nenhum átomo de meu corpo ousava manter-se inerte
a pirotecnia que fazia esplendor em meu ser,
quando nossas luzes coalesciam
e iluminavam, e dilatavam, e estremeciam,
e contraiam e vibravam
cada ínfimo espaço desse infinito universo.
Em meu âmago guardo tua lembrança,
que nunca hei de esquecer!