Meu primo-irmão, agradeço por tudo! Essa é a designação certa, primo-irmão. Somos mais que primos, somos muito mais que amigos: somos irmãos!
Crescemos juntos e compartilhamos toda nossa vida sem medo, sem receio, com vontade. Sinto uma grande admiração por você, um orgulho que nunca vai terminar e que sempre cresce a cada dia que passa. Com muito carinho, um forte abraço!
Ser médico... Aliviar sofrimentos, penetrar fundo nos tormentos da humanidade.
Ser médico... Dar de si profundamente, sentir a dor do doente, compreender a sua sorte. É se doar por inteiro, é romper o nevoeiro que separa vida e morte.
Ser médico... Uma vida a dar vidas, a mão que cura feridas, a palavra que conforta o olhar compadecido. Ele é sempre o amigo que ao bater lhe abre a porta.
Ser médico... É infundir confiança ao velho, ao jovem, à criança. É ser de Deus o instrumento dando alívio à dor alheia, tecer fibra a fibra uma teia seguindo o seu juramento.
Ser médico... É ter na mão a leveza, agir com delicadeza. É ver em cada criatura o pai, a mãe, o filho, o parente para que seu trabalho apresente o dom verdadeiro da cura.
Ser médico... É empreender com carinho, conhecer e traçar seu caminho sem jamais pensar no tédio. Comprimidos não resolvem. Nem diplomas se devolvem.
Hoje é dia do teu aniversário. E como eu queria te dar um presente especial, maravilhoso, único, que expressasse quanto tu és importante para mim. Mas não sei o que dar! Flores? Para vê-las murcharem diante de tua beleza?
Pedras preciosas? Elas seriam totalmente ofuscadas pelo brilho claro do teu olhar e pela luz de teu sorriso.
Uma pérola? A perfeição dela não se compara à maciez da pele de teu rosto.
Um carro importado? Não precisamos disso para viajar enquanto sonhamos estarmos para sempre juntos.
Um pedaço do mar? Nem a mais linda praia é mais linda do que uma lágrima de felicidade rolando por teu rosto.
Ah, meu amor, quão difícil é te dar um presente.
A culpa é só tua: tua perfeição, teu sorriso, tuas mãos, o amor que me tens, tudo isso torna tão pequeno qualquer coisa que se possa comprar.
Mas como eu gostaria de poder dizer, de alguma forma, quanto te amo...
Era um pequeno menino que visita seus avós na fazenda. Lhe foi dado uma espingarda de chumbinho para brincar, do lado de fora, nas árvores. Praticou nas árvores, mas nunca poderia atingir um alvo de verdade. Desanimado, ele voltou pra casa, para o almoço.
Enquanto andava, viu o pato de estimação da vovó. Em um impulso, mirou na cabeça do pato e o matou. Ficou chocado e aflito. Em pânico, escondeu o pato inerte na pilha de lenha. Então descobriu que sua irmã lhe observava. Sally tinha visto tudo, mas não disse nada.
Após o almoço daquele dia, vovó disse, - Sally, me ajude a lavar os pratos.
Mas Sally respondeu, - Vovó, Johnny disse-me que quer ajudar hoje na cozinha, não é Johnny?
E então lhe sussurrou, - Lembra-se do pato?
Assim Johnny ajudou com os pratos.
Mais tarde, vovô perguntou se as crianças queriam ir pescar, e vovó disse, - Sinto muito, mas eu preciso que Sally me ajude.
Mas Sally sorriu e disse, - Bem, isso não é problema porque Johnny me disse que queria ajudar.
E sussurrou outra vez, - Lembra-se do pato?
Sally foi pescar e Johnny ficou.
Após alguns dias com Johnny fazendo o seu trabalho e o de Sally, finalmente não poderia esperar mais. Foi até a vovó e confessou que matara o pato. Ela ajoelhou-se, deu-lhe um abraço e disse - Querido, eu sei. Eu estava na janela e vi a coisa toda. Mas porque eu te amo, eu o perdoei.
E ela continuou, - E também porque eu te amo, eu queria ver por quanto tempo você deixaria que o medo e a mentira, fariam com que você deixasse Sally fazer de você o seu escravo.
Por vezes custa muito aceitarmos a realidade da vida. Lutamos para que tudo seja perfeito e acabamos percebendo que poucas coisas são como esperamos. A verdadeira sabedoria está em sabermos lidar com tudo o que o dia a dia nos reserva e tirarmos proveito daquilo que realmente vale a pena.
As pessoas que nos rodeiam, por mais que nos amem, acabam sempre por nos magoar. Até a melhor das amizades em algum momento nos decepciona. Aprendermos a perdoar o que os outros nos fazem é o primeiro passo para vivermos em paz com nós mesmos.
Sentiremos ao longo do tempo que tudo muda e que aqueles que nos são importantes também. Percebermos a imprevisibilidade da nossa existência fará de nós humanos mais estáveis. Nada estranharemos à medida que formos crescendo e acumulando mais experiência. Por mais dolorosos que sejam certos acontecimentos, eles sempre nos ensinarão algo e nunca serão em vão.