Podem os nossos olhares não se cruzarem, por agora, e o rumo dos acontecimentos terem levado você para longe de mim. Mas nada tira você do meu coração ou faz com que me esqueça de todos os nossos momentos.
Esta saudade cresce e agora é tanta que não sei se consigo viver mais um dia sem você. Volte rápido para mim, meu querido marido, que este desejo por seu abraço não para de crescer.
A seguinte cena aconteceu em um voo da British Airways entre Joanesburgo (África do Sul) e Londres.
Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo.
"Qual o problema, senhora"?, pergunto u a comissária.
"Não está vendo? - respondeu a senhora - "vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira".
"Por favor, acalme-se" - disse a aeromoça - "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível".
A comissária se afasta e volta alguns minutos depois.
"Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica.
Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe".
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua:
"Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável".
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu:
"Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...".
E todos os passageiros próximos, que, estupefatos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.
"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons." Martin Luther King
Pensava eu que amigos eram para sempre. Que as amizades, ao contrário do amor, não mudavam seus protagonistas. Mas você e eu provamos o contrário. Percebemos que todas as relações humanas não sobrevivem sem uma dose adequada de compromisso e dedicação. E agora sentimos amargura, tristeza profunda do nosso afastamento.
Nossa amizade se desvaneceu aos poucos, fugiu da nossa mão como areia fina. Alguns erros não foram esquecidos, as mágoas que outrora afirmamos perdoar. E não lutamos por estar mais perto, pela confiança mútua e por nossa cumplicidade.
O que resta de uma amizade que acabou, senão histórias de tempos passados? Mas para quê continuamente lembra-las, se não é nosso desejo as podermos reviver? Não quero ganhar ressentimento, ódio de alguém que já significou tanto. É melhor nos acomodarmos a esta distância. Pensar que um dia, quem sabe, nos voltemos a cruzar e talvez retomar o que tanto nos uniu.
Não me procures, Mãe, sob o jazigo.
Que recobres de joias e açucenas!...
Fita o campo das lágrimas terrenas,
Levanta-te da lousa e vem comigo.
Aqui, chora a viuvez amargas penas,
Ali, geme a orfandade ao desabrigo,
Ergamos para a dor um pouso amigo
E as nossas dores ficarão pequenas!...
Transformemos o luxo, Mãe querida,
Em consolo, agasalho, pão e vida,
Na inspiração do bem que nos governa!...
E seguiremos juntos, dia-a-dia,
Convertendo a saudade escura e fria
Em bendito calor de luz eterna.
Difícil é amar quando alguma coisa dá errado. Quando a casa está uma bagunça, quando as contas começam a crescer e o dinheiro diminuir, quando qualquer palavra vira ofensa, quando um silêncio se transforma em dúvida. Quando sobram palavras entaladas na garganta, quando falta um gesto que era pra ter marcado presença, quando o beijo é rápido, o olhar é vazio, o abraço é curto, as promessas falham. Quando o zíper da mala fecha e você não vai. Quando você espera por algo que nunca vem. Quando as expectativas começam a te sufocar. Quando os olhos ficam marejados ao lembrar do que podia ter acontecido, mas não aconteceu. Quando a porta bate, o tom de voz aumenta, a paciência se esgota, o humor não faz mais rir.