Sonho sonhando, sonho acordada. Já pouco importa se durmo, se os olhos estão abertos. O coração comanda todos os demais sentidos e sob as suas ordens eles sofrem em conjunto a sua ausência... Quero você de volta! Meu peito dói, meu coração grita, pois preciso voltar a chamar você de 'meu namorado'!
Ainda te amo! Eu nunca deixei de amar!
Por vezes nos deixamos levar por ventos que nos afastam daqueles a quem mais amamos, mas agora tudo ficou claro e eu preciso ter seu sorriso de volta. Preciso que seu olhar se fixe no meu e nossos corações voltem a bater de forma sincronizada. Preciso de você de volta à minha vida, pois sua ausência dói mais que a mais intensa das dores físicas. Esta ataca o coração, a alma, o peito, e lentamente mata por dentro sem que seja detectável pelo exterior!
Como uma pessoa em tão pouco tempo pode gerar em outra um amor tão grande e sincero? No início até duvidei deste sentimento, pensando que não era possível sentir esta coisa tão forte em pouquíssimo tempo.
Foi então que parei por um momento, e pensei se teria mesmo motivos para encontrar em mim este sentimento. A partir daí, tudo ficou mais claro, percebi que com você minha vida se encheu de graça, que cada momento ao seu lado era a melhor forma de ter o meu tempo aproveitado e que desde que nos encontramos minha felicidade só tem aumentado.
Quanto tive a certeza de tudo que sentia aqui dentro, tive a necessidade de demonstrar esta sensação que invadiu o meu peito. São tantos sentimentos maravilhosos envolvidos que fica até difícil descrever o que provoca todo este contentamento.
Só sei que você já possui meu amor incondicional, a única dificuldade foi perceber que tudo isso era mesmo real e que com esta convicção vejo você em minha vida como uma pessoa muito mais que essencial.
Meu amor, deixei o meu orgulho de lado. Aquele meu jeito habitual de não querer ceder e reconhecer que errei. O nosso relacionamento é o mais importante, assim como nossa família e eu estou disposta a tudo por eles.
Eu sou imperfeita e sei que minha atitude não foi a mais correta. Peço desculpas se magoei você com alguma coisa que eu disse. Vamos fazer as pazes, por favor, que eu não aguento mais sentir você distante!
Ele tem medo que ela encontre alguém melhor, e torce para o vento soprar a favor deles. Ela torce e põe esperança no destino para que ambos fiquem juntos. Nenhum fala. Nenhum faz nada. Permanecem calados. Nada acontece. Apenas sobra o travesseiro à noite como consolo para um amor silencioso.
Uma criança brincava no parque com sua mãe, quando avistou próximo dali um lindo jardim. Flores coloridas, brancas, vermelhas, rosas e amarelas a convidavam a brincar.
A criança, sem pensar, olhou para aquelas belas flores e saiu correndo pelo parque em busca do jardim. Só que, no caminho, tropeçou em uma pedra e caiu, e ao cair chorou, e ao chorar teve socorro.
Um senhor que estava ali, vendo a criança em desespero, aproximou-se e sentou-se carinhosamente ao seu lado. – Você está bem?- disse o homem.
– Eu caí quando tentava chegar ao jardim. Caí e estou triste, acho que vou desistir de ir para lá. – disse a criança chorando.
O homem olhou penalizado e com doçura disse: – Meu bem, um dia, há muito tempo, eu também caí ao buscar o jardim. Caí, e não mais me levantei, eu desisti. Desisti do motivo maior que me impulsionava. A chama que havia em meu peito gritava: "Vá, acredite!"
Mas eu não fui. Caí e desisti. Abandonei o que minha alma tanto buscava. Sofri e aprendi. Ouça: Ali na frente, você vê um jardim. Você sente que é lá que você prefere estar. Uma voz dentro de você diz: "Seja, vá, acredite!" Mas, lembre-se filho, sempre haverá pedras em seu caminho.
A criança, mais calma, olhou para o homem e perguntou: – Porque as pedras? O caminho não poderia estar livre?
O homem olhou nos olhos da criança, um olhar tão sincero e sereno que a criança sentiu-se amparada e protegida, então o homem falou: – Todos podem chegar ao jardim... Todos. Mas as flores são sensíveis e delicadas. Por isso precisam ser protegidas de pessoas despreparadas que poderiam destruí-las.
A natureza colocou pedras no caminho para permitir que só aqueles que tiverem a sensibilidade de entender que as pedras não foram feitas para impedir a chegada, mas para serem contornadas, cheguem até lá!
A criança enxugou as lágrimas, levantou-se e continuou em busca do jardim.