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Pela graça de Deus, há vinte anos juntamos nossas vidas em sagrado matrimônio. Com a ajuda do Senhor fomos felizes durante todos esses anos, e sinto que a cada dia que passa nossa união fica ainda mais forte. Feliz aniversário de casamento, meu amor!

E depois de vinte anos eu só tenho a agradecer a você e a Deus, pois nas alegrias e nas dificuldades fomos um só e soubemos superar tudo com a bênção do Senhor. A Ele peço apenas que nos conceda muitos mais anos de vida juntos, e que para sempre abençoe o nosso amor.

Todas as palavras são cruéis quando se tem de colocar um ponto final em um namoro. Tentamos encontrar um jeito de minimizar a dor, mas uma separação causa sempre mágoa.

Sei que você não vai encarar minha decisão da melhor forma, mas não dá para continuarmos com nosso relacionamento. Adiar este passo difícil seria prolongar uma união que não tem salvação e acabaríamos sofrendo de outro jeito.

Espero que não venha a haver ressentimento entre nós e desejo sobretudo que tudo possa correr bem com você.

Mais que o tempo
Que vivemos separados
É o tempo que temos
Para vivermos juntos

Mais que a dor
Que passei em não te ter
É o amor
Que eu tenho a lhe oferecer

Bem mais que os momentos que chorei por ti,
São os momentos
Que irei te fazer feliz

O que eu sinto não se compra e nem se obriga sentir
Nasce e explode quando não tem mais como conter
Te amo e jamais saberei como é viver sem ter você!

Minha filha, a inveja fecha todas as portas e todas as janelas com vista para a felicidade! Sua prima não merece o tratamento que você lhe está dando. Não é justo! Não foi isso que ensinei para você!

Não entendo a razão de tanto ciúme, sabe? Parece que você tem raiva dela! Vocês são do mesmo sangue, são família. Por favor, eu lhe peço, pondere suas atitudes, porque é você quem está errada! Seja feliz com a felicidade de sua prima!

A menina debruçada na janela, trazia nos olhos grossas lágrimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte do seu cão de estimação.
Com pesar, observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada pá de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada também.
O avô que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abraço e falou-lhe com serenidade: Triste a cena, não é verdade?
A netinha ficou ainda mais triste e as lágrimas rolaram em abundância. No entanto, o avô, que sinceramente desejava confortá-la, chamou-lhe a atenção para outra realidade. Tomou-a pela mão e a conduziu até uma janela opostamente localizada na ampla sala.
Abriu as cortinas e permitiu que ela visse o imenso jardim florido à sua frente, e lhe perguntou carinhosamente: Está vendo aquele pé de rosas amarelas, bem ali à frente? Lembra que você me ajudou a plantá-lo? Foi num dia de sol como o de hoje, que nós dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje... veja como está lindo, carregado de flores perfumadas e botões como promessa de novas rosas...
A menina enxugou as lágrimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso, mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre uma e outra, das tantas rosas de variados matizes, que enfeitavam o jardim.
O avô, satisfeito por tê-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto: Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre várias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza, sem que possamos alterar-lhe o quadro, voltemo-nos para outra, e certamente nos depararemos com uma paisagem diferente.