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Você já prendeu o dedo numa porta? Isso dói, não dói? E bater o queixo no chão, dói? Um tapa. Um soco. Um pontapé. Doem, não? E morder a língua? Mas o que mais dói é a saudade! Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu.
Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas, mas a saudade mais dolorida é de quem se ama. Saudades da pele, dos beijos, do cheiro. Saudade da presença e até da ausência. Você podia estar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ficar um dia sem vê-lo. Ele, um dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade sem fim. Saudade é não saber. É não saber se ele ficou com gripe no inverno. Não saber se ela continua pintando o cabelo.
Se ele ainda usa a camisa que você deu. Se ela foi ao dermatologista como prometeu. Se ele aprendeu a entrar na internet. Se ela aprendeu a estacionar entre dois carros. Se ele continua dançando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficam comprimidos. Não saber como frear as lágrimas diante da música. Não saber como vencer a dor do silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ele está com outra e ao mesmo tempo querer. É não saber se ela está feliz e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber quem se ama e ainda assim doer.

Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isso: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar.
Vê, não vendo.
Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia sem ver.
Parece fácil, mas não é.
O que nos é familiar já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta.
Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe.
De tanto ver, você não vê.

Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo porteiro.
Dava-lhe "bom dia" e, às vezes, lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia, o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara, sua voz, como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu.
Para ser notado, o porteiro teve que morrer.
Se um dia, no seu lugar estivesse uma girafa cumprindo o rito, pode ser que ninguém desse por sua ausência.

O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem.
Mas, há sempre o que ver: gente, coisas, bichos.
E vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que um adulto não vê, pois tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.

O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho, marido que nunca viu a própria mulher.

Isso exige muito. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia.
É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

O vento carregou-se, soprando os desejos mais lindos nesta tarde fazia. Na manga rosa, eu seivo o bom vinho da pureza da mulher...
Minha riqueza é meu coração. Pois semeio, pessoas especiais que fazem poetizar, enredos sentimentais de amor...
Menina-moça... Podemos falar com as mãos e passar todo o sentimento do romantismo pela fluidez de nossos dedos...
Depois de algum tempo você aprenderá a diferença, entre amar e ser amada.
Seja como for, acaricie seus sonhos, e viva intensamente a aurora de cada amanhecer...
A vida deve e pode ser uma alegria sem limites... Tu me sorris em tudo, misteriosa...
Dê uma olhada ao seu redor: E sinta a felicidade inundando a nossa alma de pressentimentos, nostalgias e inspirações... Sim, tens razão, tua seiva és delicada e aveludada... Soneto do guardião. Pétalas são jogadas no mar da paixão...

Minha geeeente...

São dias de festa...
E de muita alegria!
Você pode ser uma
havaiana...
E ele um rude pirata!
Não importa a fantasia...
Mas somente a alegria!
Vem pular o Carnaval...
Vem sambar sem igual!
Esta não é uma festa
comum... Mas sim
um grande festival!
Se você perder esta
caravana... Só no
próximo Carnaval!
Vamos fazer destes
dias... Uma festa
sem igual?

Já fui muito paciente, hoje vivo um tanto apressada, nem sei se
estou perto do meu sonho, mais vou correndo atrás em vez de dar tempo
ao tempo, vou direto ao assunto (mesmo que isso as vezes assusta),
gostou bem, não gostou já era...
Cansei de atalhos que não levam
a lugar nenhum, mesmo que seja mais difícil agora vou pelo caminho,
se é para ser que seja, se não é, me libera, porque é longo o caminho
a percorrer, desculpe-me mais não vou ficar esperando o incerto,
nem vou aceitar que frustrem meus sonhos, porque tenho pressa...
to com muita pressa de ser Feliz.