Que eu tenha...todo o entendimento para praticar o amor
que eu seja sereno e veja sempre o melhor desse mundo
que eu seja paciente ao ritmo do universo e compreensivo aos seus caprichos
que eu saiba quem sou e nunca me afaste da minha missão
que não me tentem o poder e a arrogância e se me tentarem que eu seja firme
que eu esteja em paz para não negar o meu sorriso
que eu tenha o entusiasmo apaixonado dos raros
que meus atos me tornem especial e único
que meu ofício me torne necessário
que minha alegria seja iluminada e sedutora
que meus sonhos encontrem sempre seguidores
que meu corpo seja um santuário para a vida que me habita
que eu tenha disciplina para purificar meu corpo e meus atos
que eu tenha disposição e profundidade para o amor
que a preguiça não me corrompa
que eu saiba atravessar ereto este mundo hostil
que a minha transparência seja entendida sem rancor, raiva, inveja ou desconfiança
que as dores que me causam sejam justificadas com a luz que me proporcionam
que deus me ilumine e
que minha vida, a cada dia, valha a pena.
As coisas simples são as mais poderosas. Qualquer um pode sugerir uma solução complicada para um problema. O verdadeiro gênio é capaz de encontrar uma solução simples e elegante.
Para adquirirmos a aptidão para a simplicidade, devemos experimentar a vida de forma direta. Devemos procurar o verdadeiro sentido das coisas, e não complexos significados ocultos.
Para podermos experimentar o sereno poder da simplicidade, devemos aquietar a ira, a inveja, o remorso, a preocupação e a decepção.
A simplicidade vive na beleza e na honestidade. A simplicidade pode envolver o mundo inteiro sem ser consumida por ele.
Aceite as coisas como elas são e você alcançará o poder da simplicidade.
Sendo mãe de dois meninos muito ativos, de um e sete anos de idade, às vezes me preocupo que eles transformem minha casa cuidadosamente decorada em um canteiro de demolição. Em meio a sua inocência e às suas brincadeiras, de vez em quando derrubam meu abajur favorito ou desarrumam meus arranjos bem planejados. Nesses momentos, quando nada parece sagrado, lembro-me da lição que aprendi com minha sábia sogra, Ruby.
Ruby é mãe de seis e avó de treze. É a encarnação da gentileza, da paciência e do amor.
Num Natal, todos os filhos e netos estavam reunidos, como de costume, na casa de Ruby. Apenas um mês antes Ruby havia comprado um lindo carpete branco, depois de viver com o mesmo carpete durante vinte e cinco anos. Ficara felicíssima com o jeito novo que ela dava à casa.
Meu cunhado, Arnie, tinha acabado de distribuir seus presentes entre todas as sobrinhas e sobrinhos – mel natural premiado de seu apiário. Eles estavam super animados. Mas quis o destino que a pequena Sheena de oito anos de idade derramasse seu pote de mel no carpete novo da vovó fazendo uma trilha escada abaixo por toda a casa.
Chorando, Sheena correu para a cozinha e para os braços de Ruby. - Vovó, eu derramei todo o meu mel em cima do seu carpete novo.
Vovó Ruby ajoelhou-se, olhou carinhosamente nos olhos chorosos de Sheena e disse: - Não se preocupe, querida, podemos lhe arrumar mais mel.
Havia um pai que morava com suas duas jovens filhas, meninas muito curiosas e inteligentes.
Suas filhas sempre lhe faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não fazia a mínima ideia da resposta.
Como pretendia oferecer a melhor educação para suas filhas, as enviou para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina. Este, por sua vez, respondia todas as perguntas sem hesitar. Já muito impacientes com essa situação, pois constataram que o tal velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta que o sábio não saberia responder.
Passaram-se alguns dias e uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã: "Dessa vez o sábio não vai saber a resposta!" "O que você vai fazer?" – perguntou a outra menina.
"Tenho uma borboleta azul em minhas mãos. Vou perguntar para o sábio se a borboleta está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar para o céu. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente, esmagá-la e assim matá-la. Como consequência, qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada."
As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que encontrava-se meditando sob um eucalipto na montanha. A menina aproximou-se e perguntou: "Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?" Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
"Depende de você... ela está em suas mãos." Assim é com você! Você pode escolher entre ter uma vida de felicidade ou não, entre buscar a paz e a alegria ou fugir delas.
Faça a escolha certa! A decisão está em suas mãos!
Começo por sentir um peso me oprimindo o peito e em pouco tempo deixam de existir mais palavras capazes de expressar um sentimento tão avassalador, ficando apenas a Saudade para falar por mim. E essa singela palavra diz o que séculos de melancolia debitada noutras línguas jamais seria quem, pois a saudade não é uma mera palavra, mas um símbolo que une vários povos em uma mesma língua.
É esta saudade que eu carrego no peito e no sangue, que me esmaga com sua herança apenas porque a conheço, porque a entendo, porque nasci sob o seu domínio. E mesmo tão longe no tempo sinto saudades de uma História já ida, de batalhas já travadas, de sentimentos forjados em circunstâncias tão distintas.
Sinto saudades porque respiro, porque em meu peito bate um coração ávido de vida e minha boca se expressa em tão bela língua. E sinto, faça chuva, faça sol, saudades de um ontem, de um amanhã, e até mesmo do dia de hoje... E principalmente sinto saudades de você!