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Estava desgastado, arranhado... E o leiloeiro achou que valia muito pouco, desperdiçar seu tempo com velho violino. Mas o segurou sorrindo.
- Quanto eu valho, boa gente – gritou como se fosse o violino.
- Quem começará a ofertar por mim?
- Um dólar, um dólar... Ouvi dois?
Dois dólares, quem dá três?
Dois dólares, dou-lhe uma, três dólares, dou-lhe uma...
Três dólares, fechado... Mas não!
Do fundo do salão um homem de barbas grisalhas aproximou-se, pega o objeto, soprando do violino a poeira. E afinou-lhe as cordas.
Ele tocou uma melodia, pura e doce, tão doce quanto o cantar do anjo.
A música cessou, e o leiloeiro, com uma voz tranquila, diz baixinho.
- Quanto dou agora por este velho violino? – enquanto o segurava ao alto.
- Mil? Um mil, ou ouvi dois?
Dois mil, alguém oferece três?
Três mil, dou-lhe uma, três mil dou-lhe duas.
- Fechado – disse ele.
A audiência aplaudiu, mas alguns gritaram:
- Não entendemos bem. O que mudou o seu valor?
Num átimo chega a resposta:
- O toque das mãos do mestre.

Deixamos de olhar na mesma direção. Os objetivos não são os mesmos, e os planos deixaram de existir. Você sempre foi o homem da minha vida. E eu vivi feliz durante muito tempo do seu lado.

Acontece que sinto que meu amor não é mais correspondido por você, entende? Tanta entrega, tantas promessas. Tudo desapareceu! Só encontro essa explicação: você não me ama mais! Você deveria refletir sobre o assunto e tomar uma decisão. Beijo!

Eu ouvi palavras ditas com carinho, de que na vida ninguém é feliz sozinho. E você é um alguém que sempre me fez bem.

Me protegeu e me tirou de todo perigo, e quando eu precisei você chorou comigo, valeu por você existir, é tão bom te ter aqui.

Eu rezo e peço pra Deus cuidar a sua vida abençoar, vou correr por você até o fim.

Me quis tirar do mau eu percebi, disse verdades que eu mereci, então pra sempre amigo sim, se Deus quiser.

Vou ter você guardado no meu coração, até nos seus conselhos de irmão, e é pra você que dedico essa canção.

Assim, eu sei que pra você também sou alguém que te faz tão bem, mais que amigo, irmão meu, valeu. Quando tudo se for eu vou estar lá com você, amigos até depois do fim, valeu amigo!

Eu te amo muito Amigo!

Querido primo, sinto saudade; sinto falta de conversar cara-a-cara com você, de ficar falando bobagem e de sorrir com a paz e a tranquilidade de quando éramos crianças. Apesar da distância que nos separa, acredite que passo o tempo pensando em nós dois e em tudo aquilo que desejo fazer quando estivermos juntos novamente.

Sabe, primo, sinto que nossa relação é de amizade, muito mais que de primo apenas. Fomos criados quase como irmãos e o sentimento que nutrimos é muito lindo. Não vejo a hora de abraçar você novamente e compartilhar todas as coisas novas que estão acontecendo em minha vida. Até breve! Eu te adoro!

Um companheiro amargurado por desgostos do cotidiano, certa feita, através de emissora interiorana, ouviu a voz empolgante de um professor de otimismo que lhe cativou a atenção e a simpatia.
De três em três dias, ia-lo postado junto ao receptor, a fim de registrar os concertos do orientador distante.
Tão admirado se viu com as respostas com que o prestimoso amigo reconfortava e instruía aos ouvintes, que lhe dirigiu a primeira carta, solicitando-lhe auxílio para sanar as inquietações de que reconhecia ser objeto.
Entusiasmado com os apontamentos que obtinha pelo sem fio, confiou-se à copiosa correspondência, rogando-lhe as opiniões que chegavam sempre sinceras e sensatas.
Aquele homem, cujas palavras de paz e compreensão se espalhavam pelo rádio, devia conhecer as mais intrigadas questões humanas.
Para quaisquer indagações, expedia a resposta exata e tanto adentrou na faixa dos pensamentos novos que lhe eram endereçados que o amigo, dantes fatigado e pessimista, observou-se curado da angústia crônica que o possuía.
Renovado e feliz, deliberou exteriorizar a gratidão que lhe vibrava nos recessos do ser, procurando abraçar o benfeitor pessoalmente.
Combinaram dia e hora para o encontro e o beneficiado despendeu oito horas, em automóvel, varando estradas difíceis, de modo a reverenciar o professor que lhe reabilitara as forças para a vida.
Só então, depois de atingir a cidade para a qual se dirigia, entre consternação e jubilo, conseguiu avistá-lo, verificando, por fim, que o distinto radialista, que lhe devolvera a alegria de viver e trabalhar, era paralítico e cego.