Não sei se saudades tem cor.
Dizem que sim
O que eu sei é que ela tem forma
Tem gosto. Tem cheiro e peso também.
E, acreditem, ela tem asas!
Se não, como nos transportaria
Tantas vezes a lugares
Tão distantes?
E sei ainda que ela se agiganta
Quando mais tentamos
Diminuí-la.
Sei que ela dói de dor
Intensa e sem remédio
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência
Do tamanho da importância
Das pessoas para gente
Porque quando amamos alguém
A saudades já chega por antecipação, sorrateira
Disfarçada de algo que não conseguimos decifrar
É aquela dor fininha
De não sei o que, a angústia boba que nos invade só de imaginar
A separação
E a gente fica meio sem saber
O que fazer
Mas é assim...
É uma dor que gostamos
De sentir, um sabor que
Queremos provar, é algo
Que não sabemos explicar
Mas é quase palpável
É amor disfarçado de muita coisa
São emoções guardadas bem lá no fundo
Saudades... Do que foi
E do que vai ser
Saudades
Que nos acompanha para
Diminuir a solidão
E que nos mostra, sobretudo
Que estamos vivos.
Aprendi ainda que saudades não mata.
É só quase
A gente pensa que vai morrer
Mas sobrevive sempre
Porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa
Que chamamos de esperança
Que nos ajuda a caminhar
Porque saudades, como o amor, não é cega
Saudades vê mais além.
Um bom professor deixa em cada um dos seus alunos uma marca indestrutível, um pedacinho do seu 'eu', da sua sabedoria, que não atrapalha, que muitas vezes não se consegue rastrear até ele, mas que está lá e cresce e evoluí com cada um dos alunos.
Esse bom professor é você, e por isso mesmo chega esta inevitável melancolia por saber que você se vai aposentar. Obrigado por tudo, professor!
A você, ao maravilhoso profissional e pessoa que você é e sempre foi, à sua infinita paciência, ao seu carisma, à sua sabedoria, muito obrigado. Esta é uma homenagem em forma de agradecimento que todos os que passaram pela sua vida profissional lhe quereriam prestar.
Agora se abre uma nova etapa na sua vida, e ninguém mereceu mais este descanso do que você, mas ficará para sempre a saudade de um professor que jamais será possível substituir. Obrigado por tudo, professor!
Aproveite seu tempo fazendo coisas boas...
Lembrando de coisas maravilhosas que já viveu...
Cada sorriso, cada abraço, cada palavra...
Aproveite também pra deixar tudo de ruim ir embora, Não perca seu tempo sofrendo...
Seja uma pessoa leve, de sentimentos bons e alma pura.
Não é porque alguns perderam o amor no coração que todos nós desacreditaremos no amanhã.
Quando o nosso filho Julinho tinha seis anos, estávamos atravessando um período de má situação financeira e só podíamos comprar o indispensável para viver. Alguns dias antes do Natal, dissemos a ele que não poderíamos comprar presentes nas lojas, para nenhum de nós.
Mas com imaginação e amor poderíamos brincar de presentear uns aos outros.
Assim, nós combinamos que cada um desenharia o presente que gostaríamos de dar aos outros da família. A ideia agradou e a partir desse dia começamos a trabalhar em segredo com muita alegria e sorrisos misteriosos.
Um carro verde para o papai. Uma pulseira e uns brincos para mim. Para o Julinho os presentes eram aqueles que recortávamos de algumas revistas. Os melhores presentes para ele foram um tenda de brincar de índio e uma piscina de plástico, desenhadas pelo papai.
O presente melhor do papai para mim foi a nossa casa dos sonhos, pintada à aquarela, branca, com janelas verdes e touceiras de flores no jardim. E o papai recebeu um punhado de versos meus, inspirados nas coisas tristes e acontecimentos alegres das nossas vidas.
Naturalmente não esperávamos nenhum "melhor presente" do Julinho. Mas, com gritinhos de alegria, ele entregou um desenho grande, feito por ele, com lápis de cor, dentro da mais pura "técnica surrealista". Era sem dúvida um grupo de três pessoas rindo: um homem, uma mulher e um menininho. Tinham seus braços entrelaçados uns nos outros de tal forma que pareciam uma só pessoa. Embaixo do desenho, ele escreveu apenas uma palavra: "Nós".
Foi, sem dúvida, um Natal de Amor.
Sentir que você pensa em mim,
Sentir que você me olha, mesmo a tantos quilômetros,
Poderia me fazer duvidar,
Mas mesmo sem compreender,
Acredito nessa paixão,
Mesmo que seja um amor
Como que escondido entre nós dois,
Porque entre gestos e palavras
Sentimos que pára o coração.
E sem notar o ruído,
De toda a gente, ao derredor,
Deixamos que se passem os minutos e os dias,
Tendo por companhia apenas a lembrança.
Falo de mim, sem medo do que digo,
Sobre aquilo que em mim nasceu;
Lembro dos teus olhos,
E neles o brilho relata
A tristeza da distância,
Da distância que se põe entre nós dois;
Falo de palavras sempre belas,
De dias cheios de emoções.
Escuta-me, porque falo de sonhos,
Que surgiram desse amor;
Não queira nada quando o sentimento gritar,
Porque eu serei capaz de tudo para atendê-lo.
Sairei em sua direção,
Mesmo sabendo que não deveria.
Sei disso, porque mesmo contra a minha vontade
A esperança está aqui,
Nessa minha vida que se tornou
Vazia desde que você foi embora.
Hoje nada mais responde às minhas perguntas,
Porque nada me importa sem você.
Percebi que se foi o mel dos teus lábios
E ficou só o veneno da saudade;
Que se foi seu perfume,
E já não posso respirar;
Que se foi seu sorriso,
E em lugar dele me vieram as lágrimas.
Meu amor se cobriu de medo,
Porque com tudo se foi também a minha vida.
Estou presa a noites de loucura,
Porque sei que sem você
Toda uma vida não basta
Pra eu ser feliz.