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Em um reino muito antigo, o rei tinha um cantor. Certo dia o rei disse ao seu cantor:
– Você canta muito bem. Já fui em muitos reinos e não vi um cantor que se igualasse a você. O cantor agradeceu ao rei o elogio e em seguida disse: – Apesar de seus elogios, devo confessar que meu mestre canta muito melhor do que eu.
O rei ficou logo curioso e pediu ao cantor que o levasse ao seu mestre, no que o cantor se recusou dizendo ao rei que o seu mestre era um ermitão, que tinha abandonado o contato com o mundo exterior e com certeza ele não cantaria somente para satisfazer a vontade do rei.
Após muita insistência por parte do rei, o cantor concordou em levar o rei ao local onde vivia o seu mestre mas já foi logo advertindo o rei: – É muito pouco provável que o mestre cante para o senhor, meu rei.
O rei não se importou com a advertência e os dois iniciaram a viagem. Chegando à montanha onde vivia o mestre, logo o encontraram e o rei pediu para que ele cantasse pois o seu discípulo, que cantava muito bem, havia dito que o seu mestre cantava ainda melhor.
Como era de se esperar, o mestre se recusou a cantar para o rei. Porém o rei não desistiu e decidiu que não sairia daquele lugar sem ouvir o mestre cantar. Depois de muito tempo, o mestre, sentindo vontade, começou a cantar. O rei ficou maravilhado com aquilo. O mestre realmente cantava muito melhor do que o seu cantor. Satisfeito, o rei foi embora de volta para seu reino.
Passado bastante tempo, o rei virou-se ao seu cantor e comentou sobre o fato e, descobrindo que o cantor sabia cantar aquela melodia que ele tinha ouvido o mestre cantar, pediu para que ele cantasse.
O cantor satisfez o desejo de seu rei mas ao final, o rei comentou: – É bela essa melodia e é a mesma que ouvi naquele dia mas mesmo assim, quando cantada pelo seu mestre, parecia muito mais bela.
É que eu estou cantando para o senhor, meu rei, e meu mestre cantava para Deus...

É mesmo muita sorte poder desejar um feliz aniversário a uma tia tão maravilhosa quanto a senhora! Às vezes, acho que a mãe chega a ficar com ciúmes ao perceber a minha identificação consigo e a maneira tão especial e carinhosa que uso para me referir a si.
Mais do que minha tia, é minha amiga! Sabe aconselhar-me sem os vícios próprios e característicos das mães... sabe avaliar as situações de um ângulo diferente, mais aberto, mais propício ao diálogo e à exposição dos diversos pontos de vista, sabe entender o meu desejo de liberdade e faz-me perceber, sem usar de sentimentalismo barato, que eu realmente preciso de dar atenção às coisas que a mãe me pede, me solicita e quase me implora, como, por exemplo, que eu telefone quando vou chegar mais tarde.
A tia nem sempre toma o meu partido.
Nem sempre "abraça a minha causa", mas está sempre disposta a contemporizar para que as diferenças entre mim e ela se reduzam... a tia está sempre pronta a fazer com que todos fumem o "cachimbo da paz", porque é mesmo "do bem", e não há ser humano que não possa perceber isso ao primeiro contacto consigo.
A tia é muito porreira! Mesmo! De verdade! Quero que saiba que a amo e que lhe desejo o dia de aniversário mais alegre e feliz do planeta. Simplesmente porque a tia o merece!

Não, Marquito não sentia inveja dos meninos que tinham violões de verdade porque ele vivia sonhando que tinha um também. Ele fazia vibrar suas cordas invisíveis, com o rosto iluminado e os olhinhos brilhando de emoção. Havia quem achasse que Marquito era meio lelé-da-cuca.
Claro, era gente que não tinha imaginação suficiente para saber que "aquele" violão só podia ser visto (e ouvido) por outros sonhadores, como Marquito. Essas pessoas ignoravam também que ele não se conformava com a realidade que havia, vivendo a sonhar com a realidade que devia haver. Tendo seu violão imaginário como bandeira, Marquito via um mundo novo.
Um mundo em que as coisas são das pessoas que as entendem. E não só das pessoas que podem comprá-las. Ah, quanta gente tem um violão na sala de visitas servindo de enfeite, sem tocá-lo nunca! E lá ia Marquito dedilhando seu violão de sonho, tirando as músicas lindas que seu coração compunha. Depois, limpava-o cuidadosamente com uma flanela bem macia feita de nuvens. Ele o guardava com carinho numa capa cor de céu todo estrelado. Daí, ele pegava seu violão mais que exclusivo e o escondia debaixo da escada secreta que usava para subir ao seu paraíso particular.
As pessoas que não entendiam Marquito, tadinha delas, até pensavam em levá-lo a um psicólogo para saber se ele tinha alguma coisa. Como resposta, ouviam: "Não, ele não tem uma coisa, mas sonha com ela, e assim, faz de conta que a tem". Um dia, os que só sonhavam quando dormiam resolveram dar um violão de verdade para o menino que sonhava acordado. Ao recebê-lo, Marquito abraçou-se ao violão, comovido, e disse: "Obrigado. Agora tenho dois".

Sabe, eu tentei de tudo...
Tentei ser a mulher que você sonhou, tentei ser a amiga, a confidente, a aliada...
Tentei de todas as formas, não perder você, mas sei que é tarde demais.
Sei o quanto errei, e sei que te magoei mais do que o que seria tolerado...
Sou humana somente... e esquecer não custa nada.
Ninguém deixa de ser o que é, e como é da noite pra o dia...
Sei que seu amor foi real, mas me desculpe pelo meu, ele não foi tão forte como eu te falava.
Deixei você acreditar que te amaria pra sempre, por medo de perder sua amizade...
Sinto muito pelo mal que eu te fiz!
Mas não se deixe abater por uma pessoa como eu...
Você é muito melhor do que isto.
Siga em frente, e encontre seu verdadeiro amor...
A mim resta somente a esperança de que um dia você me perdoe, e aceite a minha amizade...
Esta eu te garanto: É sincera!

Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve...
Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite...

Pegue uma lágrima e ponha no rosto de quem jamais chorou...
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar...

Descubra a vida e narre-a a quem não sabe entendê-la...
Pegue a esperança e viva na sua luz...

Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar...
Descubra o amor e faça-o conhecer o mundo...