Todos os dias que já passaram têm algo em comum: eles não lhe podem oferecer nada a não ser recordações. Por isso, concentre-se no que hoje pode conquistar, esteja atento às portas que se abrem e às oportunidades que vão surgir.
O momento ideal para vencer é sempre aquele que estamos prestes a viver. Que esse instante de glória não demore a chegar!
Em nossas vidas surgem fatos e acontecimentos a todo instante. Muitos destes fatos são coisas boas, outros nem tanto. Se ocorrerem nove coisas boas e apenas uma ruim, ficamos martelando na nossa cabeça o processo ruim, esquecendo-nos das coisas boas. Para evitar e quebrar este paradigma da sua vida, comece a aplicar a visão do bom. Exemplos:
Em vez de você ficar pensando que está em idade avançada, prefira rever quantas experiências magníficas a vida lhe deu e os momentos de felicidade proporcionados ao lado de uma pessoa muito especial.
Em vez de você pensar que o seu corpo está acima do peso, prefira rever os momentos de pura saúde que ele pôde lhe proporcionar ao longo dos últimos anos, numa gostosa caminhada ou numa partida de futebol.
Em vez de ficar se lamentando por ter tirado uma nota baixa na faculdade, veja quantos trabalhos espetaculares você já realizou com notas máximas.
A visão do bom é a busca de uma versão mais otimista para vida, em vez de ficarmos lamentando os erros vividos por nós. Os erros são escolas para nós, aprendizes do mundo, e merecem muito respeito em nossa evolução como humanos. Só não merecem uma valorização maior do que as conquistas desta sua linda vida. Pense nisso. Pense no lado bom da sua vida.
Estela acordou-se ainda cedo,
pulou da cama sem medo
do frio que fazia lá fora.
Os pés miúdos, descalços,
folgados dos velhos sapatos,
correram o quintal sem demora.
Estela na horta adentrou,
abriu depressa o portão,
que rangeu sem má intenção.
O portão deu-lhe bom dia,
porém sua sintonia
denotou preocupação.
Estela olhou as verduras
com muito amor e doçura,
afagando-as com as mãos.
Julgou que a alface tão crespa,
mais ficara arrepiada,
temendo o voo das vespas.
Acenou para os legumes,
que, revelando ciúme,
cobravam sua atenção.
Preocupou-se com o tomate,
julgando que a face corada,
queimara-se na madrugada.
Achegou-se à berinjela,
que, roxa, pareceu a ela
ter a cor da aflição!
Jurou que um certo duende
houvesse pintado listrinhas
no corpo da abobrinha.
Isso assim era demais!
Voltou pra casa, correndo,
nem sequer olhou pra trás.
Na sala entrou, sem demora,
pedindo à mãe, nessa hora,
de presente uma porta.
E durante a madrugada,
pelos amigos da horta,
trocou o portão pela porta.
Quando é que se reconhece a grandeza do ser humano? Não é quando ele dá esmola para o menino de rua, quando pára o carro em frente à faixa de pedestre ou quando oferece carona num dia de chuva.
Essas atitudes reforçam para nós mesmos a ideia de que, sim, somos gente fina. Mas é fácil ser gente fina reproduzindo atitudes padrão. Difícil é ser grande diante do assombro, diante do inesperado, diante do desconhecido.
Acho que entre todos os grandes gestos, o perdão é o maior deles. Em primeiro lugar, o perdão é fruto do erro de alguém, e quanto maior este erro, maior a grandeza de quem, atingido, se dispõe a passar por cima da própria dor e levar a vida adiante. E o perdão torna-se ainda mais digno porque ninguém se prepara para perdoar.
É mentira quando alguém diz: eu perdoo tudo. Este tudo não pode ser mensurado previamente Não se sabe de antemão o tamanho do golpe. Não se pode prever nossa reação diante do difícil reconhecimento de que alguém falhou conosco. É fácil desculpar um atraso, um esbarrão, um esquecimento, mas o tamanho do perdão é proporcional ao tamanho do erro: estes são exemplos de perdões fáceis, corriqueiros. Difícil é perdoar o trágico.
O Papa João Paulo II perdoou o turco que lhe deu um tiro anos atrás. O Papa é o representante maior de Deus na terra, não se espera dele outra atitude, ainda que tenha surpreendido muita gente. Mais surpresos ficamos com aqueles que não vestem nenhum tipo de batina e também perdoam os que tiraram a vida de seus irmãos, filhos, pais. Eles não aceitam, mas compreendem. Compreendem a miséria humana, compreendem as atitudes impensadas.
São considerados perdedores por causa disso. E nós, ganhamos o quê não compreendendo? – O perdão é prova de entendimento absoluto, principalmente de si mesmo. Não perdoar é isolar o outro, perdoar é entrar no jogo com ele, participar do problema, e não julgá-lo como se estivéssemos imunes à mesma fraqueza. O perdão é o gesto mais elevado que há. Tão elevado que poucos chegam lá.
Te amar demais é calor no coração
É a calmaria após o furacão
Que passou sem que eu soubesse
Tomando conta dos meus pensamentos
Comandando minha vida integralmente
Fez seu abrigo dentro de mim
Para esconder-se dos fortes ventos
Iluminou com sua paixão a escuridão
Que ali se encontrava
Abriu um caminho com rosas vermelhas
Pintou um céu estrelado
Complacente com o luar poético
Lindo lago de água cristalina nasceu por lá
Fortaleceu as estruturas que eram tão frágeis
Para que estas tudo pudessem suportar
Habitou este templo por dias
Dentro dele ficaste protegido e aquecido
Te amar demais é pedir para não partir
É não ter medo de lhe dizer
Faça sua morada para sempre
Nessa maravilhosa casa
Que construirá dentro de mim.