Ela vem como um anjo,
como uma criança inocente,
dando-nos a esperança que ela
nos trará a alegria e a paz
que até agora não havíamos achado.
Num certo momento,
vimos que tudo está como não era antes.
Achamos o que menos desejávamos:
A Solidão.
A Solidão é assim:
em certos momentos nos traz
a paz em estarmos só.
mas em outros, nos traz
arrepios e calafrios em estarmos inseguros,
sem ninguém para nos proteger.
O Anjo veda nossos olhos
com uma faixa negra e nos
põe em um quarto,
onde as paredes são repletas de espinhos...
e nos faz incapazes, transformando-nos
em pessoas frias e inúteis.
a única maneira de nos livrarmos dela,
é apenas descruzarmos os braços e
arrancar com toda ferocidade o
que nos cega.
é termos coragem para enfrentar o obscuro.
só assim conseguiremos ver
que nas paredes, além de espinhos,
haviam flores,
lindas flores.
e que no outro lado daquela faixa negra,
o anjo havia escrito que
a felicidade só dependeria de mim,
só dependeria do meu amor.
Quando Abraham Lincoln foi eleito presidente dos Estados Unidos houve um forte constrangimento das classes dominantes. Afinal, ele era filho de sapateiro e iria dirigir pessoas de famílias tradicionais.
Ao fazer o seu primeiro discurso no senado, um político muito arrogante aproximou-se e disse: "antes de o senhor começar, eu gostaria de lembrá-lo de que o senhor é filho de um sapateiro". E todos riram imediatamente. No fundo, todos queriam humilhá-lo, já que derrotá-lo não havia sido possível. Mas um homem como Lincoln é difícil de ser derrubado.
Ele, então, respondeu: "obrigado por lembrar-me do meu pai neste momento. Eu procurarei ser um presidente tão bom quanto o sapateiro que ele foi. Eu me lembro de que meu pai sempre fez os sapatos de sua família, se os seus sapatos apresentarem algum problema, você pode trazê-los e eu os consertarei. Desde cedo aprendi a consertar sapatos e agora que meu pai está morto posso cuidar dos seus. Aliás, se algum de vocês tiver um sapato feito pelo meu pai que esteja precisando de conserto pode trazer para mim. Mas de uma coisa estejam certos: eu não sou tão bom quanto ele", e seus olhos se encheram de lágrimas ao lembrar-se do pai.
Seja qual for a circunstância, o campeão sempre mantém o orgulho de si mesmo, de sua família e do seu trabalho.
Ele sabe que as árvores mais altas têm as raízes mais profundas, que as dificuldades moldam os campeões. Por isso, é grato não somente aos obstáculos, mas a todos os que pavimentaram o seu caminho...
Seja sempre você, aprenda com os outros tudo o que puder, mas nunca abandone a sua essência. É ela que vai criar a sua marca registrada.
Cada um dos sete filhos trabalhou na loja de nosso pai, nossa própria loja de departamentos. No inicio fazíamos pequenos trabalhos como varrer o chão, arrumar as prateleiras e fazer embrulhos, e mais tarde, quando tínhamos experiência, atendíamos aos clientes. Trabalhando e prestando atenção, nós aprendemos que trabalhar era mais do que sobreviver e vender.
Uma lição ficou gravada em minha mente. Era próximo do natal. Eu estava na oitava série e trabalhava à noite, ajeitando a seção de brinquedos. Um pequeno garoto, com uns cinco ou seis anos, entrou. Ele vestia um desgastado e sujo casaco marrom.
O cabelo despenteado. O tênis rasgado e desamarrado. O garoto me pareceu muito pobre – demasiado pobre para ter dinheiro para comprar qualquer coisa. Olhou em torno da seção de brinquedos, pegava um brinquedo, olhava atentamente e devolvia com cuidado ao seu lugar.
Papai desceu as escadas e caminhou até o menino. Seus olhos azuis sorriam e a covinha no rosto sobressaía quando perguntou ao menino o que poderia fazer por ele. O menino disse que procurava um presente de natal para dar à seu irmão. Me impressionou como papai o tratou com o mesmo respeito com que tratava a todos os clientes. Papai lhe disse para ficar à vontade e procurar com calma.
Aproximadamente 20 minutos depois, o menino escolheu um brinquedo, foi até meu pai e perguntou, – Senhor, quanto custa este? – Quanto você tem? Meu pai perguntou. O menino enfiou a mão no bolso e retirou algumas moedas. – 27 centavos. O preço do brinquedo escolhido era R$ 3,98. – Mas que sorte! É exatamente o quanto custa! Meu pai lhe disse e fechou a venda.
A resposta de papai ainda soa em meus ouvidos. Eu pensava nisto enquanto embrulhava o presente. Quando o menino saía da loja, eu já não observava a roupa suja e desgastada, o cabelo despenteado, ou o tênis rasgado e desamarrado. O que eu via era uma criança radiante levando um tesouro.
O rabino Moshe de Sassov reuniu os seus discípulos, para dizer que finalmente havia aprendido como amar seu próximo. Todos pensaram que o santo homem tivera uma revelação divina, mas Moshe negou.
- Na verdade – comentou ele – hoje de manhã eu saía de casa para algumas compras, quando vi minha vizinha, Esther, conversando com seu filho. Ela lhe perguntou:
"Você me ama?" O filho disse que sim. Então Esther insistiu: "Você sabe o que me faz sofrer?" "Não tenho a menor ideia" respondeu o filho.
" Como pode me amar, se não sabe o que me faz sofrer? Procure descobrir rápido todas as coisas que me deixam infeliz, pois só assim seu amor será impecável." E o rabino Moshe de Sassov concluiu:
- O verdadeiro amor é aquele que consegue evitar sofrimentos desnecessários.
Deste labor que é a vida, nada hei de levar, deixo os atos que eu fiz, e amigos a recordar.
Seja bom ou ruim, minha história ficará.
Vida única e cruel, professora dos errantes,
sendo dura e improvável, como o mar e os aspirantes.
Mesmo triste este labor, dele tem-se um lazer, sonhar não é pecado, torna bonito esse viver.
Um sonho bem composto, é uma história bem vivida, vejam só um grande sonho, o que tive em minha vida...
Vida simples e perfeita, excelência num viver, tal harmonia de sentimentos, a muito não se vê.
Que a maldade, a soberba, não existisse em ninguém, tal sonho é de outrora, e só num sonho que se tem.
Porém continuo neste sonho, num pensamento que me conduz, tendo fé em quem me criou, e sabedoria me introduz.
Nele sigo um dilema: tendo fé e esperança, olhando sempre para a luz, fazendo como fez meu Deus, em sacrifício ao meu Jesus.
Deus num todo é perfeito, porém os homens traiçoeiros, fazem o mal a seu irmão, muitas vezes por dinheiro.
Que os deixam por viver, nada mais que uma jornada, Jornada essa de mentiras, ilusões inacabadas.
Nesta vida de ardor, onde roubam meu viver, Sacrifico minha vida, tentando ao próximo entender.
Prefiro assim seguir, e não renegar ao mais complexo e profundo, e aos poucos entender, o desespero deste mundo.
Viver um sonho é complicado, são duas histórias a escrever, nelas leva-se duas formas de agir com seu viver.
O infinito é o limite para teu sonho atracar, nem um tolo viveria uma vida, sem ter um sonho pra sonhar.