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Quando uma mulher, de certa tribo da África, sabe que está grávida, segue para a selva com outras mulheres e juntas rezam e meditam até que aparece a canção da criança. Quando nasce a criança, a comunidade se junta e lhe cantam a sua canção. Logo, quando a criança começa sua educação, o povo se junta e lhe cantam sua canção.
Quando se torna adulto, a gente se junta novamente e canta. Quando chega o momento do seu casamento a pessoa escuta a sua canção.
Finalmente, quando sua alma está para ir-se deste mundo, a família e amigos aproximam-se e, igual como em seu nascimento, cantam a sua canção para acompanhá-lo na "viagem".
"Nesta tribo da África há outra ocasião na qual os homens cantam a canção. Se em algum momento da vida a pessoa comete um crime ou um ato social aberrante, o levam até o centro do povoado e a gente da comunidade forma um círculo ao seu redor.
Então lhe cantam a sua canção". "A tribo reconhece que a correção para as condutas antissociais não é o castigo. é o amor e a lembrança de sua verdadeira identidade. Quando reconhecemos nossa própria canção já não temos desejos nem necessidade de prejudicar ninguém." "Teus amigos conhecem a "tua canção" e a cantam quando a esqueces. Aqueles que te amam não podem ser enganados pelos erros que cometes ou as escuras imagens que mostras aos demais.
Eles recordam tua beleza quando te sentes feio. tua totalidade quando estás quebrado. tua inocência quando te sentes culpado e teu propósito quando estás confuso.

Há muito tempo, não muito longe daqui, havia um reino muito engraçado. Todas as coisas eram separadas pela cor. As borboletas brancas só visitavam o canteiro branco. As borboletas azuis só visitavam o canteiro azul.
Neste reino viviam Julieta e Romeu.
Julieta era uma borboleta amarela do canteiro amarelo e Romeu uma borboleta azul do canteiro azul. Seus pais sempre avisavam para que não passeassem em canteiros de outra cor.
Um dia, na primavera, Ventinho convidou Romeu para dar um passeio no canteiro amarelo. Chegando lá, ventinho apresentou Romeu a Julieta e os dois logo ficaram amigos.
Romeu e Julieta começaram a brincar e saíram para conhecer melhor o reino. Ficaram encantados com tudo o que viram e acabaram entrando na floresta. Quando a noite chegou, Romeu e Julieta não conseguiram encontrar o caminho de volta.
Enquanto isso, lá no canteiro amarelo, a mãe de Julieta estava desesperada, e lá no canteiro azul, o pai de Romeu estava preocupadíssimo.
Eles não sabiam o que fazer para encontrar os filhos, até que a Dona borboleta amarela tomou coragem e foi falar com a Dona borboleta azul, falaram com o senhor Vento e todas as borboletas saíram de canteiro em canteiro procurando o Romeu e a Julieta.
Quando amanheceu o dia, o céu estava cheio de cores. Todos se misturaram para ajudar. Quando Romeu e Julieta viram seus pais, ficaram felizes em poder voltar para casa.
E quando chegou de novo a primavera tudo estava diferente naquele reino. Os canteiros tinham todas as cores misturadas. Margaridas, cravos, dálias, miosótis, rosas, cresciam juntas, misturadas.
E juntas brincavam as borboletas.
Nada diferente de nós quando vivemos sem preconceitos, e todos os dias são primavera em nossa vida. Porque amamos nosso semelhante independente da sua cor. Vale seu coração e alegria de estarmos juntos em paz.

Não há palavras que consigam expressar todo o amor que sinto por você. A cada dia que passa nós estamos mais próximos e eu já não sei viver sem sua amável proteção. Você foi o primeiro homem da minha vida e será também o mais importante para sempre.

Meu pai guerreiro, ainda que nossos rumos se afastem em alguns momentos, ninguém conseguirá remover você do meu coração.

Pressenti, como lhe disse, que nesta noite não iria dormir, passaria em claro. E foi o que realmente aconteceu. Os momentos que passamos ao telefone e, meditando sobre os vários assuntos que conversamos, descobri um outro lado que ainda não conhecia de você.

Vejo em você uma mulher forte, persistente e aguerrida, na busca do seu ideal na vida. Venceu os vários obstáculos que lhe apareceram na sua caminhada, desilusões, dissipadores e incompreensões. Incompreensões até mesmo de mim, que não soube conduzir o nosso relacionamento a um final feliz, embora a amasse e ainda continuar amando e recebendo de você todo o amor e dedicação, terminando, sem eu até hoje identificar o motivo que nos levou a isso, pois até agora não descobri.

Como disse no domingo para a nossa amiga, ficou um vácuo na minha memória e para mim, nós não terminamos, parecendo-me que você foi tirada de mim de repente, e quando me dei conta você não estava mais em minha companhia.

E hoje, mesmo sentindo a falta que você me faz, minha tristeza é pequena em comparação a alegria que tenho em ver você uma vencedora.

Nesses mais de vinte anos de nossa separação, percorremos estradas diferentes e hoje nos encontramos para relatarmos um ao outro nossas experiências de vida, e, sobretudo, para dizermos um ao outro que nunca fomos esquecidos.

Fico feliz em saber que existe ainda de um para o outro, tanto de mim como de você, um carinho muito grande que não acabou mesmo após tanto tempo distante.

Embora você diga que não acredita, posso lhe afirmar que meu amor por você permanece vivo.

Certos acontecimentos nas nossas vidas nos levam até pessoas maravilhosas. No meu caso, o casamento trouxe até mim a pessoa que amo, mas também me deu a oportunidade de conhecer você e isso é uma bênção que me faz sentir gratidão.

A sua experiência de vida está presente em todas as coisas que me ensina e não posso esquecer a forma como me acolheu desde o primeiro dia. Você tem sido um segundo pai que eu quero estimar para o resto da vida.