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O florista foi ao salão para cortar seu cabelo.
Apos o corte, perguntou ao cabeleireiro o valor do serviço
-Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
No dia seguinte ao abrir a porta do salão havia um buque com uma duzia de rosas e um cartão de agradecimento do florista.
Mais tarde no mesmo dia, veio um padeiro para cortar o cabelo. Apos o corte, ao pagar o cabeleireiro disse: - Não posso aceitar seu dinheiro, pois estou prestando serviço comunitário essa semana.
O padeiro ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte ao abrir a porta do salão havia um cesto com pães e doces e uma nota de agradecimento do padeiro.
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo. Novamente ao pedir para pagar o dono do salão, disse:
-Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O deputado ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, quando abriu a porta do salão havia uma duzia de deputados fazendo fila para cortar o cabelo.
Essa é diferença entre os cidadão e os políticos.
Para pensar... e mudar.

Não sei por onde você anda, só sei que você está fazendo muita falta. Vou te esperar o tempo que for, só te peço que não me esqueça. Saudades!

Eu dormia, mas meu coração velava.

Eis o amado à minha porta, dizendo: Abre amiga, estou cansado, com muito frio, preciso de acolhida.
- O que farei? Tirei minha túnica, como revesti-la? Lavei meus pés, por que sujarei de novo?

Meu bem amado tentou abrir, meu coração tremeu!
Abri-lhe a porta, mas o amigo desapareceu!
Minha demora em responder-lhe impediu o encontro.
Saí de casa à sua procura e tive desencontros.
Fui ferida e tentada a não seguir em frente,
mas a lembrança do meu amado, levou-me adiante.

- Onde estará o teu amado, ó amiga bela?
- Ele apascenta entre os lírios do meu jardim!

Olhe para trás, veja os obstáculos que você superou. Veja o quanto você já aprendeu nesta vida e quanto você cresceu... Olhe para frente, não fique parado, levante-se quando tropeçar e cair. Estabeleça metas, tenha planos e prossiga com firmeza.
Olhe para dentro, conheça seu coração e analise seus projetos, mantenha puros seus sentimentos, não deixe que o orgulho, a vaidade e a inveja dominem seus pensamentos e seu coração.
Olhe para o lado, socorra quem precisa de você. Ame o próximo e seja sensível para perceber as necessidades daqueles que o cercam.
Olhe para baixo, não pise em ninguém, perceba as pequenas coisas e aprenda a valorizá-las.
Olhe para cima. Há um Deus maior do que você que te ama muito e cuida para que você tenha tudo aquilo que necessitar.
Olhe para Deus. Perceba a profundidade, a riqueza e o poder da bondade divina. Sinta esse Deus que olha por você em todos os dias de sua vida.

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.
Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

Padre Fábio de Melo