O verão chegou e o calor é sufocante, chega a provocar falta de ar. Mas eu fico inquieta, nem tanto pela temperatura, mas por uma saudade insuportável de ti. É que a vontade de ver-te e de ter um novo encontro secreto deixa-me agoniada.
A tua falta, mais o calor insuportável aumenta a forte saudade e sinto a necessidade de um novo encontro. Esse é o meu principal objetivo neste momento. Nós temos um caso difícil, já que os nossos sérios compromissos tiram-nos a liberdade.
Mas eu acredito que isso não tem sido motivo para embaraçar o nosso amor. Além da forte atração física, vivemos um lindo romance. Na verdade juntos poderemos escrever uma novela de aventura e de paixão.
Mas essa tua ausência aconteceu agora num momento errado. Nós, depois que nos envolvemos, não podemos mais viver afastados. O nosso amor é como um vulcão, quando entra em erupção não existe nada que detenha a sua força.
Estou a torcer para que tu resolvas logo esse teu negócio. Não estou a suportar essa tua ausência, ela está a prolongar-se muito, e não foi isso que a gente combinou. Espero que agilizes os teus compromissos e voltes logo, não suporto mais a saudade.
Meu querido, não judies de mim.
Meu peito pesa de saudades do ontem, das pessoas que viveram nesse ontem, desse tempo que passou e não volta mais.
Sinto saudades da infância, dessa época mais simples da vida em que doía o joelho de tanto cair, mas o coração estava intato.
Sinto saudades de ser livre, de poder sonhar sem me preocupar com o amanhã, de correr atrás de uma ilusão sem medo de cair e de novo quebrar o coração em pedaços.
Sinto saudades de olhar o futuro sem receio do que ele trará. Sinto saudades de sorrir porque sim.
Meu coração pesa de saudades por muita coisa, mas o que realmente pesa mais e cuja cura poderia aliviar tudo o resto, são as saudades que sinto de você, de tudo o que vivemos e principalmente do que ficou por viver...
Não há bênção maior
Do que sua existência
Seja num corpo perfeito
Ou mesmo deformado
Vale a pena viver
Isto já está confirmado.
Agradeça ao Criador
Pelo momento vivido
Que como forma de amor
Foi a Você concedido.
Dê o melhor de seu ser
Por onde você passar
E procure nunca esquecer
Que vale a pena lutar!
Noite a dentro, o que espera!
flor de lótus... que me dera...
alma viva sobre a fonte
desabrocha em alto monte
seu perfume, me alucino
que vil beleza, meu destino
suavemente assim, comprometedor
imergindo em volúpias, sonhador...
cativando e iludindo a solidão
alimentando então, o coração
tão sublime em seu calor
és minh'alma indolente
importante, adorável, inocente
regozijante em meu AMOR !
Duas coisas enchem a alma de admiração e de respeito sempre renovados e que aumentam à medida que o pensamento mais vezes se concentra nelas: acima de nós, o céu estrelado; no nosso íntimo, a lei moral. Não é necessário buscá-las e adivinhá-las como se estivessem ofuscadas por nuvens ou situadas em região inacessível, para além do meu horizonte; vejo-as ante mim e relaciono-as imediatamente com a consciência da minha existência. A primeira, a partir do lugar que ocupo no mundo exterior, estende a relação do meu ser com as coisas sensíveis a todo esse imenso espaço onde os mundos se sucedem aos mundos e os sistemas aos sistemas e a toda a duração ilimitada dos seus movimentos periódicos. A segunda parte do meu invisível eu, da minha personalidade e do meu posto num mundo que possui a verdadeira infinitude, mas no qual o entendimento mal pode penetrar e ao qual reconheço estar vinculado por uma relação não apenas contingente, mas universal e necessária (relação que também alargo a todos esses mundos visíveis).
Numa, a visão de uma infinidade de mundos quase aniquila a minha importância, na medida em que me considero uma criatura animal que, depois de ter (não se sabe como) gozado a vida durante um breve lapso de tempo, deve devolver a matéria de que é formada ao planeta em que vive e que não é mais do que um ponto no universo. Pelo contrário, a outra ergue infinitamente o meu valor como inteligência, mediante a minha personalidade, na qual a lei moral me revela uma vida independente da animalidade e até de todo o mundo sensível, pelo menos na medida em que podemos julgá-lo pelo destino que esta lei consigna à minha existência, e que, em vez de ser limitada às condições e aos limites desta vida, se alarga até ao infinito.
Immanuel Kant