Verdadeiras amizades são presentes que a vida nos oferece. Sempre haverá escritores, poetas, romancistas a cantar as benesses e alegrias que uma amizade pode nos ofertar.
A vida sem amigos é menos colorida, mais pesada, um tanto atribulada. São os amigos que dão uma cor a mais no cotidiano, que aliviam nossas penas e acalmam nossa caminhada.
E tão excelente se faz uma amizade quanto raro é se encontrar um amigo. Amigo desses de verdade, que tem no altruísmo, na generosidade e no carinho o toque do seu agir.
Amigo que é capaz de nos dizer não, quando o mais fácil seria concordar. de não compactuar com nossos desatinos quando o mais cômodo seria consentir. de não aquiescer com nosso erro quando mais confortável seria aprovar.
Faz-nos tanta falta o aconchego de um amigo! Somos tão carentes de uma amizade verdadeira que, não raro, damos o nome de amigo a quem não faz jus a tal apreço.
Confundimos a nobre virtude da amizade com aqueles que conseguem conosco dividir os risos fáceis, mas que percebemos se ausentam nos dias de austeridade.
Incluímos no rol dos nossos amigos, enobrecendo-os com o título, aqueles que são capazes de, afundados em erros e infelicidades próprias, nos arrastarem para os mesmos vales de dificuldades morais pelos quais trafegam.
Carregamos, não raro, marcas profundas de carências emocionais e uma ansiedade intensa por criar laços de amizades para aplacar a sede de afeto.
Por conta disso, vinculamo-nos a essa ou aquela pessoa que pouco faz por nos merecer a honraria da amizade.
De maneira rápida e breve, já estamos nós a confiar e a fiar longas horas em conjunto com esse ou aquele que nos surge, sem nos apercebermos do que traz na alma, dos valores, nem sempre nobres, com os quais prefere pautar sua vida, e das viciações morais que elegeu para se conduzir.
Assim, o dito popular que afirma antes só do que mal acompanhado passa a fazer sentido, nesses momentos de ansiedade por construirmos laços de amizade, nem sempre saudáveis e proveitosos.
E se tudo que você sempre quis estivesse bem à sua frente e ao seu alcance, e você nem se desse conta?
E se você estivesse tão acostumado a pensar em seus limites e suas carências, que não conseguisse enxergar a magnífica opulência que o cerca?
E se todo dia fosse belo e você nem se desse conta?
E se você já estivesse a ponto de se tornar mesmo a pessoa que gostaria de ser e não percebesse?
E se todos os problemas que você encontra lhe dessem a força e a determinação necessárias para transformá-los em oportunidades?
E se o dia de hoje acabasse antes de você decidir fazer dele o melhor?
Bom dia!
Não caminhes diante de mim
Posso não acompanhar-te;
Não caminhes atrás de mim
Posso não guiar-te;
Caminhes do meu lado e seja
Simplesmente MEU AMIGO!
Quem diz que amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando, é doce e é piedoso.
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e ainda aos deuses, odioso.
Se males faz amor, em mi se veem;
em mi mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
Contar-te longamente as perigosas coisas do mar. Contar-te o amor ardente e as ilhas que só há no verbo amar. Contar-te longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar. Contar-te longamente as misteriosas maravilhas do verbo navegar. E mar. Amar: as coisas perigosas.
Contar-te longamente que já foi num tempo doce coisa amar. E mar. Contar-te longamente como dói
Desembarcar nas ilhas misteriosas. Contar-te o mar ardente e o verbo amar. E longamente as coisas perigosas.