As mais lindas expressões do dicionário juntas, não serviriam para descrever a beleza de uma mãe como você. Minha guerreira que sempre tenta proteger nossa família, não há impossíveis para uma mãe assim e o resultado disso é nossa felicidade. Você luta para que nunca nos falte nada e para que sempre tenhamos o que comer e vestir. E eu me sinto um privilegiado em ter você em minha vida.
Muitas vezes, sentimos a nossa vida estagnada, sentimos a necessidade de mudanças, mas temos medo porque muitas vezes mudar implica pôr fim a algo que um dia acreditamos ser a melhor coisa da nossa vida. Mas é preciso pensar que se mudar é fechar um ciclo, também é começar outro.
A vida é muito curta e não podemos ficar presos àquilo que nos faz mal. Se sabemos o que nos causa dor e mal estar, e se sabemos que não há solução possível, precisamos nos desapegar, ser corajosos e colocar um ponto final para começar um novo capítulo na vida.
Não podemos desperdiçar os nossos dias com o que não nos traz paz e tranquilidade, e nos tira o entusiasmo de viver. Provoque mudanças na vida, livre-se de tudo que lhe faz mal, e abra-se para o novo.
Neste Natal o meu maior desejo é que os nossos corações estejam plenos de esperança e que as nossas almas nos movam sempre em direção ao bem comum.
Que o amor nos ilumine e que cada gesto, cada uma das nossas palavras tenham o dom de nos trazer paz e felicidade.
Que o Natal nos inspire na busca da harmonia e da paz. Que este espírito prevaleça sobre o mal e nos ajude a promover a concordância e a aceitação entre todos os seres humanos.
Desejo-te um Natal muito feliz, e sei que este meu desejo, esta minha proposta, será muito bem acolhida pelo generoso coração que tens.
Eu tinha um medo mortal de não ser ninguém. De chegar sem ninguém me cumprimentar pelo caminho, de não notarem que eu mudei meu perfume, de não pedirem minha opinião, de começarem sem mim, de terminar sem ninguém.
O meu medo, mesmo mortal, não era o da morte, era o de não ser a mais ilustre dentre as comidas dos vermes. Eu quero que os vermes me guardem para comer no Natal ou quando chegar algum parente de longe que eles queiram impressionar.
Imagine quão desesperadora é a ideia do esquecimento para o homem moderno: já quase não nos sobram mais árvores nem tempo para escrever. Só nos resta então, ter filhos. Mas o amor aos meus filhos impediu-me de tê-los para viver as mesmas angústias que eu.
Eu desisti da vida muito jovem, quando ainda me sobravam vários dentes mas poucos motivos para sorrir. Agora, o arrependimento e o medo do esquecimento me perseguem e aqui me posto a escrever minhas memórias, por vezes trágicas, por vezes cômicas, mas quase sempre vis.
Arlindo da Souza e Cruz
– Ei, pai! Viu esses peixes? Os olhos de Adão brilhavam quanto levantou seu rosto para fora da água e ajustou sua máscara de mergulho.
– Vi! Respondeu seu pai. – Os pequenos azuis parecem-se com os que nós vimos naquela loja na cidade.
– E eu quase toquei num desses amarelos. Adão borbulhava em animação.
O pai olhou a posição do sol e disse, – Bem, já está ficando tarde. É melhor começarmos a nadar de volta à margem. Vamos?
– Mas já? Perguntou Adão. – Está bem... Vamos embora. Aposto que chego primeiro.
E começaram a nadar em direção a margem, mas era mais longe do que Adão tinha imaginado.
– Papai, nós podemos descansar um minuto? Ele pediu.
O pai parou de nadar e sacudiu a cabeça. – Se pararmos, a correnteza pode nos levar para mais longe da margem. Vem...
O pai esticou seu braço para Adão agarrar. – Agarre-se a mim e eu o puxarei.
Logo alcançaram a margem, seguros e cansados.
Quando chegaram em casa, Adão contou para sua mãe sobre a sua tarde.
– Foi bom papai estar lá e me puxar. Eu estava muito cansado!
A mãe sorriu, – Sabe, acho que o trabalho na caridade, vivendo uma vida realmente cristã, às vezes é parecida com a sua tarde de natação. De vez em quando a gente se sente cansado e desanimado para fazer certos trabalhos que você sabe que são certos, necessários e importantes. De onde você acha que receberemos estímulo e ajuda?
– De você e de papai, Adão respondeu prontamente.
O pai, sorrindo, disse, – Bem, lhe ajudaremos sempre que pudermos. Quando lutamos contra a correnteza de coisas difíceis em nossa vida, Deus usa as outras pessoas para nos ajudar. E é como se dissesse: 'Vem... Agarre-se a Mim e Eu o puxarei'.
A mãe concordou, – Hoje eu estava desanimada em arrecadar alimentos. Mas passou aquele senhor que você conhece, o 'catador de papel', e me desejou um bom dia e disse que estava contente. Foi a palavra de encorajamento que Deus sabia que eu precisava ouvir.